Grupecj da UFPB vencedor do Prêmio Luiz Beltrão de Jornalismo 2008

O Grupo de Pesquisa sobre o Cotidiano e o Jornalismo do curso de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba (Grupecj/UFPB), coordenado pelo professor Doutor Wellington Pereira, foi o grande vencedor da categoria “grupo inovador” do Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação 2008 outorgado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) a pesquisadores e instituições cientificas.

“Vencer o Prêmio Luiz Beltrão se reveste de grande importância para pesquisadores da área de comunicação em todo país. Para nós paraibanos, o significado é muito especial, pois foi em João Pessoa que Luiz Beltrão criou o primeiro Curso de Jornalismo da Paraíba”, disse o professor Wellington Pereira que criou o Grupecj a cerca de seis anos.


Está é a primeira vez que um grupo de pesquisa do nordeste recebe um prêmio de grande relevância na área cientifica da comunicação. “A alegria se completa através do grupo de pesquisadores que vêm atuando no Grupecj e demonstram talento a cada publicação: resistindo às tentativas de sucateamento da universidade pública”, acrescentou Wellington Pereira.

A entrega solene dos diplomas aos vencedores do Beltrão 2008 será realizada na noite de 4 de setembro, das 19h às 21h, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, durante o XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, contando com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e do Programa Globo Universidade.

Na categoria “maturidade acadêmica”, a vencedora foi à professora Marialva Barbosa, autora do livro “História Cultural da Imprensa” e fundadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF, vem se destacando pelo seu espírito dinâmico e realizador.

Venceram como “lideranças emergentes” as professoras Cosettte Castro (UNESP) e Ivone de Lourdes Oliveira (PUC Minas). Cosette integra o Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Unesp de Bauru, consultora da Comisión Económica para América Latina (CEPAL), órgão da Unesco localizado no Chile - 2007; coordenadora da pesquisa "As Indústrias de Conteúdos na América Latina", em 11 países da região, onde analisa o desenvolvimento da mídia analógica e o crescimento da mídia digital e da convergência tecnológica nos países estudados.

Ivone é diretora da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC-Minas, que tem ao longo dos anos contribuído para o fortalecimento do campo de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas no Brasil, tendo sido eleita, pela segunda vez consecutiva, vice-presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp).

Sobre o prêmio Luiz Beltrão

O prêmio Luiz Beltrão pretende homenagear o pioneiro da pesquisa científica em comunicação no Brasil, bem como sinalizar às novas gerações, reconhecendo a excelência do trabalhado realizado nas universidades por docentes e pesquisadores, bem por entidades que fomentam estudos ou desenvolvem projetos comunicacionais relevantes para o desenvolvimento sócio-cultural. Na categoria “instituição paradigmática”, foi vencedora a centenária Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Os candidatos ao prêmio, em cada uma das categorias, são indicados anualmente pela comunidade acadêmica da área, cabendo a decisão final a um júri presidido pelo fundador da INTERCOM, o professor Doutor José Marques de Melo. Integram esse colegiado, composto por 20 personalidades, os antigos e o atual presidente dessa associação, bem como pelos vencedores da categoria maturidade acadêmica em anos anteriores (Moacir Pereira, Sergio Capparelli, Sergio Mattos, Muniz Sodré, Antonio Costella, Carlos Eduardo Lins da Silva, Ana Arruda Callado, Murilo César Ramos, Adísia Sá e Antonio Hohlfeldt). A coordenação geral do Prêmio Luiz Beltrão está a cargo da professora Maria Cristina Gobbi, diretora-suplente da Cátedra UNESCO/Metodista de Comunicação.

GRUPECJ – Seis anos dedicados à pesquisa em comunicação

O Grupo de Estudos sobre o Cotidiano e Jornalismo (Grupecj) surgiu no ano de 2002. Foi idealizado pelo professor doutor Wellington Pereira, que recém chegado de seu doutorado na França, sentia a necessidade de maiores discussões sobre pesquisa na área de comunicação e engajamento por parte dos professores e estudantes do curso. Reuniu um pequeno grupo de alunos e ex-alunos para estudar, pesquisar e analisar sobre todas as questões que envolvesse a comunicação social, em especial o jornalismo.

O grupo conta com a participação de alunos da graduação em jornalismo, ex-alunos, da Pós-Graduação em Sociologia e Comunicação Social (cursos da UFPB) e profissionais da imprensa paraibana.

Nestes seis anos de existência o grupo publicou: Leituras do Cotidiano (Editora Manufatura, 2002), O Trabalho de Sísifo – jornalismo e vida cotidiana (Editora Manufatura, 2004), Epistemologia do Caderno B (Editora Manufatura, 2006) e mais agora O Príncipe Lê Jornais – cotidiano e poder nos jornalismo impresso (2008).

