Nova “KSA” do Rock

Será inaugurado hoje (sábado, 31), às 20h00, um novo espaço para drinks, boa conversa e música alternativa da Capital. Quem estava com saudades do antigo Parahyba Café, dos amigos Roberto Zacara e Marconi Serpa, tem agora um novo espaço. Trata-se do Ksa Rock, localizado na Rua Duque de Caxias no centro histórico da Capital.

O novo local, que promete movimentar a cena cultural da cidade, tem três ambientes: O Ksa Rock Vídeo-Bar (loja com camisetas, acessórios e CDs, além de bar, com exibição de vídeos de shows e clipes), o Ksa Rock Pocket (destinada a shows acústicos, exposições, exibições de filmes, lançamentos de livros e saraus) e Ksa Rock Show, no segundo piso, com cabine para DJ, palco e camarim.

O espaço também está aberto para locação de festas, discotecagens, shows de bandas, apresentação de espetáculos e intervenções teatrais e artísticas. No dia da inauguração estão programas exposição das obras de arte do artista plástico Sidney Azevedo, premiado no XII Salão Municipal de Artes Plásticas, uma rápida encenação teatral com o ator Zeny Moura, discotecagem com o cineasta e DJ Carlos Dowling, apresentação das bandas locais Star61, Madalena Moog e no final a discotegem com a jornalista Olga Costa, recém chegada de São Paulo.

No ambiente vídeo bar haverá um stand com vendas de livros da editora 'CosacNaify', com lançamentos e edições de bolso. De acordo com os idealizadores em breve o local servirá como espaço para aulas de música, ensaio de bandas, pelas e oficinas.

Serviço:
Ksa Rock

Atrações: Madalena Moog, Star 61, DJ Carlos Dowling e Olga Costa
Endereço: Rua Duque de Caxias, 73 – Centro (por trás do casarão dos azulejos, vizinha ao Solar do Conselheiro)
Funcionamento: de terça à sexta-feira das 14h às 22h.
Sábado a partir das 20h.
Preço: R$ 5,00 (cinco reais) - cobrado quando houver show.
Telefone da Ksa Rock - 3241 1716
Promoteur responsável: Flaviano André – 8893-7463/ 8802-1128

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

Compasso social da arte


Com direção de Cecília Brennand e coordenação de Deborah Priston se apresenta no próximo final de semana (6 e 7 de junho), no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural, em João Pessoa, o espetáculo de dança e canto “Três Compassos”. Os ingressos estarão sendo vendidos na bilheteria do teatro ao preço de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante e idosos).

O espetáculo, que reúne no palco 50 jovens artistas de comunidades da região metropolitana da cidade do Recife (PE), tem como via de ação o canto e a dança enquanto ferramentas de transformação social e humana. A montagem faz parte do projeto Ária Social, em que cerca de 350 alunos, com idade variando entre 4 a 25 anos, tenham aulas de dança, canto, percussão e confecção de instrumentos musicais, proporcionando assim o despertar para as artes e quem sabe uma futura profissionalização.

Três grandes momentos compõem a montagem: sacro, popular e erudito. No roteiro da apresentação estão incluídas músicas de Edu Lobo (Procissão), um bloco com canções de Malome (Pai Nosso), Michel W. Smith (Agnus Dei) e J. Lindsay (Glória), um bloco com canções popular de Ernesto Nazaré (Odeon), Marlos Nobre (Muié Rendeira), Luiz Gonzaga (Forró no escuro), Giselia Macbel (Menina Bonita) Sivuca (Feira de Mangaio), V. Enrique (Boi Bumba) e Asa Branca de Luiz Gonzaga.

No bloco erudito estão previstas músicas de Carmira Burana (O Fortuna, Fortune Plango Vulnera e Veris Leta Fácies). O espetáculo encerra com um solo de Cecília Brennand e da bailarina Ana Emilia Freire. A regência do coral é de Rosemary Oliveira com acompanhamento musical de Gilberto Santos (teclado), Charly Jadson, Manoel Júnior, Marco Aurélio, Dayvison Ferreira e Dayvison Oliveira (percussão). Assinam também o trabalho coreográfico Carla Machado e Zdenek Hampl. O projeto Três Compassos tem como patrocinador oficial o grupo Votorantim, a Fiori, Chesf, Lei de Incentivo a Cultura e como parceiros a Casa da Criança, CDI, Ampla e o Instituto Ayrton Senna.

