Dia Internacional do Folclore


Boitatá, pisadeira, mula-sem-cabeça, saci-pererê, reisado, boto, curupira são algumas lendas, mitos, danças e contos encontrados no folclore brasileiro que nesta sexta-feira, dia 22 de agosto, comemora o Dia Internacional do Folclore. A data foi criada no ano de 1965, através de um decreto federal. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que em 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".
No entanto, muita gente confunde folclore com cultura popular. O folclore para a revista The Atheneum, Folk, em inglês, significa “povo” e lore, “conhecimento”. Folclore, então, seria um conhecimento emanado do povo. Na opinião da professora Lívia Merces, do Núcleo de Formação Cidadã da Universidade Metodista de São Paulo, folclore é a expressão cultural de um povo. “Esses tipos de manifestações se dão de maneira informal, são passadas de geração para geração de modos distintos, como, por exemplo, na forma de cantigas, contos, lendas, culinária ou artesanato”, disse.

As manifestações folclóricas podem ser identificadas em nosso dia-a-dia nas várias heranças que recebemos dos povos que nos colonizaram ou que já estavam aqui. Nas festas juninas, natalinas, na literatura de cordel, nas cantigas de roda, no costume de dormir em rede ou de tomar banho todos os dias, como faziam os indígenas, em todos estes hábitos é possível identificar aspectos de nosso folclore.

Para alguns estudiosos, o folclore vem, nos últimos tempos, enfraquecendo. A influência estrangeira e a difusão da cultura de massa pela mídia e as novas tecnologias podem levar à extinção ou a uma descaracterização do folclore típico brasileiro. Para Lívia Merces, a mídia pode atuar como vilã, mas também como heroína, pois pode sufocar a nossa cultura, importando produções de outros países, propiciando maior falta de informação da realidade e da cultura advinda do povo brasileiro. Mas, por outro lado, a mídia pode ser um veículo de difusão do nosso folclore. “Filmes, novelas, documentários de nossas lendas e histórias podem difundir nossa cultura. Ainda mais se considerarmos o fato de que a televisão chega desde os pampas gaúchos até as palafitas do Amazonas”, explicou.

Na Paraíba um dos grandes folcloristas foi o dramaturgo Altimar Pimentel (já falecido - foto) que escreveu sobre as principais manifestações folclóricas de nosso Estado. Um de seus últimos trabalhos foi uma coletânea editada com o apoio do Fundo de Cultura do Estado (FIC – Lei Augusto dos Anjos). Nela Altimar Pimentel descreve sobre as manifestações folclóricas, traz ilustrações dos lugares onde ela ainda resiste e trechos com as partituras das canções mais tocadas.

A cultura popular é uma arte anônima, espontânea, uma manifestação cultural que passa de pai para filho e é sempre repetida quase da mesma maneira. Dela deve-se sempre esperar fidelidade ao passado, sendo está fidelidade o indicador de maior ou menor autenticidade. Em alguns estudos a cultura popular é também conhecida como cultura de massa, cultura pop ou cultura vernacular, isto é, do povo, que existe numa sociedade moderna. Na enciclopédia eletrônica Wikipédia diz que o conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que disseminam o material cultural, a exemplo das indústrias do cinema, televisão, música e editorais, bem como os veículos de divulgação de notícias. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias; pelo contrário, é o resultado de uma interação contínua entre aquelas e as pessoas pertencentes à sociedade que consome os seus produtos.

Folclore na educação

O folclore e a cultura popular sempre estiveram presentes nos programas e conteúdos escolares. Em algumas escolas a data é comemorada de um jeito formal ou de forma transversal, sempre há um espaço na educação para se tratar desse assunto.

Em um país como o Brasil, tão diverso, tão grande, com tantas expressões diferentes, com tantos jeitos de ser, de brincar, de conviver e rezar, que vão se modificando de lugar para lugar, e a toda hora, não podemos falar de uma única cultura, mas das muitas culturas que o formam. Foram muitos povos que por aqui se instalaram na colonização do país e fez com adquirimos a cultura que temos hoje.

“Será que já paramos para pensar, por exemplo, quantas nações indígenas nós temos? E das culturas africanas que para cá vieram não foi uma nação, mas foram muitas a formar o que chamamos de cultura afro-brasileira. E os portugueses, foram os únicos? Na verdade, foram muitos os povos europeus, cada um com suas tradições, línguas, expressões, jeito de ser e crer, que vieram para cá e, misturados aos diferentes povos indígenas e africanos, ajudaram a formar um país plural e de muitas culturas”, questionou a professora Aleuda Martins da escola Pequeno Príncipe.

Hoje é impossível pensar a educação sem os aspectos do folclore e da cultura popular. A cultura é o fermento que alimenta, dá forma e conteúdo à educação. Em sala de aula, experiências, vivências e singularidades estão reunidas. Alunos e professores trazem suas bagagens e histórias. Confrontos, trocas, negações e reafirmações de culturas pulsam o tempo todo nesse convívio. Se não houver um saber pronto e acabado a ensinar, a educação tem suas chances de sucesso ampliadas.

