"Velta" chega aos 35 anos


Emir Ribeiro lança outro volume da série da loira mais cobiçada do quadrinho paraibano

Continuando a saga da dama Velta, o quadrinista Emir Ribeiro lançou este mês em parceria com Rubens Francisco Lucchetti outro volume da série Velta, obra mais famosa do desenhista. O mestre de Velta teve seu primeiro sucesso de público e crítica em 1973, quando lançou pela primeira vez seu primeiro personagem, a jovem detetive Kátia Maria Farias Lins (Velta), com quase 18 anos na época, de olhos azuis, loira, pele branca, 2,20 metros de altura.

Uma personagem dotada de poderes especiais e disparava raios bio-energéticos sob forma luminosa, coerente, elétrica ou explosiva, por qualquer parte do corpo. Tem regeneração celular acelerada e alta imunidade às doenças. Pele resistente ao calor. A jovem era usada como cobaia da experiência de um inescrupuloso extra-terrestre de quem salvou a vida, Kátia é modificada geneticamente por uma máquina mental, que a permite, quando quiser, se transformar numa loura gigante que dispara raios pelo corpo.

A musa do quadrinista tem traços perfeitos, extremamente arredondados, recheados. Velta é o que os homens chamam de “mulherão”. Com olhos azuis, boca vermelha, seios fartos, cintura de pilão, pernas torneadas, cabelos longos louros, quadril avantajado e o que é melhor; nenhuma celulite. As roupas são mínimas e sensuais, com botas cano longo e luvas que usa para dirigir sua motocicleta. Esteticamente perfeita, aos olhos de muitos fãs, a moça caiu na graça e foi publicado em suplementos de quadrinhos que existiam em alguns jornais periódicos de João Pessoa, coordenado por Deodato Borges, outro grande quadrinista.

Nesta edição de 35 anos os desenhos são de Emir Ribeiro e o texto é de Rubens Francisco Lucchetti, uma dos mais importantes autores brasileiros. Foi o roteirista de vários filmes de Zé do Caixão. Produziu vários roteiros HQs de terror que foram desenhadas por grandes mestres da HQ nacional, a exemplo de Eugênio Colonnese, Flávio Colin e Nico Rosso. Lucchetti é autor de 1.500 livros de bolso, em que utilizou vários pseudônimos. No cinema, estreou na década de 1960, em parceria com Bassano Vaccarini. Roteirizou ainda “O Segredo da Múmia”, “As 7 Vampiras”, “O Escorpião Escarlate”, dirigidos por Ivan Cardoso. Ele é o autor do livro “No Reino do Terror” e atualmente prepara o lançamento de mais duas publicações: O Cinema de R. F. Lucchetti, O Filho de Satã, Fantasmagorias e a coletânea de quadrinhos A Múmia, com desenhos de Júlio Shimamoto.

Já Emir Ribeiro iniciou seus trabalhos com quadrinhos aos 8 anos de idade, fazendo histórias para o círculo familiar e amigos próximos. Em 1973, criou e lançou Velta, sua criação maior, no jornal mural O Comunicador, do Colégio Estadual de Jaguaribe.

Em 1975 começou a publicar nos jornais A União e O Norte, de circulação estadual, lançando outros personagens, além de Velta, como o índio Itabira (1975, em parceria com seu pai, Emilson Ribeiro), a andróide Nova e O Desconhecido Homem de Preto (estes dois últimos em 1976). Em 1978 começou a editar revistas por conta própria e colocá-las nas bancas de três estados nordestinos. O currículo do camarada é extenso. Editou cerca de quinze revistas independentes, sendo o mais recente o álbum 25 anos de Velta (1998).

Em 1980 começou a publicar quadrinhos no jornal O Correio da Paraíba, também de circulação estadual. No decorrer da carreira, participou de várias exposições em João Pessoa, PB, em outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro, e na Europa (França). Entre 1985 e 1991, publicou trabalhos da linha erótica e terror em editoras de São Paulo, como Press/Maciota, Nova Sampa e ICEA.
Em 1989, escreveu, dirigiu, atuou e produziu o vídeo O Desconhecido Homem de Preto, sobre o personagem lançado em jornais paraibanos em 1976. O filme teve boa repercurssão local e nacional, tendo sido comentado pela revista de cinema Cinemix, o programa Documento Especial, da TV Manchete-Rio, o jornal Folha de São Paulo e foi exibido em grandes eventos de quadrinhos, como a I Bienal Internacional de quadrinhos do Rio de Janeiro.

Em 1993 começou a fazer trabalhos para editoras dos Estados Unidos, na trilha do seu conterrâneo Deodato Borges Filho, o Mike Deodato Jr. , em personagens conhecidos como O Incrível Hulk e Os Vingadores, ou pouco conhecidos como Glory, Avengelyne, Prophet e Os Protetores, entre outros.

A maioria dos trabalhos exportados tem sido como arte-finalista fantasma, onde não lhe foi dado o devido crédito, por parte dos editores e, em algumas ocasiões, levou a "alcunha" de Deodato Studios. Naquele mesmo ano de 1993, produziu o segundo vídeo: A volta do Homem de Preto, que chegou a ser exibido na TV Cultura de Minas Gerais.

Publicou história colorida de Velta na revista Metal Pesado #6 e, ultimamente, teve uma revista formatinho com Velta, lançada pela editora Escala (2002), o álbum Velta contra o Devorador (Editora Opera Graphica, 2002), o livro História da Paraíba em Quadrinhos (independente, 2003) e o outro álbum 30 anos de Velta (Opera Graphica, 2003).
Recentemente montou uma página na internet onde disponibilizou sua produção. O endereço eletrônico é o www.emirribeiro.com.br . Lá o internauta vai encontrar lista de atalhos para os personagens, como comprar as edições anteriores, galeria de fotos, notícias e falando sobre toda produção.

Adriana Crisanto
Repórter
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Aumenta que isso aí é “Roquenrrouuuuu”

Polícia manda parar show da
banda Zeferina Bomba no Galpão 14


Ao mesmo em que o cantor e compositor santista Luiz Melodia cantava lindamente suas canções na Praça Antenor Navarro, no centro histórico de João Pessoa, dentro do projeto Estação Nordeste, um incidente lamentável ocorria bem perto dali no Galpão 14, durante o show da banda paraibana Zefirina Bomba. O fato aconteceu na sexta-feira da semana passada, dia 18 de janeiro. O local, um dos poucos espaços para shows de música alternativa na cidade, foi invadido por policiais que abusando de sua autoridade e munidos de várias algemas obrigaram aos donos da casa e aos músicos pararem com o show.

O fato revoltou a platéia, na sua maioria adolescentes, que assistiam ao show da banda, que hoje é reconhecida pela imprensa do sul e sudeste do país. Circula na internet um vídeo no website Youtube disponibilizado por um jovem que assistia e gravava do celular o incidente. Os policiais foram vaiados, mas a situação foi contornada pelo vocalista da banda Ilson Barros que prontamente tratou de acalmar os ânimos da galera e desligou os equipamentos.

A situação revoltou a todos entendidos e não entendidos no assunto rock que se questionavam sobre o fato de que fora dali, a poucos metros e fazendo um barulho bem maior o cantor Luiz Melodia se apresentava com potência de som superior ao som do grupo. A denúncia, de acordo com algumas pessoas, teria vindo de um morador do local que sempre chama a polícia para encerra as apresentações.

O que não dá para entender é porque incidentes como estes acontecem com maior freqüência com a turma do rock, uma vez que o Forrock (casa de show localizada na Br 230), que de rock não tem nada, apela para shows de forrós de plástico e bandas do Pará, e fazem barulho tanto do lado de fora como dentro. Queria entender por que a polícia também não vai lá mandar parar a música e tirar os músicos do palco.

Desde que o mundo é mundo e que o rock é rock que fatos como este acontecem no cenário musical e não são diferentes. A irreverência e atitude dos mais jovens incomodam e há aqueles que não conseguem entender sobre a diversidade da música e apelam para posições ortodoxas faltando inclusive com respeito aos outros.

