Álbum raro da cantora Simone é lançado em caixa


“Festa Brasil”, um disco da cantora Simone, gravado no ano de 1974 com o violonista João de Aquino, que teve a direção de Hermínio Bello de Carvalho, chega definitivamente no formato digital no próximo ano. Trata-se uma super caixa que embala os 11 álbuns lançados pela cantora quando ainda estava na gravadora Odeon, entre os anos 1973 e 1980. O LP daquela época registrava o show, idealizado por Hermínio para turistas, com um mix de música e dança, que foi apresentado por Simone no Canadá e Estados Unidos ,no período de março a junho de 1974.

Neste trabalho “Festa Brasil” a cantora interpreta somente seis músicas. Entre elas a canção “Nosso amor não deu em nada” (João de Aquino e Paulo Frederico) e Qui nem jiló (Luiz Gonzada e Humberto Teixeira), regravadas depois pela cantora na sequencia no álbum “Quatro Paredes” (1974). As outras quatro faixas: “Cantos de Maculelê, Sambas de Roda da Bahia, Sapos e Grilos (João de Aquino e Paulo Frederico) e Oração de Mãe Menininha (Dorival Caymmi)”, são músicas dispersas na dispersas na discografia de Simone, embora os dois primeiros já tenham sido editados em CD em 2002 na coletânea dedicada pela EMI Music à cantora na série The Essential. Os dois últimos são raros.

De acordo com a imprensa do sudeste e sul, a concepção do projeto é de Rodrigo Faour. A caixa está prevista para ser lançada no primeiro semestre de 2009. Alguns títulos da caixa já haviam sido reeditados em CD outros como os gravados por ela na década de 1980 pela CBS/Sony ainda não foram regravados. Pela gravadora Emi a cantora já gravou os álbuns Simone (1973), Expo-Som '73 - Ao Vivo (1973), Brasil-Export 73 Agô Kelofé (1973), Festa Brasil (1974), Quatro Paredes (1974), Gota D'Água (1975), Face a Face (1977), Cigarra (1978), Pedaços (1979), Simone ao Vivo (1980) e Simone (1980).

No normal essas caixas contendo vários CD´s são ótimas, pois dá oportunidade do ouvinte ter em casa vários discos de seu artista. Por outro lado o preço nem sempre é muito acessível ao público.

Adriana Crisanto
Repórter
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Foto: Da internet

Jobim cantado por Caetano e Roberto Carlos


A Música de Tom Jobim” é o nome do CD que reúne Caetano Veloso e Roberto Carlos, gravado ao vivo, em agosto de 2008, no auditório do Ibirapuera em São Paulo, dentro da série Itaú Brasil, idealizada pelo Banco Itaú em tributo aos 50 anos da Bossa Nova. Chega de Saudade, Garota de Ipanema, Tereza da Praia e Wave são algumas canções incluídas no álbum, interpretadas em dueto pelos cantores.

Dos trabalhos de Caetano Veloso entram no CD as músicas: “Por Toda Minha Vida, Ela É Carioca, Inútil Paisagem, Meditação e O Que Tinha de Ser”. De Roberto Carlos estão incluídas “Eu Sei que Vou te Amar (com a declamação do Soneto da Fidelidade, de Vinicius de Moraes), Insensatez, Lígia, Por Causa de Você e Samba do Avião”.

Depois desse trabalho está previsto também a edição de um DVD com registro do show. O álbum “A Música de Tom Jobim” estará nas lojas com distribuição da gravadora que lança os discos de Roberto Carlos desde 1961, a Sony BMG, mas sua edição foi viabilizada graças a um acordo inédito entre a Sony e a Universal Music, companhia que tem Caetano Veloso no elenco desde 1967.

Adriana Crisanto
Repórter
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Foto: Marcos Hermes (da internet)

Toni Garrido prepara trabalho solo


O cantor e compositor Toni Garrido está em um estúdio, na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, preparando o seu primeiro trabalho solo que deverá se chamar “Todo o meu canto... Sai do meu coração” com estréia oficial no dia 2 de dezembro no Canecão, também no Rio.

Com Garrido neste trabalho está à banda Flecha Black. Em entrevista a imprensa do sudeste o cantor disse que se libertou, vai continuar a cantar reggae, mas que ampliou sua música para outras vertentes da música negra e de rock. O trabalho, de acordo com ele, está mais popular, sem ser apelativo. “Quero falar para um número maior de pessoas e não ser um cantor de elite”, disse Toni Garrido.

