A Ciranda Mourisca de Alceu Valença



Para bem comemorar os seus 35 anos de carreira artística e cultural o pernambucano Alceu Valença lançou na última semana, em Olinda (PE), o CD lado B de sua carreira intitulado, “Ciranda Mourisca”, pela gravadora carioca Biscoito Fino (que em breve poderá ter uma sucursal, digamos assim, do selo gravadora no Nordeste).

Na última sexta-feira (23 de janeiro) o cantor ao lado de sua esposa, Yanê Montenegro, do produtor Dino Gaudêncio, Martinho Filho e sua equipe de assessores da gravadora Biscoito Fino, reuniu cerca de 13 jornalistas do país inteiro para uma coletiva/individual na Pousada do Amparo em Olinda (PE) onde conversou pessoalmente com cada um dos presentes. Sempre muito falante, autêntico e efusivo em suas exposições de idéias Alceu Valença, portador de uma ponte de safena, é quase o mesmo de anos atrás no que se refere à defesa da música e cultura nordestinas.

Cheio de histórias para contar sobre sua trajetória artística este mourisco, natural de São Bento do Una, cidade localizada na região agreste de Pernambuco, tem agora realizado o sonho de ter um trabalho em que apresenta as influências da cultura moura, surgida no Brasil quando os espanhóis, portugueses, povos da região de Andorra, árabes e marroquinos vindos da península ibérica, aportam no Nordeste e deixam imprimida sua cultura ainda hoje sentida na música, dança, arquitetura e artes plásticas.

Na subjetividade musical de Alceu Valença, o disco, “Ciranda Mourisca”, como ele mesmo diz, são transparências, reflexos, versos, estrelas, areias, galopes, poesias que traz consigo dentro da alma. São coisas, fatos, passagens, objetos, lembranças e pessoas que fazem e fizeram parte de seu imaginário cultural e estão refletidos nas letras das canções.

Pode-se dizer que o disco “Ciranda Mourisca” não tem músicas inéditas, mas registros musicais para serem guardados por aqueles que gostam da música menos industrial da carreira de Alceu. O CD traz 12 músicas que tocaram pouco nas rádios do país no ano em que foram lançadas, a exemplo de “Maracajá”, “Mensageira dos Anjos”, “Loa de Lisboa”, “Molhado de Suor” e “Dente do Ocidente”, e outras conhecidas do público com “Chuva de Cajus”, “Ciranda da Rosa Vermelha”. Todas com um nível de poesia facilmente perceptível e arranjos diferentes sem fugir a linha característica de Alceu Valença. O repertório foi escolhido a dedo entre ele e Yanê Montenegro, sua esposa, da qual rende homenagem no encarte do disco.

Nesta entrevista, de quase uma hora, Alceu Valença, já sentindo a garganta arranhada de tanto conversar com os jornalistas, também fala sobre outras coisas, recita o poema “Branco”, diz como foi seu encontro com Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, fala sobre suas múltiplas abordagens musicais, sobre o projeto Grande Encontro, indústria fonográfica, da experiência de gravar este trabalho pelo selo Biscoito Fino, dentro outros assuntos. Confira a entrevista:

Podemos dizer que está é uma nova fase da sua carreira?
Acho que não. Minha música é múltipla. Eu vou me comunicando e colocando minhas coisas com o tempo. Como por exemplo, eu fui a João Pessoa, fazer um show no bloco de arrasto Muriçocas do Miramar, e não seria um show que farei na Bahia com músicas de carnaval. Faço show para teatro, faço show com músicas de São João, com músicas para meio do ano. São totalmente diferentes uns dos outros. Eis a questão da multiplicidade de minha obra, pois ela vem de uma cultura absolutamente múltipla que é a cultura do nordeste e do Brasil.

Você começou na música quando ainda havia uma divergência, digamos assim, entre a música popular e a música erudita. Como você sente isso hoje? Esses conflitos diminuíram?
Eu não senti muito isso. Sempre fiz minha música. No lado da criação o compositor Bach influenciou a música popular e muitas vezes a música do Bar influenciou a erudita. Às vezes o compositor pega trechos da música erudita e começa a virar popular e outras vezes ouve uma música do Sertão de Caicó que Villa Lobos poderia usar aquilo e compor uma peça erudita. Não vejo isso não. Os Beatles também já cantaram com a Sinfônica, Milton Nascimento também e outros. Eu já cantei com a Orquestra Sinfônica em Campinas (SP), em Brasília (DF). Foi ótimo. Para mim foi à mesma coisa.