Comemorações

Várias comemorações ao Dia do Folclore acontecem em João Pessoa para recordar a data festiva. O Instituto dos Cegos promoverá nesta sexta-feira (22), a partir das 8h00, o dia do folclore com o tradicional Café Folclórico. O evento, que chega a sua 7ª edição, envolve alunos, pais e professores da entidade. A comemoração tem um valor especial para os estudantes, que participam ativamente de todos os preparativos e têm a oportunidade de adquirir novos conhecimentos sobre os costumes e tradições regionais, através das representações de personagens e apresentações de objetos folclóricos.

"Para os alunos que contam com uma visão saudável, as gravuras de livros e imagens de filmes facilitam o aprendizado, mas quem não enxerga precisa ser estimulado com o concreto, sentir os objetos, e os professores não mediram esforços para encontrar novidades e trazê-las para garotos", explicou a presidente do Instituto, Suzy Belarmino.

Ao som de músicas regionais, o evento terá início com um café da manhã tipicamente nordestino, tendo a participação de pais de alunos e professores na produção de aproximadamente 40 itens, entre bolos de mandioca, macaxeira e milho, sequilhos, coalhada, tapiocas e queijos. Após o café, todos serão encaminhados para as salas de aula, onde os alunos realizarão diversas atividades, com o objetivo de resgatar tradições regionais. Enquanto os estudantes do 1º ano apresentarão brinquedos folclóricos, a exemplo de peões, carrinhos de madeira, bonecas de pano e cavalos de pau, os estudantes do 2º ano mostrarão a execução de brincadeiras como o jogo do anel, trava língua, cobra cega e boca de forno.

Os alunos do 3º, 4º e 5º ano estarão devidamente caracterizados ao realizar apresentações sobre o folclore indígena, além de manifestações culturais africanas e européias, trazidas durante processo de colonização do Brasil.

O Instituto dos Cegos é uma Organização Não Governamental, de caráter filantrópico e assistencial, que ao longo dos seus 64 anos de existência já atendeu milhares de pessoas cegas, entre crianças, jovens e adultos. Lá, os alunos matriculados também passam por um currículo extra de estimulação, que abrange matérias específicas, como educação musical, iniciação desportiva, educação física, orientação e mobilidade, escrita cursiva, atividades da vida diária e iniciação à informática. Dos 100 estudantes atualmente atendidos pela ONG, 20 ficam em regime de internato, fazem as seis refeições diárias e dormem na instituição. Todos os livros didáticos em braile são reproduzidos no próprio Instituto, seguindo o padrão dos materiais adotados em escolas regulares, para onde os alunos são encaminhados quando se sentem preparados.

Outro local em que o Dia Internacional do Folclore é comemorado todos os anos é o Serviço Social do Comércio (Sesc). As comemorações este ano estão inseridas dentro do Projeto Glória Vasconcelos que terá como atração principal o cantador e declamador Oliveira de Panelas (foto ao lado).

O Projeto Glória Vasconcelos nesta sexta-feira (22) tem início às 18h00, e será na Praça do Coqueiral, no bairro de Mangabeira. Além de Oliveira de Panelas, o homenageado, se apresenta os cantadores Jatobá, Salvador Alcântara e Afrânio Ramalho. Logo após sobe ao palco o Grupo Folclórico Tenente Lucena e Mulheres do Cangaço do Sesc, além do Grupo Bultrim de Alagoa Nova e Quadrilha Junina Infantil Sanfona Branca.

O Grupo de Danças do Sesc, que completa este ano 39 anos de criação, é composto por 60 pessoas (comerciários, dependentes e usuários), entre eles, dançarinos e músicos. Em suas apresentações, constam danças de xote, camaleão, araruna, boi-de-reis, congos de pombal, côco de roda, quadrilha, galope, pau de fitas, cirandas, xaxado, entre outras, todas acompanhadas por interpretações musicais feitas pelo conjunto regional do grupo folclórico.

Adriana Crisanto
Repórter
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adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Tela do artista plástico paraibano Clovis Júnior.

Feira de Música de Fortaleza


Os músicos Milton Dornellas, AfroNordestinas, Dj Guirraiz, Burro Morto e Toninho Borbo são os artistas paraibanos que irão representar o Estado na Feira de Música edição 2008 que acontece em Fortaleza (CE) neste sábado (23).

A Feira de Música de Fortaleza é um evento de música independente que vem crescendo a cada ano. De acordo com a organização participam da feira cerca de 30 mil pessoas. A primeira edição aconteceu no ano de 2002. O evento além da programação musical promove encontros e rodadas de negócios no intuito de propiciar o intercâmbio e a parceria entre bandas e produtores musicais.