O Rock'n'Roll nasceu da mistura de três gêneros musicais distintos da música americana: blues, country e jazz. Com o passar dos anos ele mudou, foi acompanhando os mais jovens. Hoje são mais de 50 estilos diferentes e ainda é o mercado em que mais se produz Cd´s e DVD´s. O estilo é tão importante que até ganhou um dia internacional (dia 13 de julho).

Zefirina Bomba

Lamentável que fatos como este aconteçam exatamente com uma banda que está imprimindo o nome do nosso Estado brilhantemente no sul e sudeste do país. Os integrantes estão de férias em João Pessoa e avisam que outros shows estão sendo programados. Nesta sexta-feira, dia 25 de janeiro, a banda se apresenta no Sebo Cultural, às 18h00, com outros grupos locais: Rotten Flies, Letal (Sapé/PB) e João e os bons jovens (Natal/RN). No sábado a apresentação será na praça do Cajú, no bairro do Bessa.

No ano passado a Zeferina Bomba lançou o CD “Noisecoregroovecocoenvenenado”, escrito assim tudo junto, pelo selo-gravadora Trama Virtual, seu primeiro trabalho autoral. A banda, que fixou residência na capital paulista, traz neste disco um trabalho bem diferente do que vinha produzindo na garagem de casa.

Gravado no melhor estilo nordestino de se fazer rock, os produtores e a divulgação reclamaram, que a mídia local nem deu tanto destaque assim ao trabalho da banda como a imprensa do sudeste. A Folha de São Paulo, diz a produção, deu metade de uma página ao grupo da Paraíba.

Todas as quinze letras são de autoria do fundador da banda, o guitarrista, Ilsom Barros, um pernambucano, que se sente mais paraibano do que qualquer nativo. A banda amadureceu bastante e deixou de lado o estilo meio “mangue beat de ser” do início para investir num som mais pesado e ligeiro, muito embora ainda apresente numa e outra música um timbre sutil e amaneirado de ritmos nordestinos.

Munido de um violão eletrificado com cordas de aço e as vezes cordas normais de um violão antigo e surrado Ilsom Barros tira solos pesados com toda distorção necessária para o estilo de som que tentam imprimir. As letras das músicas não parecem tolas, mas estão carregadas de uma poética de cordel, como na canção “Oportunidade” em que diz: “Seu doutor me dê uma chance. Pra eu mostrar minha força. Ajuda a vingar meu sustento. E se eu tiver uma oportunidade eu lhe provo que to disposto. Me ajuda a vencer meu sustento. E mostrar que eu sei”.

A atitude irreverente do rock e toda sua indignação vem estampada na décima faixa “Vá se Foder”. A música tem poucos minutos. Você não entende muita coisa, mas como diz o próprio guitarrista, no encarte do disco: “Mas quem se importa?”. É nesse fazer de coisas que o trabalho segue irreverente e tem chamado a atenção dos ouvidos mais aguçados e exigentes do sul e sudeste do país.

“Power-trio”, “banda pós-punk” são alguns dos adjetivos que estão qualificando o grupo paraibano. Quanto surgiu, fazia parte ainda da banda o baixista Edy Gonzaga (ex-Flávio C). Hoje o grupo é formado por dois nordestinos Ilsom Barros (violão eletrificado) e Guga (bateria), e um paulista Martim (baixo) que se encantou com o trabalho do grupo desde que os viu tocar pela primeira numa noite em São Paulo. Neste trabalho ninguém é melhor que ninguém. O baixo distorcido aparece forte e com destaque na faixa 14 (HC) e a bateria exibe todo o seu peso sincopado em músicas como “A-M-N”.

O nome da banda foi dado por Ilsom quando conheceu, na infância, uma velha lavadeira que trabalhava na casa de seus pais em João Pessoa e que ganhou o apelido de Bomba por causa do barulho que fazia ao bater com a roupa molhada na pedra à beira do rio. Ilsom integrou a banda Pau de Dá em Doido (pop-rock com forte acento regional). Depois que a banda acabou resolveu buscar novos parceiros e rever seus objetivos musicais. Guga foi um dos caras que topou juntar bateria e baixo a uma certa viola-guitarra inventada pelo próprio Ilson para formar o Zefirina Bomba, cuja relação com a velha lavadeira não está somente no nome, mas também no som que os três músicos perseguem: um rock direto, de impacto, feito com vigor, como a pancada da roupa molhada na pedra.

Para quem gosta de som pesado eis a dica: o disco “Noisecoregroovecocoenvenenado”da Zefirina Bomba. É peso do início ao fim. Os ouvidos descansam um pouco apenas na 15a faixa, “Enquanto Otacílio Batista Explicava”, em que rendem uma homenagem ao repentista pernambucano Otacílio Batista. O repentista, que estava radicado em João Pessoa há vários anos, faleceu em 5 de agosto de 2003. Foi autor de livros como: Poemas que o Povo Pede; Rir Até Cair de Costas; Poema e Canções; e Antologia Ilustrada dos Cantadores, este último com F. Linhares. Versos de Otacílio foram musicados pelo compositor Zé Ramalho, dando origem à canção “Mulher Nova Bonita e Carinhosa”, gravada inicialmente pela cantora Amelinha e depois pelo próprio Zé Ramalho. A canção foi tema de uma filme brasileiro sobre Lampião, o Rei do Cangaço.

Em João Pessoa, o disco está sendo vendido na loja de discos “Música Urbana”, localizada no centro da cidade. Agora quem quiser escutar uma prova do trabalho da Zeferina pode acessar o site da Trama Virtual, através do endereço eletrônico: http://www.tramavirtual.com.br/zeferina. Lá o internauta vai encontrar também galeria de fotos, o premix do disco e algumas canções do primeiro CD-demo.

Adriana Crisanto
Repórter
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Doação de Sabedoria


Irradiar conhecimento é o que faz a ONG “Dê um Livro Espalhe Sabedoria” que na próxima semana distribui mais de mil livros para a população

Mais de mil exemplares de livros serão doados pela Organização Não Governamental (Ong) “Dê um Livro Espalhe Sabedoria”, no período de 28 de janeiro à 1º de fevereiro, com a população carente de João Pessoa. As doações serão realizadas pelos voluntários da Ong que está localizada no estacionamento da Avenida 13 de Maio, no centro da Capital, por trás do Palácio do Bispo.

As pessoas que se interessarem pelos livros devem comprovar que estudam em escola pública. O idealizador do projeto, o empresário José Andréa Magliano, disse que com a proximidade do início do período letivo, os alunos precisam de livros de literatura, material para pesquisa. “Decidimos distribuir as obras para que as crianças e adolescentes carentes possam começar o ano com alguns livros indicados pelas escolas”, comentou Magliano.

A Ong existe há mais de cinco anos e se dedica a criação e implantação de bibliotecas em escolas e ambientes carentes que não tem espaço para leitura. A contribuição é dada também própria população. Os livros, em sua maioria, são entregues nos estacionamentos do Hotel Tambaú, na Avenida 13 de Maio e no do Espaço Cultural. Os livros doados são encaminhados a sede da Organização localizada no município do Conde, catalogados e encaixotados para que não sejam deteriorados. A Ong é responsável pela criação de mais de 60 bibliotecas em toda a Paraíba.

Biblioteca Zé Ramalho

Outras bibliotecas estão sendo criadas ainda este ano, depois do carnaval. A próxima inauguração acontecerá na Casa do Estudante, que fica na Rua da Areia, também na Capital. O novo espaço deverá levar o nome do cantor e compositor paraibano Zé Ramalho. O pedido para a criação da biblioteca na Casa do Estudante foi feito desde o ano passado, mas devido à procura das escolas só agora poderá acontecer.