O novo trabalho será lançado no esquema independente pela empresa Tora Produções, união da CD Promo, Pllastra e TG Produções. Ele pensa em utilizar uma estratégia de divulgação diferente, com o álbum como ingresso para o show, fazer uma parceria com jornais, usar vendedores de porta a porta e o que mais a criatividade mandar.

No álbum terá a participação de vários amigos, como Fausto Fauster, Jorge Mautner, Jorge Israel e outros. Toni Garrido iniciou sua carreira na década de 1980, com a banda Bel, passou 14 anos com a banda Cidade Negra.

Adriana Crisanto
Repórter
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Foto: Da internet

Paraibano vai ao "Fim do Mundo"



“Eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes e vindo do interior”. Este trecho da canção de autoria do ceraense Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes (popularmente conhecido por Belchior) inspirou outro nordestino, também de nome Antônio, natural de João Pessoa (PB), a percorrer várias regiões da América Latina a bordo de um Fiat Uno Mile Way, um carro fora de estrada, leve, compacto e econômico projetado para este tipo de aventura.

O nosso Antônio tem como sobrenome “Carlos Buriti”, é professor de física mecânica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus 2, no município de Campina Grande, onde reside atualmente com a família. A aventura teve início em João Pessoa, passou em Belo Horizonte (BH), Foz do Iguaçu, a 4.000 quilômetros da Paraíba, e privilegiou toda a região Patagônica, que incluiu a Província de Mendoza, a 189 quilômetros do imponente Aconcágua, com seus 7.000 metros na cordilheira mais extensa do planeta, até o extremo sul, explorando, principalmente, as cercanias, a Terra do Fogo, Capital Ushuaia, conhecida também por “Fim do Mundo”.

Duas rotas importantes foram utilizadas em quase todo o trajeto: a Ruta Nacional 40, conhecida como a Ruta Mágica, isto porque conduz o viajante aos lugares mais lindos do planeta, como é o caso da cordilheira, dos bosques, das florestas pré-andinas, dos lagos mais altos e profundos do planeta, chegando a ter mais de 900 metros de profundidade, dos cumes nevados, das geleiras, das estradas mágicas de rípio. “Um encanto a parte”, comentou Antônio Carlos.

As variações climáticas foram muitas. “Isso tudo em apenas 3700 quilômetros de norte a sul, em linha reta, e a Ruta Nacional 3, que liga Ushuaia (Bahia de Lapataia) à Buenos Aires em apenas 3080 quilômetros. Os 3.500 quilômetros foram percorridos só na Argentina em apenas 28 dias”, acrescentou.

As experiências também foram as mais variadas possíveis. Em cada lugar um povo, uma cultura e novas descobertas. A Patagônia é uma região natural no extremo sul do continente americano que abarca a parte sul do Chile e da Argentina, incluindo os chamados Andes Patagônicos. A região é assim chamada pelo fato de que os nativos possuíam pés grandes (patagão significa pé grande).

A região do extremo sul do continente americano, conhecida pelos locais como Região de Magalhães, compreende o sul da Argentina e o sul do Chile. A região mais meridional do continente é conhecida como Terra do Fogo (Tierra del Fuego). Nessa região está localizada a cidade mais austral do planeta, Ushuaia.

A Patagônia é uma região marcada pelos ventos que ocorrem em grande parte do ano. Dessa região é que partem as famosas excursões para a Antártica. Além de leões-marinhos, nessa região existe uma grande concentração de pingüins.

Além da Patagônia, o professor Antônio Carlos, atravessou o deserto, a Cordilheira dos Andes, alcançando altitudes de 4.500 metros, estrada de gelo, percorreu ainda 2.300 quilômetros de estradas de rip, pedras arredondadas, além treckings e caminhadas realizada em algumas áreas.

De acordo com Antônio Carlos Buriti para um carro popular recém-nascido, com apenas três quilômetros de uso, não é nada fácil. “Afinal, ele não é nenhum super moderno Boeing MD-11”, brincou. Isso corresponde à meia volta em torno da linha do equador e mais 2.180 quilômetros ou 55% do perímetro do planeta água que é de apenas 40.000 quilômetros.

Em dezembro de 2007 e fevereiro de 2008 Antônio Carlos Buriti foi ao Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina. Um dos locais que mais chamou sua atenção foi o deserto do Atacama, localizado na região norte do Chile. Com cerca de 200 quilômetros de extensão, é considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo, pois chove muito pouco na região, em conseqüência das correntes marítimas do Pacífico não conseguirem passar para o deserto, por causa de sua altitude. Assim, quando se evaporam, as nuvens úmidas descarregam seu conteúdo antes de chegar ao deserto, podendo deixá-lo durante épocas sem chuva. Isso o torna de aridez incrível.

