Oi Blues by Nigth


O norte-americano Greg Wilson, o baterista do Barão Vermelho, Rodrigo Santos e a banda carioca Blues Power são as atrações do Oi Blues By Nigth que acontece em João Pessoa nesta quinta-feira (27), a partir das 22h00, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural. Os bilhetes de entrada custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante) e estão sendo vendidos antecipadamente nas lojas Oi dos Shoppings Mag, Tambiá e Manaíra e na loja Oi da Epitácio Pessoa.
O evento de blues, que começou meio tímido, vem tomando corpo em três capitais do nordeste, aconteceu ontem em Recife e segue amanhã para Natal (RN). O Blues tem exercido grande influência na música popular ocidental, definindo e influenciando o surgimento da maioria dos estilos musicais como o ragtime, jazz, rhythm and blues, rock and roll e música country, além de ska-rocksteady, soul music e influenciando também na música pop convencional e até na música clássica moderna.
E não foi diferente com o pessoal da banda carioca Blues Power, que se apresenta hoje a noite no Paulo Pontes. A banda surgiu pela primeira vez em 1998, e foi idealizada pelo guitarrista Sérgio Rocha, o baixista Fábio Mesquita (ambos ex-integrantes da banda Baseado em Blues), e pelo baterista Beto Werther, que já fez parte da Big Alanbik.
No show de logo mais o Blues Power apresenta seu primeiro trabalho de título homônimo lançado no início deste ano. No disco o grupo não economizou nas guitarras para fazer o gênero blues/rock. Todas as músicas foram editadas pela Setembro Edições, exceto a música Amor e Verde Vale, editadas na Universal Publish.
Como todo disco de blues tem músicas que falam de estrada, como a “Down The Road” e outras tantas baladinhas que dizem o que há de bom no amor, felicidade, melancolia, solidão e sobre obras da coesa da alma humana que o só blues consegue imprimir.
A grande atração do Blues By Nigth é John Greg Wilson, mais conhecido no Brasil, como Greg Wilson. Ele nasceu no Mississipi, na cidade de Tupelo e é formado em música pela Universidade da Carolina do Sul. Greg entrou para a história nacional ao fundar com amigos a banda Blues Etílicos.
Greg sempre manteve laços estreitos com o Brasil. Formou-se em bacharel em música sacra. Nos shows ele toca guitarra e dá um show no trompete. Na banda Blues Etílicos ingressou em 1987, quando o guitarrista Derek Bosshart o apresentou aos já integrantes da banda. Ele tem seis discos gravados, o mais recente intitulado “A Cor do Universo”. Greg Wilson apresenta composições próprias e clássicas do gênero, que fazem um estreitamento entre o blues e o country. Em entrevistas a imprensa do sul ele revela que tem admiração por Allman Bros e Lynyrd Skynyrd. De J.J. Cale, pode ser incluída em suas apresentações a música Misty Mountain, que Greg Wilson normalmente coloca em pauta dentro do repertório de suas apresentações e, ainda, III Be Back, uma gravação feita para a edição Pororoca.

A outra atração do Oi Blues é o baterista do Barão Vermelho, Rodrigo Santos, que recém-lançou o disco “Um pouco mais de calma” e já emplacou com uma música “Pão Duro”, na novela das sete horas, “Sete Pecados”. Rodrigo tem cerca de 26 anos de carreira musical. Começou cedo e já recebeu três prêmios Sharp.Tocou com diversas bandas, ficou conhecido pelo público quando entrou para o Barão Vermelho e hoje (de férias do Barão) segue com sua carreira solo.
A primeira banda a compor foi a Choque Geral, ainda no tempo de escola. Tocou na banda Prisma, com Marcelo Serrado. Foi vocalista da banda Front e João Penca e seus Miquinhos Amestrados, com quem gravou os discos: Ok May Gay e Além da Alienação. Com Leo Jaime, gravou dois Lp´s (Vida Difícil e Direito do meu coração para o seu). Gravou com Lobão quatro discos: Cuidado, Sob o Sol de Parador (gravado em Los Angeles), Ao Vivo! (gravação da apresentação no Hollywood Rock, 1990) e O Inferno é Fogo (com duas composições suas). Com Lobão também se apresentou no Rock in Rio.
Depois de passar pela banda de Paulinho Moska entrou na banda Barão vermelho, onde diversificou seu estilo e lançou Puro Êxtase. Ele também é integrante da banda “Os Britos”, um banda cover que faz releituras dos Beatles, com quem gravou e produziu Cd e DVD. Rodrigo também atacou como produtor em alguns discos do Barão Vermelho. Neste seu recente trabalho solo “Um pouco mais de calma”, toca violão, baixo e compõe músicas e é acompanhado por Zélia Duncan, Frejat, Lobão, Mauro Santa Cecília, Guto Giffi e outros.