O ano de 2008 na Ong começou com muitos pedidos de criação de bibliotecas, um deles foi de um líder comunitário na cidade Alhandra, município localizado a cerca de 42 quilômetros da Capital João Pessoa. “Os livros já começaram a ser separados”, garantiu Magliano.

Caso a sua escola, bairro, clube, centro comunitário não disponha de espaço para leitura e queira solicitar a criação de uma biblioteca pública basta entrar em contato através do telefone 3221.2340. O mesmo número também vale para informação sobre doação de livros.

Adriana Crisanto
Repórter
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Canhoto da Paraíba respira sem ajuda de aparelhos


O violonista Francisco Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba, foi internado na última quinta-feira (17) com problemas respiratórios. De acordo com boletim assinado pelo médico Lauro Brandão do Hospital Prontolinda, em Olinda (PE), o estado de saúde dele é estável e já respira sem ajuda de aparelhos, está consciente e conversando.

O boletim diz ainda que o músico mantém níveis pressóricos dentro dos parâmetros normais, sem uso de medicação para mantê-la. Os aparelhos que ajudavam Canhoto a respirar foram retirados por volta do 12h30, mas ele continua com o suporte de oxigênio por máscara.

Uma das frases ditas pelo músico foi a de que estaria se sentindo melhor e que gostaria de ficar mais tempo sentado no leito. O médico informou que Canhoto continua internado na UTI por seu quadro ainda merecer cuidados intensivos. Canhoto chegou ao hospital Prontolinda, em Olinda (região metropolitana de Recife) na última quinta com insuficiência respiratória aguda.

Canhoto da Paraíba é um dos mais surpreendentes expoentes da música chorosa brasileira. Seus choros têm um sotaque nordestino delicioso. Seu estilo de tocar é único. Como era obrigado a compartilhar o instrumento com os irmãos, não podia inverter as cordas, o que o fez tocar em um instrumento afinado para destros. O pai não conseguia ensinar-lhe: "Meu filho, tem jeito não. Pra lhe ensinar tem que botá de cabeça pra baixo ou diante de um espelho". Teve que aprender tudo sozinho.

Contam as biografias sobre o músico que em 1959, uma legendária excursão de músicos nordestinos viajou dias de jipe com destino à casa de Jacob do Bandolim no bairro de Jacarepaguá no Rio de Janeiro, onde aconteciam os maiores saraus da época. Reza a lenda, que no primeiro sarau em que se apresentaram para a nata dos músicos brasileiros, Radamés Ganttali ficou tão impressinado que gritou um palavrão e jogou seu copo de cerveja no teto. Para recordar o momento, Jacob nunca limpou a mancha no teto. Considerando o temperamento explosivo de Radamés e Canhoto, a história até é factível, pena que parece que é falsa. Histórias saborosas assim todo mundo deveria acreditar. O fato é que esta reunião foi tão impactante, que um moleque que a assistiu, filho de um dos músicos participantes, resolveu por causa disso aprender música. Hoje ele é conhecido como Paulinho da Viola.

Canhoto da Paraíba reside em Recife, desde 1958. Gravou seu primeiro estando com a carreira já consolidada. O segundo disco, intitulado “Único Amor” foi gravado na Rozenblit. O disco foi relançado em CD, com apoio de João Florentino, dono da rede de lojas Aky Discos e do selo Polysom.

O músico gravou apenas mais dois discos de carreira, ambos antológicos. Em 1977, Paulinho da Viola produziu para a Discos Marcus Pereira o "Com mais de Mil". Esse disco já foi lançado em CD, mas os babacas da EMI trataram de tirar de catálogo quando compraram o acervo da Copacabana. Pela finada Caju Music gravou em 1993, seu último disco, "Pisando em Brasa", com as participações especiais de Rafael Rabello e Paulinho da Viola. Ainda pode-se encontrar este disco em CD pela Kuarup. Em 1998, Canhoto sofre uma isquemia cerebral e ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado, impossibilitando-o de tocar.



Adriana Crisanto
Repórter
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Foto: Banco da Imagem e do Som

Patrimônio Imaterial

Expressões da Cultura Popular da Paraíba inventariadas

Congo, Pontões (Cabaceiras e Pombal) e Nau Catarineta (Cabedelo) são algumas das expressões da cultura imaterial paraibana que estão sendo investigados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), seção Paraíba e muito em breve podem entrar para o livro de tombos Iphan.

Coletivo de Cultura e Educação Meio do Mundo, coordenado pelos professores Maria Ignez Novais Ayala e Marcos Ayala, em 2006, fez um levantamento documental da Paraíba, graças à seleção de um edital do instituto. Foram encontrados vários documentos em acervos de entidades de João Pessoa. “Tenho conhecimento de que a Superintendência Regional da Paraíba e Rio Grande do Norte fizeram um le
vantamento preliminar e identificaram, como possíveis bens a serem inventariados, o congo e os pontões, de Pombal, as atividades em torno do couro, em Cabaceiras e as naus catarinetas de Areia e Cabedelo (notícia publicada na imprensa local em 20 de maio de 2007: Nau Catarineta pode se tornar bem imaterial). Sem dúvida, os Congos e os Pontões merecem um inventário”, disse Marcos Ayala.

Em outubro de 2003, pesquisadores da Organização Não Governamental (ONG) Cachuêra! de São Paulo, fizeram o registro da Festa do Rosário juntamente com integrantes do Coletivo de Cultura e Educação Meio do Mundo. A ONG paulista tinha acabado de realizar uma pesquisa sobre congos e congadas do sudeste e os pesquisadores que aqui estiveram confirmaram nossa percepção sobre a singularidade dos Congos de Pombal.

O critério do risco também se aplica, pois, na década de 1980, quando o coletivo realizou a pesquisa sobre a festa que resultaria na tese de doutoramento do professor Marcos Ayala sobre a Festa do Rosário de Pombal, os “Negros do Rosário” mantinham atritos com o pároco local; nos últimos anos. “Temos visto o tempo destinado a estes grupos populares se reduzir, sendo tomado por outras atividades, como a representação de peças de cunho religiosos realizados por jovens ligados à Igreja. Essa situação atinge os congos, os pontões, a banda cabaçal que acompanha os pontões, o reisado que se incorporou à Festa do Rosário em meados do século passado e os Tropeiros do Sabugi, grupo surgido mais recentemente”, comentou Marcos.

No final do ano passado, o prefeito da Capital paraibana, Ricardo Coutinho, conseguiu fazer com que a cidade se tornasse parte do Patrimônio Nacional, preservando assim seu patrimônio material, ou seja, os prédios, casarões e casarios da cidade velha não podem ser tocados por seus novos ou antigos inquilinos.

A medida colocou os moradores da cidade mais alegres, de fato foi uma conquista. No entanto, é importante também salvaguardar a cultura imaterial de nossa de nossa terra que é tão rica quanto o patrimônio de pedra e cal. Preservá-lo significa valorizar seu conhecimento e ação. A salvaguarda dos bens imateriais são orientados para a valorização do ser humano, para a garantia e melhoria das condições sociais, culturais e ambientais que permitem sua permanência.

Os santos, as danças, as festas, as comidas, a poesia popular e até as supertições de um povo fazem parte do patrimônio imaterial. Se, por acaso, a reflexão e a conseqüente ação sobre o patrimônio cultural imaterial do Brasil tivesse um santo padroeiro, esse santo seria o escritor Mário de Andra
de. Polemista de ótima cepa ele foi o cérebro da Semana de Arte Moderna de 1922 e um dos mais importantes nomes da cultura brasileira do século passado. De acordo com a cartilha do próprio Iphan, foi ele quem iniciou as primeiras reflexões sobre a importância do patrimônio cultural imaterial para a cultura de um povo.

O pesquisador e professor de sociologia da cultura da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Marcos Ayla, disse que o uso do conceito no Brasil é recente e responde a uma mudança no enfoque do patrimônio, seguindo uma tendência internacional capitaneada pela Unesco. De acordo o pesquisador este patrimônio não tombado, mas pesquisado e registrado.