“O deserto do Atacama não tem nada de deserto. Você só ver caminhões e mais caminhões extraindo minério”, disse Antônio Carlos. As temperaturas no deserto variam entre 0ºC à noite e 40ºC durante o dia. Em função destas condições existem poucas cidades e vilas no deserto; uma delas, muito conhecida, é San Pedro do Atacama ou São Pedro do Atacama, que tem pouco mais de 3 000 habitantes e está a 2 400 metros de altitude. Por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro, mochileiros, fotógrafos, astrônomos, cientistas, pesquisadores, motociclistas e aventureiros.

Apesar de pequena e isolada no coração do deserto mais árido do mundo, San Pedro possui uma vida agitada, mesmo depois da meia noite, os bares e restaurantes ficam lotados com pessoas conversando e planejando o dia seguinte.

Para registrar a aventura Antônio Carlos está em processo de elaboração de um livro com textos e fotografias sobre a aventura, que deverá ser lançado no próximo ano. O retorno a cidade de João Pessoa incluiu a costa leste do oceano Atlântico.

E como diz na canção de Belchior “nada é secreto, nada é tão misterioso..." ele confidenciou que agora em dezembro até fevereiro de 2009 planeja uma nova aventura que deverá incluir o Rally Paris/Dakar, mas antes vai passar para a Fiat Capital as condições do carro. Resta-nos agora dizer: “Buena suerte y hasta pronto Antonio!”

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Antônio Buriti

Seminário de Prática Pedagógica e Formação Profissional em Educação e Educação Física


Política educacional e formação docente em Educação Física são temas de seminário a ser realizado quarta-feira
no DEF da UFPB

As políticas educacionais das áreas de Educação e Educação Física e a formação de seus docentes serão debatidos em seminário nesta quarta-feira (19 de novembro) às 9h00, no auditório do Departamento de Educação Física (DEF), Campus 1, João Pessoa (PB). O Seminário de Prática Pedagógica e Formação Profissional em Educação Física este ano têm como tema: Políticas Educacionais e Formação Docente em Educação Física.

O evento é uma promoção dos programas de Pós-Graduação em Educação Física das Universidades Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade de Pernambuco (UPE). O seminário é aberto ao público e disponibiliza de 75 vagas. As inscrições estão sendo realizadas na Vice-Coordenação do Mestrado em Educação da UFPB com os professores Jorge Fernando Hermida e Marcílio Souza Júnior.

Os debates têm início às 9h00 com uma mesa redonda que terá como tema: “Políticas Educacionais e Formação Docente: O Olhar da Educação”, com as professoras Rita de Cássia Porto e Adelaide Alves (UFPB). No turno da tarde, a partir das 13h00, haverá a segunda mesa redonda com os professores Marcos Tavares (UFPE e UPE) e Fernando Cunha (UFPB) que irão debater sobre “Políticas Educacionais e Formação Docente: O Olhar da Educação Física”.

O evento é realizado pelas Linhas de Pesquisa Prática Pedagógica e Formação Profissional em Educação Física, da disciplina Políticas Educacionais e Saberes e Profissionalização Docente em Educação Física ministrada pelos professores doutores Jorge Fernando Hermida e Marcílio Souza Júnior, com o apoio dos grupos de estudos e pesquisas em Corporeidade, Cultura e Educação e do grupo de pesquisas etnográficas em Educação Física e Esporte (USEF e UPE).

Educação Infantil e Saber Escolar

Na mesma ocasião estarão sendo lançadas duas obras de referência na área. Trata-se das obras Educação Física Conhecimento e Saber Escolar (Ed. Universitária UFPB, 2008, 290 p. R$ 25,00) e Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental – Formação de Professores (Ed. Universitária UFPB, 2008, 264 p. R$ 10,00).

A primeira publicação “Educação Física – Conhecimento e Saber Escolar” esta dividida em duas partes. A primeira trata de questões teóricas relacionadas à educação física, a exemplo do artigo “Saberes escolares e conhecimento – conflito das pedagogias da resposta e as pedagogias da pergunta”, de autoria do professor Silvio Ancízar Sánchez Gamboa, “A prática de ensino em educação física – por uma formação do professor-pesquisador”, redigido pelo professor Pierre Normando Gomes da Silva, em que descreve todos os aspectos relacionados à prática e a teoria em educação física. “O projeto de formação do professor-pesquisador possibilita a educação física escolar um novo status de prática educativa”, comenta o autor.