Assim como Chico César você estagiou em jornal, escreveu poemas. Nunca pensou em publicá-los em livro?
Fui estagiário de um jornal de Recife. Eu estudei direito e depois fiz um estágio na sucursal do Jornal do Brasil (JB) em Recife. Existe um cara que é o dono de editora que quer editar minhas letras num livro. Ele é professor de literatura. Alguns poemas meus foram publicados no Jornal do Comércio e no Diário de Pernambuco quando eu ainda estudava direito. Depois começou a aparecer o violão na minha vida. Meu início de carreira foi complexa e difícil porque meu pai tinha medo que eu enveredasse para o caminho da música e deixasse de estudar porque tinha vários exemplos na família. E eu queria dar aquele anel de direito para ele, quando na verdade eu não queira fazer direito. Mas eu gostei de ter estudado direito, pois me deu uma visão muito mais ampla das coisas, da vida. No cursinho estudei um pouco de filosofia, pois eu adorava. E o ambiente universitário me deu uma visão crítica.

Como foi tua formação musical?
Eu sou um cara que tem uma formação primal de São Bento do Una, do agreste do sertão, do menino que viu o coco de roda, coco de embolar, que ouviu folia de reis, cantadores na fazenda de meu avô, meu avô cantava, sabia fazer versos de improviso. Tinha um tio que era um poeta erudito maravilhoso chamado Geraldo Valença, que faleceu, publicou apenas um livro chamado “A Rosa Jacente”, numa pequena editora.

Em São Bento do Una, na minha infância e adolescência, a gente escutava Noel, Pixinguinha, Ary Barroso. Minha formação de São Bento tanto foi dentro da cultura nordestina absolutamente, com dessa coisa que veio do Rio de Janeiro, da cultura carioca. Tudo isso se misturou. Quando em vi morar aqui eu morei na mesma rua do diretor artístico da gravadora Rosenblit, o maestro Nelson Ferreira. Eu era menino e admirava ele. Na frente da minha casa morava o poeta Carlos Pena Filho que me fez gostar de literatura. Na minha rua, chamada Rua dos Palmares, que eu chamo de “carnavalodroma”, pois assim como no Rio tem o sambódromo, minha rua era carnavalodroma, por onde desfilavam todos os blocos, tribos de índios caboclinhos, bandas de frevo e tudo que você imaginasse para o centro da cidade do Recife. Isso tudo, meus olhos e ouvidos de menino foram se acostumando e adquirindo. O resto aconteceu tudo de forma intensa e emocional.

Você também tocou com Jackson do Pandeiro não foi?
Toquei no projeto Pixinguinha e em outros lugares. Para mim Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro são dois maiores do Brasil. Não tem comparação um com outro. São duas vertentes musicais de uma mesma cultura. São diferentes e parecidos. Eles tiveram a mesma origem. Cada qual com o seu talento. O talento de Luiz foi para um canto e de Jackson foi para outro. Eu adora os dois e gravei com os dois. E para minha honra os dois eram meus fãs. Luiz Gonzaga saiu de Novo Exú para ver um show meu em Juazeiro no Ceará. Quando perguntei a ele se havia gostado do meu show e da minha banda ele disse: “Isso é uma banda de pífano elétrica”. (imitou). Quando fui à casa de Jackson do Pandeiro mostrar o meu trabalho “Papagaio do Futuro” ele e o irmão dele ficaram olhando e mim e Geraldinho Azevedo espantados, pois tínhamos cabelos cumpridos éramos barbudos. Quando entramos na sua casa ele estava sentado em uma mesa, com os pés para cima e uma mulher cortando as unhas dos pés. Ele com um rádio enorme do lado. Quando eu cheguei disse que tinha uma música para mostrar. Daí ele disse: Que música? Eu disse: Uma música. Começamos a tocar quando ele gritou para a irmã vizinha da casa dele e disse: Ei fulana vem cá ver dois cabeludos tocando. Eles não são cabras safados não. (risos).

Costuma-se dizer que a Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas fazem parte da mesma capitania hereditária. E você falou do coco de roda que é um ritmo muito forte nestes Estados e Jackson foi o homem do coco. Neste trabalho “Ciranda Mourisca” você não inseriu nenhum coco de roda por quê?
Este trabalho tem um conceito que se aproxima mais da ciranda. Juntei músicos que tinham o mesmo universo sonoro. As próprias canções são leves, transparentes, talvez até meio lisérgica, digamos assim. Porque algumas vieram do meu primeiro disco chamado “Molhado de Suor” e outras de outros discos, mas da mesma família. Então não adiantava colocar outras coisas, um xaxado, um baião. Quando a Biscoito Fino me convidou para este projeto eu fiquei meio sem saber que ciranda colocar. O lado mourisco é colocado de uma maneira natural, em que você ouve e não ouve, entendeu o que estou te falando? Ele surge com se fossem lembranças do passado das pessoas que vieram para cá na época do descobrimento.

