Mais um prêmio para Mônica


Paraibana Mônica Câmara recebe das mãos do presidente Luis Inácio Lula da Silva prêmio promovido pela
Secretaria Nacional Antidrogas

A fotojornalista Mônica Câmara recebeu em Brasília (DF) o prêmio de R$ 4 mil pela primeira colocação no IV Concurso Nacional de Fotografia, categoria profissional, promovido pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). Ao todo foram 80 fotógrafos de várias partes do país.
A solenidade de entrega do prêmio aconteceu ontem no Palácio do Planalto, durante a Semana Nacional Antidrogas, com a presença do presidente da república Luis Inácio Lula da Silva. Desta vez a foto premiada foi “Recreio”, tirada por um acaso na cidade de Caapora, quando trabalhava na editoria de fotografia do Jornal O NORTE.
A foto ficou guardada por algum tempo até que surgiu a oportunidade do concurso e ela resolveu concorrer. As regras do concurso eram claras e só poderia inscrever apenas um trabalho inédito sobre o tema “Atitudes positivas na vida e a prevenção do uso indevido de drogas”, não foi permitido utilizar imagens negativas ou preconceituosas, muito menos cópia ou adaptação de fotografia já existente.
O prêmio é sem dúvida o reconhecimento do trabalho de uma das melhores, senão a melhor, profissional de fotografia que o Estado da Paraíba dispõe. Sensibilidade é o que não falta a Mônica, a prova são os inúmeros prêmios que vem recebendo ao longo de sua carreira. Também não é a toa que ela carrega o sobrenome Câmara, quase chega a ser “Câmera”. Nesta simbiose de nomes, Câmara ou Câmera, na verdade, para quem a conhece bem e conviveu diariamente na redação com sabe o quanto é apaixonada pelo que faz.
Mônica Câmara é natural de João Pessoa (PB). É jornalista formada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Na fotografia começou no ano de 1997. Por quase seis anos atuou em redação de jornal. Hoje é programadora visual, concursada, na Editora Universitária da UFPB, que está vinculada ao Pólo Multimídia.
No currículo dela constam o prêmios concedidos pela AETC/JP de Jornalismo (2003). Conquistou o prêmio Momentos Incríveis promovido pela National Geographic Channel, na categoria Natureza, foi tema de um concurso redação do cursinho clássico de português da professora Valdenora Nogueira. “Isso vale mais do que qualquer premiação”, comentou a fotógrafa Mônica Câmara na época.
Ela também foi vencedora do prêmio “Click João Pessoa”, com a foto que retrata um momento da procissão de Nossa Senhora das Neves, padroeira da Paraíba, produzida no dia 5 de agosto.
A profissionalização só aconteceu em 2001, quando se despertou o interesse pelo fotojornalismo, e quando a arte de fotografar passou a ter um significado maior. Compromissada com a gente do lugar onde reside ela começou seus estudos na área de linguagem visual com às manifestações populares infantis, tema que muito lhe agrada. Em seguida, vieram os experimentos, as paisagens, os desastres sociais.
Há três anos, juntamente com os amigos Helder Machado, Amilton Simão e David Fernandes, vem desenvolvendo um trabalho de resgate e divulgação do fabrico e consumo da cachaça e rapadura artesanais, produzidas no Estado da Paraíba. Como senão bastasse Mônica Câmara desenvolve pesquisas em parceria com algumas Organizações Não-Governamentais (Ong´s), visando o reconhecimento da cidadania de crianças e adolescentes em situação de risco, no Estado.
Mônica diz que sua paixão mesmo está nas estradas e nas imagens. Tanta paixão levou a fotógrafa, em cerca de oito anos, a participar de 26 exposições, entre individuais e coletivas, destacando “12 motivos para não deixar de ser criança”, sua primeira exposição e o passo decisivo para o fotojornalismo.
Entre os prêmios que conquistou estão menções honrosas e honrarias, cerca 12. “Só o brasileiro se ver não é o bastante, ele tem que se reconhecer enquanto cidadão e ser humano”, disse. Um dos meios que a fez se enxergar enquanto agente formador de opinião foi a fotografia. Através dela, Mônica se reinventa. Sua construção visual se consolida a cada piscar. E vem do cheiro, da música, da poesia, do jeito, que sua gente tem de sorrir e de se dar. Parabéns por mais essa conquista.

O prêmio

Na categoria profissional, o 2° lugar ficou com Daniel Protzner de Melo, de Belo Horizonte (MG), que vai receber R$ 2 mil. Os prêmios de Menção Honrosa vão para Valéria Leite Simões, de Salvador (BA), Márcio Henrique Furtado Vasconcelos, de São Luís (MA), Severino Ferreira da Silva, de Caruaru (PE) e Helder Messias de Almeida, de Paraupebas (PA).
A vencedora na categoria amador foi Hellen Tatiene Vieira, de Campinas (SP), com o trabalho “Pelos passos da vida... não me canso de viver, nem de dançar”. O 2° lugar ficou com Valéria Aparecida de Mello, de Batatais (SP). Carlos Roberto Chaves Faria, de Salvador (BA), Cíntia de Souza Locaregio, de Chapecó (SC) e Ana Gabriela Correia de Albuquerque, do Recife (PE) vão receber os prêmios de Menção Honrosa.
O júri foi formado pela coordenadora de prevenção da Secretaria Nacional Antidroga, Doralice Oliveira Gomes; Wagner Antônio Rizzo, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB); Josué Gonçalves de Vasconcellos, representante da Unesco e pela Subsecretaria de Comunicação Institucional da Presidência da República, Silvana Ferreira.
Adriana Crisanto