Serviço:
Oi Blues By Night
Atrações: Greg Wilson, Blues Power e Rodrigo Santos

Quinta-feira (27)
Local: Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural - Tambauzinho
Horário: 22h00
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante)
Venda antecipada: Lojas Oi dos Shoppings Mag, Tambiá, Manaíra e Epitácio Pessoa.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Greg Wilson - Divulgação.

Projeto "Esquina Brasil" contempla música paraibana

Com o objetivo de divulgar e promover a música da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, o Sebrae em parceria com a Associação dos Produtores de Disco do Ceará (Prodisc), estará lançando nesta sexta-feira (5 de outubro), às 10h00, no Teatro Severino Cabral, em Campina Grande, o projeto Esquina Brasil. O lançamento faz parte da Feira do Empreendedor, que acontece no período de 4 a 7 de outubro, no Parque do Povo, no Açude Novo.
Durante toda noite o público da feira vai ter a oportunidade de assistir a vários shows. No primeiro dia (4 de outubro), a partir das 21h00, se apresentam o grupo “Costa a Costa” de hip-hop do Ceará, seguidos pela banda campinense “Odecasa” e “SeuZé” do Rio Grande do Norte. Na sexta-feira (5) a diversão fica por conta dos músicos do “Brassil” (PB), da cantora Rejane Luna (RN), do músico Isaac Cândido (CE) e da banda de rock Star 61 (PB).
Na quinta-feira (6), se apresentam o baixista Sérgio Groove (RN), a cantora Sandra Belê (PB), a banda “Dona Zefinha” (CE) e o grupo “Da Silva e a Usina Dub” (PB). No último dia (7), o evento é fechado com o brilho das meninas do grupo Clã Brasil (PB), da banda “Rosa de Pedra” (RN) e do cantor cearense Marcos Dias.

Shows de destaque da Feira do Empreendedor

Uma das atrações culturais da Feira do Empreendedor é a banda potiguar Seu Zé. A banda vem construindo um trabalho sólido baseado nas diferenças de seus integrantes. O primeiro CD do grupo, Festival do Desconcerto, lançado pelo selo potiguar Mudernage Diskos, A banda participou de importantes festivais de música do país, a exemplo da Feira da Música do ceará, Ceará Music 2006 (CE) e o Tim Mada 2005 e 2006 (RN). Os Zés receberam oito indicações, em 2004 e 2005, como uma das mais importantes cerimônias musicais do Nordeste, o Prêmio Hangar de Música. Em 2006 foi indicado em 6 categorias ao Prêmio Rock Potiguar.
A máxima do SeuZé é, sem dúvidas, a de fazer música sem se preocupar se ela vai se chamar samba, xote, rock, tango ou vai ser simplesmente anônima. Na discografia da banda constam os trabalhos: o independente SeuZé (Demo/ 2003), participação na coletânea Bronzeador Virtual, gravado pela DoSol Records, o EP “Realidade Não Tão Paralela (2004), participação na coletânea virtual Papa Jerimum/Tim Mada 2005 (Rock Potiguar) e o Cd Festival do Desconcerto (2005) gravado pela Mudernage Diskos.
Outro destaque é apresentação da banda cearense que lançou recentemente o disco “Dona Zefinha vai a Feira". O CD leva o público a uma reflexão do atual cenário social: o consumo desenfreado, a interferência da mídia no cotidiano, o faz de conta que vira negócio.
O show da banda tem como pano de fundo o teatro de bonecos, o mamulengo e os títeres do nordeste brasileiro. Seu personagem, Casimiro Coco viaja pelo nordeste em busca do divino e da utopia. Viola, marimbau, rabeca, banjo, pífano e a percussão da zabumba, pandeiro, caixa e alfaia dão o tom neste espetáculo de criatividade da cultura nordestina. A banda Dona Zefinha está na estrada desde 2001, nasceu da veia cênica do diretor e compositor Orlângelo Leal e carrega uma combinação artística singular de interpretação teatral que se manifesta através de sons e melodias. No palco seus integrantes cantam com o corpo e buscam inspiração dos folguedos brasileiros.
Dona Zefinha é composta por: Maninho (bateria), Vanildo Franco (percussão, pífanos e flauta), Joélia Braga (percussão, voz e figurino), Ângelo Maximo (percussão e sax é o Mateus do reisado cearense) Paulo Orlando (performance e percussão) Orlângelo Leal (diretor e compositor cênico - violão, viola, rabeca, marimbau, banjo e canto) e Danilo Sampaio (músico convidado - baixo). Mais informações sobre a banda na page www.caldeiraodasartes.com.br