Você tem dois trabalhos raros o “Ao Vivo em Montreaux” e o “Quadrifônico”. Você nunca pensou em regravar estes dois trabalhos?
Seria uma coisa bacana. Mas, isso tem que ser inserido dentro de um projeto musical. Quadrafônico está ai, só que ninguém escuta mais. O que acontece comigo hoje é que eu não sou dono da minha obra. O problema está aí. Eu sou o artista que passou por quase todas as gravadoras do país. Fui da Copacabana, Som Livre, Ariola, Polygram, RCA, Odeon, Sony, Abril, Indy Records. Eu passei por quase todas as gravadoras. Mas é que para mim interessa mais ser showman do que disco gravado.

Sua música tem abordagens múltiplas. Como é trabalhar com essa variedade musical de gêneros?

Para mim é fácil porque eu ouvi isso de maneira muito natural. Eu sou um pouco isso também e o Brasil também é dessa maneira, múltiplo. Eu não consigo entender certas pessoas que moram no país tão múltiplo e fica procurando referência fora o tempo todo. Eu acho que em determinados momentos você pode fazer uma mistura aqui e outra ali, mas não obrigatoriamente. Eu faço blues esporadicamente. O fundamental é a nossa própria raiz. E eu tive a sorte de não ter sido comido pela mídia, pois ela é um perigo, sobretudo, quando ela é manipulada pelo dinheiro. Se tudo na música for negócio ela deixa de ser arte e eu prefiro ser artista.

Você passou um tempo afastado do cenário musical brasileiro não foi?
Eu me afastei porque quis. Em determinado momento uma gravadora queria que eu gravasse uma coisa que não queria. E o que eu queria era gravar minha música do meu jeito.

Na década de 1980 os artistas tinham que obrigatoriamente gravar um disco não era?
Tinha porque havia um mercado consumidor e tava correto. Para mim era um prazer gravar. Não era obrigação. Eu gravava um ou até dois discos. Agora essa coisa de querer gravar um disco atrás do outro para ganhar dinheiro nunca foi a minha tônica. Eu tinha músicas para gravar e eu gravava era apenas isso. A nata da música brasileira tinha uma ideologia. Na década de 1970, na indústria do disco tinha um maestro. Depois os empresários da indústria da música passaram a ser pessoas que vendiam leite, sabonetes, carros, calças jeans. Virou só negócio e mais nada.

Alceu é até inevitável não perguntar, mas e o projeto Grande Encontro acabou se tornando um Grande Desencontro?
Não porque eu ainda sou um grande amigo de Geraldo Azevedo, de Zé Ramalho e de Elba Ramalho. Gosto dos três. O Grande Encontro era uma maneira de comemorar o sucesso de alguns anos da gente junto. Devolvendo e ouvindo do público a resposta da tua música. Eu gostava principalmente da forma como foi o primeiro com violões. Cada um tem a sua opinião e eu no segundo Grande Encontro já estava insatisfeito com a gravadora. Tinha me desentendido com o cara de lá. Mas, em nome dos amigos resolvi continuar. Eles quiseram colocar uma banda para acompanhar. Eu achei que não era bacana. Neste mesmo período fui contratado pela gravadora Som Livre e fiz um disco chamado “Sol e Chuva”, que era meio acústico. Eu me sentia melhor quando éramos nós quatro com violões no palco. Depois a gravadora não me liberou alegando que eu era artista exclusivo dela, que isso estava no contrato e não me liberou para gravar em outra gravadora. Continuo amigos de todos, sem problema.

Poema recitado por Alceu Valença na entrevista:

Branco (Ameno?)
Ouve-se uma música fria, fina, distante, quase imperceptível
O ambiente é branco e a naftalina nauseante
O teto branco, o piso branco e a porta certamente concorda com o ambiente
Não se deve olhar para baixo

A moça caiu do arranha-céu quando olhava o formigueiro aos seus pés
O casal de acrobatas que no alto, que na reta relegou experiência não via íris no chão

Por que não presumir alvidez do assoalho?
Observada a música deve ser um quase nada se usada na escala gráfica
Mas o ambiente é por demais branco para gráficos econômicos

A tarde é quente
Os cobradores tomam café pequeno
A tarde é quente e nosso clima ameno
A tarde é quente e a moça com simples resfriado
A tarde é quente
O lenço é branco onde marca de bordado
A tarde é quente
Que o sol é intenso
Que a água é incolor
Que o incolor é branco
Que o branco não é branco
As cores estão misturadas

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Antônio Melcop.
*A repórter foi convidada pelo Selo/Gravadora Biscoito Fino.

Aumenta que isso é brega "roll"


O rock e o brega vão tomar conta do Centro Histórico neste domingo (18). Quem gosta dos dois gêneros musicais não pode perder a apresentação das bandas “Movidos a Álcool” (BA) e “Caronas do Opala” (PB), Galpão 14, localizado no Largo São Frei Pedro Gonçalves de João Pessoa, a partir das 18h00. Os bilhetes de entrada estão sendo vendidos na hora do show ao preço de R$ 5,00.