O Grupecj é hoje um dos grupos de estudo de maior referência no país nos estudos sobre jornalismo. Neste período o grupo já promoveu seminários e foi um dos selecionados na carteira professor de graduação do Programa Jornalismo Cultural 2007/2008 do Rumos Itaú Cultural, como o projeto Epistemologia do Caderno B.

Pesquisa em andamento - No início deste semestre o grupo deu início à nova pesquisa que se chamará “O corpo e a anatomia impressa” – apresentação do corpo humano nos jornais de João Pessoa (PB). O projeto tem o objetivo de estudar a apresentação dos corpos humanos no jornalismo impresso. A nova pesquisa busca referências aos leitores para que eles possam entender como o corpo humano sofre transformações estético-lingüísticas quando é utilizado para ratificar as categorias e os gêneros jornalísticos.

O estudo dos corpos nos jornais é de suma importância uma vez que trata de uma leitura interdisciplinar sobre as formas de construções das realidades linguageiras no campo da mídia. Os mais diversos estudos sobre o corpo têm demonstrado as transformações corpóreas que aponta para a investigação da sexualidade, da política, e da religiosidade. Todos esses campos apontam para os constrangimentos sofridos pelo corpo, a partir das determinações sócio-culturais de como se vestir, se alimentar, fazer sexo e vender produtos utilizando corpos. A importância do estudo enfatiza uma questão pouco discutida nos estudos do jornalismo impresso: a utilização do corpo humano como signo referencial e ilustrativo da informação jornalística. Ou seja, demonstrar qual o papel do corpo na “legitimação” das informações impressas.

Sobre o coordenador do GRUPECJ

Wellington José de Oliveira Pereira é professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), programa de Pós-graduação em Sociologia e do programa de Pós-graduação em Comunicação Social da UFPB. É doutor em Sociologia pela Université Paris V, Sorbonne. Graduado em Jornalismo e mestre em Literatura também pela UFPB. É autor dos livros: As possibilidades do róseo (1982), O beijo da noiva mecânica: ensaio sobre mídia e cotidiano (2002), Chanel 19: histórias no feminino (2000), Diário de um Zappeur (2006), Vovó nos protege? – histórias infantis para gente grande (2006). É o organizador das coletâneas: Leituras do Cotidiano (2002), O Trabalho de Sísifo – jornalismo e vida cotidiana (2004), Epistemologia do caderno B (2006) e O Príncipe Lê Jornais – cotidiano e poder nos jornalismo impresso (2008).

Maiores Informações:
Wellington Pereira – (83) 9979.0180
Email: wellingtonpereyra@hotmail.com ou wpereira@hs24.com.br
http:// http://grupecjufpb.blogspot.com
Emails da lista de discussão do grupo: grupecj@yahoogrupos.com.br/ grupecjornalismo@yahoogrupos.com.br

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

Espólio de Fernando Pessoa

Os especialistas muito em breve terão acesso on line aos espólios de Fernando Pessoa e às páginas dos volumes que pertenceu à biblioteca da qual o escritor foi proprietário. Os dois projetos de digitalização da biblioteca de Pessoa tem o apoio da Câmara de Lisboa e da Casa Fernando Pessoa. O acesso será através da página da casa que no futuro também será possível folhear os livros do poeta.

A equipe que trabalha no projeto de digitalização é coordenada pelo colombiano Jerônimo Pizarro e o italiano Patrício Ferrari, ambos do Centro de Lingüística Portuguesa da Universidade de Lisboa (CLUL). Até o momento a equipe digitalizou cerca de 200 livros.

O acordo para digitalização do espólio de Fernando Pessoa só foi possível após o primeiro leilão de obras do escritor, no ano passado, quando o pesquisador Jerônimo Pizarro selou o contrato com a família de Pessoa. Maiores detalhes sobre a digitalização do espólio no Jornal Público de Portugal (http://jornal.publico.clix.pt/) e no website Universia (http://www.universia.pt/).


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação

Chico César entre forrós e frevos

Uma folia moderna e criativa é assim que pode ser definido o novo álbum do cantor e compositor paraibano Chico César intitulado “Francisco, Forró y Frevo”. Com letras desencanadas e dose eletrônica certa o disco foi produzido por BiD, mentor do coletivo paulista Funk como Le Gusta, um conceituado nome da cena eletrônica brasileira. Neste trabalho Chico passeia tanto pelas festas juninas com xotes e xaxados, e a folia carnavalesca, através de frevos.