O projeto Esquina Brasil

O projeto Esquina Brasil consiste uma caixa com quatro CD´s, com 18 faixas cada, recheados de música que vão do instrumental, regional/raiz, rock, pop e MPB. Cada CD possui 18 faixas. Foram selecionados seis artistas de cada Estado que mostram a diversidade do cenário musical de sua região.
Uma caixa, bem elaborada, foi criada para divulgação dos talentos regionais que possuem discos gravados. Nela são encontrados trabalhos de músicos contemporâneos da cena musical paraibana, a exemplo de Adeildo Veira, Milton Dornellas, Eleonora Falcone, Dalila do Caos, Unidade Móvel, Zé Filho, Quinteto da Paraíba, Jessier Quirino, JPSax, Tocaia da Paraíba, Gláucia Lima, Paulo Ro, Emboscada, Star 61, Didier Guigue, Clã Brasil, Biliu de Campina, Aerotrio e outros.
A distribuição do material será gratuita em eventos como Feiras, Congressos, shows em todo o Brasil e exterior. As bandas selecionadas foram avaliadas por uma curadoria composta por representantes da música em cada Estado, bem como formadores de opinião e profissionais conceituados. A coordenação geral é de Ivan Ferrero, com produção de Thais Andrade.

Adriana Crisanto
Repórter
Fotos: Banda Rosa Pedra - Divulgação.