O repertório promete ser com muito brega, rock com letras inteligentes que falam de amores perdidos, desilusões e muita bebedeira junta. A banda convidada “Movidos à Alcool” é de Lauro de Freitas (interior da Bahia) e existe a cerca de seis anos. É formada por Luis Eduardo Badaró (Cachaça), Rodrigo Sabino Seixas (Bélvis), Willy Haendel Cerqueira (Willytro) e Demétrio da Silva (Dimmy Manguaça).

De acordo com Rodrigo Sabino, a idéia da banda surgiu depois que algumas composições foram feitas na época em que Luis Eduardo (Cachaça) e Rodrigo Sabino (Bélvis) estudavam juntos. “As canções foram surgindo e depois que percebemos que a coisa poderia virar uma banda, resolvemos sentar e traçar os primeiros passos para que essa "brincadeira" virasse o que é a Movidos á álcool nos dias atuais”, disse Rodrigo Sabino.

Já a banda “Caronas do Opala” surgiu em João Pessoa (PB), em outubro de 2006, composta por Valter Pedrosa (guitarra), Fabiano Formiga (sintetizadores), Nildo Silva (bateria), Degner Queiroz (baixo) e Sérgio Mota (voz). O repertório música brega estilizada, uma mistura de Roberto Carlos, com jovem guarda e rits do rock das décadas de 1960 e 1970. Eles fazem pequenas alterações nos arranjos das músicas, sem fugir da idéia principal das canções.

“O objetivo da banda é executar da melhor maneira possível, canções que marcaram um período da música popular romântica (nostalgia) brasileira. Nessa época, o público sentia a música e a mensagem simples que o músico pretendia transmitir. Hoje muitos chamam esse estilo musical de ‘cafona’ e ultrapassado. Mas, nos anos 60 e 70 levou muita gente a pensar melhor sobre a vida, a paz e amor ao próximo”, relatou um dos integrantes da banda no Myspace do grupo na internet que tem canções autorais que já estão na boca da galera, a exemplo de “Meu Caroikeissh”, uma sátira bem humorada aos cariocas, “Lígia”, Não quero mais te esperar”, “Quantos Olhos”, “Não olhe para trás” e “Bicicleta Lilás”.

O brega e o rock das bandas “Movidos a Álcool” e “Caronas do Opala” transpõem a mera estilização de figurinos floridos e coloridos. Tanto uma quanto a outra engrossam o caldo de um segmento expressivo da produção musical contemporânea na América Latina. São propostas musicais caracterizada por fusões entre aquelas músicas consideradas como étnicas, populares, folclóricas ou regionais (além daquela produção que no Brasil se considera como brega) com ritmos, instrumentos e sonoridades mundiais.

Essas confluências estéticas também já foram sentidas em outros artistas, de maneira diferente a exemplo de Orishas, Bersuit Vergarabat, Mundo Livre, além de músicos como Lenine, Chico César e Zeca Baleiro, entre tantos outros permitem identificar uma série de confluências estéticas. São maneiras de se fazer música que conduzem a reflexões sobre as culturas urbanas e a identidade cultural do povo.

Serviço:
Aumenta que é brega
Bandas: Caronas do Opala e Movidos a Álcool

Domingo (18)
Hora: 18h00
Local: Galpão 14 – Centro Histórico de João Pessoa
Ingressos: R$ 5,00
Informações: 8811.7327/8804.3256

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: divulgação
Assista aos vídeos das bandas Caronas do Opala e Movidos a Álcool:





Mestres do Quadrinho Nacional



Os quadrinistas Emir Ribeiro (foto ao lado) e Deodato Filho (foto abaixo) foram contemplados com o 25º Troféu Ângelo Agostini que premia anualmente destaques dos quadrinhos no Brasil. Os autores receberam o troféu na categoria “Mestre do Quadrinho Nacional”. Além de Emir Ribeiro e Deodato receberam a premiação os quadrinistas: Mozart Couto, Sebastião Seabra, Sergio Morettini e Watson Portela.

A festa de entrega será no dia 14 de fevereiro e é uma promoção do
Senac São Paulo e da Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP) com o apoio do site Bigorna.net e da Inarco Internacional. O evento será uma oportunidade para o encontro de profissionais da área, novos talentos e aficionados por quadrinhos.

A votação do troféu foi feita pela internet nas categorias Melhor Desenhista (Laudo Ferreira Júnior), Melhor Roteirista (Daniel Esteves), Melhor Cartunista (Macio Baraldi), Melhor lançamento (Menina Infinito – Editora Desiderata), Melhor Fanzine (Quadrinhos independentes – Edgar Guimarães).

O Troféu Jayme Cortez foi concedido ao Coletivo Quatro Mundo. Este prêmio se destina as pessoas ou instituições que tenha incentivado a arte nacional através da divulgação, edição, promoção ou qualquer ação que tenha aberto espaço para o quadrinho nacional neste ano.