Ária Espaço de Dança

Três Compassos marca os 15 anos de atividades do Ária Espaço de Dança, que começou suas atividades no ano de 1991. Seis anos depois, teve início sua ação voluntária com a inclusão de algumas crianças e jovens em situação de risco social da região metropolitana de Recife. No ano de 2004, o projeto foi transformado em Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, ampliando assim suas atividades.

O Ária Espaço de Dança oferece cursos de dança contemporânea, dança de salão, informática, ioga e dança do ventre e recentemente tem estimulado pessoas a ensinar algumas de suas habilidades manuais às mães que aguardam a saída dos filhos, para que elas tenham uma nova fonte de renda.

Com projeto de Lourdes Brennand o Aria está com seus ambientes todos reformados para melhor atender aos alunos, inclusive os que fazem parte do projeto Aria Social. No local existe quatro salas de dança, uma de computação e outra para atendimento psicológico, refeitório e biblioteca, e a pretensão é de ampliar ainda mais. Até o próximo ano a intenção é que mais salas de informática sejam instaladas no local e seja oferecido atendimento médico nas áreas de ginecologia, dermatologia e ortopedia. Os alunos que freqüentam o Aria Social de duas a cinco vezes semanais, ficando em alguns casos o dia inteiro no local.

Serviço:
Três Compassos
(dança e música)
Dias 6,7 e 8 de junho
Hora: 20h00
Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rego - Tambauzinho
Ingressos: R$ 5 (estudante) e R$ 10 (inteira).
Informações: (81) 3341-1014.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação.

Filme de Glauber Rocha restaurado

O longa-metragem “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, do cineasta Glauber Rocha, nono de sua carreira, voltou a ser restaurado e já está sendo exibido em algumas salas de cinema de arte do país. A restauração só foi possível graças ao patrocínio da Petrobrás. No nordeste apenas Fortaleza (CE) teve a oportunidade de assistir o filme restaurado no Cine Dragão do Mar.

O filme havia sido destruído em um incêndio no Laboratório GTC em Paris, em 25 de junho de 1973. Os negativos foram restaurados em imagem digital a partir de uma cópia com versão sonora francesa. O trabalho foi feito no Laboratório Prestech, na Inglaterra, com curadoria de João Sócrates Oliveira e supervisão de fotografia de Affonso Beato.

Algumas cenas das canções, que não foram dubladas, contêm legendas em francês. Na reconstrução da versão sonora em português foi feita pela Cinemateca Brasileira e no Estúdio JLS, sob curadoria de José Luiz Sasso. Os créditos da equipe técnica e do elenco ocupam os letreiros finais do filme, devidamente traduzidos e corrigidos. Pelo valor documental, a curadoria decidiu preservar o texto introdutório do filme existente na versão francesa que serviu de base para a restauração, traduzindo na íntegra, o seu conteúdo.

Fizeram parte da equipe do Projeto de Restauração: Paloma Rocha (direção); Joel Pizzini (curadoria); Affonso Beato (supervisão de fotografia); Paloma Rocha e Daniela Arantes (produção executiva) e ainda: Coordenação de Produção: Tássia Milly; Assistente de Produção: Sara Rocha; Restauração Digital de Imagem: Prestech Film Laboratories; Curadoria e Supervisão Geral: João Sócrates De Oliveira; Restauração de Som: JLS Facilidades Sonoras e Cinemateca Brasileira;Restauradores: José Luiz Sasso e Alexandre De Marco Sobral. Coordenação do Laboratório da Cinemateca Brasileira: Patrícia De Filippi; Distribuição: Prefeitura do Rio / Riofilme; Uma Produção de Paloma Cinematográfica.

Sinopse do filme:

Numa cidadezinha chamada Jardim das Piranhas aparece um cangaceiro que se apresenta como a reencarnação de Lampião. Seu nome é Coirana. Anos depois de ter matado Corisco, Antônio das Mortes (personagem de Deus e o Diabo na Terra do Sol) vai à cidade para ver o cangaceiro. É o encontro dos mitos, o início do duelo entre o dragão da maldade contra o santo guerreiro. Outros personagens vão povoar o mundo de Antônio das Mortes. Entre eles, um professor desiludido e sem esperanças; um coronel com delírios de grandeza, um delegado com ambições políticas; e uma linda mulher, Laura, vivendo uma trágica solidão.