Eleonora Falcone lança novo trabalho no Santa Roza


A cantora e compositora Eleonora Falcone estará lançando oficialmente seu segundo trabalho, “Eu tenho um pedaço de sol que guardo comigo desde criança”, nesta terça-feira (25), a partir das 20h00, no Teatro Santa Roza, localizado na praça Pedro Américo, no centro histórico da Capital. Os ingressos estão sendo vendidos antecipadamente ao preço de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante) nas lojas Boticário nos shoppings Tambiá (centro), Sul (Bancários) e Mag (Manaíra).
Neste trabalho Eleonora Falcone atinge um grande momento de maturidade profissional. A cor, a gradação rítmica e a intensidade dramática das canções estão impecáveis e originais. O novo trabalho vem com dez canções. Destas quatro músicas são parceiras dela com Paulo Ró, Walter Galvão, Lúcio Lins e Val Velloso.
Numa revivência pura da cultura popular Eleonora interpreta “Ô Serena Serená” (faixa 9), da cantadora de cocos e ciranda Odete Josefa da Conceição. São poucos os artistas que livram a poesia popular dos cantadores de coco e ciranda do cativeiro em que se encontram. Odete Pilar, como é mais conhecida, é uma cantadora singular, ela usa, na maioria das vezes uma lata como zabumba para dar vida as suas músicas. Sua voz também está presente na trilha sonora do filme Transubstancial, de Torquato Joel e em discos de Chico Correa.
Nesse pedaço de sol que Eleonora Falcone traz dentro dela e que só agora apresenta para o público paraibano traz ainda duas composições de sua autoria “Carta de Amor” (faixa 1) e “Muxarabi” (faixa 2), em que revela as mil faces do amor que naufragou dentro dela ou que ficou num balcão morisco protegido de uma janela. Do músico Adeildo Vieira ela canta “Nunca é pra sempre”, (faixa 5), uma baladinha forte que recebe a guitarra Léo Meira e o violoncelo de Francieudo Torres.
Brincando com a métrica das palavras ela compôs, em parceira com o jornalista Walter Galvão, a canção “Sol de Só” (faixa 6), uma música rica e hábil que transpõe de uma estética para outra. De Erivan Araújo e Anderson Graciano canta “Carro de Boi”, uma música lamento que lembra o choro e gemido-rangido de uma pessoa que esqueceu o amor na estrada e que “já não serve para nada”.
O amor, o mar, o vento, o sol, a maresia e as temáticas ligadas à natureza estão muito presente nas letras deste novo trabalho de Eleonora Falcone e que ela traduz para a poesia da música. “São pedaços mesmo de mim”, disse a cantadora em dos desses muitos encontros na noite fria de um julho/setembro desse nosso litoral.
É um trabalho elegante e inteligente, que além de muito leal, é bom de se ouvir. Mostra encanto, proporciona uma paz e paciência melancólica de domingo nublado. Como todo trabalho tem músicas que rendem mais que outras. Tanto na execução quanto na interpretação, e para alguns pode dar a sensação de que, talvez, apresente maior prazer para a poesia do que para música. Mas, tudo foi bem pensado pela cantora que foi produzida musicalmente por Fernando Morello, que também compôs os arranjos de algumas músicas, e contou com um excelente corpo de músicos. Entre eles estão: Léo Meira (guitarra), Adriano Ismael (baixo), Victor Ramalho (bateria), Joca do Acordeon (sanfona), Chiquinho Mino (percussão), Francieudo Torres (violoncelo) e Helinho Medeiros (acordeon). No show de logo mais ela sobe no palco do Teatro Santa Roza com os mesmos músicos que fizeram parte do disco. Agora é só conferir o trabalho de mais nome da música popular paraibana que amadurece.

Serviço:
Eleonora Falcone
Gênero: Música Popular Paraibana
Terça-feira (25)
Hora: 20h00
Local: Teatro Santa Roza – Praça Pedro Américo – Centro Histórico
Ingressos antecipados: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante).
Venda: Shoppings Tambiá (centro), Sul (Bancários) e Mag (Manaíra).
Endereço eletrônico: http://www.eleonorafalcone.com.br/
Email: contato@eleonorafalcone.com.br
Fotos: Divulgação


Adriana Crisanto
Repórter

Professor da UFPB lança livro sobre Educação Infantil nos Estados do Maranhão e Piauí


O professor doutor Jorge Fernando Hermida do Departamento de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) estará lançando nos municípios de Balsas, Imperatriz e Caxias (MA) e na Capital de Teresina (PI) sua mais recente publicação, o livro “Educação Infantil: Políticas e Fundamentos” (Editora Universitária. UFPB. 2007. 296 p.).
A ação faz parte do programa do Banco do Nordeste do Brasil de Cultura, versão 2007, que consiste também na promoção de palestras, oficinas e seminários gratuitos para professores e estudantes de educação. O projeto tem início nesta quarta-feira (19 de setembro) na cidade de Teresina (PI), onde o professor Hermida ministrará palestra para 200 supervisores e diretores de escolas infantis. No dia seguinte, quinta-feira (20 de setembro), o professor realizará uma oficina que terá como tema “Políticas e Fundamentos da Educação Infantil” para um público de 200 professores da rede de ensino municipal. Cada participante receberá um exemplar do livro.
Na sexta-feira (21 de setembro), o professor Jorge Fernando Hermida, estará na cidade de Caxias (MA) ministrando um mini-curso na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) para professores e estudantes universitários. No município de Balsas (MA) participará do II Seminário de Educação Infantil, que acontecerá no período de 24 a 27 de setembro. Estão previstas a realização de mesas de debate e uma oficina sobre Educação Infantil.
Seguindo a agenda de lançamentos, na sexta-feira (28 de setembro), o professor Jorge Fernando Hermida, ministrará um mini-curso nas instalações da Faculdade Educacional Santa Teresina (FEST) para estudantes de pedagogia, psicologia, educação física e áreas afins.
Uma bolsista e sete professores estão organizando e desenvolvendo as atividades juntamente com o professor Jorge Fernando Hermida. Nesta primeira parte do projeto serão visitados quatro municípios e dois Estados. Serão distribuídos 900 livros e 900 diplomas entre os participantes das oficinas e mini-cursos.
As próximas atividades do projeto estão previstas para acontecer no período de 10 a 15 de outubro, novamente na cidade de Imperatriz (MA), durante o Primeiro Encontro de Educadores da Região Tocantina, que terá como tema: “Compromissos e desafios educacionais: da escola que temos à escola que queremos”.

