Semana Municipal de Ciência e Tecnologia acontece na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes

O evento este ano tem como
tema “Ciência no Brasil”



A VI Semana Municipal da Ciência e Tecnologia (SMUCIT) acontecerá em João Pessoa, no período de 29 de setembro a 2 de outubro, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. O evento, que tem como tema “Ciência no Brasil”, será constituído por apresentação de trabalhos de conclusão de curso das estações digitais e a palestras versando sobre a temática.

A abertura será nesta terça-feira (dia 29 de setembro), a partir das 14h00, no auditório da Estação. A programação do dia conta ainda com a palestra “A Ciência no Brasil”, com o professor Doutor Valdir Bezerra, às 15h30 tem início às apresentações das estações digitais.

Na quarta-feira, dia 30 de setembro, os professores Doutor Zaqueu Ernesto e Carlos Antônio Cabral, ministram palestra “Alternativas Energéticas para a Paraíba” seguida das apresentações das estações digitais. No dia 1 de outubro acontecerá a palestra intitulada “Beleza e Assimetrias no Universo” proferida pelo professor Doutor Dionísio Bazeia. O evento se encerra no dia 2 de outubro com novas apresentações das Estações Digitais e solenidade de entrega dos certificados das estações.

Todas as pessoas podem participar das atividades da Semana Municipal da Ciência e Tecnologia, que está inserida no programa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que acontece em várias partes do país no período de 19 a 25 de outubro de 2009. A Semana Nacional existe no Brasil desde 2004 e tem alcançado êxito com uma participação crescente a cada ano de pessoas e instituições de pesquisa e ensino. No ano passado foram realizadas cerca 11.000 atividades em 450 municípios.

O secretário adjunto da Ciência e Tecnologia, Rubens Freire, disse que a semana pode ser um momento de descoberta de talentos e vocações para a ciência. Talentos e vocações que requisitam uma dinâmica depotencialização e esta se inicia na educação formal. Ciência, Tecnologia e Inovação são vistos com um tripé essencial para o desenvolvimento humano. O desenvolvimento científico está intimamente ligado com a educação formal. É na escola, segundo ele, onde aprendemos a fazer ciência.

“A Semana Nacional de C&T é uma oportunidade impar da sociedade, em particular para a juventude em idade escolar, ter alguns momentos de formação para as ciências com efeitos diretos sobre o processo educacional”, acrescentou Rubens Freire.

A SMCT tem o objetivo de mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência e Tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende mostrar também a importância da C&T para a vida dos cidadãos e para o desenvolvimento do país. Ela possibilita, ainda, que a população brasileira conheça e discuta os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.


SERVIÇO:
VI SEMANA MUNICIPAL DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA (SMUCIT)
Tema: Ciência no Brasil
Período: 29 de setembro a 2 de outubro de 2009
Local: Auditório Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Entrada aberta ao público.
Fone: 83. 3214. 8303 - 3214.8270 - 8802-3255

Email: fabath-ecartes@joaopessoa.pb.gov.br

Exposições de arte na Estação Cabo Branco


Três grandes exposições de arte permanecem abertas ao público neste final de semana na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. No primeiro andar da torre da Estação cerca de 160 artistas plásticos paraibanos estão expondo suas obras. A mostra surgir da ideia de valorizar os artistas locais. A mostra, intitulada “Coletânea Paraibana” tem como proposta fazer uma viagem no tempo e na história.

A Coletânea Paraibana reúne obras de artistas plásticos de várias gerações, desde Pedro Américo a estudantes do curso de artes visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com as mais várias técnicas e linguagens plásticas. São xilogravuras, pinturas, serigrafia, cerâmica, escultura, fotografia, arte eletrônica, grafitte, com os mais variados materiais, cores e formas.

A mostra é puro lirismo artístico, que se mostra através da arte, que não representa o mundo, mas o apresenta. “Tornando os artistas elos entre o ser interior e o mundo que o envolve. São sonhos, cores e formas que trazem o universo particular de cada artista”, comentou a curadora da mostra, a artista plástica Lúcia França.

No local o público irá encontra obras de Pedro Américo, Simeão Leal, Gustavo Moura, Cristina Strapação, João Câmara, José Altino, Josenildo Suassuna, Kaka Santa Cruz, Nai Gomes, Regis Cavalcanti, Sérgio Lucena, Shiko, Tamara Sorrentino, Tito Lobo, Unhandeijara Lisboa, W. Solha, Wilson Figueiredo e outros.

Um dos destaques desta mostra é a obra de Pedro Américo, intitulada “Cristo Morto”, e o caderno de desenhos do pintor, que fazem parte do acervo do Museu Pedro Américo, administrado pela Prefeitura Municipal de Areia (PB). No local o público visitante vai encontrar alguns pertences de Pedro Américo, a exemplo da mala pessoal e a caixa de pincéis (pertencente ao MURA – Museu Regional de Areia, administrado pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição).

Entre outras obras de importância estão: uma tela de João Câmara (Elegia a Walt Disney), da década de 1970, uma obra de José Lira (Retrato de José Américo), a famosa “Salomé” de Sérgio Lucena e obras de acervo de Arthur Cantalice. Conta ainda com duas telas de Ivan Freitas, intituladas “Ponto de Cem Réis” e “O Pôr do Sol no Jacaré”. Ivan Freitas, falecido em 2004, no Rio de Janeiro, teve suas cinzas jogadas na praia do Poço (litoral norte do Estado da Paraíba) em 2004. E também obras de Simeão Leal, que estão sob a guarda do Iphaep.

As obras ficarão expostas a visitação pública na Estação Cabo Branco até o dia 4 de novembro de 2009 de terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.

IMAGEM DA PALAVRA - Também permanece no local até o dia 4 de outubro no segundo andar da torre mirante da Estação Cabo Branco. Parte da obra do artista chega ao público paraibano através de uma seleção de dez das suas preciosas iluminogravuras – obras hoje tão raras quanto originais, ferros de marcar gado, vistos por Ariano como elementos de uma heráldica brasileira e popular e desenhos para ilustração de um romance nunca publicado. A mostra contará ainda com vários audiovisuais compilados por Tiago Martins a partir de três documentários, dirigidos por Marcus Vilar, Cláudio Marzo e Douglas Machado.

Tanto este estudo dos símbolos da chamada “civilização do couro” quanto as iluminogravuras estão ligados ao movimento armorial proposto por Suassuna. Originalmente atribuído ao “conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo”, a palavra armorial ganhou, através do Mestre Suassuna, um novo significado. Passou a designar criações que buscavam nas tradições populares brasileiras – a literatura de cordel, os poemas dos cantadores, a xilogravura, os estandartes e danças dos folguedos – os elementos para a construção de uma arte erudita essencialmente nacional.