Confira a lista das bandas selecionadas para o festival:

CEARÁ - Grupo Murmurando, Breculê, Fóssil, Contato Imediato, Red Run, ET Circensis, O Garfo, Comunidade da Rima, Carlança, George Belasco e o Cão Andaluz, Meu Amigo Imaginarium, Encarne, Sambahempclube, Café Colômbia, Mafalda Morfina, Plastique Noir, Fator Resistência, Dona Lili, The Cooler, Kayangaço, Faculdade Mental, Joseph K?, Dago Red, Moço Velho, Sobrajazz, Reggae Raiz, Kapruk Dilei, O Quarto das Cinzas. BRASÍLIA- Lucy And The Popsonics. ESPÍRITO SANTO - Tutu Com Ovo. BAHIA - Sovox, A Volante do Sargento Bezerra. ALAGOAS - Orquestra de Tambores de Alagoas, Fator4 MARANHÃO - Página 57. PARAÍBA - Milton Dornellas, AfroNordestinas e Dj Guirraiz, Burro Morto, Toninho Borbo. RIO GRANDE DO NORTE - Di steffano, Sueldo Soares, Mandumblá, SeuZé,Carlos Zens e Banda,Valéria Oliveira. PERNAMBUCO - The Playboys, Zé Pilintra, Amps e Lina, Etnia, Coletivo Media Sana. PIAUÍ - Validuaté, Batuque Elétrico, Conjunto Roque Moreira. SERGIPE - Maria Scombona Amapá- Marabaixada e Batuquerada. PARÁ - Madame Saatan. MATO GROSSO - Ebinho Cardoso Goiás- MQN, Violins, Motherfish TOCANTINS - Boddah Diciro, Mestre Kuka. MINAS GERAIS - Falcatrua, Makely kA. RIO GRANDE DO SUL - Sistema Falido. PARANÁ - Terra Selta, Estrela Ruiz Leminsk e Téo Ruiz. SÃO PAULO - Maurício Caruso, Zero 16, Tita Lima, Júlia Car, Plano Próximo, Rodamundo, Andréia Dias e banda, Izzy Gordon, Trio Carapiá. RIO DE JANEIRO - Os Outros, 1+1 Alexandre Cavalo e Christiano Galvão. MÉXICO – Dildo.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
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Fotos: Divulgação.

Severino Lucena recebe cidadania paraibana


O professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Severino Alves de Lucena, recebe o Título de Cidadão Paraibano da Assembléia Legislativa nesta terça-feira (26), às 17h, em reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos na sociedade paraibana, principalmente nas comunidades carentes da região da grande João Pessoa.

O professor e seus alunos desenvolvem várias ações de responsabilidade social e cidadania, como o Projeto São João com fartura, que através de diversas atividades arrecadam alimentos, os quais são entregues ao banco de alimentos do Sesc para serem distribuídos em comunidades carentes. Só este ano foram doados mais de 6 mil kg de gêneros alimentícios.

De sua tese de doutorado publicou o livro: Afesta junina de Campina Grande: uma estratégia de folkmarketing, um estudo sobre os elementos do marketing e do folclore nas festividades juninas que já foi lançado em várias capitais do país.

De agosto a setembro, coordena com seus alunos do Curso de Relações públicas várias atividades que envolvem mobilizações comunitárias, palestras, cirandas de serviços, campanhas de arrecadação ambiental, dentre outras atividades que integram um importante movimento de responsabilidade social e cidadania.

Severino Alves Lucena é docente do Curso de Comunicação Social, Habilitação em Relações Públicas, da UFPB. É graduado em Comunicação Social e Agronomia, tem Mestrado em Administração Ruaral e Comunicação Rural pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e concluiu seu Doutorado em Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Fonte: Agência de notícias da UFPB

Padre Ibiapina em livro


O padre Ernando Teixeira lançará no dia 11 de setembro, a partir das 19h30, no Casarão 34 da Rua Visconde de Pelotas, Centro, em João Pessoa, o livro "A Missão Ibiapina". A obra recupera os textos do século XIX, escritos por amigos e colaboradores do padre-mestre, publicados em épocas diferentes.

De acordo com padre Ernando a intenção desta publicação é fazer com que o padre Ibiapina seja lembrado e reconhecido, além de que possa servir de estímulo para as pessoas que desejam estudar a ação evangelizadora do missionário.

Padre Ibiapina nasceu no ano de 1806. Foi ordenado sacerdote em 1853 e faleceu no ano 1883. Missionário biapina percorreu cinco Estados do Nordeste e, com o povo, contribuiu para a transformação de uma realidade marcada pela miséria, pela doença, pelo desespero. Os açudes, igrejas e cemitérios, casas para doentes e as conhecidas Casas de Caridade são resultados de sua ação social e evangelizadora junto a comunidade.

Dom José Maria Pires garantiu sua presença para o lançamento da obra e espera o comparecimento de muitos interessados em uma história tão extraordinária.

Sobre o autor - O padre Ernando Luiz Teixeira de Carvalho é paraibano, nascido na capital e ordenado sacerdote em fevereiro de 1975. Exerceu atividades pastorais em Mandacarú, Cabedelo, Conjunto Renascer e no distrito de Livramento – Santa Rita, foi também diretor do Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa, por 16 anos. Entre 1991-1994, fez especialização em Bens Culturais da Igreja e obteve seu título de doutor em Teologia, na Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, com a tese Para louvor do Altíssimo: Um estudo histórico-artístico e uma interpretação teológico-espiritual do Convento Franciscano de Santo Antônio na Paraíba (Brasil, séc. XVI-XVIII). Atualmente tem se dedicado à pesquisa na área de história, arte e religião.