“Agradeço muito a quem votou em mim para o Troféu Ângelo Agostini. E o gosto desse agradecimento é especial, pois nunca fiz qualquer campanha para pedir votos, ou seja, as pessoas votaram em mim por iniciativa própria, sem influência externa e nem pedido pessoal algum meu. Da mesma forma, nunca votei em mim mesmo para premiações de HQ. O valor desse prêmio, portanto, é triplicado”, disse Emir Ribeiro em email enviado para a imprensa.

O lançamento virtual e oficial da nova revista de Emir, "Velta 2009", será no dia 18 de janeiro, data em que foi pintada a primeira imagem de Velta, no ano de 1973, mas as pré-vendas já começaram pela internet, através do website do quadrinista, no endereço eletrônico: http://www.emirribeiro.com.br

Na nova edição possui 29 páginas e nela o autor preserva algumas características da personagem de épocas passadas e reconta a primeira aventura de Kátia Maria Farias Lins (Velta) e o seu primeiro encontro com seu atual namorado, o detetive particular Gilberto Schwartz Gomes. De acordo com Emir, essa história já foi reprisada e saiu em duas revistas (1979 e 1984). "A União; e em 1994, numa encadernação especial editada pelo Edgard Guimarães, editor do fanzine QI - Quadrinhos independentes”, comentou Emir.

Uma diferença desta edição para as outras é a capa que foi desenhada e pintada por Paulo Nery (que iniciou carreira na extinta Editora Grafipar, de Curitiba). Atrás dois desenhos assinado por Paulo e Emir. Para adquirir, o leitor pode depositar R$ 5,00 (valor somado da edição mais o porte simples) na conta nº 747-0, agência 0548, da Caixa Econômica Federal, e em seguida enviar cópia do comprovante de depósito, junto com o endereço para o qual deverá ser expedida a edição. Outra opção, em vista do valor baixo, é a conversão dos R$ 5,00 em selos novos de correio.

Também se encontra para venda o exemplar “Raio Negro & Velta”, editada em 2008, uma publicação da Editora Júpiter II. A edição é em preto e branco, off-set, formato livro, 32 páginas, com capa de Marco Santiago e Emir Ribeiro. A revista é inédita e se destina para todas as idades.

Outro premiado foi o quadrinista Deodato Borges Filho, ou Mike Deodato. Ele é um dos poucos artistas nacionais a ganhar projeção internacional. Filho do jornalista, radialista e roteirista Deodato Borges (criadir do personagem Flama em 1963). Ele hoje ilustra para o mercado americano de histórias em quadrinhos, a exemplo do Hulk, Elektra, Vingadores, Thor, Mulher-Maravilha e Homem-Aranha.

Desenhou "Lost in Space" e "Beauty and the Beast", pelo selo de quadrinhos americano Innovation Comics, sendo estas baseadas em séries de TV. Desenhou ainda "New Miracleman" (com Fred Burke no roteiro) pela editora Eclipse, coroando a carreira com Hibrides" com arte-final de Neal Adams, um monstro sagrado dos quadrinhos, na Editora Continuity, do próprio Neal Adams.

Os especialistas em quadrinhos e desenho não se cansam em afirmar que Deodato é hoje referência na área pelo seu traço “clássico”, apesar de lembrar alguns antecessores como Frazetta, Eisner, tem um domínio claro-escuro. Seja escuro ou colorido o traço de Deodato possui uma agilidade típica dos quadrinhos norte-americanos.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: divulgação

Folia na Rua é em João Pessoa


Ao som do frevo foi lançado no auditório do Sebrae, em João Pessoa, o Projeto Folia de Rua 2009, que este ano completa 23 anos de existência. Artistas, agentes culturais e profissionais da economia informal estiveram presentes ao lançamento da prévia carnavalesca que acontecerá no período de 13 a 21 de fevereiro.

A abertura oficial será no Centro Histórico de João Pessoa no dia 13 de fevereiro, iniciando com a concentração dos blocos no beco da Faculdade de Direito, no Porto do Capim, Cordão Encarnado, na ladeira da Borborema e no Pavilhão do Chá. Haverá ainda apresentação no largo da Basílica de Nossa Senhora das Neves e cidade baixa, com apresentação de shows de vários artistas locais e nacionais, orquestras de frevo, boi de reis, ala ursas, troças e blocos, além de orquestras de cultura popular.

Os blocos desfilarão pela Via Folia, na Avenida Epitácio Pessoa, no trecho entre as Avenidas Tito Silva, em Miramar até o Busto de Tamandaré, em Tambaú. Outros blocos desfilam pelo Centro e nos bairros de Mangabeira, Cristo Redentor, Jaguaribe, Tambiá, Torre, Varadouro, Valentina, Bessa, Cabo Branco, Tambaú, 13 de Maio e Manaíra.