O filme conquistou os seguintes prêmios: Melhor Direção - XXI Festival de Cannes, França (1969), Melhor Direção - Confederação Internacional de Cinema de Arte e Ensaio, França (1969), Melhor Direção - Prêmio "Coruja de Ouro", Instituto Nacional de Cinema, RJ (1969), Primeiro Prêmio, Festival de Louvaing, Bélgica (1969), Prêmio do Público (Menção Especial), Semana Internacional de Cinema de Autor -Banalmadena, Espanha (1969), Troféu Coruja de Ouro - Prêmio Adicional de Qualidade, INC/1969, Brasil, Melhor Fotografia (Affonso Beato), Prêmio "Governador do Estado de São Paulo", SP (1969), Prêmio "Fipresci" (1969) e Prêmio Luis Buñuel.

Fazem parte do elenco os atores: Maurício do Valle (Antonio das Mortes), Odete Lara (Laura), Othon Bastos (professor), Hugo Carvana (delegado Matos), Jofre Soares (coronel Horácio), Lorival Pariz (cangaceiro Coirana), Rosa Maria Penna (Santa Bárbara), Emmanoel Cavalcanti (padre), Mário Gusmão (o negro Antão), Vinícius Salvatori (jagunço “mata vaca”), Sante Scaldaferri (Batista), Conceição Senna (Madalena).

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Fotos: Agência Petrobrás de Notícias. Cenas do filme Terra em Transe de Glauber Rocha

Um concerto para Flávio José

A Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB) e o cantor e compositor Flávio José serão as atrações desta quarta-feira (21) no Espaço Cultural José Lins do Rego, localizado no bairro de Tambauzinho, em João Pessoa. A apresentação será na praça do povo e está prevista para começar às 19h30. Flávio José se apresenta ao lado de dois percussionistas e dois vocalistas. Será cobrado ingresso promocional de R$ 5,00 que podem ser adquirido antecipadamente nas lojas Scalla dos shoppings Manaíra e Tambiá.

A OSPB será regida pelo maestro residente Luiz Carlos Durier. No repertório foram selecionadas 14 composições de sua autoria, com arranjos dos maestros Rogério Borges e Chiquito. Na lista estão previstas execução da versão da música "Tudo é do Pai", gravada pelo padre Marcelo Rossi além de canções conhecidas do público, como Caboclo Sonhador, Tareco e Mariola, Minha Mãe, A Natureza das Coisas, De Mala e Cuia, Sem Ferrolho e sem Tramela, Espuma ao Vento entre outras.

Recentemente Flávio José lançou o CD Dom Cristalino, em Monteiro (PB), onde nasceu. Este é o 17º CD de sua carreira. Nas doze faixas Flávio deixa refletido um dos melhores momentos de sua carreira. Entre as canções do disco estão incluídas “Vá Embora!”, em parceira com Dorgival Dantas, um sucesso virtual, lançado no website do artista e só agora inserida no CD. O disco é, de acordo com Flávio José, fruto de dois anos de andanças e pesquisas dele pelo sertão e reencontro com velhos companheiros.

A música de trabalho intitula-se “Pra quê dividir?” de autoria de Marquinhos Maraial e Edu Lupa. Neste trabalho o músico privilegia parceiros musicais como: Dorgival Dantas: "Vá Embora" e "Juntando os troços", Flávio Leandro: "Minha Mãe", "Fuxico" e "O Rei da Garapa" e Pinto do Acordeom: "Dom Cristalino" e "A força da Paixão". Além de Miguel Marcondes: "Linha Cigana", Dom Fontinelli: "O Meu Direito", Anchieta Dali e Carlos Vilela: "Dança da Vida" e Maciel Melo e Maestro Genaro: "A Ponteira e o Pião".