Na concepção das iluminogravuras, Ariano também se inspirou nas tradições medievais. A técnica de iluminura era praticada por monges na Idade Média. Eles costumavam adornar as páginas de manuscritos com motivos florais e geométricos, capitulares rebuscadas e figuras fantásticas, que cobriam as margens do papel, emoldurando o texto. Na versão armorial, Ariano combinou a antiga iluminura com a gravura. As imagens de cavaleiros, cruzes, animais e armas são penetradas pela palavra.

Afinal, foi mesmo de um romance que surgiu o artista gráfico Ariano Suassuna. Na meninice, Ariano teve algum aprendizado de desenho e pintura. Ao iniciar a redação do seu monumental Romance d’a pedra do reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta, decidiu ilustrar ele mesmo o livro. Ao contrario das gravuras convencionais, as que compõem o romance têm papel estrutural na história – são assinadas por um dos personagens e citadas no texto.

Mais tarde, em 1980, Ariano aprofundou o processo de fusão entre texto e gravura em uma caixa com dez pranchas: Sonetos com Mote Alheio. Para fazer as matrizes, Ariano combinava os poemas manuscritos a desenhos em nanquim, em papel branco. As cópias eram feitas em uma gráfica, pelo processo off-set. Cada uma das 50 cópias era, então, trabalhada individualmente a mão, colorida a guache, tinta a óleo e aquarela, tornando-se peça única. Em 1985, o processo foi repetido em uma nova caixa de dez pranchas: Sonetos de Albano Cervonegro, apresentados nesta mostra, novamente com 50 exemplares (mais tarde, foram reproduzidos alguns exemplares extras, a pedido de amigos).

Para descrever as imagens, pode-se usar as características que Ariano cita como típicas da pintura armorial: “parentesco com o espírito mágico e poético do romanceiro e das xilogravuras populares do Nordeste; ausência de perspectiva, de profundidade ou relevo, ou então, perspectiva, profundidade e relevo apenas indicados; uso predominante de cores puras, distribuídas em zonas achatadas; desenho tosco e forte, quase sempre contornado, como herança da pintura popular; semelhança com os brasões, bandeiras e estandartes dos espetáculos nordestinos; parentesco com o espírito da cerâmica e da tapeçaria.”

Nas duas coleções, muitos dos títulos dos sonetos aparecem em uma tipografia peculiar. Trata-se do alfabeto Armorial, criado por Ariano a partir dos símbolos utilizadas por famílias nordestinas para marcar o gado. Depois de ler o pioneiro estudo de Gustavo Barroso sobre o tema, Ariano encontrou os registros do antepassado Paulino Vilar sobre os ferros usados pela família. A partir destas notas, estudou os seus significados simbólicos, como eram transmitidos de pai para filho e as alterações que sofriam ao longo do tempo. O resultado da pesquisa foi o livro Ferros do Cariri — Uma heráldica sertaneja (1974) e 25 letras de um alfabeto compostas pelo escritor a partir das formas dos ferros: troncos, cruzes, puxetes, mossas e pés-de-galinha.

O abecedário tem inspirado vários projetos gráficos, especialmente os ligados ao escritor. Nele, mais uma vez, Ariano Suassuna empresta à palavra uma dimensão estética, como disse certa vez ser o seu objetivo: “Unir o texto literário e a imagem num só emblema, para que a Literatura, a Tapeçaria, a Gravura, a Cerâmica e a Escultura falem, todas, através de imagens concretas, firmes e brilhantes, verdadeiras insígnias das coisas.”

Aproximar o grande público da obra gráfica e plástica de Ariano Suassuna é o objetivo maior da mostra A Imagem da Palavra, produzida pela CAMARA – Museologia, com o patrocínio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF. As obras ficarão expostas a visitação pública na Estação Cabo Branco até o dia 4 de outubro de 2009 de terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.

CONTEMPORÂNEOS PARANAENSES - Artistas plásticos do Estado do Paraná também estão expondo seus trabalhos em João Pessoa. Trata-se da exposição “Contemporâneos Paranaenses” que teve abertura oficial terça-feira (15 de setembro), na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes localizada na avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. A mostra estará aberta a visitação pública até o dia 30 de setembro.

São 28 artistas plásticos paranaenses e ao todo 30 obras de arte das mais variadas técnicas e estilos, acrílica sobre tela, fotografia aplicada sem tecido, foto sem lona, instalações, lâminas de vidro com desenhos com caneta para retro projeção de medida variável e outros. As obras integram o acervo do Atelier de Arte Contemporânea e do Centro de Arte Contemporânea do artista plástico Edílson Viriato. As telas e obras fazem parte da história do Paraná e seus artistas conhecidos nacional e internacionalmente.

A exposição apresenta manifestações estéticas, poéticas e formais que levam o expectador ao mundo particular e criativo de cada artista. As obras associam linguagens, elementos e materiais dos mais diversos.

O artista plástico e curador desta mostra, Edilson Viriato, diz que o olhar faz com que o artista integre os contrastes para a existência ligando a mente e a paixão. “Lirismo ou caos a expressão esta no processo com o amanhã entre as bases do passado e as manifestações dos traços e volumes, evolução dos gestos e manchas”, comentou Viriato, artista com mais de 15 anos de experiência do Atelier que leva o mesmo nome.

SERVIÇO: EXPOSIÇÕES
COLETÂNEA PARAIBANA – até o dia 4 de novembro
IMAGEM DA PALAVRA – até o dia 4 de outubro
CONTEMPORÂNEOS PARANAENSES - até o dia 39 de setembro

Visitação: Terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h00. Nos finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.
Local: Estação Cabo Branco - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco

Bastidores da Aeronaútica Europeia


São 24 imagens de autoria do
fotógrafo Antonie Gonin


Prossegue até o dia 29 de setembro na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes a exposição “Bastidores da Aeronaútica Européia”, com fotografias de Antonie Gonin. A Estação Cabo Branco está localizada na Avenida João Cirillo Silva, no Altiplano Cabo Branco.

A exposição Bastidores da Aeronaútica Européia faz parte dos eventos alusivos as comemorações do Ano da França no Brasil e é uma parceria entre a Prefeitura Municipal de João Pessoa, Aliança Francesa e Estação Cabo. A mostra contará com 24 fotografias tiradas pelo fotógrafo profissional Antonie Gonin, especialista em fotografias industriais e publicitárias de aviões. A mostra oferece uma visão espetacular da tecnologia desenvolvida pelo grupo European Aeronautic Defence & Space Company (EADS). Antoine Gonin percorreu a Europa para a realização destas fotografias que representam os principais setores de atividades da EADS.