Os bens imateriais estão reunidos em quatro categorias, a cada uma delas correspondendo um Livro de Saberes, para os conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades, Livro de Registro de Celebrações para os rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade, entretenimento e outras práticas da vida social, o Livro de Registros das Formas de Expressão, para as manifestações artísticas em geral e o livro de registro de expressão para mercados, feiras, santuários, praças onde são concentradas ou reproduzidas práticas culturais coletivas.

Como é feito o inventariado do bem imaterial?

Os critérios que definem que o bem cultural seja salvaguardado são basicamente sua importância para a cultura brasileira e para a cultura da região onde é encontrada, sua vinculação a grupos que têm sido desprovidos de acesso aos bens e aos benefícios das políticas públicas (econômicas, de educação, cultura, saúde e habitação) e ainda a situação de risco que o bem se encontra.

“No que diz respeito ao risco temos que lembrar que a cultura popular tem sido bastante desprestigiada, quando não hostilizada, por prefeitos que preferem contratar artistas e grupos com destaque na mídia, que cantam os gêneros que estão na moda, ou por pessoas e grupos que vêem as manifestações populares como algo menor, feio, imoral, ou por grupos religiosos”, disse Marcos Ayala.

Outros bens

Os critérios que definem que o bem cultural seja salvaguardado são basicamente sua importância para a cultura brasileira e para a cultura da região onde é encontrada, sua vinculação a grupos que têm sido desprovidos de acesso aos bens e aos benefícios das políticas públicas (econômicas, de educação, cultura, saúde e habitação) e ainda a situação de risco que o bem se encontra.

Em junho do ano passado o Iphan também registrou no seu livro de formas de expressão do patrimônio cultural imaterial brasileiro (livro de tombo), o décimo bem de natureza imaterial, o popularmente conhecido Tambor de Crioula da cidade de São Luis do Maranhão.

O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, lembrou que a conquista servirá para salvaguardar essa forma de expressão, que foi dividida em três matrizes - o samba de terreiro, o partido-alto e o samba-enredo. “Alguns ingredientes do samba estão desaparecendo, como a cuíca. Outros, precisam ser documentados, como o partido-alto. Tornando-se Patrimônio Cultural, o sam
ba poderá ter políticas públicas voltadas para ele, em cima de pontos específicos”, explicou.

Os patrimônios imateriais são aqueles que denotam a forma de pensar e de ver o mundo, como cerimônias, danças e artesanatos. “Pena que Cartola, Paulo da Portela e Carlos Cachaça não estão mais conosco para verem o samba ser respeitado e reconhecido como eles tanto gostariam de ver. Eles, que foram tão perseguidos, devem estar felizes lá em cima. Devem estar fazendo um samba em homenagem ao samba”, brincou Monarco.


Adriana Crisanto
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Fotos: Divulgação MinC.

Davi Moraes nas asas das Muricoças do Miramar

O guitarrista Davi Moraes é outro baiano-carioca que vem a João Pessoa para fazer parte das prévias carnavalescas do bloco de arrasto mais popular do Estado, o mundialmente conhecido “Muriçocas do Miramar”.

Davi Moraes é filho do cantor e compositor Moraes Moreira. Ele foi convidado pela cantora Renata Arruda para subir no trio elétrico do Bloco Muriçocas do Miramar na quarta-feira de fogo (30). Um dos recentes trabalhos de Davi Moraes foi a composição da trilha sonora do filme “Ó pai Ó” que teve como parceiro o músico Caetano Veloso.


Adriana Crisanto
Repórter
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Foto do blog da cantora Ivete Sangalo.

Coral da UFPB abre inscrições

O Coral Gazzi de Sá da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está abrindo inscrições para preenchimento de vagas existentes em seu quadro de coralistas. O coral universitário, de acordo com o maestro Eduardo Nóbrega, está selecionando cantores para compor os naipes de Soprano, Contralto, Tenor e Baixo.

Os selecionados neste período participam do próximo espetáculo do Coral intitulado “Das Trevas à Luz” que será apresentado antes da Semana Santa. Para este ano está programado ainda uma temporada com o espetáculo “Tributo a Filipéia”, com músicas do carnavalesco paraibano Livardo Alves, autor de uma das mais famosas marchinhas de carnaval do país, a popularmente conhecida Marcha da Cueca. O espetáculo irá abordar sobre vários temas sobre as peculiaridades da cidade de João Pessoa.

As inscrições estão sendo realizadas no Departamento de Educação Musical da UFPB, das 8h00 às 12h00 ou das 14h00 às 17h30; na Coordenação de Educação Artística, das 19h00 às 21h00, ou pelo e-mail: maestro.edu@hotmail.com, solicitando a ficha de inscrição. Maiores informações pelos telefones: (83) 3221-9479 ou 91221788.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação

"Água Barrenta" é a mais nova mistura heterogênea do cineasta Tiago Penna

O cineasta Tiago Penna está com nova produção cinematográfica. Trata-se de Água Barrenta, que conta à estória de um grupo de meninos de rua que desperta no meio de uma praça fazendo uso da cola de sapateiro. A criança de seis anos de idade se mostra entristecida e começa a chorar por lembrar que é o dia do seu aniversário, e que está triste por nunca ter tomado Coca-Cola. É quando o grupo de amigos partem, pelas ruas da cidade, determinado a realizar o sonho do "menor".

As cenas do filmes estão sendo gravadas nas ruas de João Pessoa. A equipe de produção foi autorizada pelo Juizado da Infância e da Juventude, Conselho Tutelar e Curadoria da Infância e da Juventude para trabalhar com jovens menores de 18 anos.

A produção envolve mais de 40 profissionais. São técnicos, assistentes, diretores, colaboradores, atores principais, coadjuvantes e figurantes; mirins, jovens e adultos. Água Barrenta é dirigido por Tiago Penna e Drica Soares na produção executiva. A direção de fotografia de João Carlos Beltrão, Shiko na direção de arte, Sebastião Formiga na preparação de elenco.

As filmagens estão previstas para terminar no dia 19 de janeiro. O filme é produzido em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas, Seção Paraíba (ABD/PB), através do patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura Lei Augusto dos Anjos.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Foto: Adriano

Recital de violino e piano

O Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (Demús/UFPB) estará promovendo o Recital de Violino e Piano dos professores Fredi Gerling (Violino) e Cristina Caparelli (Piano), membros do corpo docente do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O recital acontecerá nesta quinta-feira (17), às 20h00, no Auditório Gerardo Parente do Demús/UFPB. O evento é aberto a comunidade e tem entrada franca. No programa constam as Sonatas de Villa-Lobos e Robert Schumann, além de pequenas peças de autoria de Edino Krieger, Marlos Nobre, Alda Oliveira, Jamary Oliveira, , Wienievsky, Tchaikowsky, Francisco Mignone e Ernst Bloch.

Cristina Capparelli é mestre em música pelo renomado New England Conservatory (1975), doutora em música pela Boston University (1985). É professora titular de piano e análise musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, aonde orienta trabalhos de mestrado e doutorado. Foi representante do comitê de Artes no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq entre 2002 e 2004).Tem Vários CD´s gravados e desenvolve intensa atividade artística. É coordenadora do Grupo de Pesquisas em Práticas Interpretativas da UFRGS (www.ufrgs.br/gppi).

Fredi Gerling é mestre em música (performance/violino) pelo New England Conservatory de Boston (1974), com mestrado em Pedagogia do Violino pela mesma instituição (1976), doutor em música pela University of Iowa (2000). Professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e desenvolve intensa atividade pedagógica. É orientador no Programa de Pós-Graduação da mesma instituição. Sua experiência abrange a Didática do Violino, principalmente nas seguintes áreas: Execução musical- regência e música de câmara.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação.