Na opinião do professor Doutor Jorge Fernando Hermida, espera-se que a proposta editorial possa contribuir para socializar junto à coletividade acadêmica e docente, parte do conhecimento e saber escolar da Educação Física, na tentativa de contribuir para a melhoria da qualidade da práxis educacional que dia a dia acontece nas escolas paraibanas e em outros Estados do país.

Não menos importante é o artigo do professor João Batista Freire em que pontua eixos que caracterizam a sua “Educação de Corpo Inteiro”. Trazendo aos aspectos filosóficos o professor Manoel Sérgio procura elucidar a relação existente entre a Educação Motora e a Ciência da Motricidade Humana. Na tentativa de superar certas limitações anteriores e assim reafirmar o campo da cultura corporal como objeto de estudo da educação física as autoras Micheli Ortega Escobar e Celi Neuza Zulke Tafarrel apresentam uma síntese sobre a situação.

O coletivo de professores integrado pelo organizador da coletânea, Jorge Fernando Hermida, e os pesquisadores Lauro Pires Javier Neto, Lucas Vieira de Lima Silva e Danielle Cely Guerra do Nascimento propuseram analisar de forma objetiva e critica os fundamentos da abordagem desenvolvimentista.

Nesta coletânea fizeram parte os professores: Celi Neuza Zulke Tafarrel, Danielle Cely Guerra do Nascimento, Eleonor Kunz, Evilásio Martins Vieira, Fábio Zóboli, João Batista Freire, Jorge Sérgio Pérez Gallardo, Lauro Pires Xavier Neto, Lucas Vieira de Lima Silva, Luciana Maria Espíndola Santos, Manuel Sérgio, Marcílio Souza Júnior, Marcos Aurélio Taborda de Oliveira, Micheli Ortega Escobar, Pierre Normando Gomes da Silva, Sidirley de Jesus Barreto e Silvio Ancízar Sánchez Gamboa.

A segunda obra consiste numa coletânea organizada pelos professores Jorge Fernando Hermida e Roza Maria Soares, uma publicação com apoio integrado entre a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Faculdade Educacional Santa Terezinha (MA).

De acordo com os organizadores, está obra objetiva mostrar à comunidade educacional saberes e conhecimentos produzidos por um grupo de profissionais nordestinos que procuram contribuir para a melhoria da formação dos educadores em educação infantil.

Nos catorze textos os autores discorrem sobre a prática educativa na construção do conhecimento, o desafio do conjunto de atividades da práxis pedagógica, ou seja, o processo pelo qual uma teoria, lição ou habilidade é executada ou praticada, se convertendo em parte da experiência vivida. Falam ainda sobre a formação do ethos da criança, um aspecto genérico que designa o caráter cultural e social de um grupo ou uma sociedade, uma espécie de estudo sobre os costumes, hábitos fundamentais das crianças no espaço onde elas circulam (instituições, afazeres) e na sua cultura (valores, idéias ou crenças), característico desta coletividade, época e região.

No livro pode ser encontrados ainda textos sobre as tecnologias educativas aplicadas ao ensino das ciências na escola, os desafios teóricos e práticos, a ecologia aplicada à pedagogia, em especial a educação infantil (ecopedagogia), a psicologia, a educação e o desenvolvimento das crianças portadoras do autismo, a filosofia destinada às crianças, além de mostrar educação rural e os novos desafios, e sobre a aplicabilidade do plano educacional de educação na educação infantil no Município de Imperatriz.

Os textos são de autoria dos professores: Jorge Fernando Hermida, Roza Maria Soares Silva, Ilma Maria de Oliveira Silva, Fabrício Martins, Karla Bianca Freitas de Souza, Francisco Lima Soares, Marcelo Sabbatini, Maria de Fátima Sousa Silva, Rita Maria Gonçalves de Oliveira, Antônia Márcia Meireles Ramos, Nádia Borges de Araújo Ferreira, Maricéia Ribeiro Lima Rodrigues, Francisca Ferreira dos Santos, Inácia Neta de Sousa, Antônio de Pádua Pereira Silva, Maria Telma Leite Rocha, Conceição de Maria Botelho Martins, Herli de Sousa Carvalho e Francisco Alves de Oliveira Filho.

SERVIÇO:
Seminário de Prática Pedagógica e Formação Profissional em Educação Física este ano - Tema: Políticas Educacionais e Formação Docente em Educação Física.