Além dos três palcos armados na Praça Dom Adauto, Largo da Basílica de Nossa Senhora das Neves e na cidade baixa este ano serão montadas arquibancadas na Avenida Epitácio Pessoa, na Via Folia e Centro Histórico. O público verá desfilar pelos locais 31 blocos filiados e mais 40 convidados.

Entre os blocos confirmados que desfilaram pela Via Folia (Centro Histórico) estão: Picolé de Manga, Anjo Azul, Cafuçú e outros. No Corredor da Folia (Avenida Epitácio Pessoa) desfilam os blocos: Virgens de Tambaú, Portadores da Folia, Muriçocas do Miramar, Muriçoquinhas, Bloco da Melhor Idade, Bloco dos Atletas, Banho de Cheiro, Acorde Miramar.

A estimativa dos organizadores é de que um milhão de pessoas (de dentro e fora do Estado) participem dos nove dias de prévias carnavalescas. De acordo com o material de divulgação, distribuído a imprensa pela Associação Folia de Rua (AFR), o evento está orçado em R$ 783.338,78. “O projeto está lançado. Espero que os empresários vejam com bons olhos, pois temos um excelente produto cultural e turístico pronto para ser investido”, disse o artista plástico, Clóvis Dias Júnior, atual presidente da AFR (promotora do evento).

Um dos compromissos assumidos pela AFR, segundo Clóvis, é que as orquestras de frevo tragam em seu repertório músicas de carnavalescos paraibanos e os hinos dos blocos. O projeto Folia de Rua este ano renderá homenagem ao carnavalesco Jocemar Chaves, a madrinha será a embaixatriz de Angola, Maria João, a rainha Ceres Leão e o rei o colunista social Gerardo Rabelo.

Os artistas convidados ainda não foram divulgados pelos blocos. Até o momento foi confirmado o “trio elétrico eletrônico” do bloco das Virgens que trará o Dj Mago William, que promete animar a Via Folia com um pancadão de músicas eletrônicas, um banho de efeitos especiais e iluminação de have para os foliões. O bloco Boi do Bessa, também presidido por Clóvis Júnior, este ano comemora 15 anos, fará uma grande festa no dia 21 de fevereiro.

Outra modificação é o percurso do bloco Cordão do Frevo Rasgado, que tem a frente o cantor Lis Albuquerque, que se concentra na pracinha próxima ao Mag Shopping, Manaíra, e vai percorrer outras áreas próximas. O bloco sai no outro dia do Muriçocas de Miramar.

“Fico muito feliz em saber que está nova gestão está dando continuidade o trabalho deixado por nós com bastante empenho e dedicação”, comentou o cantor e compositor paraibano, Lis Albuquerque, ex-presidente da Associação Folia de Rua que faz parte do projeto desde o início.

O projeto Folia de Rua este ano, ao que parece, está sendo visto com outros olhos e um deles é o apoio do Sebrae da Paraíba que fez um diagnóstico de oportunidade de negócios das agremiações e o perfil dos freqüentadores no ano passado e garantirá a credibilidade do evento.

A presidente da PB Tur, Cléa Cordeiro, presente ao lançamento, disse que a parceria turismo e prévia carnavalesca são excelentes para nosso Estado e que o órgão em que preside irá este ano divulgar ainda mais o evento em outros Estados e nas feiras em que participa. “O Folia de Rua tem tudo para ser um grande projeto”, comentou o presidente da Fundação Espaço Cultural (Funesc), Antônio Alcântara. Ele diz acreditar muito na gestão de Clóvis Júnior e em toda a equipe renovada que se encontra disposta desenvolver o carnaval na cidade.

Projeto Folia Cidadã

“O Folia de Rua não é só carnaval”, disse o presidente da Associação Folia, Clóvis Júnior, que pela primeira vez promoverá uma exposição de artes plásticas com doações dos artistas e a renda seja revertida para obras do Projeto Folia Cidadã. A exposição das obras de artes acontecerá na Galeria de Arte Louro e Canela, em Manaíra.

O Projeto Folia Cidadã se transformou no ano de 2005 em ponto de cultura. A sede do projeto é no Centro Histórico, no Casarão, e realiza uma série de ações sócio-educativas, a exemplo de oficinas artes, voltadas para crianças e adolescentes do Porto do Capim.

“A coordenação do Folia Cidadã é mais do que folia é também projeto social dentro do folia de Rua”, disse coordenadora do Projeto Folia Cidadã, Cassandra Dias. O projeto, segundo ela, precisa ser incrementado ainda mais e estamos correndo atrás para haver um envolvimento das pessoas e das autoridades.

Breve histórico do Folia de Rua

A fase embrionária do Folia de Rua foi uma brincadeira de um grupo de amigos, formado por artistas, produtores culturais e intelectuais da cidade que fizeram o primeiro desfile do bloco Muriçocas do Miramar, em 1986.