Edson Cordeiro em passagem pelo Brasil

O cantor Edson Cordeiro após longa temporada vem ao Brasil no período de 01/03 a 01/04 para matar as saudades da família e para ensaiar com músicos brasileiros para a temporada que fará em Munique / Alemanhã, nos meses de outubro, novembro e dezembro/2008. O projeto terá como anfitrião o craque do futebol "Giovane Elber", que jogou anos no Bayer, de Munique e é um dos jogadores mais queridos na Alemanhã. Quem assinará a produção musical deste mega evento será o premiado Maestro Miguel Briamonte.

Após este pequeno período no país o fenômeno da voz volta a Europa onde entre os muitos projetos inicia a turnê "The Woman's Voice", show em que homenageia grandes divas da música, conforme release abaixo.

Edson Cordeiro está percorrendo o país com o show The Woman’s Voice (A Voz da Mulher), no qual homenageiam grandes cantoras, a exemplo de Billie Holiday, Yma Sumac, Shirley Bassey, Zarah Leander, Edith Piaf, Madonna, Carmen Miranda, Elis Regina, Dalva de Oliveira e outras.

Há quase 15 anos Edson tem sido um constante representante da música brasileira no exterior. Seu mais recente álbum lançado no Brasil, o "Contratenor", garantiu a ele indicação ao Grammy Latino em 2006, na categoria de melhor álbum clássico.

Adriana Crisanto
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Foto: Divulgação.

Bordado cor de prata

A exposição de fotografias e cartemas do fotógrafo Gustavo Moura e do artista gráfico Wênio Pinheiro, intitulada “Bordado da Prata”, permanece exposta até o dia 10 de fevereiro, no Casarão 34, localizado na Praça Dom Adauto, no centro de João Pessoa.

O designer gráfico Wênio Pinheiro, é natural de Campina Grande e reside atualmente em João Pessoa, onde desenvolve trabalhos na área, além dos ‘cartanemas’ em parceria com o fotógrafo Gustavo Moura, que nasceu em João Pessoa e tem um extenso currículo na área de fotografia.

Gustavo Moura participou de exposições individuais e coletivas em várias cidades, a exemplo das mostras ‘Fome de Viver’, ocorrida no antigo lixão do Róger, em 1980; ‘Bordéis’, no ano de 1981, em Fortaleza (CE); ‘Brasil Bom de Bola’, no Museu da República, no Rio de Janeiro, e ‘Ariano Suassuna 80 Anos’, no Festival de Cinema dos Países da Língua Portuguesa (Cine Port), que aconteceu no ano passado em João Pessoa.


A exposição
(texto da Secom Municipal)

A mostra consiste numa série de cartões-postais criadas na década de 1970 pelo artista plástico pernambucano Aloísio Magalhães e batizada por Antônio Houaiss, funcionando como a chave que abre para a fotografia o campo do abstracionismo.

Tomando o cartão-postal como módulo gerador da composição, através de um simples processo de colagem, Aloísio criou painéis de natureza caleidoscópica e enorme riqueza plástica, fazendo com que a imagem matriz perca a sua significação original no abstracionismo do conjunto.

Os cartanemas de Aloísio foram expostos pela primeira vez em 1972, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A ‘série brasileira’, de 1972, foi seguida pelas séries ‘barroca’ e ‘preto e branco’, ambas de 1974.

É por essa trilha aberta por Aloísio Magalhães que agora caminham os paraibanos Gustavo Moura e Wênio Pinheiro. Com o uso dos modernos recursos oferecidos pelo computador, os dois artistas ampliam as possibilidades do cartanema, criando composições abstratas a partir de fotografias que Gustavo Moura tirou de pessoas, de detalhes de monumentos arquitetônicos paraibanos ou mesmo de trechos da paisagem da sua terra natal.

O poeta Lau Siqueira diz que “a lente, na verdade, é a extensão da retina em um criador que busca a transfiguração do real, a releitura do mundo através da fotografia. Não se trata, pois, apenas de capturar imagens. Trata-se de fundar uma relação absolutamente singular no que permite a nudez do olhar. Assim está estabelecido o permanente exercício de Gustavo Moura com a profusão de elementos dispostos no que irá determinar a perenidade dos instantes capturados”.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação.
Fonte: www.gustavomoura.com

Zé Lezin da Paraíba lança novo DVD


O humorista paraibano Nairon Barreto, popularmente conhecido por Zé Lezin, estará lançado este mês em João Pessoa o seu segundo DVD. Algumas imagens do novo trabalho foram gravadas durante show no Teatro Guararapes em Recife no ano passado. A nova temporada de shows foi aberta em Natal (RN) e só agora chega em João Pessoa, com data ainda não confirmada pelo ator.

Ele é mais conhecido como Zé Lezin ou Zé Paraíba, mas seu verdadeiro nome é Nairon Barreto. Ele tem incorporado em seu personagem todos os trejeitos, sotaques e a malícia do matuto paraibano.

Nairon Barreto vem há cerca de 20 anos divertindo, provocando platéias e conquistando pessoas de norte a sul do país. Não há na Paraíba quem já não tenha escutado uma de suas piadas ou que não o reconheça. Ele era famoso quando entrou para o quadro de artistas Rede Globo de Televisão, mas a popularidade desse paraibano cresceu ainda mais. Hoje ele faz mais shows no sul e sudeste do que no Nordeste e faz parte do programa do Tom Cavalcanti na Rede Record de Televisão.

O seu personagem Zé Lezin surgiu quando participava de um grupo de danças folclóricas no Liceu Paraibano em João Pessoa. Com o passar do tempo as pessoas foram gostando dos causos e piadas e os intervalos das danças foram ganhando importância e cresceu tanto que ele ficou maior que o show de dança. Logo após passou a se apresentar em bares e restaurantes, como a maioria dos artistas, depois partiu para o teatro. Com o tempo foi ganhando dimensão.

Quando foi trabalhar na televisão seu trabalho estava maduro. Trabalhou no programa de humor Escolinha do Professor Raimundo ao lado de artistas como Chico Anísio, Milanni, Orlando Dumont, Lúcio Mário e Rogério Cardoso.

Nairon Lezin Barreto tem agora dois DVD´s gravados. O primeiro se chamou “Show de Zé Lezin com platéia vip” que saiu juntamente com o CD com piadas e causos engraçados sobre o imaginário popular de um nordestino. Gravou ainda o CD do Matuto – Recital da Fuleragem, “Os bruto tomem ama” e o Degenérico.

No teatro Zé Lezin dividiu palco com o ator Jeison Wallace (Cinderela) no espetáculo "Em Briga de Marido e Mulé Ninguém Mete", onde interpretou com Jeison um casal que resolve discutir a relação. Com muita briga, sem nenhuma fleuma e sem limite para a baixaria. No espetáculo os atores faziam intervenção junto ao público que passaram a fazer parte interagindo com os humoristas.

Outra apresentação de destaque de Zé Lezin foi “Na copa e na cozinha com muito humor”, onde seu personagem pessoa contava piadas e causos sobre o futebol mundial, com muito bom humor.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação.



Maíra Barros prepara novo disco e clipe

De férias e trabalhando ao mesmo tempo a cantora Maíra, filha dos respeitadíssimos artistas Antônio Barros e Céceu, está entre João Pessoa e Campina Grande preparando seu novo clipe e gravando novo disco que ainda é um mistério.

Maíra começou na carreira ao lado dos pais (Antônio Barros e Céceu) que fazem sucesso ainda hoje com músicas como “Bate Coração” eternizada na voz de Elba Ramalho, “Homem com H” interpretada também por Ney Matogrosso, “Procurando Tu” e outras 70 canções compostas e gravadas por vários cantores brasileiros.

Maíra Barros só foi revelada para a Paraíba há aproximadamente cinco anos. Ela já tem suas composições próprias, que mostra a poucas pessoas. A primeira música que compôs foi aos sete anos de idade, mas desde os cinco anos que acompanha os pais em shows pelo Nordeste.