Quarta-feira (19)
Hora: 9h00
Local: Auditório do Departamento de Educação Física (DEF), Campus 1, João Pessoa (PB).

Lançamento dos livros:

Educação Física Conhecimento e Saber Escolar (Ed. Universitária UFPB, 2008, 290 p. R$ 25,00)

Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental – Formação de Professores (Ed. Universitária UFPB, 2008, 264 p. R$ 10,00).

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Divulgação.
*OBS: Os livros podem ser encontrados na Casa do Livro da UFPB.
*Release Matéria publicada nos Jornais O Norte e Portal Correio da Paraíba.
PUBLICADO COM AUTORIZAÇÃO.

Última apresentação do Balé de Moscou

Companhia Moscow City Ballet se apresenta no Teatro Paulo Pontes

O Moscow City Ballet faz sua última apresentação nesta terça-feira (18), a partir das 21h00, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural em João Pessoa (PB). A companhia apresenta um dos maiores clássicos da história da dança e símbolo do balé russo “O Lago dos Cisnes”. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do teatro ao preço R$ 40,00 (estudante e idosos) e R$ 80,00 (inteira).

O "Lago dos Cisnes" conta a história de amor de Odette, uma princesa transformada em cisne pela ação perversa de um feiticeiro. Após uma difícil luta entre o poderoso e cruel Von Rothbart e o Príncipe Siegfried, Odette é finalmente resgatada pelo amor do príncipe.

A montagem tem dois atos, música de Piotr Ilyich Tchaikovsky, libreto de Vlamiri Begichev, versão e direção de Natália Ryzhenko e Victor Smirnov, coreografia de Lev Ivanov, Marius Petipa, Agrippina Vaganova, Yuri Grigorovich, Natália Ryzhenko e Victor Smirnov-Golovanov, cenários de Victor Smirnov-Golovanov e figurinos de Elisaveta Dvorkina.

A companhia conta com a participação de 50 bailarinos. Na sua maioria são jovens formados nas melhores academias de dança e escolas da Rússia e da Ucrânia, incluindo Moscou, São Peterburgo, Perm, Kiev, Novosibirsk, Alma-Ata, Baku, Erevan, Donetsk, Kharkov e Ufa. Recebe também a visita de solistas convidados do exterior. As primeiras bailarinas da companhia na turnê que vem ao Brasil são Gulmur Sarsenova, Maya Vishnyakova, Natália Padalko e Valéria Guseva, e os bailarinos principais Sergei Zolotarov e Talgat Kozhabaev.

A Moscow City Ballet surgiu no ano de 1988 e teve como fundador o bailarino Victor Smirnov-Golovanov, ex-primeiro bailarino do Ballet Bolshoi. A companhia estreou em Seul na Coréia. Ela é fruto das reformas da Rússia pós-soviética e seu sucessor no exterior fez dela uma das que mais excursiona pelo mundo. O bailarino Victor Smirnov diz que o balé clássico é uma parte importante na herança nacional russa e quer levá-lo ao público mais diverso e distante possível, especialmente à nova geração de jovens apaixonados pelo balé.

Nestes 18 anos foram cerca de 2100 apresentações em todos os continentes, incluindo países como: Inglaterra, Bélgica, Estônia, Alemanha, Holanda, Hong Kong, Israel, Japão, Lituânia, China, Portugal, Filipinas, Polônia, Irlanda, Coréia, Singapura, Taiwan e Estados Unidos e outros.

A turnê pelo país teve início no mês passado no Rio de Janeiro, Juiz de Fora (MG), São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte (MG), Santos (SP), Campinas (SP), Recife (PE) e dias 17 e 18 de novembro (segunda e terça-feira) se apresenta em João Pessoa (PB). Depois a companhia segue para as cidades de Brasília (DF) e Goiânia (GO).