Alguns anos depois, entre os foliões do Muriçocas, que já arrastava milhares de pessoas, foram idealizados diversos outros blocos. Logo as prévias se difundiram pelos bairros da cidade. A espontaneidade e a grandiosidade do fenômeno foram aos poucos ganhando um sentido institucional.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
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Foto: Logomarca do site

Paralamas do Sucesso lança single e prepara novo álbum


“A lhe esperar” é a música de trabalho do novo CD do grupo Paralamas do Sucesso que se chamará “Brasil afora”. O single, ao que tudo indicada, chegou nas rádios de todo país na última quinta-feira (8). A música é de autoria de Arnaldo Antunes e Liminha, que também produtor do CD.

O disco foi gravado no estúdio Ilha dos Sapos do baiano Carlinhos Brown, em Salvador (BA). O novo trabalho conta ainda com duas parcerias com Brown, que já assinou com Hebert Vianna outras participações como “Uma brasileira”.

Este é o 12º disco da carreira da banda e o primeiro desde “Hoje”, gravado em 2005. No website da banda (www.paralamasdosucesso.com), o baterista João Barone diz que a Bahia já proporcionou momentos incríveis com vários shows ao longo dos anos. “Teve uma vez em que Os Paralamas foram homenageados pelo bloco afro Arakêto, em plena favela dos Alagados, aquela que dá nome a canção, uns vinte e dois anos atrás. Nós, na época, garotos classe média do Rio de Janeiro, ali, recebendo o reconhecimento daquela gente por falar da sua verdade para o resto do país. Ou no dia em que gravamos “Carro Velho” com o próprio Brown... Mas desta vez a Bahia nos deu algo muito mais precioso, difícil de medir mas fácil de sentir. Estávamos super à vontade, como se a gente não tivesse saído de casa. Os trabalhos rolaram na maior harmonia, sob as bênçãos dos orixás. Deve ser isso que eles chamam de axé... e o axé foi fortíssimo!”, relatou o baterista.

A música “A lhe esperar” tem rima fácil, na letra os compositores brincam com as palavras e o ritmo bem verão com batida reggae. O medo que faz é que este novo projeto venha refletido apenas o axé music e esquecido o bom e velho rock. Para escutar a nova canção basta entrar no link: http://www.sucessoemailing.com.br/music/paralamasdosucesso.html




Assista o vídeo que circula no Youtube com a nova música:




Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação.

Cineport 2009


Criado com o objetivo de cooperar para que o segmento do audiovisual se fortaleça naqueles países onde esta expressão cultural é ainda pouco desenvolvida acontecerá no período de 1º a 10 de maio, na Usina Cultural da Energisa (antiga Saelpa), em João Pessoa (PB) a quarta edição do Festival de Cinema de Língua Portuguesa (Cineport) que este ano rende homenagem a Moçambique, país da costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Zâmbia, Malawi e Tanzania, a leste pelo Canal de Moçambique e pelo Oceano Índico, a sul e oeste pela África do Sul e a oeste pela Suazilândia e pelo Zimbabwe.

Assim como nas outras edições no Festival acontecerá cinco tipos de troféus: Andorinha, Andorinha Digital, Andorinha Técnica, Andorinha Criança e Humberto Mauro. As inscrições para o troféu Andorinha Digital estão abertas e podem ser efetuadas pela internet no website do Festival, no endereço eletrônico http://www.festivalcineport.com/2009.

O Cineport foi instituído pela Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho em 2004, com objetivo também de promover os filmes realizados em português e dialetos falados nas nações que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Em 2007, a última edição em João Pessoa, Paraíba, o filme “O Céu de Suely”, do brasileiro Karim Aïnouz, foi o grande vencedor desta edição, levando o Troféu Andorinha como melhor diretor e melhor filme na categoria 35mm. O cineasta Evaristo Abreu levou o Andorinha de melhor ator por seu trabalho em “O Jardim do Outro Homem”, do moçambicano Sol de Carvalho. A portuguesa Ana Moreira ganhou como melhor atriz por Transe, de Teresa Villaverde. O vencedor do Prêmio Saelpa/Cineport, no valor de dez mil reais e destinado a cineastas paraibanos, foi O Fazedor de Filmes, de Arthur Lins e Ely Marques.

Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano


A Fundação Ormeo Junqueira Botelho e a Energisa instituíram este ano o Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano. O Prêmio será entregue durante a cerimônia de encerramento do Festival CINEPORT a cada ano, e contemplará o melhor filme a ser escolhido por uma Comissão de Jurados do Festival.

Poderão concorrer ao Prêmio Energisa realizadores comprovadamente domiciliados no Estado da Paraíba há pelo menos um ano. No ato da inscrição deverão ser enviadas por correio duas comprovações de residência no período estabelecido (contas de luz ou de gás, água, banco, IPTU etc.). Uma conta deverá trazer a data de um ano atrás e a outra, ser atual.