Gonin nasceu no ano de 1951, Gonin se especializou, após os estudos de fotografia, em imagem industrial e publicitária. Por anos a fio ele soube capturar imagens espetaculares, quer se tratasse do maior avião de passageiros do mundo, de supercondutores ou de aviões em túnel de vento. Ele sabia valorizar os aspectos espetaculares da tecnologia, graças a um senso perfeito da composição e a um talento raro para jogar com a iluminação.

A EADS é uma empresa líder mundial em aeronáutica. Foi criada em julho de 2000 pela fusão da Aerospaciale Matra S.A. (França), da Construcciones Aeronáuticas S.A. (Espanha) e da Daimler Chrysler Aerospace AG (Alemanha). A EADS se associou ao desenvolvimento científico e tecnológico das empresas associadas mundialmente, assim como às universidades e laboratórios dos países com os quais o grupo desenvolve uma atividade industrial.

A EADS registrou em 2005 um volume de negócios de 34,2 bilhões de euros e empregou cerca de 113.000 pessoas em todo o mundo. O Grupo EADS inclui a construtora de aviões Airbus, a maior produtora mundial de helicópteros, Eurocopter e o empreendimento conjunto MBDA, líder mundial no setor de mísseis. A EADS é igualmente a sócia majoritária do consórcio Eurofighter, a empreiteira principal do lançador do Ariane, a arquiteta do avião de transporte militar A400M e a maior sócia industrial do sistema de navegação por satélite europeu, Galileu.

Após sua criação, a EADS viveu formidáveis transformações, que permitiram à empresa determinar sua liderança tecnológica nos aviões de transporte civil bem como na indústria espacial e de defesa. Mas isto é meramente uma etapa suplementar para a EADS, na busca incessante de inovações a serviço de seus clientes. A indústria aeroespacial deve investir maciçamente e de forma contínua na pesquisa tecnológica para preparar o futuro. Os produtos se destinam a permanecerem operacionais durante decênios. Em nível mundial, a EADS é a empresa do setor aeronáutico/espacial/de defesa que mais investiu com seus próprios fundos em pesquisa e desenvolvimento: 2,1 bilhões de euros em 2005.

SERVIÇO: BASTIDORES DA AERONÁUTICA EUROPEIA
Período: 11 de setembro até 29 de setembro de 2009
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, no Altiplano Cabo Branco.
Fone: 83. 3214.8303
Informações: www.eads.com
antoine.gonin@wanadoo.fr

Exposição de Ariano Suassuna é aberta na Estação Cabo Branco

“A Imagem da Palavra” é o nome da exposição que o professor, escritor, gestor cultural e artista gráfico Ariano Suassuna abre nesta quarta-feira (19), às 19h00, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes localizada na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. Logo após a abertura haverá apresentação do Grupo Armorial Motiva, regido pelo músico Roberto Araújo.

Parte da obra do artista chega ao público paraibano através de uma seleção de dez das suas preciosas iluminogravuras – obras hoje tão raras quanto originais, ferros de marcar gado, vistos por Ariano como elementos de uma heráldica brasileira e popular e desenhos para ilustração de um romance nunca publicado. A mostra contará ainda com vários audiovisuais compilados por Tiago Martins a partir de três documentários, dirigidos por Marcus Vilar, Cláudio Marzo e Douglas Machado.

Tanto este estudo dos símbolos da chamada “civilização do couro” quanto as iluminogravuras estão ligados ao movimento armorial proposto por Suassuna. Originalmente atribuído ao “conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo”, a palavra armorial ganhou, através do Mestre Suassuna, um novo significado. Passou a designar criações que buscavam nas tradições populares brasileiras – a literatura de cordel, os poemas dos cantadores, a xilogravura, os estandartes e danças dos folguedos – os elementos para a construção de uma arte erudita essencialmente nacional.

Na concepção das iluminogravuras, Ariano também se inspirou nas tradições medievais. A técnica de iluminura era praticada por monges na Idade Média. Eles costumavam adornar as páginas de manuscritos com motivos florais e geométricos, capitulares rebuscadas e figuras fantásticas, que cobriam as margens do papel, emoldurando o texto. Na versão armorial, Ariano combinou a antiga iluminura com a gravura. As imagens de cavaleiros, cruzes, animais e armas são penetradas pela palavra.

Afinal, foi mesmo de um romance que surgiu o artista gráfico Ariano Suassuna. Na meninice, Ariano teve algum aprendizado de desenho e pintura. Ao iniciar a redação do seu monumental Romance d’a pedra do reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta, decidiu ilustrar ele mesmo o livro.

Ao contrario das gravuras convencionais, as que compõem o romance têm papel estrutural na história – são assinadas por um dos personagens e citadas no texto. Mais tarde, em 1980, Ariano aprofundou o processo de fusão entre texto e gravura em uma caixa com dez pranchas: Sonetos com Mote Alheio. Para fazer as matrizes, Ariano combinava os poemas manuscritos a desenhos em nanquim, em papel branco. As cópias eram feitas em uma gráfica, pelo processo off-set. Cada uma das 50 cópias era, então, trabalhada individualmente a mão, colorida a guache, tinta a óleo e aquarela, tornando-se peça única. Em 1985, o processo foi repetido em uma nova caixa de dez pranchas: Sonetos de Albano Cervonegro, apresentados nesta mostra, novamente com 50 exemplares (mais tarde, foram reproduzidos alguns exemplares extras, a pedido de amigos).

Para descrever as imagens, pode-se usar as características que Ariano cita como típicas da pintura armorial: “parentesco com o espírito mágico e poético do romanceiro e das xilogravuras populares do Nordeste; ausência de perspectiva, de profundidade ou relevo, ou então, perspectiva, profundidade e relevo apenas indicados; uso predominante de cores puras, distribuídas em zonas achatadas; desenho tosco e forte, quase sempre contornado, como herança da pintura popular; semelhança com os brasões, bandeiras e estandartes dos espetáculos nordestinos; parentesco com o espírito da cerâmica e da tapeçaria.”

Nas duas coleções, muitos dos títulos dos sonetos aparecem em uma tipografia peculiar. Trata-se do alfabeto Armorial, criado por Ariano a partir dos símbolos utilizadas por famílias nordestinas para marcar o gado. Depois de ler o pioneiro estudo de Gustavo Barroso sobre o tema, Ariano encontrou os registros do antepassado Paulino Vilar sobre os ferros usados pela família. A partir destas notas, estudou os seus significados simbólicos, como eram transmitidos de pai para filho e as alterações que sofriam ao longo do tempo. O resultado da pesquisa foi o livro Ferros do Cariri — Uma heráldica sertaneja (1974) e 25 letras de um alfabeto compostas pelo escritor a partir das formas dos ferros: troncos, cruzes, puxetes, mossas e pés-de-galinha.

