Eleonora Falcone lança novo trabalho no Santa Roza


A cantora e compositora Eleonora Falcone estará lançando oficialmente seu segundo trabalho, “Eu tenho um pedaço de sol que guardo comigo desde criança”, nesta terça-feira (25), a partir das 20h00, no Teatro Santa Roza, localizado na praça Pedro Américo, no centro histórico da Capital. Os ingressos estão sendo vendidos antecipadamente ao preço de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante) nas lojas Boticário nos shoppings Tambiá (centro), Sul (Bancários) e Mag (Manaíra).
Neste trabalho Eleonora Falcone atinge um grande momento de maturidade profissional. A cor, a gradação rítmica e a intensidade dramática das canções estão impecáveis e originais. O novo trabalho vem com dez canções. Destas quatro músicas são parceiras dela com Paulo Ró, Walter Galvão, Lúcio Lins e Val Velloso.
Numa revivência pura da cultura popular Eleonora interpreta “Ô Serena Serená” (faixa 9), da cantadora de cocos e ciranda Odete Josefa da Conceição. São poucos os artistas que livram a poesia popular dos cantadores de coco e ciranda do cativeiro em que se encontram. Odete Pilar, como é mais conhecida, é uma cantadora singular, ela usa, na maioria das vezes uma lata como zabumba para dar vida as suas músicas. Sua voz também está presente na trilha sonora do filme Transubstancial, de Torquato Joel e em discos de Chico Correa.
Nesse pedaço de sol que Eleonora Falcone traz dentro dela e que só agora apresenta para o público paraibano traz ainda duas composições de sua autoria “Carta de Amor” (faixa 1) e “Muxarabi” (faixa 2), em que revela as mil faces do amor que naufragou dentro dela ou que ficou num balcão morisco protegido de uma janela. Do músico Adeildo Vieira ela canta “Nunca é pra sempre”, (faixa 5), uma baladinha forte que recebe a guitarra Léo Meira e o violoncelo de Francieudo Torres.
Brincando com a métrica das palavras ela compôs, em parceira com o jornalista Walter Galvão, a canção “Sol de Só” (faixa 6), uma música rica e hábil que transpõe de uma estética para outra. De Erivan Araújo e Anderson Graciano canta “Carro de Boi”, uma música lamento que lembra o choro e gemido-rangido de uma pessoa que esqueceu o amor na estrada e que “já não serve para nada”.
O amor, o mar, o vento, o sol, a maresia e as temáticas ligadas à natureza estão muito presente nas letras deste novo trabalho de Eleonora Falcone e que ela traduz para a poesia da música. “São pedaços mesmo de mim”, disse a cantadora em dos desses muitos encontros na noite fria de um julho/setembro desse nosso litoral.
É um trabalho elegante e inteligente, que além de muito leal, é bom de se ouvir. Mostra encanto, proporciona uma paz e paciência melancólica de domingo nublado. Como todo trabalho tem músicas que rendem mais que outras. Tanto na execução quanto na interpretação, e para alguns pode dar a sensação de que, talvez, apresente maior prazer para a poesia do que para música. Mas, tudo foi bem pensado pela cantora que foi produzida musicalmente por Fernando Morello, que também compôs os arranjos de algumas músicas, e contou com um excelente corpo de músicos. Entre eles estão: Léo Meira (guitarra), Adriano Ismael (baixo), Victor Ramalho (bateria), Joca do Acordeon (sanfona), Chiquinho Mino (percussão), Francieudo Torres (violoncelo) e Helinho Medeiros (acordeon). No show de logo mais ela sobe no palco do Teatro Santa Roza com os mesmos músicos que fizeram parte do disco. Agora é só conferir o trabalho de mais nome da música popular paraibana que amadurece.

Serviço:
Eleonora Falcone
Gênero: Música Popular Paraibana
Terça-feira (25)
Hora: 20h00
Local: Teatro Santa Roza – Praça Pedro Américo – Centro Histórico
Ingressos antecipados: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante).
Venda: Shoppings Tambiá (centro), Sul (Bancários) e Mag (Manaíra).
Endereço eletrônico: http://www.eleonorafalcone.com.br/
Email: contato@eleonorafalcone.com.br
Fotos: Divulgação


Adriana Crisanto
Repórter