Serviço:
"A Missão Ibiapina"

Autor: Padre Ernando Teixeira
Data: 11 de setembro
Hora: 19h30
Local: Casarão 34 – R. Visconde de Pelotas, Centro
Contatos com o autor: (83) 3222-4889 – Email: ernandoteixeira2006@gmail.com

Adriana Crisanto
Repórter
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Monólogo do Fumo


"Os Malefícios do Fumo" é o monólogo que será apresentado nesta sexta-feira (22), às 21h50, na abertura da XIV Mostra Estadual de Teatro e Dança, no Teatro Santa Roza, localizado no centro histórico de João Pessoa.

O espetáculo que também é conhecido por "Os Males do tabaco" foi escrita por Anton Tchekhov em 1887, e recebido uma segunda versão 1904. Ficou por muito tempo desconhecida pelo grande público. Os especialista teatrais dizem que Malefícios constitui uma pequena obra prima dramaturgica e possui as marcas típicas da poética tchekhoviana: a brevidade, a economia de procedimentos, a linguagem despojada, irônica, o humor e o aprofundamento psicológico das personagens.

A história narra sobre Ivanovitch, homem casado, cuja esposa é dona de um pensionato de mulheres, encontra-se sozinho num pequeno auditório, onde se prepara para proferi uma palestra sobre os malefícios do fumo. Mal começa a conferência dispara a dizer tolices trivialidades. O desconforto psicológico e emocional do personagem é latente. O tédio se instala e o texto parece caminhar para algum lugar. O pathos da consciência da velhice e do fracasso permeia toda a peça.

A montagem é do jovem diretor Daniel Araújo e foi resultado do curso de especialização em representação teatral da Universidade Federal da Paraíba. Assim como na primeira experiência, a direção da segunda montagem foi assinada pelo professor e dramaturgo Paulo Vieira.

Daniel Araújo é natural de João Pessoa. É especialista em Representação Teatral pela UFPB e mestre em Língua e Literatura Francesa pela USP. É professor de francês e integra o Grupo de Teatro Alfenim, onde estreou o espetáculo Quebra-quilos. Contracenou a peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, em 1992, o espetáculo “Romeu e Julieta no Faroeste Caboclo”, quando ainda era estudante secundarista.

Fez parte na década de 1990 da Anarrieh Companhia de Teatro, em que encenou A Estupidez do Quarto, Quixote – O hilariante e venturoso sonho, e na seqüência protagonizou em francês, a peça A Lição. A Mostra Estadual segue no Theatro Santa Roza até o dia 30 de agosto.

Sobre o autor - Anton Tchekhov (1860-1904) tornou-se conhecido como dramaturgo e contista. Seus contos breves revolucionaram as formas narrativas da época e propiciaram modelos para a prosa do século XX. Escritor de sucesso desde sua estréia nas páginas de revistas satíricas e literárias no início da década de 1880, Tchekhov começou a dedicar-se à dramaturgia em 1886.

Escreveu dramas (A Gaivota, O Cerejal) e comédias (Ivanov, Tio Vânia, As três irmãs), que, encenados no Teatro de Arte de Moscou sob a direção de Kostantin Stanisláviski, ensejaram ao célebre diretor teorias e métodos sobre a arte de representar.

A partir das apresentações do Teatro da Arte fora da Rússia, suas peças inovadoras consagraram-se nos palcos do mundo e estabeleceram padrões para dramaturgia contemporânea.

Serviço:
Os Malefícios do Fumo

Sexta-feira (22)
Hora: 21h00
Local: Teatro Santa Roza - centro histórico.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

Globais apresentam espetáculo sobre Lampião e Maria Bonita

Os atores globais Marcos Palmeira e Adriana Esteves estarão em João Pessoa neste final de semana com o espetáculo "Lampião e Maria Bonita" que será encenado nesta sexta-feira (22) e sábado (23), a partir das 21h00, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rego, localizado no bairro de Tambauzinho. O preço dos ingressos não foi divulgado, mas ao que se sabe não deve ser muito acessível ao grande público. De acordo com o material de divulgação deles a venda antecipada está sendo na loja de informática Paraí no Mag Shopping.

O espetáculo foi indicado pela papisa da critica teatral brasileira, Barbara Heliadora. "Um espetáculo austero e cuidadoso. Um bonito, digno e atraente retrato do Brasil", disse Heliodora. A montagem foi indicada ao Prêmio Shell de Teatro no ano passado.

Lampião e Maria Bonita - Auto de Angicos é dirigido por Amir Haddad, e narra sobre os últimos momentos de vida de Lampião e Maria Bonita. A última hora do casal nunca foi satisfatoriamente reconstruída pela historiografia oficial, e muito pouco pode ser afirmado sobre o que eles disseram ou fizeram nos minutos que precedem a execução dos dois, na Gruta do Angicos, na manhã de 28 de julho de 1938.