Sobre o livro Educação Infantil

O livro, “Educação Infantil: Políticas e Fundamentos”, foi organizado pelo professor Jorge Fernando Hermida e consiste numa coletânea de textos sobre educação infantil redigida por conceituados professores de educação do país, que discutem sobre todos os aspectos que envolvem a educação infantil, a partir de experiências desenvolvidas no nordeste brasileiro.
A publicação está dividida em duas partes. Na primeira, os textos tratam da importância e condição da criança como sujeito de direito e, em igual medida, a importância da educação na vida da criança. Também são analisadas as contradições, as especificidades e as perspectivas que caracterizam a educação, com ênfase à contribuição que os movimentos sociais realizaram e ainda realizam, e que é vital para o desenvolvimento deste setor de ensino.
Participam da coletânea os educadores: Antônio Luiz Alencar Miranda, Benito Almaguer Luaiza, Clidiane Maurício dos Santos, Everaldo José Freire, Francisca Ferreira dos Santos, Francisco de Assis Carvalho de Almada, Heloisa Cardoso Varão Santos, Jeiel Maria Lucena da Silva, João Ricardo Pereira da Silva, Klébia Maria Ludgério, Roberto Mauro Gurgel Rocha, Márcia Maria Rocha Martins, Miguel Daladier Barros, Nadja Calábria, Roberto Luis Renner, Shirlane Maria Batista da Silva Miranda. O texto de apresentação é de autoria da professora Terezinha Diniz.
Todos os textos abordam assuntos vinculados com a legislação brasileira que trata da educação em geral, e em especial, da educação infantil, assim como, da eficácia dessa legislação frente aos desafios enfrentados ao longo dos anos pela educação no Brasil.
Nesta primeira parte se encerra com um texto que procura respostas para os seguintes questionamentos: É possível conciliar o projeto de formação para a cidadania com uma proposta educativa desvinculada de uma teoria crítica de educação? A quem interessa o discurso de inutilidade da pedagogia no cotidiano das instituições de ensino? A partir desses questionamentos se discute a importância da pedagogia, especialmente na sua tendência crítico-social, nas tarefas de cuidar/educar na educação infantil.
A segunda parte da publicação está constituída de dez textos, que versam sobre temas, saberes e conteúdos que são imprescindíveis para a formação da educação infantil, a exemplo da cultura corporal, lúdica, leitura, letramento, ética e formação de professores, televisão e criança, gestão escolar e educação e cuidados para crianças.
Todos os artigos entendem a infância como uma categoria social e histórica, um período da história de cada um que, na nossa sociedade, estende-se do nascimento até aproximadamente os 10 anos de idade, e as crianças como sujeitos históricos e sociais, marcadas pelas características e contradições das sociedades em que estão inseridas. Enquanto sujeitos históricos e sociais, as crianças produzem cultura, ao mesmo tempo em que elas são produzidas pela própria cultura na qual estão socialmente inseridas.
Ao considerar a educação como uma comunicação entre seres humanos em graus diferentes de maturidade, os saberes supracitados passam a ser fundamentais para o processo de constituição da personalidade das crianças e do mundo da cultura. Na construção do mundo do humano, e do mundo da cultura, a categoria mediação ocupa um lugar central.
Desta maneira, a coletânea de textos e os cursos de aperfeiçoamento procuram contribuir para a melhoria da qualidade da educação de nossa região. O livro tem patrocínio direto do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Programa BNB de Cultura. O patrocínio direto permitiu a edição de dois mil livros.
Na opinião do professor Jorge Fernando Hermida, iniciativas como está do Programa BNB de Cultura sem dúvidas fortalece a imagem de uma empresa socialmente responsável, atuando no processo de patrocínio cultural de forma ética e democrática, visando ao desenvolvimento sustentável da cultura nordestina.