Serviço:
Balé da Cidade de Moscou
Montagem: Lago dos Cisnes
Terça-feira (18 de novembro)
Hora: 21h00
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (estudante e idosos)
Informações: 3211.6232.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Divulgação

Índios - A essência da cultura imateral da Paraíba

Potiguaras apoiados pelo projeto “Tropical Cultura Essência da Paraíba”

Com o objetivo de valorizar a cultura imaterial do povo paraibano a rede de hotéis Tropical Hotels na Paraíba lançou na semana passada o projeto “Tropical Cultura Essência da Paraíba”, que visa salvaguardar a cultura indígena no Estado, em especial os índios potiguaras conhecidos historicamente desde 1501 por ocuparem o território que se estendia pela costa do Nordeste, entre as cidades de Fortaleza (CE) até João Pessoa (PB).
“A intenção é que haja uma mudança no patamar da consciência em prol da cultura local”, disse o presidente da rede Tropical Hotels e Resorts Brasil, Adenias Gonçalves Filho, que esteve em João Pessoa na última quinta-feira para receber o Título de Cidadão Paraibano da Assembléia Legislativa.
O projeto dentre outras iniciativas pretende divulgar a cultura dos índios potiguaras por todo o país através de sua rede de hotéis, através da promoção de vídeo-documentário, registro fotográfico (já produzido pela Universidade Federal da Paraíba), folders e cartazes e em feiras, eventos turísticos no Brasil e no exterior, convidando o mundo conhecer o Estado. “Valorizamos o que tem de melhor o país tem. Foi por isso que escolhemos a Paraíba. Reconhecemos todo potencial cultural brasileiro que hoje está um pouco abalado pela globalização”, ressaltou o presidente Adenias Gonçalves Filho.

Os índios

Na Paraíba os índios potiguaras ocuparam todo o Vale do Rio Mamanguape, do litoral até a Serra da Raiz, na época Serra da Cupaoba. A Baía da Traição ficou assim conhecida porque foi o local onde aconteceram os primeiros contatos entre os europeus e os ameríndios de maneira singular. O navegador e biografo Américo Vespúcio narra em suas cartas que alguns marinheiros se aproximaram da costa paraibana e entraram no continente. Após algum tempo as índias, que estavam despidas, apareceram na praia, e um outro marinheiro, encantado com as nativas, aproximou-se delas e ali mesmo foi esquartejado e devorado, num verdadeiro ritual de antropofagia. O fato ficou conhecido e foi popularizado até os dias atuais.

O nome Potiguar foi à denominação dada aos povos de língua Tupi, indígenas que, no século XVI, habitaram o litoral Nordeste brasileiro. Até hoje os índios são conhecidos como guerreiros e sempre foram temidos pelos portugueses que tiveram que fazer várias viagens para conquistar a Paraíba. Dados historiográficos revelam que após a expulsão dos holandeses os índios que foram exterminados foram reunidos em torno de aldeias missionárias por todo litoral do Nordeste.

Dando num salto na história na segunda metade do século XIX os índios potiguaras estavam com suas terras ameaçadas e apelaram para o imperador Dom Pedro II que, numa das suas passagens pela Paraíba, em dezembro de 1859, de acordo com a memória indígena, “redoou” aos potiguaras 57.600 hectares de suas terras, nas dias sesmarias de São Miguel e Monte-Mór.

Na década de 1930 foi fundado o Posto Indígena (PI) entre os potiguaras, na aldeia São Francisco. Em 1942, o posto foi transferido pela a aldeia do Forte, com o nome de PI Nísia Brasileira, que permanece até hoje. Na década de 1960, o SPI foi extinto e substituído pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Após a demarcação da Funai o território potiguar passou a ocupar uma área de 33.757 hectares, distribuídos em três áreas contínuas, nos municípios de Rio Tinto, Baía da Traição e Marcação. Os potiguares é hoje a maior população indígena do Nordeste etnográfico, uma das maiores populações do Brasil. Tem aproximadamente 12.115 habitantes que vivem em 29 aldeias, em três municípios.

Costumes e língua

As famílias dos potiguaras na Baía da Traição, na sua maioria, são extensas. A maioria é liderada pelos homens, mas, em muitos casos, a mulher assume essa atribuição. Nas últimas décadas houve um crescimento da população indígena e novas aldeias surgiram, em sua maioria constituída a partir de uma família que decide morar em uma área sem vizinhança.

A população potiguara fala o idioma português. O professor Eduardo Navarro, da Universidade de São Paulo (USP), interessado pela cultura língua tupi começou a desenvolver um estudo sobre o tupi antigo com um grupo de professores potiguaras. O tupi antigo foi trazido pelos jesuítas que aqui habitaram na área dos aldeamentos. Hoje o tupi antigo, que até então estava esquecido pela comunidade, começou a ser ensinado nos colégios e é um dos componentes curriculares do ensino fundamental nas escolas diferenciadas indígenas.

Território

A terra potigaura localiza-se em uma planície do litoral Norte da Paraíba e tem seus limites 75% cercado por água. Ao norte está o rio Camaratuba, ao sul, o rio Mamanguape e a leste o Oceano Atlântico. Possui belas praias de diferentes proporções e formas. Algumas mais extensas e outras menores, esculpidas junto às baías e o mar aberto. Existem ainda aquelas integradas as rochas desgastadas pela ação do tempo e das marés.