Serviço:
Lampião e Maria Bonita
Sexta (22) e Sábado (23)
Hora: 21h00
Local: Teatro Paulo Pontes – Espaço Cultural José Lins do Rego

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: divulgação

Microfone aberto


Microfone Aberto é nome do mais novo projeto idealizado pelos empresários da casa de rock de João Pessoa, a Ksa Rock, localizada na Rua Duque de Caxias, 73, centro histórico de João Pessoa.

As pessoas que tenham interesse em cantar, imitar, tocar e sinta uma imensa vontade de mostra seu talento numa noite alto astral é só aparecer por lá sempre às quartas-feiras. No dia 20 de agosto (próxima quarta) será a primeira noite. A casa abre suas portas a partir das 19h00 e Microfone Aberto vai até às 22h00 e a entrada é franca.

E neste sábado (16) terá show com as bandas Old Boys que apresentará hits das décadas de 1960, 1970 e o grupo Poeta do Absurdo (pop rock)

Serviço:
Old Boys e Poetas do Absurdo

Sábado (16)
Local: Ksa Rock – Rua Duque de Caxias, 73 – Centro histórico
Ingresso: R$ 5,00
*Proibida entrada de menores de 18 Anos (nos eventos noturnos)

Microfone Aberto
Quarta-feira (20)
Hora: 19h00
Local: Rua Duque de Caxias, 73 – Centro histórico
Fone: 3241-1716

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação

Oi Blues

Os roqueiros Andreas Kisser (Banda Sepultura) e Vasco Fae (Irmandade Blues) são as atrações desta sexta-feira (15), às 19h00, do Oi Blues By Night no Teatro de Arena do Espaço Cultural, localizado no bairro de Tambauzinho em João Pessoa. Os ingressos estão sendo vendidos ao preço de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante).

O repertório promete ser o melhor do blues e do rock clássico. Entre as mais tocadas estão na lista hinos como "Simpathy for the devil" (Rolling Stones), "Strange kind of woman" (Deep Purple), "Boom boom" (John Lee Hoker) e ainda extraordinárias versões para "Black sabbath" (Black Sabath) e "Trem das onze" (Adoniran Barbosa).

É a segunda vez que Kisser e Fae se apresentam juntos em João Pessoa. No ano passado eles abriram o Oi Blues na cidade e lotou o Teatro Paulo Pontes.

Andrea Kisser é guitarrista da banda de havy-metal Sepultura, reconhecida mundialmente. Vasco Fae é o fundador da banda Irmandade do Blues, um grupo que faz bastante sucesso no circuito alternativo musical do país.

Serviço:
Oi Blues By Night, com Andreas Kisser (Sepultura) e Vasco Faé (Irmandade do Blues)

Sexta-feira (15)
Hora: 19h00
Local: Teatro de Arena do Espaço Cultural Jose Lins do Rego
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante)
Informações: 83-3621-1800

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Raphael Villar

Teatro Infantil - Branca de Neve e os Sete Anões


O clássico infantil “Branca de Neve e os Sete Anões” estará em cartaz no Teatro Santa Roza, em João Pessoa, nos dias 16 e 17 de agosto, sábado e domingo, a partir das 17h00. A montagem foi concebida pela Companhia Manacá do Rio do Grande com direção, cenografia e figurino do potiguar Costa Filho.

A montagem é uma adaptação do dramaturgo Jesiel Figueiredo. A estória conta que com sua vida ameaçada por uma rainha malvada e ciumenta, a bela Branca de Neve foge em meio à floresta até conseguir abrigo na casa de sete anões - Mestre, Feliz, Zangado, Soneca, Atchim, Dengoso e Dunga. Mas nem mesmo lá ela estará a salvo. Uma rainha má e bela (que também é bruxa) resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua enteada, Branca de Neve, a mais linda de todas.

A Companhia Manacá de Teatro tem 15 anos de serviços prestados ao Teatro infantil no Nordeste, com montagens históricas como "A Bruxa e a Flor Alada", "A Formiga Fofoqueira" e "Os Galos do Sol". A Cia. Recebeu Prêmio de Melhor Grupo Teatral no Festival Coca Cola de Teatro (1993). Em 2006 e 2007 estreou os espetáculos "O Gatinho Nicolau e a Chapeuzinho Vermelho" e "Cinderela no Baile".

Serviço:
Espetáculo Infantil: Branca de Neve e os Sete Anões.

Datas: 16 e 17 de agosto (sábado e domingo).
Hora: 17h00
Local: Teatro Santa Roza – Centro histórico
Vendas Antecipadas: Multicell (3214 -4192)
Informações: 9109-2928

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@yahoo.com.br
Fotos: Divulgação

Dança e artes plásticas

O projeto Arte SESC em parceria com o Serviço Social do Comércio da Paraíba (SESC/PB) abre no dia 15 de agosto, às 19h00, a exposição “Espectador em trânsito”. A abertura contará com a participação dos grupos “Sem Censura Cia de Dança que apresentará ao público o espetáculo Tempos em Tempos.