Outra novidade de Flávio José é que, um dia antes de abrir o São João de Campina Grande, ele abre o São João da cidade de Caruaru (PE). O show está programado para sábado, 31 de maio, no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga. E no dia 11 de junho Flávio José se apresenta o dia 11 de julho no Miles Davis Hall, no Montreux Jazz Festival, na Suíça. Além de Flávio José, representando o Brasil, foram igualmente convidados: Gilberto Gil, Elba Ramalho, Chico César, Aleijadinho de Pombal, Pinto do acordeom e Hamilton de Holanda.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação - www.flaviojose.com.br

Afro Bossa Nova

Armandinho e Paulo Moura homenageiam os 50 anos da Bossa Nova com projeto Afro Bossa apoiado pelo grupo Votorantim

Apesar da chuva insistente que caiu na cidade na última sexta-feira (16) o público ansioso por música instrumental compareceu ao chamado afro bossa comandado pelo guitarrista Armandinho Macedo e o saxofonista Paulo Moura. Quem esteve na praça do povo do Espaço Cultural José Lins do Rego pode conferir de perto uma verdadeira releitura do gênero musical bossa nova com instrumentos de percussão.

A vinda deles a cidade de João Pessoa foi possível graças ao Projeto Homenagem a Tom Jobim Afro Bossa apoiado pelo Instituto Votorantim. O repertório base foi formado em cima de composições de Tom Jobim, algumas até pouco executadas nas rádios, a exemplo de Surfboard, Radamé e Pelé, Brigas nunca mais (Tom e Vinicius), além das clássicas: Morro não tem vê, Chorando na roseira, Garota de Ipanema, Águas de Março, Insensatez, Luiza, Chega de Saudades e outras. A produção leva a assinatura de Paulo Moura e arranjos inconfundíveis de Armandinho.

Paulo Moura e Armandinho foram acompanhados pelo violonista e guitarrista Gabriel Improta que já acompanhou vários artistas de renome nacional, como Francis Hime, Jorge Mautner, Dona Ivone Lara, Antônio Adolfo e outros. Na linha do meio do palco estavam os percussionistas Giba Conceição, Nei Sacramento. Todos com expressiva carreira percussiva fora do país.

Pode-se dizer que os 50 anos da Bossa Nova foi comemorado em grande estilo em João Pessoa, que por sinal, foi a primeira Capital do projeto que homenageia a bossa nova e Tom Jobim. Depois da Paraíba a caravana afro bossa segue para Recife, Fortaleza, Belém, Palmas, Brasília, Campo Grande, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Rio de Janeiro.

Em entrevista Paulo Moura disse que é uma honra começar um projeto de música instrumental por João Pessoa, pois, de acordo com ele, a Paraíba é berço de excelentes instrumentistas. A idéia de homenagear a bossa nova, segundo Armandinho, surgiu a cerca de cinco anos em uma viagem que fez a Los Angeles com Marcos Suzano e Paulo Moura. “Marcos não pode, pois tinha outros compromissos, continuamos nós, eu e Paulo”, explicou.

O projeto teve uma edição experimental, digamos assim, no Festival de Verão em Salvador (BA) deste ano e foi apresentado em um palco aberto, em praça pública. “Percebemos que dava certo fazer em um local aberto e saímos em busca de apoio para nossa idéia”, disse Armandinho.

Armandinho contou que foram realizadas várias pesquisas musicais em cima do repertório e feitas experiências. “Não estávamos buscando um momento dançante, mas fazendo experiências musicais”, contou em entrevista exclusiva.

Quem são eles?

Paulo Moura nasceu em 15 de julho de 1932, na cidade de São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo. Em 1941, aos nove anos de idade, precocemente, pede ao pai para estudar música, encantado pelas fotos de seus irmãos nos programas dos shows dos Cassinos do Rio, regularmente enviadas para a família. Ganha do seu pai a primeira clarineta. Anos depois começa a tocar no conjunto de seu pai, Pedro Moura, em bailes populares, fazendo seu primeiro solo no choro composto pelo saxofonista Domingos Pecci.

No ano de 1945, a família Moura chega ao Rio de Janeiro, para morar na Rua Barão de Mesquita 363 , na Tijuca. “Vieram meu pai, minha mãe e nós, os filhos mais novos: Tita (Cesarina), Lico (Alberico), Nena (Filomena) e Tude (Edeltrudes). Fillinha, assim com 2 "eles" como ela escrevia (Dalila), já casada com o mecânico de carros Alcides Salgado, ficou na cidade de São Paulo”, contou.