O abecedário tem inspirado vários projetos gráficos, especialmente os ligados ao escritor. Nele, mais uma vez, Ariano Suassuna empresta à palavra uma dimensão estética, como disse certa vez ser o seu objetivo: “Unir o texto literário e a imagem num só emblema, para que a Literatura, a Tapeçaria, a Gravura, a Cerâmica e a Escultura falem, todas, através de imagens concretas, firmes e brilhantes, verdadeiras insígnias das coisas.”

Aproximar o grande público da obra gráfica e plástica de Ariano Suassuna é o objetivo maior da mostra A Imagem da Palavra, produzida pela CAMARA – Museologia, com o patrocínio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF.

GRUPO ARMORIAL MOTIVA – O grupo Armorial Motiva é um grupo de câmera instrumental que faz parte do Projeto de Música da Escola Motiva e tem como objetivo de pesquisar e valorizar a música nordestina e brasileira, como também promover e incentivar novos talentos musicais na escola. A primeira apresentação do grupo aconteceu no dia 19 de maio de 2007 e desde então vem sendo convidado para apresentações dentro e fora do Estado da Paraíba.

O grupo é conduzido pelo maestro, arranjador e professor Roberto Araújo. A maioria dos integrantes tem idade que varia entre 18 anos a 21 anos. Hoje o Armorial Motiva é formado por: Marcelino Vasconcelos (assistente e violino), Maria Gabriela Rocha (violinoII), Caio Alves Diniz (violoncello), Mateus Vidal Paulino (II Violoncello), Luiz Limeira R. Ribeiro (Flauta transversal), Gabriel Gomes Tizey (II Flauta transversal), Júlio César Souza de Lucena (Acordeon), Nelson Túlio de M. Lima (violão solo), Ernando Tales de M. Lima (violão harmonia), Gabriel José da Rocha Candeia (Cavaquinho), Antonio da Gama Gonçalves (cavaquinho), Alma Desirée Queiroga (Contrabaixo), Roberto Sousa de Lucena (bateria), Daniel Pires Ribeiro (percussão), Letícia Oliveira Batista (percussão), Inaiá Telino de Abreu Machado (percussão e voz).

No repertório desta apresentação estão incluídas as músicas: Romance da Bela Infanta (anônima do séc. XVI); Rabecão (Antúlio Madureira), Aspecto de uma feira (Sagrama), Santa Morena (Música Flamengo), Jacó do Bandolin; Suíte Nordestina (Homenagem à Luiz Gonzaga), Dança do Mergulhão (Domínio Público), Bachianas Brasileira n.05 (Heitor Villa Lobos), Feira de Mangaio (Sivuca - Re-leitura e adaptação Roberto Araújo), Brasileirinho (Waldir Azevedo), Rasga Nordeste (Antonio Nóbrega).

MOVIMENTO ARMORIAL - O movimento cultural Armorial foi oficialmente lançado, em Recife (PE), no dia 18 de outubro de 1970, e idealizado pelo escritor, professor, gestor cultural e artista gráfico Ariano Suassuna. O movimento tinha como objetivo de produzir uma arte erudita brasileira a partir das raízes populares, ou seja, a fusão da criatividade da música popular, na busca de qualidade Erudita.

SERVIÇO:
A IMAGEM DA PALAVRA – ARIANO SUASSUNA
Abertura: 19 de agosto (quarta-feira)
Hora: 19h00
Local: Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Período da Exposição: 19 de Agosto a 04 de Outubro de 2009
Horário de Funcionamento da Estação:
Terça a Sexta - 09 às 17h
Sábados e Domingos - 10h às 18h
Fone: 83. 3214. 8303 - 8802-3255
Email: fabath-ecartes@joaopessoa.pb.gov.br
Imprensa: Adriana Crisanto – 83. 8823. 2233 – 8770.5958
Email: adrianacrisanto@yahoo.com.br

CAMARA - MUSEOLOGIA E AÇÃO CULTURAL
ALUIZIO CÂMARA
Local: 2º Pavimento da Torre
Aluizio Camara
Fone: 81.8648.0108 - 3221.1574
Email: camara.museo@gmail.com

Cancelada apresentação da Orquestra de Câmara de João Pessoa neste domingo


A ESTAÇÃO CABO BRANCO, CIÊNCIA, CULTURA E ARTES comunica que não haverá apresentação neste domingo (26), da ORQUESTRA DE CÂMARA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA, no auditório da Estação, localizado no Altiplano Cabo Branco. O CANCELAMENTO se deve aos problemas técnicos e artísticos da Orquestra de Câmara. A ESTAÇÃO CIÊNCIA pede desculpas ao público e INFORMA que nova data estará sendo agendada pela Orquestra para apresentação.

Tela Verde exibe oito curtas em João Pessoa


Oito curtas metragens sobre o meio ambiente estarão sendo exibidos no Salão de Convenções da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes neste final de semana. As exibições fazem parte do projeto Circuito Tela Verde que prosseguirá até o dia 30 de julho na Estação Ciência, localizada no Altiplano Cabo.

Neste sábado (25), a partir das 11h, na Sala de Convenções 2, serão exibidos os filmes: “Antes que a Casa Caia”, “Roda Viva”, “Apertando o Mangue” e “Mulheres do Âncora”. As apresentações são seguida por debates orientados pelos educadores da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura e dos gestores educacionais da Estação Cabo Branco; Walcira Costa, Verônica Sousa, Wertevan Fernandes e Cássia Freitas.

O filme “Antes que a casa caia” mostra a vida simples de pessoas que residem próximas as barreiras de uma pedreira. A segunda exibição “Roda Viva”, às 11h40, mostra a transformação da Lagoa de Araruama, que antes era viva e importante geradora de riquezas, mas a poluição, a construção civil desordenada e as ações irresponsáveis do homem fizeram a bela água escurecer, afastaram os peixes e os turistas, e transformaram as salinas em grandes condomínios.

Apertando o Mangue trata de um filme que mostra a importância do mangue na visão de um nativo que faz uma reflexão sobre o homem e a natureza em uma cidade em crescimento.