“Espectador em Trânsito” mistura o plástico com o audiovisual, exibindo quadros, pinturas, fotografias e outros tipos de artes através de vídeo-projeções. São ao todo seis vídeoinstalações: Entre-Margens e Estereoscopia, de André Parente (Rio de Janeiro), Passei-o e O Beijo, de Gisela Mota e Leandro Lima (São Paulo), e Entre e S/ Título, de Luciano Mariussi (Paraná).

Já o espetáculo “Tempos em Tempos” mostra, através da dança, as etapas da vida do ser humano durante as quatro estações do ano: a primavera celebra a criação, o nascer; o verão expõe o culto à beleza; no outono, a glória da maturidade, e o inverno representando o dever cumprido e o renascimento. No elenco, estão os dançarinos: Arthur Marques, Ana Marques, Camila Pérez, Evana Arruda, Ilana Ribeiro e Joyce Barbosa. A iluminação é de Fabiano Diniz, o figurino de Maurício Germano e o cenário de Nelson Alexandre.

O grupo Sem Censura foi fundado em 1987 por Stella Paula, com o objetivo de revelar com autenticidade o universo e as sensações do homem contemporâneo através da dança. Para um maior entrosamento e conhecimento de novas técnicas, o grupo tem trabalhado com sucessão de coreógrafos em suas apresentações. Entre os trabalho mais relevantes, estão os premiados em festivais nacionais e internacionais 4 Elementos, Ápice, Gueto, Vientos Del Alma e Luz.

Serviço:
Dança – Espetáculo Tempos em Tempos
Exposição – Espectador em trânsito
Sexta-feira (15)
Local: Área de Lazer do SESC Centro
Hora: 19h00


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

4 de paus

O espetáculo “4 de paus” do Ballet da Cidade de Natal (RN) será a atração deste sábado (16) no Teatro Santa Roza, em João Pessoa. A apresentação tem início às 21h00. Os ingressos estão sendo vendidos ao preço de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante). O espetáculo mostra a dualidade da alma masculina e confronta o que existe de civilizado e selvagem dentro de cada homem.

Com direção e coreografia de Anízia Marques e produção de Lula Belmont a montagem mostra como o imaginário social está repleto de signos que tentam ligar o gênero masculino ao seu universo. Através do corpo e da dança os bailarinos unem sensações particulares e universais da concepção social que formataram o universo-homem.

É um espetáculo que dá corpo à dualidade da alma masculina e confronta o que há de civilizado e de selvagem dentro de cada homem. Em fim, uma viagem comprometida a apaixonar-se perdidamente a cada movimento, a cada cena, a cada momento, experimentando a barca que não se governa: o desejo.

Serviço:
Espetáculo: 4 de paus - Ballet da cidade do Natal

Sábado (16 de agosto)
Local: Teatro Santa Roza – Centro histórico
Hora: 21h0


Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto: Gleydson Marques

423 anos de Parahyba!


Parahyba, Filiphéia de Nossa Senhora das Neves, Frederica, Cidade das Acácias, Extremo Oriental, João Pessoa. Seja lá que nomes quiseram te dar. Meu sublime torrão, minha terra em que tantos sufocam e querem um pedaço completa hoje, 5 de agosto de 2008, exatos 423 anos. Aniversário não apenas de fundação, mas de resistência e luta para se firmar enquanto cidade. E para bem comemorar a data o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entrega aos moradores da cidade a tão sonhada homologação do tombamento da cidade como Patrimônio Cultural Nacional.

A solenidade acontece às 18h30, no palco principal da Festa das Neves, com a presença do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida. Paralelo as atividades, o presidente do Iphan receberá às 17h, o Título de Cidadão Pessoense, entregue pela Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Às 19h, a visita termina com a apresentação da Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa, no palco principal da Festa das Neves.

O tombamento do Centro Histórico de João Pessoa aconteceu no dia 6 de dezembro de 2007, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro (RJ), durante encontro anual do Conselho Consultivo do Iphan. Foi tombado pelo instituto 37 hectares do Centro Histórico de João Pessoa, que incluem cerca de 502 edificações, de acordo com o Iphan, compreendendo boa parte dos bairros do Varadouro (Cidade Baixa) e da Cidade Alta. Serão preservadas, em 25 ruas e seis praças, bem como o antigo Porto do Capim, local de fundação da cidade. Na área demarcada, o traçado urbano ainda se mantém original.
O centro histórico paraibano foi inscrito nos seguintes Livros do Tombo: Histórico e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. O tombamento do local foi motivado por seus valores históricos (por ser uma das primeiras cidades fundadas no Brasil, depois de Rio de Janeiro e Salvador); paisagístico (as edificações compõem um cenário que integra a vegetação de mangue ao rio e ao mar) e artístico, por congregar construções de diferentes estilos e épocas.

A proposta de tombamento da área surgiu em 2002, através de solicitação da Associação Centro Histórico Vivo (Achervo). O pedido foi remetido ao Ministério da Cultura e encaminhado à Superintendência Regional do Iphan. Depois de algumas reformulações no projeto inicial, a solicitação foi analisada e, posteriormente, discutida e votada durante a reunião do Conselho do Instituto.

