Projeto “Cultura e Pensamento” lança edição especial de revista de cinema eletrônica

O programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura (Minc) põe no ar no próximo dia 15 de janeiro a edição especial da Revista Eletrônica Cinética. O endereço eletrônico da revista é www.revistacinetica.com.br Lá o internauta interessado por audiovisual vai encontrar 21 pessoas, de vários países, debatendo sobre a relação das biopolíticas, o audiovisual, as novas tecnologias da comunicação e informação.

No sítio você vai encontrar também um fórum de discussão e poderá emitir seus comentários sobre algum filme. A revista tem como foco principal a reflexão critica e ensaística sobre o cinema e o audiovisual no mundo.

O projeto da revista, intitulado “Estéticas da Biopolítica: Audiovisual, Política e Novas Tecnologias”, tem a curadoria e edição de Ilana Feldman, André Brasil, Cezar Migliorin e Leonardo Mecchi.

A Cinética foi criada pelos críticos Cléber Eduardo, Eduardo Valente e Felipe Bragança no início de 2006. Ela é fruto de outra revista eletrônica, a Contracampo do qual todos faziam parte. A necessidade de criar um sistema de atualização mais ágil e estabelecer um diálogo franco e aberto entre a crítica e o ensaio foram alguns dos aspectos que fez com essa turma se reunisse para contemplar não apenas a reflexão critica a longo prazo, mas também a valorização do pensamento processual.

A edição eletrônica especial tem como participantes e colaboradores os críticos e ensaístas: Alexandre Barbalho (Juventude, biopolítica e mídia), André Brasil (Modulações: biopolítica e experiência estética), André Duarte (Sobre a biopolítica: de Foucault ao século XXI), César Guimarães (O documentário e os novos refugiados no capitalismo imaterial), Cezar Migliorin (Biopolítica e Imagem-Experiência), Christian Ferrer (O rosto da medusa: Exuberância e abundância da pornografia), Ernani Chaves (Na estrada da vida: a Transa-amazônica da fotógrafa Paula Sampaio), Fernanda Bruno (Máquinas identitárias e digitalização da vida: Vigilância, bancos de dados e perfis computacionais), Ilana Feldman (Reality show: a lógica cultural do capitalismo imaterial), Jorge Dávila (A produção audiovisual como produção de castigo-simbólico no capitalismo), José Jorge de Carvalho (Novas políticas da segunda pele: a manipulação tecnológica na construção transnacional de subjetividades subalternas), Luiz Felipe Guimarães Soares (Biopoder e mímese no cinema-miséria), Miguel Ângelo (Biopolítica e Sociedade de Controle: Notas sobre a crítica do sujeito entre Foucault e Deleuze), Paula Sibilia (A digitalização do corpo: Genética, neurociências, cirurgias plásticas e o primado do PhotoShop), Peter Pál Pelbart (Biopolítica e niilismo) e outros.

Adriana Crisanto

Repórter
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