Sobre o organizador

Naturalizado brasileiro, o professor Jorge Fernando Hermida nasceu de Montevidéu, República Oriental do Uruguai. É professor de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutor em História, Filosofia e Educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É pós-doutorando no Departamento de Sociologia da Universidade de Salamanca (Espanha). Suas principais áreas de atuação são Educação Infantil, Ciência Política e Política Educacional. É de sua autoria os livros: A Reforma Educacional no Brasil (Editora UFPB/2006), A Educação na Era FHC: fundamentos filosóficos e políticos (Editora UFPB/2006) e Educação física e Saber Escolar (no prelo).

Serviço:
Educação Infantil – Políticas e Fundamentos
Jorge Fernando Hermida (organizador)
Editora Universitária da UFPB
Ano 2007
296 páginas.


Adriana Crisanto
Repórter
Foto: divulgação do autor
Capa do livro: Mônica Câmara
*Obs: Matéria publicada nos jornais O Norte, Meio Norte (PI), Portal O Dia (PI), O Estado do Maranhão (MA), O Progresso de Imperatriz (MA).COM AUTORIZAÇÃO DO AUTOR.

Finestra leva ao palco do Santa Roza a dança, o teatro e artes visuais

"Fito Pelo Filo da Finestra", que traduzindo para o português quer dizer "Um Olhar pela Fresta da Janela”, é o nome do espetáculo que estará sendo apresentado neste final de semana, sábado (22) e amanhã, domingo (23), a partir das 20h00, no Teatro Santa Roza, localizado no centro histórico da Capital. Nesta temporada exclusiva os ingressos estão sendo vendidos ao preço de R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (estudante).
A montagem mistura diversas linguagens artísticas (dança, teatro, música e artes visuais) e muita improvisação dentro de um recorte arquitetônico de janelas entre o real e o imaginário (janelas físicas, emocionais, psicológicas, morais e institucionais).
Em cena, os interpretes-criadores partem da janela como tema para encontros que possam ser traduzidos em diálogos múltiplos, sempre marcados pela entrega e espontaneidade. A dramaturgia é de Miriam Gaspar. A atriz Daniela Guimarães dirige e atua juntamente com Cristiano Karnas. Os atores usam textos de filósofos Deleze, Spinoza e Agostino da Silva.
"Um Olhar pela Fresta da Janela", que em italiano, significa "Fito pelo Filo da Finestra" são destacados imagens de vários pintores italianos abstratos, livros, fragmentos de textos e instrumentos musicais que são utilizados durante o espetáculo num jogo de improvisação de resultado surpreendente. A montagem tem duração de 50 minutos e já passou por Recife, Fortaleza, Salvador, Cataguases e São Paulo.
Em cada exibição músicos da região são convidados para fazer parte da montagem. Em João Pessoa, participou da montagem anterior feita durante o Cineport o contrabaixista parauibano Xisto Medeiros e desta vez estará no palco o carioca Fábio Luna, que durante muitos anos trabalhou com Sivuca. O espetáculo foi um dos vencedores do edital Prêmio Klauss Vianna de Incentivo à Dança, instituído pela Funarte.

Serviço:
Espetáculo: Fito pelo Filo da Finestra

Sábado (22) e Domingo (23)
Hora: 20h00
No: Teatro Santa Roza (Praça Pedro Américo, centro)
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (estudante).