Enquanto continuava os estudos de clarineta, ganhava alguns trocados em bailes de classe média, nos clubes israelitas "Monte Sinai" e o "Israelita Brasileiro" da Tijuca, e nas gafieiras do Andaraí, Centro da cidade, Praça da Bandeira, Belfort Roxo e Pavuna. Freqüentando o Ponto dos Músicos (em frente ao Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes) conseguiu dar início a carreira profissional e voltar a estudar formalmente no "Ginásio Luiza de Castro".

Moura já tocou com uma leva de grandes maestros, músicos e arranjadores, a exemplo de Lírio Panicalli, Radamés Gnatalli, Leo Peracchi, Guerra Peixe e Moacir Santos, e de músicos como o violonista Menezes, o baterista Luciano Perrone, Moacyr Silva, Chiquinho do Acordeon e Jacó do Bandolim e tantos outros.

Só em 2000 ganhou o primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com seu trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas” (Rob Digital) e interpreta o papel de Zé Espinguela, músico popular que influenciou Villa-Lobos na sua aprendizagem de choro, no filme “Villa-Lobos uma vida de paixão”, de Zelito Viana.

No ano de 2005 Paulo Moura recebe o Prêmio Tim de Melhor Solista Popular por sua interpretação no CD "El Negro Del Blanco" e participa do documentário "Brasileirinho", dirigido por Mika Kaurismaki e produzido por Marco Forster, com enorme repercussão no Festival de Filmes de Berlim, e em Marseille, na França.

Dando um salto na sua longa trajetória musical em maio de 2007 surpreende com o Cd Samba de Latada, trazendo o som dos sambas -forrós do sertão Pernambuco para o cenário nacional, parceiro com a pesquisa e a voz do requintado forrozeiro Josildo Sá de Recife.

Tem quatro de seus trabalhos históricos reeditados pelo selo gravadora Biscoito Fino, relança em Cd os Sons de Caymmi enquanto a Atração Music inaugura a série Galeria com Hepteto, Quarteto e Fibra e a Livraria Fnac na Avenida Paulista em São Paulo.

Armando da Costa Macedo é mais conhecido por Armandinho. Ele começou a tocar aos 9 anos de idade e com 10 anos o pai Osmar Macedo, um dos criadores do trio elétrico, colocava os filhos para tocar em cima de um trio mirim. Aos 15 anos de idade grava seu primeiro disco ao vencer no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no programa A Grande Chance do apresentador Flávio Cavalcante e passa a ser revelação nacional do novo bandolim brasileiro.

No final da década de 1970 se juntou aos cariocas Dadi Carvalho (ex-novos baianos) e Maurício Magalhães de Carvalho (Mú) e formaram a banda A Cor do Som, juntamente com o baterista Gustavo Schroeter e o percussionista Ary Dias. A banda chegou ao fim, mas a carreira solo de Armandinho e suas apresentações em cima do Trio Elétrico Dodô e Osmar ajudou a solidificar ainda mais sua carreira, sendo posteriormente reconhecido nacional e internacionalmente como um virtuose no instrumento, sendo indicado aos prêmios Grammy Latino de 2004, com o CD Retocando o Choro ao Vivo, na categoria de melhor álbum instrumental.

Armandinho para quem não sabe é o pioneiro da 5ª corda do Pau Elétrico, instrumento musical que deu origem ao trio, que recebeu o nome de “Guitarra Baiana”. Foi o idealizador também do bandolim de 10 cordas, que só agora vem sendo usado pelos bandolinistas brasileiros.


Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação.

Pequenos Formatos

Prossegue até o dia 31 de maio no Serviço Social do Comércio (Sesc Centro), em João Pessoa, a I Bienal de Pequenos Formatos da Paraíba. O evento faz parte da programação do V Festival de Artes Visuais da Paraíba, versão 2008. As peças, compostas por fotografias, gravuras, desenhos, pinturas, cerâmica, objetos e esculturas estão distribuídas na área de lazer da instituição.

A exposição e os nomes dos vencedores foi divulgado oficialmente ontem, dia 13 de maio. Paralelo ao evento ocorre ainda oficina de gravura, ministrada por Unhandeijara Lisboa, no período de 26 a 30 de maio, a partir das 14h00, Fotografia Digital com Antonio David, de 26 a 30 de maio, às 19h, e as palestras Arte Contemporânea e as Novas Mídias Eletrônicas, no dia 16 às 14h, ainda com inscrições abertas, ministrada por Robson Xavier, e a Série Depoimentos, no mesmo dia, às 17h, com Flávio Tavares, aberta ao público.

