Geraldo Vandré e as Muriçocas

Na última quarta-feira (9) foi lançada na nova sede do Bloco Muriçocas do Miramar, na Tito Silva, casa 76, camisa do bloco Muriçocas do Miramar 2008, que esse ano tem o slogan "Pra não dizer que não falei de flores", em homenagem ao cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré.

O lançamento foi seguido por apresentações de orquestra de frevo e grupos de cultura popular, anunciando aos moradores do bairro e a população em geral que as muriçocas começam a bater asas para voar no dia 30 de janeiro.

A arte da camiseta é assinada pela produtora cultural Val Velloso e o designer Gráfico Sérgio Melo, e faz alusão ao músico vanguarda autor da emblemática composição que era um hino de resistência contra o governo militar e foi censurada por conta dos versos interpretados como uma chamada à luta armada contra os ditadores "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer ..."

A sede do bloco está aberta ao público com exposições de todos os 21 estandartes desde a fundação e fotografias que contam a história vitoriosa da agremiação que transformou a vida cultural e carnavalesca da cidade.

Jair Rodrigues

O cantor e compositor Jair Rodrigues será o convidado para se apresentar na concentração do bloco na Praça das Muriçocas, na Avenida Tito Silva, a partir das 20h, na quarta-feira de fogo, dia 30 de janeiro.

Este ano o bloco completa 22 anos promovendo anualmente a alegria de cerca de 400 mil pessoas. A folia das Muriçocas este ano só foi possível graças ao patrocínio da Eletrobrás, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal (Lei Rouanet) e apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).

Sobre Vandré

(texto abaixo da assessoria de imprensa)

Geraldo Vandré atualmente reside em São Paulo, mergulhado nos livros e em companhia de pelo menos um violão. O paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias completou 72 anos no dia 12 de setembro de 2007. Nascido em João Pessoa, aos 16 anos foi para o Rio de Janeiro. Entre ginásio e colégio, passou por Nazaré da Mata (PE) e Juiz de Fora (MG). No Rio, estudou Direito (de 1957 a 1961) para satisfazer a família, mas depois pendurou o diploma e foi viver de música. O sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, o médico José Vandregísilo. Começou usando o nome artístico de Carlos Dias, homenagem aos cantores Carlos Galhardo e Carlos José. O Dias era de seu próprio sobrenome. Foi influenciado pela Bossa Nova, mas depois introduziu outros elementos em sua música.

Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretada por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque. Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com Prá não dizer que não falei de flores ou Caminhando.


Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgaçã
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