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

Cultura, HIV e Aids


Como objetivo de falar sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV/Aids) através da cultura a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, o grupo Pela Vidda de São Paulo e instituições fomentadoras de cultura de João Pessoa e Campina Grande firmaram uma parceria e juntas promoverão os eventos: "Cinema Mostra Aids", “Festival Internacional de Humor em DST/Aids” e a "Campanha Educativa em Respeito à Diversidade Cultural".
O lançamento para imprensa aconteceu ontem, na sala cristal do Hotel Caiçara, na Capital. O gerente operacional das DST/Aids da Paraíba, Ranulfo Cardoso Júnior, disse que um vasto painel sobre o tema será traçado. De acordo com ele, não foram poucos os autores e diretores que transformaram a Aids em fonte de inspiração e utilizaram o cinema, por exemplo, para tratar da doença.
A primeira ação será a exposição do Festival Internacional de Humor em DST/Aids, que será apresentada ao público na próxima sexta-feira (28), a partir das 20h00, no Salão de Exposições da Usina Cultural Saelpa, localizada no bairro de Tambiá. Também no mesmo dia o cartunista Edgar Vasques estará ministrar Oficina de Cartuns.
Dentro da programação apresentada pela secretaria consta ainda o lançamento da campanha educativa de respeito à Diversidade Sexual que tem como tema "Não Nego. Orientação Sexual não é uma Escolha. É um Direito". Na ocasião serão lançadas as peças promocionais da campanha (folder, cartazes, cartões postais, adesivos e camisetas). Existe hoje no país uma boa literatura sobre o HIV/Aids. Na área de cinema está é a primeira vez que são selecionados filmes sobre a temática. O Cinema Mostra Aids acontecerá em João Pessoa, nos dias 4, 5 e 6 de outubro e em Campina Grande nos dias 7, 8 e 9 de outubro, com entrada aberta ao público.
Na Capital, as sessões acontecem na Usina Cultural da Saelpa, no mini-auditório do Serviço Social do Comércio (Sesc Centro), Cine Clube Parai´wa (Bairro São José), Hospital Clementino Fraga, Zarinha Centro de Cultura (Tambaú) e na sede da Associação Brasileira dos Documentaristas (ABD/PB). De acordo com Ranulfo Cardoso Júnior, a curadoria escolheu os filmes que não são tão conhecidos do grande público, que têm um caráter mais educativo e que tem um impacto maior sobre as conseqüências da contaminação.
Na lista de filmes selecionados estão: Transit (Inglaterra), Jesus Children of América (EUA), Dias (Itália), Cazuza (Brasil), Anjos da Asa Quebrada (Brasil), Eu amo esse homem (França), Matraca e o Povo Invisível (Brasil), House of Love (Namíbia), Pequenos Guerreiros - Nascidos com HVI (EUA), Alguém ainda morre de Aids (EUA), O Presente (EUA), Yesterday (África do Sul), Protesto Conta o Monopólio (EUA), O Dia em que meu Deus Morreu (EUA), APROS-PB (EUA), Basta um Dia (Brasil), A Closer Walk (EUA). Os filmes serão exibidos também espaços alternativos.


Adriana Crisanto
Repórter
Fotos: Divulgação.