Os casarões e casarios representam a história da terceira cidade mais antiga do país. São prédios representativos dos vários períodos da história de João Pessoa: o barroco da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco; o rococó da Igreja de Nossa Senhora do Carmo; o estilo maneirista da Igreja da Misericórdia; a arquitetura colonial e eclética do casario civil; e o art-nouveau e o art-déco, das décadas de 20 e 30, predominantes na Praça Anthenor Navarro e no Hotel Globo.

O Iphan vai destinar R$ 450 mil para a primeira fase das obras de “Restauração da Intendência da Antiga Alfândega, localizada no Varadouro. O “Prédio Amarelo”, como é popularmente conhecido, deverá abrigar o Centro de Cultura Popular Porto do Capim após a conclusão dos trabalhos de restauração. A superintendência do instituto na Paraíba já deu início ao processo de licitação pública, cujo edital encontra-se em vias de publicação. A obra de restauração da Intendência integra o Projeto de Revitalização do Porto do Capim.

O que é o tombamento?


Trata-se de um instrumento legal que garante a preservação de um espaço significativo para a cultura do país, seja ele um bem público ou privado, em função do interesse coletivo. É também a ação que possibilita a guarda de um bem assegurado pelo poder público, por meio da inscrição no Livro do Tombo, composto por quatro livros: Histórico; das Belas Artes; Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, e das Artes Aplicadas.

Qualquer intervenção em área preservada deve ter a autorização do Iphan. É de responsabilidade do instituto, dentre outras inúmeras funções atribuídas ao mesmo, evitar a descaracterização do local, protegendo os valores que motivaram o seu tombamento. O ato de tombamento representa ainda o comprometimento do governo federal em dar a assistência que a região precisa.

O termo tombamento só é utilizado quando o bem cultural é de natureza material, como no caso de monumentos, edificações, conjuntos arquitetônicos, prédios, dentre outros. No caso de um bem de natureza imaterial, como manifestações culturais, saberes, fazeres, e formas de expressão, por exemplo, utiliza-se o processo de registro para transformar o bem em patrimônio cultural brasileiro.

A partir do reconhecimento, o poder público deverá se empenhar e realizar a manutenção dos locais tombados por meio de ações como: iniciativas e parcerias que tenham por objetivo o desenvolvimento de atividades econômicas e turísticas; envolvimento da comunidade na proteção do patrimônio; valorização da tradição local e utilização de seus edifícios em proveito da cultura.

História do seu espaço urbano

A cidade, hoje chamada João Pessoa, foi fundada em 5 de agosto de 1585, com a criação do Forte do Varadouro às margens do Rio Sanhauá. Ela se encontra entre os mangues que margeiam este afluente do rio Paraíba e o mar. Seu centro histórico é marcado pela acentuada integração com o meio ambiente, em local de privilegiados atributos naturais: relevo suave, clima tropical e vegetação exuberante – onde se revela a alternância entre manguezais e coqueirais, com florestas de mata atlântica.

A cidade se desenvolveu a partir de dois núcleos principais: o Varadouro e a Cidade Alta, ligados pela Ladeira de São Francisco. O Porto do Capim foi criado em águas fluviais para escoar a produção local, principalmente o açúcar de exportação. Ao seu redor, estabeleceu-se a importante região comercial do Varadouro, onde foram construídos armazéns e a alfândega. A partir de meados do século XIX chegaram às primeiras ferrovias e a antiga Estação Ferroviária foi instalada no local. No início do século XX, a ferrovia se expandiu em sentido norte até o porto da cidade de Cabedelo, desativando assim o Porto do Capim e interferindo na integração entre o rio e a cidade, o que causou o abandono da região.

A Cidade Alta se formou ao redor da igreja matriz e lá se instalaram as primeiras residências da elite. Nesta área estão situados vários monumentos importantes, como o Museu de Arte Sacra da Paraíba, localizado no Conjunto da Ordem Terceira de São Francisco; o Teatro Santa Roza, o terceiro mais antigo do Brasil, todo revestido internamente de madeira Pinho de Riga; e a Biblioteca Pública Estadual, exemplar do ecletismo do final do século XIX. No século XX, o comércio de padrão médio e alto migrou para a Cidade Alta, causando a valorização dos terrenos.

Porto do Capim

Um exemplo de ação de preservação na Paraíba é o projeto de revitalização do Porto do Capim, lançado em agosto de 2007. O Iphan, em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECI), desenvolveu o projeto que prevê toda a adequação do espaço do porto e da região do Varadouro, para que a área seja destinada ao lazer, à cultura e ao turismo. Haverá a restauração de 8 imóveis, a criação de infra-estrutura no parque ecológico da região e a reorganização do comércio de rua, com envolvimento dos agentes e moradores locais.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Iphan
Pesquisas no site do Iphan.

Washington Espínola no Seis e Meia

O guitarrista Washington Espínola, paraibano radicado em Genebra (Suíça), será a atração do projeto Seis e Meia que acontecerá nesta quarta-feira (6), na praça de eventos do Mag Shopping, em Manaíra. Os ingressos estão sendo vendidos ao preço de R$ 16,00 (inteira) e R$ 8, 00 (estudante) e podem ser comprados antecipadamente ou na hora do show no posto de vendas montado ao lado da bilheteria dos cinemas que fica no primeiro piso do shopping.