A ficha de inscrição deverá ser preenchida no próprio site e a cópia do filme para seleção deverá ser enviada no formato DVD para o endereço ali informado. Serão aceitos filmes realizados entre os anos de 2007 e 2008, em qualquer bitola, com duração de até 50 minutos. As inscrições prosseguem até o dia 1 de fevereiro de 2009.

O Prêmio Energisa, no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), será entregue ao filme vencedor no mesmo dia da cerimônia de encerramento do Festival CINEPORT, prevista para acontecer no dia 09 de maio de 2009.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Site do Cineport

Assista um trecho do filme O Céu de Suelly um dos premiados no último Cineport Paraíba:




A volta de Marcelo



Quem bem viveu a década musical de 1980 tem muita coisa gravada no baú da memória. E quem não se lembra do cantor Marcelo? Aquele que usava calças justíssimas cantava como quem arrancasse uma coisa de dentro, era delirado pelas mocinhas e se apresentava no programa do Velho Guerreiro, “Chacrinha”, quase todos os domingos.

Marcelo, que agora tem o sobrenome Costa Santos, é autor de Abre Coração e Morena, rits que fizeram bastante sucesso no início da década de 1980. Ele está em estúdio se preparando para retornar após 14 anos distante dos palcos, dos shows. O título do disco será “Ciclos”, com produção de Dadi Carvalho, regravação de Morena e algumas canções inéditas, a maioria compostas por seu irmão Ney.

Uma das canções do disco é “From me to Jim to George”, em que faz reverência a Jim Capaldi, ex-baterista do Traffic e o ex-beatle George Harrison.


Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Foto: Da internet.

Mangue Beatles


Os beatlemaníacos pernambucanos agora têm uma opção musical. Trata-se da banda RádioBeat, comandada pelo paraibano Waldir Dinoá, agora radicado em Recife (PE). Na semana passada o grupo promoveu a estréia, no piano bar Pedra de Toque, no bairro de Parnamirim. No repertório muita música Beatles e em especial o Álbum Branco 40 anos, o mais eclético da banda inglesa.

A RádioBeat é formada pelos músicos: Dinoá (voz, baixo e violão), Tiago Rabelo (voz, guitarra, violão, gaita e pandeiro), Rodolfo Lopes (voz, guitarra, violão e baixo), Danilo Galvão (voz e bateria) e João Nogueira (teclados). Três dias antes do show foram vendidos cerca de 100 ingressos. Foram apenas sete ensaios antes deste show que foi o maior sucesso de público.

A idéia da banda surgiu em junho de 2008 quando Waldir Dinoá (baixista) reuniu os músicos Rodolfo Lopes (guitarra), Chico Rocha (guitarra) e Guilherme Amorim (bateria) para tocar na “Festa de Aniversário de Paul McCarteney”, um evento promovido por Cláudia Tapety, uma fã incondicional da banda.

Na ocasião, a banda passou a se chamar McCartney &CO e empolgou bastante a platéia com interpretações vibrantes de músicas como “Another Day, Band On The Run, Rock Show, Live and Let Die” e outras do repertório do ex-beatle Paul McCartney.

Cinco meses depois a banda se preparava para tocar em bares do Recife e foi então rebatizada com o nome atual “RadioBeat” e algumas alterações em sua formação. Chico Rocha e Guilherme Amorim precisaram se ausentar foi quando apareceram Tiago Rocha e o baterista Danilo Galvão, apoiado pelo tecladista João Nogueira. A próxima apresentação será no dia 17 de janeiro (sábado) no mesmo local, com promessas de casa cheia. Agora é torcer para que a RádioBeat der o ar de sua graça também em João Pessoa (PB). Saudações musicais Waldir!!

O Álbum Branco

O álbum branco dos Beatles completou em novembro do ano passado 40 anos em que foi lançado. Para os admiradores da banda de Liverpool este é sem dúvidas o melhor disco dos Beatles. O famoso álbum tem 13 músicas de John, 11 de Paul, quatro de George, uma de Lennon e McCartney e uma de Ringo.

Em fevereiro de 1968, os quatro Beatles foram a Rishikesh, na Índia, para o centro de meditação do guru Maharishi Mahesh Yogi (acho que é assim que escreve), que tinham conhecido no ano anterior durante um período de meditação no País de Gales, em agosto. Foi na Índia onde gravaram demos acústicas da maioria das canções.

De acordo com a história musical do grupo, as gravações começaram dia 30 de maio em Abbey Road com “Revolution 1”, de John Lennon, e terminaram dia 13 de outubro com "Julia", do mesmo Lennon. Eles também gravaram nos Trident Studios onde havia uma máquina de oito canais e, antes de acabarem, “Abbey Road” também ganhou oito canais. A idéia era fazer um disco de rock não rebuscado como o anterior ''Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band'', com os instrumentos usados pela própria banda. A capa toda branca é um contraponto à de Sgt Pepper's, que é cheia de elementos visuais.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Do blog da banda