Foram inscritos 98 trabalhos, de 35 artistas. Destes foram selecionados 78, escolhidos por um júri de artistas formado por Erinaldo Alves, Rosires Andrade e Fernanda Svendsen. "O nível das obras nos supreendeu, principalmente da produção contemporânea", disse Paulo Aurélio, técnico de Artes Plásticas do SESC. No local também serão expostas obras de mais 48 artistas convidados, que mostrarão suas séries mais recentes.

A Bienal rende homenagem aos 80 anos do artista José Costa Leite, com a Exposição Paralela Miniaturas – "Dois Xilogravadores do Cordel", de José Costa Leite e Xico Carvalho, em parceria com o Clube da Gravura da Paraíba. Confira a lista dos artistas selecionados e os convidados:

• Fotografia - Maria Salomé, José Roberto, Darcy Silva, Railson Damascena, Rafael Passos, Natasha Marques, Maria José, Francisca Séphora, Geane Angélica, Adeilson França;
• Desenho – Ivonice Pontes, Miguel Felipe, Carlos Salustiano;
• Gravura – Davi Querino, Maurílio Estrela, Liana Chaves.
• Objeto/Escultura/Cerâmica – Fábio Albuquerque, Sandra Regina, Maria das Neves – Álvaro Tadeu, Selma Brito, Everaldo Carvalho.
• Pintura – Raíssa Rejane, Adélia Torres, Myrian Ciarlini, Josilene de Almeida, Miguel Ângelo, Maria das Graças, Camila Silva, Fernanda Rolim, Elindovaldo Pereira, Cláudia Roberta, Marcelo de Oliveira, Nadja Maria, Percy Manoel.

Artistas convidados

• Elionai Gomes, Rodrigo Araújo, Célia Godim,Olímpia Lucena, Flávio Tavares, Géo Oliveira, Cremilson Soares,Chico Viola, Madriano Basílio, Josenildo Suassuna, Isa Galdino, Josival da Fonseca, Wilson Figueiredo, Bruno Steinbach, Ricardo Dubinskas, Erik Martinez, Evanice dos Santos, Jakeline Rodrigues, Analice Uchoa, Antônio Carlos França, Emanoel Guedes, Lenina Carneiro, Dadá Venceslau, Giga Brow, Célia Romeno, Babá Santana , Ana Lúcia Pinto, Joálisson Cunha, Nadja Lacerda, Lú Maia, Marcus Antônio, Ricardo Peixoto, Bruno Silva, Helder Oliveira, Antônio David, Martinho Campos, Glória Por Deus, Elvis Franklin, Zenilda Pereira, Xico Carvalho, Marcos Henrique, José Costa Leite, Gleuma Bernardino, Unhandeijara Lisboa, Rose Catão, Roberto Carvalho.

Adriana Crisanto
Repórter
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Foto: Tela de Flávio Tavares (convidado da bienal)

Sacolas Poéticas

Uma maneira criativa de divulgar a poesia e os poetas paraibanos foi criada pelo Sebo Cultural em 2004. As sacolas que embalam os livros comprados na livraria trazem poemas dos autores locais. As sacolas não têm qualquer custo adicional ao cliente e são uma forma original e prática de levar ao conhecimento da população o trabalho dos poetas paraibanos, muitos ainda não conhecidos do grande público.

A iniciativa é pioneira no Estado. O projeto é simples e de grande alcance. Em cada três meses uma nova leva de sacolas com trechos de poemas de diferentes estilos e linguagens é confeccionada com poetas já consagrados pelo público leitor ao lado de novos talentos da poesia paraibana.

De acordo com o proprietário da livraria Sebo Cultural, Heriberto Coelho, as sacolas de embalagens, dado seu reaproveitamento no transporte de pequenas coisas, é um potente meio alternativo de comunicação. Em 2008 estão previstos a impressão de poemas de Medeiros Braga, Saulo Mendonça, Vitória Lima, Carlos Alberto Jales e Socorro Lira.

