Dida - O Pensador Virtual


O cantor e compositor paraibano Dida Fialho está em João Pessoa na tentativa de captar recursos a gravação de um DVD/CD e para uma série de 27 shows pelo país, que irá contar um pouco de seus 30 anos de carreira artística. O projeto, segundo Dida, foi idealizado por Gilvan de Brito, inscrito e aprovado na Lei Estadual de Incentivo a Cultura do Rio de Janeiro.
O projeto se refere a um DVD/CD com doze músicas com vários temas, dirigido pelo cineasta Gilvan de Brito, responsável pela realização de vários curtas-metragens institucionais e longas no Rio de Janeiro, São Paulo e outros Estados.
O DVD/CD, que irá se chamar “Pensadores Virtuais”, será apresentado nas cidades de Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Cabo Frio, Búzios, Angra dos Reis, Nilópolis, Parati, Miguel Pereira, Petrópolis, Teresópolis, Resende, Macaé, Volta Redonda, Nova Friburgo, São João da Barra, Itaperuna entre outros municípios. A intenção, de acordo com o cantor, é inserir a Paraíba neste circuito também, com apresentações aqui.
No ano passado Dida Fialho lançou o disco “Pensadores Virtuais”, o primeiro de sua carreira, produzido em 2003. A demora, segundo o cantor, aconteceu porque sempre foi muito exigente e primou por um trabalho de qualidade. O disco foi produzido por Jota Moraes, gravado no estúdio Joala no Rio de Janeiro por Julinho Barbosa.
O trabalho traz uma seleção de músicas nunca antes editada em CD pelo artista. A maioria das canções são de sua autoria e outras em parceria com Livardo Alves, Deso Philho, Gilvan de Brito, Irani Medeiros, Humberto de Almeida e duas outras canções que interpreta, um delas de Chico César (Do Além, faixa 6).
São músicas possuem um alto grau de poesia e musicalidade que caracteriza muito bem a música popular paraibana. “Sol Maior” é canção dedicada a Gloria Vasconcelos, em que fala da dicotomia entre o amor e a paixão. Em Bossa Nova, faixa 10, é novamente o amor que ele canta, uma canção arranjada por Jota e Dodô Moraes. “Essa música foi composta na época das serenatas, coisa que hoje não existe mais”, lembrou o cantor.
Uma das músicas que chama atenção é “Cantador de Rua”, em que rende homenagem a todos os tipos de cantadores, daquele que grita para vender seus produtos no camelô a dobradiça de uma janela.
Dida Fialho fez parte da geração anterior ao Jaguaribe Carne. Foi integrante do grupo folclórico do Liceu Paraibano. Cantou no Coral Universitário da Paraíba que tinha como regente Clovis Pereira. No ano de 1975, participou da primeira coletiva de musica com o grupo Ave Viola, com quem gravou o disco "Requien para o Circo", com a participação de Zé Ramalho. Ele viajou todo o Brasil com a peça Teatral o "Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna, espetáculo dirigido por Fernando Teixeira.
Na sua caminhada musical percorreu todo o interior de São Paulo realizando shows de música produzido por Pedro Neves. Participou de vários festivais de música em São Paulo. Participou do Projeto Pixinguinha edição Nordeste. Há 12 anos tem residência fixa no Rio de Janeiro, o que ampliou o seu currículo artístico, fazendo parceria com músicos de expressão da Música Popular Brasileira (MPB), a exemplo de Jota Morais (maestro arranjador).
No teatro ainda integrou a montagem do espetáculo "Morte e Vida Severina", de autoria de João Cabral de Melo Neto, numa produção da Casa da Gávea e direção geral de Cristina Pereira. De volta a Paraíba, ganhou o 7º Forró Fest da TV Globo Paraíba com a música "Cantador de Rua".
Serviço:
Dida Fialho - Pensadores Virtuais
A venda no Sebo Cultural
Preço: R$ 20,00
Publicado no caderno Show do jornal O Norte em Fevereiro de 2006.