O território é rico em manancial de água doce, com muitas nascentes espalhadas ao longo dos vales, nas grutas, nos planaltos, formando dezenas de olhos d`água que jorram de verão a verão sem nenhuma vegetação ao seu redor. Nos cursos dos rios são encontrados paus (terrenos alagados), as camboas e os manguezais, formando um rico ecossistema tropical.

Variedade de biomas e fontes de renda

Existe no local uma diversidade de biomas que, associados ao clima, tipo de solo, índice pluviométrico, formam restingas altas e baixas, caatingas litorâneas, mata atlântica e o mangue. A pesca marítima, fluvial, o extrativismo vegetal são as atividades econômicas dos potiguaras, que consiste na colheita da mangaba, caju, castanha, dendê, batiputá e outros. Pode-se encontrar também no local uma variedade de árvores frutíferas com a manga, o mamão, o abacaxi, o cultivo de hortaliças, plantas medicinais, pequenas lavouras de mandioca nos terreiros das casas ou em seu entorno.

Nas várias aldeias o artesanato é o meio de sobrevivência de muitas famílias, como também é possível encontrar a criação pequena de bovinos, caprinos, muares, eqüinos, suínos, galinha, pato, guiné e peru; muito comum de ser encontrado no quintal das casas. Alguns índios sobrevivem do trabalho assalariado rural, do empreguismo público municipal e estadual e das aposentadorias dos idosos.

Educação

A escola desempenha um papel fundamental na formação dos índios potiguaras. Nos últimos anos as conquistas educacionais vem se desenvolvendo com a criação desde 2004 da Organização dos Professores Indígenas Potiguara (OPIP). Capacitação de professores estão sendo realizadas e em 2008 várias professores estão terminando o magistério indígena (ensino médio) promovido pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Paraíba.

A Universidade Federal de Campina Grande criou, através do Prolind, uma graduação a nível superior especifica para os indígenas, denominada de “Professor Intercultural” pretende iniciar uma formação semi-presencial.

Preservação dos rituais

O toré é um ritual indígena que solidifica são apenas as fronteiras étnicas, os sinais diacríticos, mas ser o oceano para onde confluem todas as águas do cotidiano potiguar, traduzidos em rituais sagrados de agradecimento, luta, festa, brincadeira, contestação, comemoração, dor, reinvidicação e esperanças.

Nos últimos anos os santuários indígenas têm sido violentados e destruídos devido aos interesses econômicos de grupos industriais que visam apenas o lucro. Algumas organizações estão tentando reverter o quadro de morte que vem sendo feito contra a etnia.

Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação do projeto

Cidadão “Lausiqueirense”


O poeta Lau Siqueira será agraciado nesta terça-feira (4), a partir das 16h00, com título de cidadão pessoense na Câmara Municipal de João Pessoa. A sugestão mais do que merecida da propositura foi do vereador Luciano Cartaxo do PT, sugerido por sua base em Mangabeira. Lau Siqueira é natural de Jaguarão (RS). É autor dos livros: O Comício das Veias (Paraíba: Editora Idéia, 1993), O Guardador de Sorrisos (Paraíba: Editora Trema, 1998) e Sem Meias Palavras (Paraíba: Editora Idéia, 2002). Tem poemas publicados nas últimas edições do Livro da Tribo (São Paulo: Editora Tribo) e na antologia Na Virada do Século — Poesia de Invenção no Brasil (São Paulo: Editora Landy, 2002), organizada pelos poetas Frederico Barbosa e Cláudio Daniel.

“Me contaminei com isso!”, disse Lau Siqueira no email enviado para os amigos juntamente com um Power Point, intitulado “Tomemos um Mate”, em que faz uma retrospectiva de sua vida e ao mesmo tempo um agradecimento. Ele está em terras tabajaras há 23 anos e diz se sentir hoje mais paraibano que gaúcho ou um “Parahyba de Tutano”. Siqueira está à frente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) desde que o prefeito Ricardo Coutinho assumiu a governança municipal. Torço para que Lau (esse nome que parece ter sido tirado de um poema haikai) permaneça no cargo de diretor executivo do qual conduziu tão bem neste período e que tirem dele a incumbência de fazer Festa das Neves e deixe-o com a cultura pura em sua essência. NamasTCHÊ !!!