Ainda na adolescência passou a se apresentar num bloco de 30 minutos no meio do show dos pais. Há cerca de 10 anos, a família reside em São Paulo, onde cursou a Faculdade de Letras. A apresentação dela para o mundo da música aconteceu mesmo quando fez uma participação especial em uma das apresentações dos pais, cantando “Sou o Estopim”, em Campina Grande, no São João, no Parque do Povo, para um público de quarenta mil pessoas. Foi um passo para a independência.

Maíra Barros é uma garota muito centrada, se mostra confiante na carreira e não se incomoda com a cobrança de ser filha de pais famosos. “Não me abalo com as cobranças. Eu procuro tirar o lado bom, ou seja, fazer cada vez mais um trabalho de qualidade, sem deixar me levar por propostas indecentes, que não reflita aquilo que eu herdei deles”, disse. Em 2005 lançou o CD “Embolar na Areia” pela Sum Record. Estava até um tempo atrás sendo cogitada pela gravadora Arlequim, mas até a presente data as novidades não foram reveladas.

Adriana Crisanto
Repórter
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Foto: Marcos Hermes

Outro vôo de Washington Espínola


“Fellin Allright” é nome do novo disco que o guitarrista paraibano Washington Espínola está gravando. Espínola está radicado na Suíça há cerca de 10 anos e é considerado um dos melhores guitarristas do país, ao lado de nomes como Armandinho, Robertinho do Recife, Victor Biglione e outros. O novo disco deverá ter 13 músicas. “Eu canto algumas em inglês, seis em português e o resto são instrumentais”, comentou o músico por email enviado está semana. O CD foi gravado no MP Stúdio na França nos últimos oito meses.

Outra novidade de Washington Espínola para 2008 é a produção de DVD documentário, com shows, entrevistas, depoimentos e fotos que mostram o trabalho do músico ao longo de sua carreira em João Pessoa, São Paulo e suas viagens pela Europa. Os trabalhos (CD e DVD) ainda não têm previsão para serem lançados no Brasil. “Ainda não sei se vou lançar os dois juntos ou separadamente”, acrescentou.

Washington Espínola, que foi homenageado recentemente pelo guitarrista Zé Filho em seu último disco solo, é um dos poucos instrumentistas paraibanos que lança um disco a cada ano. O último trabalho dele foi GRUE, um disco, também gravado em estúdios na Suíça, em que explorou pela primeira a voz em contraponto com a grandiosidade instrumental que caracteriza a maioria de suas músicas. GRUE até o presente momento foi o álbum mais confessional de sua trajetória.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação.

Instrumento Bom

Com o objetivo de divulgar a guitarra baiana o instrumentista Aroldo Macedo fundou o Clube da Guitarra Baiana. Os integrantes do Clube, fundado em 2004, se encontram dias 16, 23 e 30 de janeiro na Arena do Teatro do Sesc/Senac do Pelourinho de Salvador (BA) para apresentar a mais nova invenção dos criadores do Trio Elétrico, a guitarra baiana acústica idealizada por Aroldo Macêdo e construída pelo luthier Pedro Santos.

A apresentação do mais novo instrumento dos filhos de Osmar Macedo, já falecido, foi apresentada na semana passada para a imprensa baiana e para alguns convidados no Hotel da Bahia. A guitarra baiana é um instrumento genuinamente brasileiro criado em Salvador (BA).

Nos encontros realizados por Aroldo Macêdo e o Clube da Guitarra Baiana, guitarristas de diferentes gêneros e estilos musicais, como Armandinho, Luís Caldas, Robertinho (Lampirônicos), Fred Menendez, dentre outros, foram convidados a se apresentarem, mostrando o som diferenciado proporcionado por esse instrumento.

O Clube da Guitarra Baiana é itinerante. Desde o dia 25 de novembro de 2007, aos domingos, a cada quinze dias, Aroldo Macêdo e o pessoal do Clube têm se apresentado na Caetanave Eletrônica no Sarau du Brown, que acontece no Museu du Ritmo, antigo Mercado do Ouro, no Comércio. A última apresentação será no dia 20 de janeiro, a partir das 18h00.

Quem estiver de férias pela Bahia pode conferir a agenda do Clube da Guitarra Baiana. Veja:

* Dia 09/01 e todas as quartas-feiras de Janeiro (09, 16, 23 e 30) - Espetáculo teatral "Sarau Carnavalesco Atrás do Trio Elétrico", sempre às 20h00, na Arena do Teatro Sesc/Senac do Pelourinho. Os ingressos são populares e custam R$ 5,00. Aroldo Macedo faz uma participação especial no espetáculo.

* Dia 13/01 - Banda Armandinho, Dodô & Osmar se apresentam no Pré-Cajú, puxando o bloco Caranguejo Elétrico, na cidade de Aracaju/SE.

*Dia 20/01 (Domingo) - Aroldo Macedo e o Clube da Guitarra Baiana se apresentam na Caetanave Eletrônica, no Sarau du Brown, dentro do Museu du Ritmo, no Comércio.

*Dia 22/01 (Terça-Feira) - Show da Banda Armandinho, Dodô & Osmar no Largo do Pelourinho, às 19:00 horas, participando da Terça da Benção no Pelô.

*Dia 31/01 (Quinta-Feira) - Show da Banda Armandinho, Dodô & Osmar no Hotel da Bahia.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fest Verão 2008

A organização do Fest Verão Paraíba reuniu a imprensa paraibana no restaurante Mangai na semana passada para apresentar a nova estrutura da terceira edição do evento de verão mais concorrido do ano. Serão três finais de semana (13, 20 e 27 de janeiro) com muita música e diversão para os fãs do pop rock, axé, pagode e forró.

A edição deste ano terá como atrações principais às bandas Asa de Águia, Banda Eva, Saia Rodada, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Biquíni Cavadão, Ala Ursa, Forró Garota Safada, Trem de Pouso e Capilé.

De acordo com o diretor do evento, o empresário Márcio Holanda, estão sendo esperadas cerca de 90 mil pessoas nos três dias. Este ano o local do evento será maior do que em anos anteriores. A área ganhou novo layout e terá uma área de camarotes com maior espaço e comodidade. Mas, quem estiver na pista também terá visão privilegiada, graças ao novo desenho da estrutura.

No primeiro final de semana, dia 13 de janeiro, se apresentam as bandas baianas Asa de Águia, Eva e o forró elétrico da Saia Elétrica. No segundo final de semana, 20 de janeiro, de Ivete Sangalo, uma das mais cogitadas artistas da música brasileira na atualidade. O cantor e compositor campinense Capilé abre a noite apresentando seus maiores sucessos. A última atração da noite é a banda Trem de Pouso e o forró da banda Garota Safada.

O terceiro final de semana, dia 27 de janeiro, estão previstas para se apresentar as bandas Chiclete com Banana, Biquíni Cavadão e Ala Ursa. No local além 100 banheiros químicos, quatro ambulâncias com paramédicos, saídas de emergência e estacionamento contará com um corpo de seguranças que irá garantir o conforto das pessoas que se dirigirem ao local. E ainda uma Tenda Eletrônica com disck jóqueis animando o local nos finais de semana do evento.

Um dos promotores do evento, Luís Augusto Nóbrega, disse que o público esperou o ano inteiro pelo Fest Verão e o evento trará tudo aquilo que simboliza está época do ano, ou seja, alegria, descontração e muita música. A idéia, diz ele, é celebrar, através da música, a grande diversidade cultural brasileira. “Queremos emocionar o público e fazer com que turistas e visitantes voltem a Paraíba mais vezes para curtir um dos maiores eventos do verão brasileiro”, garantiu Luis Augusto.

Em João Pessoa, os ingressos estão sendo vendidos, antecipadamente, na sede oficial do evento, localizado na avenida Edson Ramalho, 132, na praia de Manaíra. No município de Campina Grande, estão sendo disponibilizados para venda na loja Oficina da Moda, no Shopping Iguatemi. O preço por pessoa é R$ 40,00 (pista), camarote R$ 75,00. O pacote para os três finais de semana estão sendo vendidos ao preço de R$ 105, 00 (pista) e R$ 210,00 (camarote). O cartão Hipercard, parceiro do evento, está dividindo o pacote em 3 parcelas fixas.

