Espetáculos de Jesus


A Semana Santa é o período mais importante para os cristãos católicos de todo país e como sempre acontece várias montagens teatrais, recontando a vida, trevas, paixão, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré, estão sendo encenadas.

Nesta quarta-feira (19), por exemplo, é a última apresentação do recital “Das Trevas a Luz” do Coral Universitário Gazzi e Sá da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A apresentação está prevista para acontecer às 20h00 na Igreja São Pedro Bento Gonçalves, localizada no centro histórico da Capital. O espetáculo, que a cada ano é mais requisitado, faz parte das comemorações da Paixão de Cristo.

“Das Trevas à Luz” é um espetáculo que reúne canto coral com teatro. A montagem surgiu da parceria dos professores de educação musical do Demús da UFPB, Eduardo Nóbrega (maestro titular), Eleonora Montenegro (diretora cênica), Antônio Carlos Coelho (coordenador musical) e João Arimatéia (regente assistente).

São ao todo 50 coralistas entre estudantes universitários, atores e atrizes convidadas. O recital apresenta enquetes cênicas retiradas das passagens da bíblia católica, como a cerimônia do lava pés, a oração feita por Jesus no Monte das Oliveiras, o beijo de Judas, o momento em Jesus com sede pede água para beber e dão vinagre e grito final de sua morte.

A montagem é encenada e cantada por Alberto Black (Jesus), Pollyanna Barros (Maria), Ricardo Gomes (Judas); Onivaldo Júnior e Michel Lucena (Narradores), Gilson Figueiredo (Caifás); Marconi Bezerra (João Batista); Luciana Rabelo (Verônica); Paula Regina (Madalena); Salete Lelis (Mãe de Tiago e João); Eduardo Nóbrega Filho (Pedro); Arturo Gouveia (Sacerdote); Ana Ferraz e Bárbara Carneiro (mulheres crentes); Rammon Felipe (Tiago); Eudes Farias e Thiago Souto (soldados). Além da participação do músico Yuri Ribeiro (teclado) e da professora de técnica, Ana Catarina Leão P. Coelho.

No programa do recital estão incluídas as canções: IV Tractus (José Lobo Mesquita), Requiem (Pe. José Maurício), Kyrie (Pe. José Maurício), Christus Factus Est (Igor Strawinsk), Domine, Tu Mihi Lavas Pedes (Tom K), In Monti Oliveti (Tom K), Judas Mercator Pessimus, (Tom K), Felle Potus (Tom K), Ó Vós que Passais (Tom K - com solo de Pollyanna Barros), Tenebrae Factae Sunt (Tom K - solista: Eduardo Nóbrega Filho), Sepulto Domino (Tom K), Stabat Mater (Tom K) e Aleluia (Tom K).

Maria Canta a Paixão

E também começa hoje, a partir das 19h00, no Parque Sólon de Lucena (Lagoa), centro de João Pessoa, a montagem teatral “Maria Canta a Paixão”. Está é a quarta edição da montagem que privilegia atores e produção local. A intenção dos administradores da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) foi selecionar dramaturgos, diretores de teatro e cenógrafos, através de editais de dramaturgia. O selecionado este ano foi o texto de autoria das arte-educadoras Luiza Barsi e Helena Madruga, diretor Antônio Deol e Duílio Cunha e dramaturgia de Diógenes Maciel.

O espetáculo sobre a morte e crucificação de Jesus Cristo prossegue até domingo (23) e contará com a mesma infra-estrutura que dispunha no local anterior (Praça do Bispo), com arquibancadas para o público. Serão ao todo oito sessões gratuitas divididas em uma apresentação nos dois primeiros dias do evento, às 19h00, e duas outras nos três dias subseqüentes, às 19h e 21h30.

A montagem tem uma hora de duração. A concepção cenografia é de autoria de Jorge Bweres e privilegia a manifestações populares, a exemplo dos desfiles de escolas de samba e procissões. As cenas acontecem em movimentos lineares sincronizados em uma passarela ao centro e as pessoas assistem das arquibancadas paralelas a esse palco.

As passagens cênicas serão contadas por 52 atores locais em uma área que mede aproximadamente 1.170 metros quadrados. O responsável pela direção musical é o maestro Eli-Eri Moura, que coordena a orquestra e o coro de formado por 20 vozes femininas, sendo oito solistas e ainda 10 instrumentistas.

“Maria Canta a Paixão” conta a história de Jesus Cristo na visão de Maria e tem o objetivo de integrar o sentido e importância da geradora do homem que revolucionou a história da humanidade. O diretor da montagem, o ator Antônio Deol, disse está na expectativa de que o espetáculo seja assistido por um número maior de expectadores.

Testamento do Rei Salomão no Casarão

As artes plásticas também não ficaram de fora da programação santa da semana. O Casarão 34 abriu hoje (19), às 19h00, a exposição do artista plástico alemão Dieter Ruckhaberle intitulada “ O Testamento do Rei Salomão (apókryphos). Na ocasião, o artista falará sobre as suas atuais e antigas obras, tais como: Cidade Latão, História das Mil e Uma Noites, Abisague e o Rei Davi.

Para quem não conhece ainda o Casarão 34 está localizado na Rua Visconde de Pelotas, 34 (Praça Dom Adauto), centro. As obras ficam expostas no local até o dia 10 de abril em horário comercial.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.