Adriana Crisanto
Repórter
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Foto da internet visse Lau?

30 anos retratando o cotidiano


A fotógrafa Germana Bronzeado completa 30 anos de profissão e comemora a data com uma exposição fotográfica que será aberta nesta terça-feira (4) no Casarão 34, localizado na Praça Dom Adauto, no centro de João Pessoa. A mostra é aberta ao público e ficará no local até o dia 14 de novembro.








Adriana Crisanto
Repórter
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Foto: Germana Bronzeado.

Maria sem mar e sem porto


Quem expõe novos trabalhos nesta quarta-feira (5) é a artista plástica Maria José Porto no Centro Cultural de São Francisco, no centro histórico da Capital. A mostra intitulada “Mara para Amar” permanece no local até o dia 30 de novembro de 9 às 12h00 e 14h00 até 17h00, e conta com o apoio da Associart Paraíba.







Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
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Foto: Divulgação.

Começa venda de ingressos para Balé de Moscou



Companhia faz turnê por 11 cidades e João Pessoa terá duas apresentações

Começou a ser vendido, hoje, segunda-feira (3), na bilheteria do Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho, os ingressos para espetáculo de dança clássica “Lago dos Cisnes” da companhia Moscow City Ballet que se apresenta no mesmo local nos dias 17 e 18 de novembro (segunda e terça-feira). Os ingressos estão sendo vendidos ao preço de R$ 40,00 (estudante e idosos) e R$ 80,00 (inteira).

O espetáculo é um dos maiores clássicos da história da dança e símbolo do balé russo. O "Lago" conta a história de amor de Odette, uma princesa transformada em cisne pela ação perversa de um feiticeiro. Após uma difícil luta entre o poderoso e cruel Von Rothbart e o Príncipe Siegfried, Odette é finalmente resgatada pelo amor do príncipe.

A montagem tem quatro atos, com dois intervalos, música de Piotr Ilyich Tchaikovsky, libreto de Vlamiri Begichev, versão e direção de Natália Ryzhenko e Victor Smirnov, coreografia de Lev Ivanov, Marius Petipa, Agrippina Vaganova, Yuri Grigorovich, Natália Ryzhenko e Victor Smirnov-Golovanov, cenários de Victor Smirnov-Golovanov e figurinos de Elisaveta Dvorkina.

A companhia conta com a participação de 50 bailarinos. Na sua maioria são jovens formados nas melhores academias de dança e escolas da Rússia e da Ucrânia, incluindo Moscou, São Peterburgo, Perm, Kiev, Novosibirsk, Alma-Ata, Baku, Erevan, Donetsk, Kharkov e Ufa. Recebe também a visita de solistas convidados do exterior. As primeiras bailarinas da companhia na turnê que vem ao Brasil são Gulmur Sarsenova, Maya Vishnyakova, Natália Padalko e Valéria Guseva, e os bailarinos principais Sergei Zolotarov e Talgat Kozhabaev.

A Moscow City Ballet surgiu no ano de 1988 e teve como fundador o bailarino Victor Smirnov-Golovanov, ex-primeiro bailarino do Ballet Bolshoi. A companhia estreou em Seul na Coréia. Ela é fruto das reformas da Rússia pós-soviética e seu sucessor no exterior fez dela uma das que mais excursiona pelo mundo. O bailarino Victor Smirnov diz que o balé clássico é uma parte importante na herança nacional russa e quer levá-lo ao público mais diverso e distante possível, especialmente à nova geração de jovens apaixonados pelo balé.

Nestes 18 anos foram cerca de 2100 apresentações em todos os continentes, incluindo países como: Inglaterra, Bélgica, Estônia, Alemanha, Holanda, Hong Kong, Israel, Japão, Lituânia, China, Portugal, Filipinas, Polônia, Irlanda, Coréia, Singapura, Taiwan e Estados Unidos e outros.

A turnê pelo país teve início no mês passado no Rio de Janeiro, Juiz de Fora (MG), São Paulo, Curitiba, Belo Horinzonte (MG), Santos (SP), Campinas (SP), Recife (PE) e dias 17 e 18 de novembro (segunda e terça-feira) se apresenta em João Pessoa (PB). Depois a companhia segue para as cidades de Brasília (DF) e Goiânia (GO).

Serviço:
Balé da Cidade de Moscou
Montagem: Lago dos Cisnes
Segunda e Terça-feira (17 e 18 de novembro)
Hora: 21h00
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (estudante e idosos)
Informações: 3211.6232.

Adriana Crisanto
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