O disco é muito gostoso de ouvir. As composições são inéditas e autorais. Na primeira faixa Chico César compôs Girassol que trazem guitarras de Fernando Catatau, em que busca sonoridades atípicas no gênero. As canções “Comer na Mão e Ociosa”, Chico César realça as afinidades rítmicas do gênero nordestino com o reggae jamaicano.

No bloco dos frevos o compositor faz a ponte entre Paraíba-Pernambuco e traz músicas com pulsação roqueira. Pelado é um desses frevos bem humorados compostos pelo músico, em que protesta contra a comercialização do carnaval baiano como as vendas de abadás. Para abrilhantar ainda mais o disco Chico convidou o guitarrista baiano Armandinho.

Soprado em ritmo carnavelesco tem ainda o frevos: Humanequim (com uma bela passagem instrumental) e Solto na Buraqueira que foram moldados para animar as folias com seus metais em brasa. O CD conta ainda com a participação de Claudionor Germano, uma regravação da Marcha da Cueca. Em parceira com Pedro Osmar compôs “Marcha da Calcinha”. Dominguinhos também deu o ar de sua graça na canção “Deus me proteja”. Tem ainda a presença de Seu Jorge em “Dentro”, mas nem parece ele cantando.

O disco prioriza o universo forrozeiro com xotes e enfocando xaxados com em Abaeté, Abaiacu e Namorado. O trabalho vai agradar a forrozeiros, carnavalescos e pode perfeitamente ser tocado em raves.


Serviço:
Título: Francisco, Forró y Frevo
Artista: Chico César
Gravadora: Chita Discos / EMI Music
Cotação: * * * * 1/2





Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Divulgação.

Renata lança seu sexto CD


“Deixa” é o nome do novo trabalho da cantora e compositora paraibana Renata Arruda. Neste trabalho Renata se assume de vez como compositora. São ao todo 14 faixas com músicas de autoria dela e alguns parceiros. Está é também uma nova fase na carreira de Renata que inaugura com a atriz Lúcia Veríssimo o selo “Canela”. A produção é do cantor e compositor Robertinho do Recife que já produziu outros trabalhos da cantora, a exemplo de “Por Elas e Outras” (2003) e “Pegada” (2005).

A cantora gravou músicas feitas em parceria com Chico César (Vitamina), Zélia Duncan (Fagulha Rara), Ana Terra (Eu me Cheguei), Antonio Villeroy (o samba Desprevinida), Bebeto Alves (Na Correnteza e Marcas e Sinais), Nando Cordel (o forró Rota), Maria Carmem Barbosa (Palavra Escrita), Danah Costa (Miolo Mole de Moça) e com a própria Lúcia Veríssimo, autora da concepção do disco e parceira de Renata em Pendor e Deixa Eu Voltar (incluída no disco em duas versões). Completam o CD Pedido ao Tempo e Chovendo em mim.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Funjope.

Menor São João do Mundo


Enquanto Campina Grande, Caruaru, Arcoverde, Sergipe e tantas outras cidades do nordeste disputam o melhor, maior e num sei mais o que São João do Mundo (ou a maior descaracterização do mundo), os intelectuais e a classe artística de João Pessoa promovem anualmente o "Menor e Melhor São do Mundo", uma sátira ao mercado consumidor das festas que saiu do seu lado religioso, foi para o pátio das igrejas e com o tempo tomou a dimensão mercadológica dos dias atuais.

O Menor São João do Mundo terá a presença do trio de forró pé-de-serra Levanta Poeira. O evento acontecerá nesta sexta-feira, 13, no Gabinete Cultural de Fuba, na Praça Antenor Navarro, Centro Histórico de João Pessoa. A festa é para homenagear Santo Antônio, começa às 20h e a entrada é franca.

Em sua quarta edição, o “Menor e Melhor são João do Mundo” promete muitas novidades para animar os participantes. Haverá brincadeiras, sorteios e a improvisação de uma quadrilha junina. O Café Cultural comandado por Major estará funcionando normalmente e também haverá a venda de comidas típicas da época.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Arquivo pessoal

Banda Larga Cordel novo álbum com músicas inéditas de Gilberto Gil


"Banda Larga Cordel" é o nome do novo disco do cantor-compositor-ministro Gilbero Gil acaba de gravar pela Warner Music. Gil, que estava há onze anos sem lançar nenhum trabalho, apresenta neste CD somente canções inéditas que mesclam ritmos nacionais a batidas eletrônicas, com alguns sambas.