No domingo (26), a partir das 11h, será exibido “Mar Cigano” um vídeo que mostra qual a relação do homem com a natureza e sobre o avanço do mar. “Lá é mais difícil” é o filme da sequência que fala sobre jovens da zona urbana e da zona rural comentando sobre suas realidades de vida. Outro curta de destaque é “Encontro das Águas” que retratada a vida dos pescadores, o conhecimento empírico sobre a natureza. O último curta do dia chama-se “Vento Corredor” em que questiona sobre os conflitos entre a segurança, a moradia e os cuidados com a natureza das pessoas que moram próximas ao Parque Nacional da Restinga em Jurubatinga.

Circuito – No último final de semana o Circuito Tela Verde trouxe para a Estação Cabo Branco cerca de 300 pessoas vindas de várias partes da cidade e turistas que visitavam a Paraíba.

O Circuito Tela Verde constitui-se em um projeto construído em parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Cultura (Minc) que visa estimular as atividades de educação ambiental através da linguagem audiovisual, com uma mostra de vídeos que traz experiências de projetos ambientais. O Tela Verde chega a João Pessoa através da Secretaria do Meio Ambiente (Semam) com parceira com a Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes para exibição das películas. A mostra de vídeos passou por várias capitais brasileiras, incluindo estruturas educadoras, a exemplo de Salas Verdes, instituições articuladoras de Coletivos de Educadores, Pontos de Cultura, Cineclubes, instituições de ensino, associações comunitárias, organizações indígenas.

Cada espaço receberá um kit contendo cinco DVD’s, manual de orientações sobre como organizar a mostra com a sinopse dos vídeos e o material de divulgação. Este circuito reúne 30 vídeos de curta metragem, num total de mais de cinco horas de exibição.

Os vídeos foram produzidos como parte de um processo de educação ambiental, de caráter crítico e participativo, com envolvimento direto das comunidades na produção dos vídeos, utilizando metodologias de Educomunicação. Trazem uma importante contribuição para compreender como as comunidades tomam parte nos processos da gestão ambiental pública.

Todos eles foram realizados pela Abaeté Estudos Socioambientais, entre 2007 e 2008, utilizando a linguagem de cinema e ferramentas da antropologia, para a elaboração de diagnósticos socioambientais. Por seu caráter inovador, o projeto, em 2008, recebeu o prêmio Brasil Ambiental, um dos mais importantes do país.

O Circuito Tela Verde é uma das ações de Educomunicação do DEA/MMA, em sintonia com os princípios do Programa Nacional de Educação Ambiental.

SERVIÇO:
MOSTRA TELA VERDE

Sábado (25) – Antes que a casa caia, Roda Viva, Apertando o Mangue e Mulheres do Âncora
Domingo (26) – Mar Cigano, Lá é mais difícil, Encontro das águas, Vento Corredor
Horário: 11h00 até 18h00
Local: Sala da Convenções 2 – Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes
Fone: 3214.8303
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

Programa Ciranda Curricular promove novas oficinas neste final de semana


O público que visitar neste final de semana a Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizada na avenida João Cirilo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco poderá participar das oficinas de recreação, quadrinização, contação de histórias e música. No sábado (25) serão ministradas as oficinas de recreação e quadrinização e no domingo (26) as oficinas de Contação de Histórias e Música. Todas as atividades acontecem na Sala de Práticas Educacionais, a partir das 10h00, com os arte-educadores: Edson Nascimento, Hausman Santos, José Carlos e Raimundo Severino, ambos do Ciranda Curricular, um programa de arte-educação e inclusão que busca criar na escola um espaço de interação entre toda a comunidade. As experimentações são gratuitas para as todas as idades. Não é necessário inscrição prévia.

“As oficinas do Programa Ciranda Curricular que também são oferecidas durante a semana, além do caráter educacional e lúdico, objetivam incluir socialmente pessoas de todas as idades com conhecimentos diversificados num mesmo ambiente e por esses aspectos estamos obtendo ótimos resultados”, explicou a Coordenadora de Gestão Educacional da Estação, Cássia Freitas.

OFICINAS – A Oficina de Recreação resgata brincadeiras antigas, cantigas de roda etc. Atua no sentido da socialização dos participantes e principalmente das crianças. É uma oficina basicamente de muito divertimento e descontração. O ministrante da oficina de recreação, Edson Nascimento, explicou que a oficina de recreação trabalha com aspecto lúdico que envolve as emoções, relembram brincadeiras do passado, desenhos, jogos educativos, músicas que faz com que desperte nos participantes a imaginação sejam eles vindos de escolas, turistas ou visitantes que passam pela Estação.

A oficina de Quadrinização é oferecida para qualquer pessoa que pode vivenciar também uma incrível experiência. A arte dos quadrinhos agrega além da ludicidade, a oportunidade de promover o desenvolvimento de várias competências relacionadas à criatividade, a lógica, a percepção, além da relação próxima com a construção de processos informais de leitura e escrita determinantes para o sucesso da escolaridade formal.

Na oficina o instrutor usará as técnicas da perspectiva anatômica, noções de desenho, mostrará como se produz uma tirinha, como se constrói um layout, um store board e um fanzine. A oficina de Contação de Histórias, por sua vez, objetiva estimular a imaginação das crianças e também adultos. Cada participante através das dinâmicas realizadas na referida oficina poderá criar e tornar-se personagem de qualquer estória.

Música (violão) - O participante tem o acompanhamento de um músico e aprende noções básicas das setes notas musicais (dó, re, mi, fá, só, la, si , dó). Alguns participantes ao ouvir o tom, os acordes do violão sentem afinidade com o instrumento e conseguem identificar as notas básicas com facilidade.

PROGRAMA - O Ciranda Curricular é um programa de arte-educação e inclusão que busca criar na escola um espaço de interação entre toda a comunidade. As atividades acontecem aos sábados através de oficinas artísticas, educativas e profissionalizantes que são ofertadas para estudantes, familiares e comunidade em geral. Não há qualquer restrição no que diz respeito à faixa etária, sexo, etnia, credo e escolaridade.

O programa está na Estação Cabo Branco há cerca de um ano e tem atraído pessoas de várias idades e movimentado bastante a casa nos dias semana e nos finais de semana. A todo o momento os oficineiros (com são chamados as pessoas que ministram as oficinas) estão circulando pela Estação convidando os visitantes a participarem das oficinas na sala de práticas educacionais.

A programação não pára por ai. No próximo mês tem mais. No sábado dia 01 de agosto, haverá oficina de Percussão Corpórea com arte-educador Hausman Santos. Na oficina o instrutor usará as técnicas da perspectiva anatômica, noções de desenho, mostrará como se produz uma tirinha, como se constrói um layout, um store board e um fanzine.

A Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes funciona de terça a sexta no horário de 9h00 às 17h00. No sábado e domingo as atividades começam as 10h00 e se estendem até as 18h00. Maiores informações para participar das oficinas do Ciranda Curricular, através do fone 3214.8303 ou pelo email.ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

SERVIÇO:
Programa Ciranda Curricular
Oficinas de Recreação, Contação de Histórias e Música
Sábado (25) e Domingo (26)
Hora: 10h00
Local: Sala de Práticas Educacionais da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes
Informações: 83.3214.8303.

Grupo Viver a Inclusão é atração deste sábado na Estação


O Grupo “Vem Viver a Inclusão” fará estreia do espetáculo de teatro e dança intitulado “Força que Nunca Cessa”, neste sábado (25), no auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes. A entrada é franca e está prevista para começar às 16h30.

A montagem consiste na encenação de teatro e dança que foi preparada para ser encenada em um festival em comemoração ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por meio de trabalhos artísticos, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Social. No passado, o grupo competiu com os grupos de pessoas sem deficiência e ficou em 2° lugar na Categoria de Teatro.

Grupo “Vem Viver a Inclusão” consiste num coletivo de música, teatro e dança formado pelos usuários do Centro Municipal de Inclusão, o qual visa a Habilitação e a Reabilitação, por meio de serviços especializados, de crianças, adolescentes e jovens com deficiência, distúrbio de comportamento e/ou de aprendizagem, buscando dar-lhes condições para o exercício pleno de sua cidadania.

O Grupo deu início aos trabalhos em abril de 2006 apenas com Teatro, buscando fortalecer, evidenciar e ampliar as potencialidades dos participantes. Neste mesmo ano foram implantadas as aulas de Musicoterapia e, em outubro de 2007, as aulas de Educação Física Adaptada, onde, além da área desportiva, um trabalho de dança vem sendo desenvolvido.

O objetivo principal do grupo é propiciar interação, socialização e desenvolvimento global diante das necessidades individuais de cada um. Neste sentido, o que é enfatizado é o desenvolvimento das habilidades de cada um, torna-se o ponto alto do trabalho.

Atualmente, o grupo conta com cerca de 40 participantes, o qual tem como responsáveis a professora de Teatro Lisianne Saraiva, o musicoterapeuta Wmarley de Azevedo e a educadora física Joana Alves.

SERVIÇO:
ESPETÁCULO: FORÇA QUE NUNCA CESSA
Sábado (25)
Hora: 16h30
Local: Auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.
A entrada é gratuita,

Quatro exposições na Estação Cabo Branco


Solha, Marinez Lucena, Aquino Mendonça e Parede Poética expõe telas e poemas na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes


Para quem não gosta das folias juninas e vai passar o São João na Capital a sugestão é visitar quatro novas mostras de artes plásticas e poemas que estarão expostas a partir desta terça-feira (23) até o dia 27 de junho, no segundo andar (torre) da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizado na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. São telas de W. J. Solha (Pense Grande), Aquino Mendonça (O Mar à Vista), Marinez Lucena (Quadrilha Junina) e Parede Poética do Serviço Social do Comércio (SESC).


A primeira é o Projeto Pense Grande idealizado pelo artista plástico, ator, roteirista e escritor paulista W.J.Solha no final do ano de 1999, a partir de um fato ocorrido com o jogador de futebol Edmundo, quando o mesmo “insultou” o juiz de futebol e o chamou de “paraíba”. De acordo com Solha, radicado em João Pessoa há vários anos, o paraibano deveria conhecer e valorizar os homens e as mulheres de destaque do Estado a fim de levantar a auto-estima. “Poucos Estados brasileiros contam com tantas expressões importantes, em todas as áreas com aqui”, enfatizou Solha.

A exposição, composta por 68 telas, consiste em uma parceira entre o Jornal O Norte (Grupo Diários Associados Paraíba), com apoio da Biblioteca Central, Coordenação de Extensão Cultural e Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal da Paraíba (BC/COEX/PRAC/UFPB) com o Projeto Arte na Escola.

As obras de arte de Solha são conhecidas nacional e internacionalmente. No período de 2000 a julho de 2001, um jornal local, veiculou, a cada semana, na capa do caderno de cultura, a reprodução do retrato de um paraibano ilustre. As telas possuem tamanhos variados e foi confeccionada em acrílica sobre tela. O slogan da mostra exposição é “Pense grande como o paraibano Augusto dos Anjos”. No local o visitante poderá observar telas com personagens importantes das artes paraibana, a exemplo de Augusto dos Anjos, Antônio Dias, Walter Carvalho, Paulo Pontes e outros.


Todas as cores da Quadrilha Junina


A segunda exposição é da artista plástica Marinez Lucena, intitulada “Quadrilha Junina”. Nela a artista encontrou na sua terra natal inspiração para pintar 16 telas em óleo sobre tela que compõem a mostra.

As telas são de natureza impressionista, com cores puras e dissociadas em pequenas pinceladas, valorizando o contraste de luz e sombra pelo uso das cores complementares. “Minha temática está entre a figura e a natureza onde sempre busco expressar minhas emoções, sentimentos, visões de mundo e lugares que me cercam”, disse Marinez.

O Mar de Aquino


“O Mar à Vista” é o título da terceira mostra de artes plásticas que está aberta para visitação pública na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes. Nesta exposição Aquino Mendonça expõe toda sua natureza impressionista. São ao todo 31 telas em óleo sobre tela em que trata da beleza da natureza representada pelo céu, pescadores, mar e barcos.

Em cada obra pode-se fazer uma leitura. As cores saltam da tela como se paisagem estivesse viva. Os tons, em amarelo e laranja, fazem lembrar o crepúsculo, o cair da tarde. “Minhas motivações foram às imagens da Baía da Traíção”, disse Aquino que se considera um admirador profundo da natureza. “O impressionismo foi a escola de arte que mais me deslumbrou”, revelou o artista.

As telas chamam atenção pela luz retratada. Este efeito emprestado ao trabalho modifica de certa forma o objeto retratado, em uma espécie de releitura do real proposta pelo artista.


Parede Poética

Outra exposição singular é a Parede Poética, projeto itinerante desenvolvido pelo Serviço Social do Comércio (SESC) há cerca de 15 anos. A mostra é composta por poemas ilustrados de poetas paraibanos através de suporte banners que medem 2 metros por 1,5 metros de altura.