Acompanha o guitarrista neste show dos músicos: Sérgio Gallo (baixo), Igor (teclado) e Chiquinho Mino (bateria). Na apresentação, Washington, o músico paraibano que têm mais discos lançados, fará uma retrospectiva de sua carreira e lançará simultaneamente o CD e DVD “Felling Allright”.

Depois de Washington Espínola se apresenta Léo Maia, filho do cantor e compositor Tim Maia. No repertório do show ele cantará músicas de seu segundo álbum (Cidadão do Bem), que inclui 10 canções inéditas, duas em parceria com outros compositores, e três regravações: “Baby” de Caetano Veloso, “Como Vovó já dizia” de Raul Seixas e “Eu amo você”, clássico da soul music de Cassiano. Além de músicas que ficaram eternizadas na voz do seu pai como “Primavera”, “Azul da Cor do Mar” e “A Festa de Santo Reis”.

Serviço:
Washington Espínola e Léo Maia

Quarta-feira (6)
Hora: 18h30
Local: Praça de eventos do Mag Shopping – Praia de Manaíra
Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (estudante).

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

Ingressos esgotados

Evento cultural do Banco do Brasil finalmente chega a João Pessoa. Nesta quinta-feira, dia 7, tem início "Um Papo com Bossa"

O Banco do Brasil, que até então só patrocinava na Paraíba o esporte, trouxe para João Pessoa, finalmente alguma coisa ligada à cultura. Pena que o evento de música seja apenas um dia e esteja com seus ingressos esgotados. “Um Papo Bom Bossa” faz parte do projeto itinerante do Centro Cultural Banco do Brasil, etapa João Pessoa, que acontece nesta quinta-feira (dia 7 de agosto), às 21h, no Teatro Paulo Pontes da Fundação Espaço Cultural, localizado no bairro de Tambauzinho.

No show “Um Papo com Bossa” se apresenta o cantor e compositor Carlos Lyra (que poucas vezes esteve na Paraíba), Fernanda Takay, Leny Andrade e o interprete Emílio Santiago. De acordo com a produção, o show terá início com Fernanda Takay vocalista da banda paulista Pato Fu, que abre o espetáculo interpretando as canções “O Barquinho” e “Você” (Menescal/Bôscoli) e “Corcovado” (Tom Jobim).

Leny Andrade canta em seguida músicas clássicas que marcaram o movimento musical Bossa Nova no Rio de Janeiro, como “O Beco das Garrafas” e outras canções dirigidas pela dupla Miele e Bôscoli.

Um terceiro momento do espetáculo Carlos Lyra faz uma homenagem ao Concerto do Carnegie Hall (que popularizou a bossa nova para o mundo em Nova York). Participaram desse momento o próprio Lyra, Roberto Menescal, João Gilberto, Tom Jobim, Durval Ferreira e outros. Lyra interpreta "Lobo Bobo" (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli), "Minha Namorada" (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), dentre outras.

E por fim Emílio Santiago interpreta “Chega de Saudade” de autoria de Tom Jobim e Vinicius de Morais, outro clássico do movimento bossa nova. Os músicos serão acompanhados por uma banda composta por Fernando Merlino (que toca piano e dirige o musical), João Cortez (bateria), Rômulo Gomes (baixo acústico), Arimatéia Oliveira (trompete) e Julio Merlino (sax).

Este evento assim como outros que ainda estão para acontecer fazem parte dos 200 anos do Banco do Brasil e através do Centro Cultural montou uma série de atividades culturais que irão circular pelo país. São eventos de artes plásticas, música, cinema, teatro, literatura e fotografia.

O próximo evento em João Pessoa será a mostra de filmes de Woody Allen e Pedro Almodóvar, que teve início neste dia 5 de agosto e prossegue até o dia 10 de agosto no Cine Bangüê do Espaço Cultural José Lins do Rego. Neste mesmo período acontece a exposição “A História da Moeda”, com várias replicas de cédulas e moedas históricas.

Nos dias 7 e 8 de agosto serão ministradas, também no Espaço Cultural, pela professora Eliana Yunes, a oficina “Escritores Brasileiros”, que tem o objetivo de incentivar à leitura de literatura e render homenagem ao escritor paraibano José Lins do Rego. A oficina contará com a presença da atriz global Cássia Kiss que lerá trechos do livros do autor. Haverá ainda a oficina do projeto Foto em Pauta, de 6 a 9 de agosto, na qual o professor Tibério França ensina os aspectos históricos e práticos da fotografia.

Serviço:
Data: 07 de agosto
Local: Teatro Paulo Pontes – Fundação Espaço Cultural da Paraíba
Horário: 21h
Endereço: Rua Abdias Gomes de Almeida, 800 – Bairro Tambauzinho – CEP 58042-100 - João Pessoa/PB.

Adriana Crisanto
Repórter
adriana@jornalonorte.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Foto de Fernanda: Roberto Nascimento
Foto Carlos Lyra do seu site oficial.