Cancioneiro Vinícius de Moraes


As mais belas canções de Vinicius de Moraes estarão dispostas agora num bem produzido songbook. Trata-se do lançamento, em várias Capitais do país, da edição “Cancioneiro Vinícius de Moraes – Biografia e obras selecionadas”, que conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
O produto, de acordo com os assessores do Ministério da Cultura (MinC), mescla arte com biografia, e está dividida em duas partes. A obra traz introdução de Eucanaã Ferraz, texto da contracapa de Chico Buarque, transcrição e edição dos textos por Maria Lucia Rangel, desenhos de Carlos Leão e coordenação editorial e direção de arte de Elianne Canetti Jobim.
A primeira parte tem 176 páginas, de autoria de Sérgio Augusto, e relata a vida do poeta que, além de músico, também foi diplomata e jornalista. Constam ainda entrevistas e cartas inéditas escritas para familiares e amigos. A outra parte, com 304 páginas, coordenada por Paulo Jobim, é um volume de arranjos (songbook) para piano de sua obra musical. Ao todo, são 57 composições.
Parte dos documentos foi pinçada de acervos como o da Fundação Casa de Rui Barbosa (instituição vinculada ao Ministério da Cultura) e o do Instituto Antonio Carlos Jobim. Mas a maioria do material inédito saiu dos acervos de parentes de Vinícius.
O lançamento oficial da obra será no dia 12 de setembro, no Rio de Janeiro, e de acordo com a assessoria, estarão presentes Susana Moares (filha de Vinicius), que apresentará a edição, e os coordenadores do projeto, Sérgio Augusto, Paulo Jobim e Ana Lontra Jobim. O poeta carioca Eucanaã Ferraz fará a leitura de textos de Vinicius.
Se fosse vivo Vinicius de Moraes completaria, agora em outubro, 94 anos. Marcus Vinícius da Cruz e Mello Moraes nasceu, em meio a um forte temporal, na madrugada de 19 de outubro, no Rio de Janeiro. Aos nove anos de idade parece que pressente seu cunho poético e vai com a irmã Lygia a um cartório no centro carioca, com o propósito de alterar seu nome para Vinícius de Moraes.
A mãe, Lydia Cruz de Moraes, era uma excelente pianista, e ao lado do pai, Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, poeta bissexto, Vinícius desenvolveu sua criatividade, passando pela literatura, teatro, cinema e música.
Na música, o Poetinha (como ficou conhecido) teve Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra como principais parceiros. Seu primeiro registro como letrista aconteceu em 1928, quando compôs Loura ou Morena, junto com Haroldo, um dos Irmãos Tapajós, conjunto que popularizou a música em gravação de 1932.
Vinicius de Moraes faleceu numa manhã de julho de 1980, em sua casa na Gávea, em companhia de Toquinho, seu mais constante parceiro, e de Gilda, sua última companheira. Saiba mais sobre a vida e a obra do poeta e compositor no site http://www.viniciusdemoraes.com.br/.


Adriana Crisanto
Repórter
Matéria publicada no caderno Show do Jornal O Norte.

Discoteca tombada pelo Iphan

A antiga discoteca Municipal de São Paulo, discoteca Oneyda Alvarenga, foi está semana tombada pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O material tombado inclui documentação histórico-administrativa da discoteca, os acervos da Sociedade Brasileira de Etnografia e Folclore e os acervos da Missão de Pesquisas Folclóricas, organizada pelo escritor Mário de Andrade.
Este sem dúvida trata-se do primeiro tombamento de material áudio-visual do país, mas todo material ainda está aguardando a homologação pelo Ministro Gilberto Gil, ser publicado no Diário Oficial da União para poder entrar em vigor.
O acervo da discoteca é bastante variado e possui desde filmes, discos, desenhos, fotografias, cadernetas de campo, notações musicais, notações de coreografia e objetos de caráter religioso, como os usados nos terreiros de candomblé e ex-votos.
A discoteca Oneyda Alvarenga, possui, em seu acervo geral cerca de 65 mil discos (de 33 e 78 rpm), 30 mil partituras, 11 mil livros, além de CD´s e hemerotecas, sobre música brasileira e estrangeira, porém a parte tombada se refere apenas à documentação histórico-administrativa, ou seja, referente à produção de todo o material.
A discoteca foi criada em 1935, por Mario de Andrade, que era, na ocasião, diretor do Departamento de Cultura de São Paulo. O material foi o resultado de uma política que visava integrar o erudito ao popular e em visita recente ao Centro Cultural de São Paulo, todo ele está em processo de digitalização e organização em um banco de dados, o que inclui a disponibilização de fonogramas que poderão ser escutados na própria discoteca a partir de outubro deste ano.
Completam ainda do material os tombado os arquivos da Sociedade Brasileira de Etnografia e Folclore, uma associação que teve ramificações em diversos pontos do país e congregou pesquisadores do assunto. Há também a documentação sobre a Missão de Pesquisas Folclóricas, uma viagem feita por pesquisadores do Departamento de Cultura do Estado de São Paulo, em 1938, com intuito de recolher cantos e danças populares do Norte e Nordeste e documentá-las com filmes, discos e fotografias.

Adriana Crisanto
Repórter
Matéria publicada no caderno Show do jornal O Norte.
Foto: Centro Cultural de São Paulo onde se encontra o acervo da discoteca.