O disco está previsto para ser lançado oficialmente em 17 de junho em duas versões: uma com 14 faixas e outra com 16 e será vendido apenas pela internet. Para homenagear a mãe de Caetano Veloso, dona Cano, o ministro-músico compôs um samba. Uma canção interessante é “Formosa”, de Baden Powell e Vinicius de Morais.

Na parte em que rende homenagem ao cordel ele compôs o xote “Despedida de Solteira”, que conta a estória de uma cabrita lésbica. O preço sugerido do produto varia entre R$ 25,00 a R$ 29,90.

Serviço:
Álbum: Banda Larga Cordel
Artista: Gilberto Gil
Gravadora: Warner Music
Preço sugerido: R$ 25 a R$29,90

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com

A poética praia política de Maio de 1968

Quem não viu tem até sexta-feira (6) para conferir a exposição de fotografias e instalações que está exposta no Centro de Vivências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), campus I, no Castelo Branco, em João Pessoa. A mostra intitulada “Sob os paralelepípedos, a praia” fez parte das comemorações dos “40 anos de Maio de 1968”, promovido pelo GT de Cultura da Associação dos Docentes da UFPB (Aduf).

O evento foi realizado no mês passado com palestras, filmes e atividades culturais, mas a exposição ficará até sexta-feira. No local o visitante vai encontrar painéis fotográficos lembrando o que foi para a França o Maio de 1968. A exposição foi concebida pelo professor José Alexandrino e conta à história do movimento através de fotografias e cartazes.

“Sob os paralelepípedos, a praia” vai além de uma simples exposição. Ela desperta e estimula o expectador para o fato em si e a contribuição que trouxe para os movimentos sociais e luta de classes. Para que isso fosse possível o curador da exposição, professor Alexandrino, tentou reproduzir uma das ruas de Paris e trouxe para o espaço do Centro de Vivências da UFPB paralelepípedos e um veículo queimado. O título da mostra é bastante poético, “Sob os paralelepípedos, a praia”, e simboliza o rompimento com a ordem pesada, dura e antiga que reinava em Paris em 1968, representada pelo paralelepípedo, em busca da praia, símbolo da utopia. A praia como local de lazer de prazer e beleza.

No centro da exposição foi recriada uma parte da rua com paralelepípedos removidos do chão e uma frase em vermelho. “Nosso objetivo com a mostra é sair dos muros da universidade e levar para a sociedade paraibana um realidade histórica, o que a gente pode ajudar em matéria de debate e discussão de um movimento”, acrescentou Alexandrino.

As frases expostas na mostra condensam idéias de maneira irônica e por vezes provocativa e faz com que o visitante pare e reflita sobre o que aconteceu naquele maio de 1968 e nos reporte ao que ocorre com a sociedade atual, que se tornou apática e complacente com os mercados, com a economia globalizada, com a indústria. A intenção do curador da mostra é lançar um livro com todas as frases do movimento e alguns cartazes até o final do ano.

O que foi o Maio de 1968?

Maio de 1968 foi um período de revoluções em Paris (França). Dados históricos revelam que o movimento teve início com uma greve geral que rapidamente tomou proporções assustadoras e revolucionárias no país, em que mais tarde foi desencorajada a continuar pelo próprio partido Comunista Francês, sob a orientação de Stalin, sendo em seguida suprimida em seguida pelo governo, que acusou os comunistas de tramarem contra a república.

Filósofos e historiadores dizem que essa rebelião foi um dos acontecimentos revolucionários mais importantes do século 20, uma vez que foi aderida não apenas pela minoria de trabalhadores, mas pela população como um todo, que insatisfeita com a maneira como eram tratados se juntou aos estudantes para protestar por melhores condições e qualidade de vida.

Os livros e artigos espalhados pela internet relatam sobre uma série de greves estudantis interromperam as aulas em universidades e escolas de ensino secundário em Paris. O governo de Gaulle tentou a todo custo esmagar a greve colocando a polícia em confronto aberto com os manifestantes. Os protestos chegaram ao ponto de levar de Gaulle a criar um quartel general de operações militares para lidar com a situação, dissolver a Assembléia Nacional e marcar eleições parlamentares para 23 de Junho de 1968.

A história conta que o governo estava próximo ao colapso naquele momento (de Gaulle chegou a se refugiar temporariamente numa base da força aérea na Alemanha), mas a situação revolucionária evaporou quase tão rapidamente quanto havia surgido. Os trabalhadores voltaram ao trabalho, seguindo a direção da Confédération Générale du Travail, a federação sindical de esquerda, e do Partido Comunista Francês (PCF). Quando as eleições foram finalmente realizadas em Junho, o partido Gaullista emergiu ainda mais poderoso do que antes.