Nesta mostra serão exibidos trabalhos de Braulio Tavares, Figueiredo Agra, Edgley Andrade Rocha, Luiz Fernando Silva, Águia Mendes, Antônio Mariano, Sônia Van Dijck, André de Sena, Ricardo Peixoto, Juca Pontes, Jessier Quirino, Elionaldo Varela, Ricardo Anísio, Vitória Lima, Elinaldo Rodrigues, Elionaldo Varela, Andreza Clarinda, Batista Ralle e outros. A curadoria da Parede Poética é do escritor e poeta Políbio Alves e coordenado pelo jornalista Chico Noronha.


SERVIÇO:
Exposições: PENSE GRANDE, O MAR À VISTA, QUADRILHA JUNINA E PAREDE POÉTICA

Período: 23 de junho (terça-feira) a 27 de junho
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes - Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Horário de visitação:
Terça à sexta-feira, das 9h00 às 17h00.
Finais de semana e feriados, das 10h00 às 18h00.
Informações: (83) 3214.8303.

"De Víbora em Punho" é atração do programa Cine Estação França


O filme "De Víbora em Punho" (França/Reino Unido, 2004) é a próxima exibição que acontecerá nesta quinta-feira (18), a partir das 19h, no auditório da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes dentro das comemorações do Ano da França no Brasil. A entrada é aberta ao público.

"De Víbora em Punho" é um filme adaptado de um dos mais famosos romances infantil e juvenil da literatura francesa, de autoria de Hervé Bazin. Em boa parte autobiográfico, o filme conta em um tom tragicômico o combate violento, impiedoso e ferozmente engraçado travado por uma criança contra sua própria mãe, numa família burguesa no final da década de 1920.

Jean Rezeau e seu irmão mais velho vivem felizes em La Belle Angerie, o castelo da família, mas a morte de sua avó provoca o retorno de seus pais da Indochina, e com isso o fim da infância. Aprendizado da idade adulta, lição de vida otimista, conquista da liberdade, por uma criança que se rebelou contra aquela que fez dele, apesar de tudo, um artista e um grande escritor. No elenco estão os atores Catherine Frot, Jacques Villeret, Jules Sitruk. O drama, em cores, tem duração de 100' e classificação livre.

O evento faz parte do programa 'Cine Estação França', realizado pela Estação Cabo Branco em parceria com a Aliança Francesa, em João Pessoa, desde o mês de março até novembro deste ano, toda terceira quinta-feira de cada mês. A projeção é digital e todos os filmes são legendados, com debate no final de cada exibição.

O diretor geral da Estação Cabo Branco Ciência e Cultura, Fernando Abath, disse que um dos objetivos do Cine Estação França é apresentar e difundir a cultura francesa com a maior abrangência e diversidade de público possível, desde os amantes do cinema europeu até as pessoas que não tem condições de terem acesso as salas de cinema da cidade. "É um acontecimento memorável e, sem dúvidas, conhecer mais da cultura francesa, não dá para ficar de fora", disse Abath.

SERVIÇO:
DE VÍBORA EM PUNHO (França/Reino Unido, 2004)
Quinta-feira (18)
Hora: 19h
Local: Auditório da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes
Entrada é aberta ao público

João Pessoa recebe arte de Brasília


A exposição intitulada “Capital Digital” mostra um conjunto de obras de arte
e tecnologias na Estação Cabo Branco

“Capital Digital” é o título da nova exposição que será aberta na última sexta-feira (12), às 19h00, na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizado na Avenida João Cirillo Silva, no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa (PB). No dia da abertura haverá ainda performances teatrais. A exposição ficará no local até o dia 12 de agosto, com visitação aberta ao público.

A exposição consiste em um conjunto de obras de arte e tecnologia de importantes artistas da cidade de Brasília (DF). A exposição, interativa, será um espaço para que a sociedade possa experimentar a atualidade, favorecendo a reflexão sobre perspectivas para construção de um futuro melhor a partir das inovações da humanidade.

A arte produzida na cidade de Brasília é marcada, em parte, pelo entrelaçamento entre a ciência e as novas tecnologias, sendo amplamente reconhecida no cenário nacional e internacional. Parte do interesse dos artistas locais, no aspecto tecnológico da contemporaneidade, se dá, principalmente, pelo estímulo às investigações promovidas pelo Instituto de Artes (IDA), Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), instituição federal de ensino superior pioneira na abertura do Programa de Pós-Graduação direcionado à Arte e Tecnologia. A imagem da arte é produzida pelos professores, alunos e egressos da UnB, e em grande parte, associada a inovação tecnológica, vanguarda e qualidade técnica.

As peças abordam com amplitude o universo das linguagens particulares à arte e tecnologia, abrangendo desde a videoarte, webarte, realidade virtual, vida artificial, arte genética, gamearte, instalações interativas, arte robótica até o universo da moda na criação de computadores visíveis.
Estarão expostas no local trabalhos de Suzete Venturelli, Geraldo Orthof, Bia Medeiros, Carlos Praude, Frank Nelly, Beatriz Salles, Eufrasio Prates, Maria Luiza Fragoso. Além das peças dos artistas e pesquisadores: Alexandra Caetano (CiberCinético), Buskati (Obra coletiva: Wjan, Cinara Barbosa, Antonio Francisco Moreira e Frank Nelly), Cecília Mori (Pequeno Encontro), Christus Nóbrega (Casa), Cinara Barbosa (barco pensamento), Camila Handan (Cybridart), Cleomar Rocha (José Rodolfo), Carrijo de Freitas(Atratores), Danilo Guimarães (Quem dirige Brasília?), Eufrásio Prates (ensaio @-temporal), Lavínnia Seabra (Marilyn Tech Black). E ainda pesquisadores associados como: Dan Eros Volusia, Soraia Silva, Luzirene Rego, Clarice Cabral e Alexandre Nas (Monummovimentum), Karina Dias (Janela I), Tiago Franklin (antiRBSfrequency), Leci Augusto (Jogo), Sheila Campello e Grupo Arteduca (Vivências poéticas e o espaço urbano). onheça alguns trabalhos:

SUZETE VENTURELLI - Teremos o Idance, um gamearte que apresenta o uso da música como meio de geração de gráficos computacionais artísticos capazes de reforçar no usuário o estímulo gerado, ampliando assim a experiência sensorial criada pela música. Além do software o sistema compreende um dispositivo com sensor de captação de movimento infravermelho, projeto multimídia e um espelho para a instalação do ambiente interativo de imagem e som em tempo real.

GERALDO ORTHOF - Mostrará em abibliotecadostripper uma videoinstalação inédita.

BIA MEDEIROS E GRUPO CORPOS INFORMÁTICOS - Realizará performance na inauguração em telepresença.