O evento este ano está sendo patrocinado pela Coca Cola, Run Motilla, Burn e Hipercard, com apoio do Governo do Estado da Paraíba e da Prefeitura Municipal de Cabedelo. Maiores informações podem ser adquiridas através do endereço eletrônico www.festveraopb.com.br ou pelo telefone: (83) 3247.6099.

Adriana Crisanto
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Projeto “Cultura e Pensamento” lança edição especial de revista de cinema eletrônica

O programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura (Minc) põe no ar no próximo dia 15 de janeiro a edição especial da Revista Eletrônica Cinética. O endereço eletrônico da revista é www.revistacinetica.com.br Lá o internauta interessado por audiovisual vai encontrar 21 pessoas, de vários países, debatendo sobre a relação das biopolíticas, o audiovisual, as novas tecnologias da comunicação e informação.

No sítio você vai encontrar também um fórum de discussão e poderá emitir seus comentários sobre algum filme. A revista tem como foco principal a reflexão critica e ensaística sobre o cinema e o audiovisual no mundo.

O projeto da revista, intitulado “Estéticas da Biopolítica: Audiovisual, Política e Novas Tecnologias”, tem a curadoria e edição de Ilana Feldman, André Brasil, Cezar Migliorin e Leonardo Mecchi.

A Cinética foi criada pelos críticos Cléber Eduardo, Eduardo Valente e Felipe Bragança no início de 2006. Ela é fruto de outra revista eletrônica, a Contracampo do qual todos faziam parte. A necessidade de criar um sistema de atualização mais ágil e estabelecer um diálogo franco e aberto entre a crítica e o ensaio foram alguns dos aspectos que fez com essa turma se reunisse para contemplar não apenas a reflexão critica a longo prazo, mas também a valorização do pensamento processual.

A edição eletrônica especial tem como participantes e colaboradores os críticos e ensaístas: Alexandre Barbalho (Juventude, biopolítica e mídia), André Brasil (Modulações: biopolítica e experiência estética), André Duarte (Sobre a biopolítica: de Foucault ao século XXI), César Guimarães (O documentário e os novos refugiados no capitalismo imaterial), Cezar Migliorin (Biopolítica e Imagem-Experiência), Christian Ferrer (O rosto da medusa: Exuberância e abundância da pornografia), Ernani Chaves (Na estrada da vida: a Transa-amazônica da fotógrafa Paula Sampaio), Fernanda Bruno (Máquinas identitárias e digitalização da vida: Vigilância, bancos de dados e perfis computacionais), Ilana Feldman (Reality show: a lógica cultural do capitalismo imaterial), Jorge Dávila (A produção audiovisual como produção de castigo-simbólico no capitalismo), José Jorge de Carvalho (Novas políticas da segunda pele: a manipulação tecnológica na construção transnacional de subjetividades subalternas), Luiz Felipe Guimarães Soares (Biopoder e mímese no cinema-miséria), Miguel Ângelo (Biopolítica e Sociedade de Controle: Notas sobre a crítica do sujeito entre Foucault e Deleuze), Paula Sibilia (A digitalização do corpo: Genética, neurociências, cirurgias plásticas e o primado do PhotoShop), Peter Pál Pelbart (Biopolítica e niilismo) e outros.

Adriana Crisanto

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Cafuçús promovem baile

O bloco de arrasto mais animado e irreverente do pré-carnaval de João Pessoa (Folia de Rua), o Cafuçú, estará promovendo neste sábado (12), a partir das 20h00, no restaurante Manjericão, na Praça Antenor Navarro, no Centro Histórico de João Pessoa, a exposição do artista plástico Shiko e o baile do bloco. A promoção do evento é do Grupo Artesanal Arte, Educação e Comunicação. Vale lembrar que será cobrado o couvert artístico de R$ 2,00.

O baile será animado pelo disc jockey (DJ) Naza que promete caprichar no repertório do melhor do carnaval brasileiro e nordestino e no velho e bom cancioneiro romântico, popularmente conhecido por Brega!

O grupo existe há 16 anos. Tudo começou com uma brincadeira, quando um grupo de amigos estavam reunidom no carnaval na Ilha de Itamaracá (PE). "A gente estava assistindo ao desfile da escola de samba Unidos do Cabo Sul. Então dissemos que em João Pessoa poderia ser o Unidos do Cafuçu. A palavra era muito usada por uma das colegas e fundadoras, Analice Costa (falecida). Todos os anos os organizadores rendem homenagem a ela", disse Bertrand Lira, um dos fundadores do bloco.

Na concentração do bloco é na Praça do Bispo, no centro histórico da Capital. No local os foliões se reencontram, ao som dos antigos programas de difusora de parque de diversão, com direito a músicas dos velhos carnavais, misturadas com sucessos "românticos" (bregas do passado) e recados sentimentais. Tudo isso cria um clima de muito humor e irreverência.

A "Rádia Cafuçu" tem a apresentação do locutor das multidões Galbano Brasil, magistralmente vivido pelo humorista Cristovam Tadeu. Também há presença da sorridente madrinha do Cafuçú, além do casal Cafuçú, eleitos entre os candidatos que concorrerem ao posto no Baile do Cafuçú.

Adriana Crisanto
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Geraldo Vandré e as Muriçocas

Na última quarta-feira (9) foi lançada na nova sede do Bloco Muriçocas do Miramar, na Tito Silva, casa 76, camisa do bloco Muriçocas do Miramar 2008, que esse ano tem o slogan "Pra não dizer que não falei de flores", em homenagem ao cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré.

O lançamento foi seguido por apresentações de orquestra de frevo e grupos de cultura popular, anunciando aos moradores do bairro e a população em geral que as muriçocas começam a bater asas para voar no dia 30 de janeiro.

A arte da camiseta é assinada pela produtora cultural Val Velloso e o designer Gráfico Sérgio Melo, e faz alusão ao músico vanguarda autor da emblemática composição que era um hino de resistência contra o governo militar e foi censurada por conta dos versos interpretados como uma chamada à luta armada contra os ditadores "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer ..."

A sede do bloco está aberta ao público com exposições de todos os 21 estandartes desde a fundação e fotografias que contam a história vitoriosa da agremiação que transformou a vida cultural e carnavalesca da cidade.

Jair Rodrigues

O cantor e compositor Jair Rodrigues será o convidado para se apresentar na concentração do bloco na Praça das Muriçocas, na Avenida Tito Silva, a partir das 20h, na quarta-feira de fogo, dia 30 de janeiro.

Este ano o bloco completa 22 anos promovendo anualmente a alegria de cerca de 400 mil pessoas. A folia das Muriçocas este ano só foi possível graças ao patrocínio da Eletrobrás, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal (Lei Rouanet) e apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).

Sobre Vandré

(texto abaixo da assessoria de imprensa)

Geraldo Vandré atualmente reside em São Paulo, mergulhado nos livros e em companhia de pelo menos um violão. O paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias completou 72 anos no dia 12 de setembro de 2007. Nascido em João Pessoa, aos 16 anos foi para o Rio de Janeiro. Entre ginásio e colégio, passou por Nazaré da Mata (PE) e Juiz de Fora (MG). No Rio, estudou Direito (de 1957 a 1961) para satisfazer a família, mas depois pendurou o diploma e foi viver de música. O sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, o médico José Vandregísilo. Começou usando o nome artístico de Carlos Dias, homenagem aos cantores Carlos Galhardo e Carlos José. O Dias era de seu próprio sobrenome. Foi influenciado pela Bossa Nova, mas depois introduziu outros elementos em sua música.

Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretada por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque. Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com Prá não dizer que não falei de flores ou Caminhando.


Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgaçã
o

Milton Dornellas e Banda Na Pista


Milton Dornellas começa o ano com a banda Na Pista se apresentando no palco da sala de cultura do Shopping Sul do Conjunto dos Bancários nesta quinta-feira (10), a partir das 20h00. Os ingressos estão sendo vendidos no local ao preço de R$ 5,00.

Neste novo formato o músico ataca de música dançante e sobe no palco tocando guitarra, com Disck Jóquei (DJ Guiraiz) na base eletrônica e ainda Chico Limeira (baixo), Fabiano Lira (bateria e percussão) e Paulo Ró (violão). O mesmo show teve sua estréia no antigo Parahyba Café. No repertório estão incluídas as músicas: "Mandrágora", "Pepita no Cascalho", "Sete Mares", "Pomar, Jardim" e outras.

Para quem não o conhece Milton Dornellas é natural do Rio de Janeiro. Reside em João Pessoa há mais de 30 anos, onde consolidou sua carreira musical. Ele possui seis discos gravados e outras tantas participações em coletâneas e projetos musicais. Um dos trabalhos de destaque de Milton foi o disco "O Gargalhar da Invernada", uma leitura particular do livro "Grandes Sertões Veredas" do escritor mineiro Guimarães Rosas.

Serviço:
Milton Dornellas e Banda na Pista

Quinta-feira (10)
Hora: 20h00
Local: Sala de Cultura - Shopping Sul do Conjunto dos Bancários
Ingresso: R$ 5,00.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Dunga na Maná

O cantor católico Dunga estará em João Pessoa nesta sexta-feira (11) realizando seu primeiro show do ano na Comunidade Católica Maná, localizada na rua Orlando Soares de Oliveira, 299, Miramar, por trás da subestação da Saelpa na avenida Rui Carneiro. A apresentação está prevista para começar às 20h00. Os ingressos estão sendo vendidos no local ao preço de R$ 7,00 mais um quilo de alimento.
Dunga é um dos responsáveis por encaminhar boa parte dos adolescentes e jovens brasileiros a vivenciar a espiritualidade católica apostólica romana. Ele é natural de Pindamonhangaba, cidade interiorana de São Paulo. Nasceu na fazenda Coriputuba.
Além de cantor católico Dunga é compositor, pregador, apresentador de programa d
e televisão, escritor e locutor de rádio. Um dos mais queridos integrantes e bem sucedidos cantores da comunidade Canção Nova está há 24 anos fazendo parte do movimento religioso Renovação Carismática Católica (RCC).
Na música lançou os discos: Pense Bem (1994), Deus Existe (1996), Restauração (1998), Água Humilde (2002), Dunga Dez Anos - Ao Vivo (2002), Foi Assim (2005), Dunga Quinze Anos - Ao Vivo (2007), o DVD Dunga Dez Anos - ao vivo (2007). É autor dos livros: Jovem - O caminho se faz caminhando, Sementes de uma nova geração PHN – A aventura continua.

Por hoje não (PHN) vou mais pecar

Dunga é o idealizador do programa de auditório "Por hoje não vou mais pecar", conhecido pela sigla PHN. O programa surgiu em 1998 com a proposta de levar aos jovens Deus. Na sua grade de apresentação constam de testemunhos de jovens, casais, famílias e adultos sobre a sua conversão. O programa também é animado com música, quadros, promoções, interatividade por internet e telefone, sorteio de prêmios. Ele é apresentado uma vez por semana, sempre às terças-feiras, com reprise na sexta-feira e no sábado, dependendo da programação dos eventos da comunidade Canção Nova.

Nos três primeiros anos o programa foi apresentado em Cachoeira Paulista, interior, em seguida foi para São Paulo. Na Capital paulista o programa permaneceu por seis anos e no de 2005 volta a ser apresentado no município de Cachoeira Paulista.

"Durante todos esses anos trabalhamos para contagiar o Brasil e outros países com a pedagogia ou se preferir espiritualidade PHN e temos levantado uma geração de jovens e também adultos que optam, todos os dias, pela busca de uma qualidade de vida que para o PHN significa dizer Não ao pecado todos os dias”, comentou o cantor no seu blog disponibilizado dentro do Portal Canção Nova.

Todas as informações sobre o Dunga e o programa PHN pode ser vista no blog do artista, através do endereço eletrônico: http://blog.cancaonova.com/dunga.

Serviço:
Dunga e Banda
Show de Inauguração da Rádio Maná 920 AM
Sexta-feira (11 de janeiro)
Hora: 20h00
Local: Comunidade Maná – Rua Orlando Soares de Oliveira, 299, Miramar, pro trás da subestação da Saelpa da Rui Carneiro.
Ingresso: R$7,00 mais um quilo de alimento não perecível.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Fotos do blog do cantor.

Quem quiser que conte outra

O musical infantil “Quem quiser que conte outra” tem sua estréia confirmada neste sábado (12), no Teatro Ednaldo do Egypto, localizado na avenida Maria Rosa, no bairro de Manaíra. O espetáculo ficará em cartaz no domingo (13) e nos dias 19, 20, 26 e 27 de janeiro, sempre às 17h30. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do teatro ao preço de R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (criança e estudante). A montagem se tornou possível graças à parceria da Companhia Ôxente de Teatro e o Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa (Lei nº 9560/2001) - um mecanismo de política pública que proporciona a concessão de incentivos financeiros as pessoas físicas ou jurídicas, domiciliadas no município de João Pessoa, para a realização de projetos culturais.
O espetáculo faz um resgate das cantigas, brincadeiras de roda e de fundo de quintal. Vó Gracinha é uma contadora de estórias de cordel responsável por transportar a criança ao universo do sonho, da brincadeira e da magia. Em cena os atores contam a estória de três personagens que retorna para uma determinada cidade para rever a Vó Gracinha.
Uma das estórias que Vó Gracinha conta é do conto popular do boi estrela, em que aparecem personagens do universo da cultura popular, a exemplo de Mateus, a Catirina, o Boi, a Burrinha e outros personagens.
O espetáculo ao mesmo tempo em que encanta crianças faz muito adulto lembra-se do tempo de criança, em que as meninas brincavam de amarelinha na calçada de frente de casa, de boneca de pano e os meninos se divertiam com mané-mole, pião, carro de lata e bola de gude, e outras brincadeiras que ficaram no passado e pouco as crianças nascidas na era tecnológica esqueceram.
Toda a montagem é fruto de uma pesquisa musical sobre a dramaturgia nordestina, e amplia as possibilidades de discussão sobre a cultura folclórica, ou seja, sua música, seus cantos, os versos, ditos e mitos. Ao mesmo em que valoriza do trabalho de interpretação dos atores.
“Quem quiser que conte outra” é dirigido pelo ator Edílson Alves. No elenco estão os atores: Jacinta de Lourdes, Jô Carvalho, Neide Melo, Gorethe Araújo, Fábio Azevedo, Alberto Bleke e Edilson Alves. O roteiro e o figurino são da Companhia Ôxente de Atividades Culturais a mesma que montou o espetáculo infantil “Redemunho” e “A batalha da virgula contra o ponto final”, com texto de Tarcisio Pereira.

Serviço:
Quem quiser que conte outra – Musical Infantil

Sábado (12) e Domingo (13) - Estréia
Dias: 19, 20, 26 e 27 de janeiro
Hora: 17h30
Local: Teatro Ednaldo do Egypto - Praia de Manaíra
Informações: (83) 9981.6520/8847.6521
Email: nininhoalves@uol.com.br

Direção: Edílson Alves
Texto: Cia. Oxente
Direção e Cenário: Edilson Alves
Maquiagem. O grupo
Iluminação: Edílson Alves
Figurinos: Grupo

Foto: Divulgação

Elenco:
Alberto Black (Mateus)
Edilson Alves (Coronel)
Jacinta de Lourdes (Já)
Jô Carvalho (Jô)
Gorethe Araújo (Go)
Neide Mello (Vó Gracinha)
Fábio Azevedo (Pedrinho)

Adriana Crisanto
Repórter
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