O mês de Maio na França é hoje um marco político e cultural de referência e exemplo para todo ocidente e ao mesmo tempo mostra uma história nublada, confusa e cheia de suposições e pretensos falsos líderes, a exemplo de Marcuse, Debord e outros.

Baderna – Paris Maio de 68

A editora Conrad editou e lançou o livro “Baderna – Paris Maio de 68”, um relato vivo do grupo inglês Solidarity. O livro não foi assinado, mas é a narrativa mais fiel encontrada sobre esse momento decisivo da história francesa. O livro foi publicado pela primeira vez em junho de 1968 e há que diga que a obra foi escrita por Maurice Brinton, uma espécie de alter ego do neurologista inglês Christopher Agamemnon Pallis (também conhecido por ser o autor do verbete "morte" na Enciclopédia Britânica, entre outras peripécias). Agamêmnon Pallis enxergava desde 67 no movimento estudantil francês uma alternativa radical ao stalinismo do Partido Comunista local, e pôde conferir com os próprios olhos as revoltas estudantis e a greve geral que transformaram o cotidiano francês em maio de 1968.

O livro está disposto para venda no site da Conrad (www.lojaconrad.com.br/Baderna), tem 80 páginas e custa a bagatela de R$ 19,00. Confira logo abaixo algumas frases impressas nos cartazes escritos por trabalhadores, estudantes, intelectuais e manifestantes e algumas fotos. Estás daí não estão na exposição, foram capturadas da internet, da biblioteca Wikipédia.


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação e website Wikipédia.
Il est interdit d'interdire

É proibido proibir

Soyez réalistes, demandez l'impossible

Sejam realistas, exijam o impossível









Tout pouvoir

abuse. Le pouvoir absolu abuse absolutement.

Todo o poder abusa. O poder absoluto abusa absolutamente.




Professeurs, vous êtes aussi vieux que votre culture

Professores, vocês são tão velhos quanto a vossa cultura



L'alcohol tue. Prenez du LSD

O álcool mata. Tomem LSD

La poésie est dans la rue

A poesia está na rua


Un homme n'est pas stupide ou intelligent: il est libre ou il n'est pas
Um homem não é estúpido ou inteligente. É livre ou não é











Feelin Allrigth


Com uma afinação instrumental inconfundível foi lançado em Genebra, na Suíça, o mais novo trabalho do musicista paraibano Washington Espínola intitulado “Feelin Allright”. São ao todo 13 canções de sua autoria, produzido por ele na Suíça, onde reside há cerca de 10 anos.

Neste trabalho Washington solta a voz em cinco músicas, a primeira que leva o título do disco e a segunda faixa (Braz-ill), em que canta em português, na faixa cinco “Ukannadoo”, a oitava música “Light”, em inglês, e LSD (nona faixa) em que trava um diálogo-dialeto que remete as produções “jaguaribecarneanas”. Com vários discos instrumentais no currículo essa é segunda vez que ele arriscou por voz nos seus trabalhos.

Vale salientar que em Feelin Allright o instrumentista, agora também cantor, contou com pouco amparo vocal. Os caminhos por onde corre a música produzida por Washington Espínola remete ao universo das primeiras gerações que curtem a música instrumental, jazz, blues e rock progressivo.

Para compor mais este projeto musical Washington Espínola contou com a participação de alguns músicos suíços, a exemplo de Stephan Weyland (teclados), Erik Peret (sax), Yoan Juliard (bateria) e outros.

O guitarrista é recordista na Paraíba em discos editados e lançados, são cerca de oito trabalhos (perdi a conta) e ainda por cima numa seara em que poucos arriscam a fazer pela dificuldade de encontrar apreciadores do gênero música instrumental.

Washington Espínola deverá está em João Pessoa agora no meio do ano para visitar parentes e amigos, e dar uma canja desse novo trabalho. Para 2008, o músico prepara o DVD documentário, com shows, entrevistas, depoimentos e fotos que mostram o trabalho do músico ao longo de sua carreira em João Pessoa, São Paulo e suas viagens pela Europa. Os trabalhos (CD e DVD) ainda não têm previsão para serem lançados no Brasil. “Ainda não sei se vou lançar os dois juntos ou separadamente”, acrescentou.

No início deste ano ele foi homenageado pelo guitarrista Zé Filho em seu último disco solo. O último trabalho de Washington Espínola foi GRUE, um disco, também gravado em estúdios na Suíça, em que explorou pela primeira a voz em contraponto com a grandiosidade instrumental que caracteriza a maioria de suas músicas.


Serviço:
Lançamento: Feelin Allrigth

Autor: Washington Espínola
www.washingtonespinola.com
Email: luizqueiross@hotmail.com


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.