CARLOS PRAUDE - Apresentará Stratus em que as imagens podem ser apresentadas como simulação de nuvens ou como bandeirolas dispostas ao vento. O interator pode simular movimentos de vôo em um espaço 3-D, deslocando-se para as laterais, acima ou abaixo das imagens apresentadas. O interator pode alterar as configurações de cores do céu e do objeto apresentado (nuvens ou bandeirolas). O programa permite ao interator diversas experimentações por meio de mudanças nas configurações de zoom, velocidade de deslocamento, direção de vôo e volume das formas.

FRANK NELLY - Apresenta Chinelinbug, um jogo que faz uma alusão aos jogos de dança, que utilizam como interface o tapete de dança. O objetivo do game é “pisar” em pontos estratégicos do tapete para matar “baratas” que aparecem no monitor. O trabalho envolve um eficiente grau de incorporação na relação homem/máquina ao trabalhar com forte conteúdo de identificação.

BEATRIZ SALLES E EUFRASIO PRATES - Propõem com Visões Corporais, baseado no conceito de visonual de Servio Túlio Marin, propiciar a percepção visual através da cinestesia dos outros sentidos. Considerando que a cultura ocidental supervaloriza o sentido da visão, no momento em que este é suprimido, valorizando os demais, conseguimos enriquecer o nosso repertório de interação, seja ele com outras pessoas ou com a própria realidade física. O corpo como captador e decodificador de estímulos terá a finalidade de gerar impulsos para sentidos não tradicionais responsáveis por compor sinestesicamente a imagem visual. Tratam da sensibilização para a condição supostamente conhecida de pessoas com deficiência visual.]

MARIA LUIZA FRAGOSO - Mostra em dois trabalhos “ Eco-Urbe” e “tracaja-e.net” sobre arte e tecnologia GPS. O projeto tracajá-e.net é um exemplo de como se pode desenhar no ciberespaço. Este foi dividido em três etapas, sendo que a segunda foi a criação de um banco de dados composto de imagens digitais e registros em GPS. Naquele momento foi realizada uma viagem, de carro e de barco, pelas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, durante a qual foram registradas digitalmente, entre junho e novembro de 2002, imagens de 14 estados, mais de 250 cidades, 700 localidades e aproximadamente 20.000 km. Algumas dessas imagens foram publicadas no site do projeto (http://www.tracaja-e.net), no qual era alimentado o diário de bordo. Os dados eram enviados, via telefonia celular satélite, computador portátil e Internet para o servidor. Eco-Urbe é um trabalho artístico constituído a partir de dados digitais e exibido enquanto instalação multimídia. O banco de dados combina imagens fotográficas digitais, in loco e via satélite, com coordenadas de localização capturadas com GPS.

SERVIÇO:
Exposição CAPITAL DIGITAL – arte, ciência e tecnologia
Abertura dia 12 de junho (sexta-feira)
Local: Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Arte – Altiplano Cabo Branco
Até 12 de agosto

Orquestra de Câmara faz nova apresentação na Estação Ciência


O concerto será neste domingo com entrada aberta ao público

Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa realiza nova apresentação neste domingo (31), no auditório da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, localizado na Avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. A entrada é aberta ao público e a apresentação será às 17h00.

O concerto da orquestra será regido pelo maestro Gustavo De Paco de Gea executado em cinco movimentos com apresentação dos instrumentos das famílias das cordas, dos metais, madeiras, percussão e teclado. A primeira peça a ser executada será uma suíte “Dom Quixote”, intitulada Largo/Alegro/Largo, de autoria de G. Telemann. No segundo momento apresenta uma peça popular de Ernesto Nazareth (Odeón) com execução dos instrumentos da família das madeiras. Na sequência apresentação dos instrumentos da família dos metais com a peça Fanfarra Olímpica de J. Williams.

Logo após acontece a apresentação da percussão com o galope, no estilo cantoria, de autoria de Guerra Peixe. Em seguida apresentação do teclado com execução das peças Cipó Branco (Cussy de Almeida), a música tema do Fantasma da Ópera (A. Webber), além de Hey Jude (Lennon e Mc Cartney), tema da missão impossível (L. Schiffin) e da seleção brasileira com xotes de Luiz Gonzaga.

O concerto na Estação tem o objetivo de proporcionar ao público, a cada dois meses, um momento de lazer e cultura com apresentação de uma orquestra, tocando música de qualidade, mostrando um repertório variado que vai desde o clássico até o popular para agradar a todas as gerações.

A orquestra - A Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa (OCCJP) foi criada no ano de 2001, por iniciativa da Secretaria de Educação e Cultura do Município, com recursos provenientes da então Lei Viva Cultura, hoje Fundo Municipal de Cultura (FMC). Ela está vinculada à Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e, mesmo tendo surgido há apenas seis anos, se estabelece como um espaço importante no processo de formação de instrumentistas. A OCCJP é composta por jovens com idade variando entre 16 e 25 anos de idade, e vêm desenvolvendo uma música de alto nível e cumprindo papel fundamental no fomento à cultura.

Durante todo o ano a orquestra realiza concertos dentro de projetos elaborados que tem o intuito de elevar o nível cultural dos paraibanos, a exemplo Concertos Didáticos, que contribui para proporcionar a elevação do nível cultural de professores e alunos da Rede Municipal de ensino, promovendo o acesso à música e despertando o interesse pela busca de uma educação musical. Tem ainda o Concerto da Estação, que leva um repertório que varia do clássico ao popular na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, uma vez no domingo, no auditório central aberto ao público.

Outro projeto desenvolvido pela orquestra são os Concertos Comemorativos, que rendem homenagem as datas comemorativas, a exemplo do Natal, Ano Novo, Semana Santa e Nossa Senhora das Neves. Além dos Concertos Oficiais, em que jovens músicos desenvolvem seus conhecimentos artísticos através de um repertório especialmente escolhido para tal fim e os Concertos Internacionais, que contam com a participação de regentes e solistas estrangeiros que tem o objetivo de proporcionar troca de experiências entre músicos.

A Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa é um espaço da prática musical em conjunto contribuindo para a preparação artístico profissional de jovens músicos, que além de darem continuidade à formação musical, adquirem experiência para no futuro compor orquestras profissionais.


SERVIÇO: CONCERTO NA ESTAÇÃO – ORQUESTRA CÂMARA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA
Entrada franca
Local: Auditório da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes
Hora: 17h00
Repertório: Clássico e Popular
Informações: 3214.8303
Av. João Cirillo Silva, S/N – Altiplano Cabo Branco - João Pessoa – Paraíba - CEP: 58.046-010
Contatos: (83) 3214.8303 / 8802-3255 / e-mail: fabath-ecartes@joaopessoa.pb.gov.br