Outros poetas estão previstos para circular impresso nas sacolas, a exemplo de Águia Mendes, André Ricardo Aguiar, Antônio Mariano, Astier Basílio, Chico Lino, Edônio Alves, Hildeberto Barbosa, Linaldo Guedes, Políbio Alves, Walter Galvão, Ailton Ramalho, André Luís Nogueira Martins, F. Pereira Nóbrega, José Rodrigues, Maria José S. B. de Menezes, Martinho Ramalho, Osmar Matos, Rilves Lisoul, Vespertina Melo Ribeiro, Zilma Ferreira Pinto, Escurinho, Cristina Guedes e Pedro Osmar.

Adriana Crisanto
Repórter
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Foto: Sebo Cultural - divulgação.

Eduardo Raposo e a globalização da Paraíba

Todos os aspectos da globalização e da nova república de 1930 serão abordados na palestra do professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), Eduardo Raposo, neste sábado (10), às 19h30, no auditório do Zarinha Centro de Cultura, com o tema “República Nova versus Globalização – O que a Revolução de 30 tem a ver com o atraso sócio-econômico da Paraíba atual”.

O professor Eduardo Raposo, que está em João Pessoa divulgando o livro 1930: Seis Versões e uma Revolução – História Oral da Política Paraibana (1889-1940), com selo da Fundação Joaquim Nabuco/Editora Massangana, pretende contextualizar a Paraíba no cenário do mundo atual a partir do hibridismo na formação social brasileira, ou seja, as origens ibéricas e corporativas do Brasil contemporâneo, passando pela economia agrário-exportadora da República Velha e as experiências modernizadoras da República Nova.

Outras variantes serão abordadas pelo professor Eduardo são a oligarquia de Epitácio Pessoa e o significado político e econômico da Revolução de 1930, com destaque para suas repercussões no Nordeste e no Centro-Sul. O sentido reformista da Revolução de 1930 - cujo espelho, na Paraíba, foi o governo de João Pessoa -, o retorno das oligarquias ao poder e a centralização do poder para a promoção de uma modernidade conservadora, também são tópicos da palestra.

Serviço:
Palestra Eduardo Raposo
Tema: “República Nova versus Globalização – O que a Revolução de 30 tem a ver com o atraso sócio-econômico da Paraíba atual”.
Sábado (10)
Hora: 19h30
Ingresso: R$ 10,00(estudante) e R$ 20,00 (inteira)
Venda: Livraria Esquina das Letras
Fone: 4009.1130.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação

Neguinho da Beija-Flor e Malandros do Morro no Seis e Meia

Depois de Lilá de Itamaracá e da cantora potiguar Chrystal quem se apresenta no Projeto Seis de Meia na próxima quarta-feira (14), às 18h30, será o sambista carioca Neguinho da Beija-Flor e a bateria da Escola de Samba Malandros do Morro, do bairro da Torre. Os shows do projeto continuam acontecendo na praça de eventos do Mag Shopping, em Manaíra.

No repertório do Neguinho estão incluídos os principais sucessos musicais da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, várias vezes campeã do carnaval do Rio de Janeiro. Os ingressos estão sendo vendidos ao preço de R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (estudante) e podem comprados antecipadamente ou na hora do show no posto de vendas montado ao lado da bilheteria dos cinemas no primeiro piso do shopping center. Mais informações pelo telefone 9134.7610.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação.

Rindo a toa

O humorista Cristóvam Tadeu estará gravando nos dias 13, 21 e 28 de maio no Teatro Santa Roza, no centro histórico de João Pessoa, a partir das 18h30, a gravação do DVD que será dirigido pelo cantor e compositor Hugo Leão.




Adriana Crisanto
Repórter
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adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação.

Assustado junino


A jornalista e promotora de eventos, Ruth Avelino, avisa que está marcado para o dia 6 de junho, o próximo Assustado. Nesta edição será feita uma homenagem aos antigos ‘ranchos’ que animavam os bairros de João Pessoa no período junino.

Além dos grandes sucessos das décadas de 1970 e 1980, o evento terá os clássicos da música regional daquela época, a exemplo do Trio Nordestino, Jorge de Altinho, Alcimar Monteiro, Amelinha, Elba Ramalho, Luiz Gonzaga e muito mais. O evento acontecerá no Clube Cabo Branco, em Miramar, a partir das 21h00, e terá a sonoplastia de Zé Marco. Os ingressos estão sendo vendidos ao preço de R$ 10,00. Maiores informações pelo telefones: 9979.2989 ou 8885.0543.


Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação - Ruth Avelino e Ceci Avelino

Cantos e Contos na internet

O Programa Cantos & Contos que vai ao ar todo sábado, às 10h30, pela TV O NORTE/BAND (Canal 10) acaba de lançar seu website. A concepção da página é de autoria da agência de internet Qualitare. De acordo com o diretor comercial e de novos projetos do programa, Léo Micena, a idéia de criação do website surgiu devido à carência de um espaço para divulgar a cultura paraibana.

O website pode ser acessado através do endereço eletrônico www.programacantosecontos.com.br. Nele encontram-se os melhores momentos do programa, fotografias, newsletter, roda de prosa, em que o poeta pode publicar seus trabalhos. Por lá os internautas vão encontrar também textos de autoria do poeta popular Jessier Quirino, Pedro Fernandes, Bira Delgado, Marco Di Aurélio, Jatobá e outros.

A página foi construída em linguagem moderna e sem recursos difíceis para navegação. “Tivemos o cuidado de preservar a identidade regional com elementos leves”, disse Léo Micena, um dos idealizadores do site que em menos de uma semana contabiliza uma freqüência de mais de mil acessos por dia. “Por ser um programa de cultura o número de visitação tem sido maior que em outros sites que está a mais tempo no ar”, acrescentou Micena.

No site tem ainda uma rádio que fica tocando músicas regionais. Uma curiosidade é que dependendo do horário que o internauta acesse o tempo muda, se for à noite a página fica um pouco mais escura, se o acesso for pela manhã ou tarde um lindo sol ilumina a página. Tudo foi planejado com muito cuidado por Juarez Neto da Qualitare e Léo Micena.

Outros elementos do site do programa são as notícias sobre o que acontece no mundo da cultura. No espaço, Mostre seu Talento, os artistas poderão divulgar seus trabalhos enviando material para produção que irá avaliar e quem sabe convidá-lo para ser uma das atrações do programa Cantos e Cantos. E para quem perdeu a gravação e o programa pode assistir os melhores momentos nos vídeos que estão disponibilizados na página.

Programa Cantos & Contos


O “Cantos e Contos” foi concebido no ano de 2003, em João Pessoa (PB), com o objetivo de resgatar a cultura do Estado, proporcionando entretenimento e diversão através de atrações culturais locais, regionais e nacionais.

O programa é apresentado pelos cantadores Os Nonatos, que com muita versatilidade e originalidade trazem o que há de melhor do forró pé-de-serra, levando aos telespectadores um acervo de cantadores de viola, declamadores, emboladores, cordelistas e repentistas. Outra característica do programa é a mesa da cultura, um espaço com bate-papo informal, entrevistas com personalidades da sociedade paraibana e que tem envolvimento com a cultura.

A gravação do programa acontece de quinze em quinze dias, sempre às quartas-feiras, no Shopping Sul, localizado no Conjunto dos Bancários, zona sul da cidade e vai ao ar no sábado, às 10h30, na sua Tv O NORTE/BAND, Canal 10. “As gravações tornaram-se um evento especial da cidade. Cerca de mil pessoas já passaram por lá desde sua criação”, comentou Léo Micena.

Nestes quase um ano e quatro meses de existência passaram por lá vários artistas populares, a exemplo de Alcimar Monteiro, Dominguinhos, Geraldinho Lins, Galego Abaiador, Amazan, Fábio Carneirinho, Maciel Melo, Santanna, Flávio José, Ton Oliveira, Jorge de Altinho, Pinto do Acordeon, Clã Brasil, Jessier Quirino, Antônio Barros e Ceceú, Oliveira de Panelas, João Paraibano e Raimundo Caetano, Os Três do Nordeste, Daldete Bandeira, Iráh Caldeira e outros nomes consagrados da música regional.

A equipe do Cantos & Contos é formada por Celso Soares (produtor executivo), Léo Micena (direção), Veronilson Freire (técnica), Amir Mariano (técnica), Alex Rosas (técnica) e Isabel Alencar (produtora).

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Fotos: Divulgação.