Discutindo a Educação



Três grandes eventos de educação acontecem Capital no período de 3 a 6 março. Trata-se do I Encontro Paraibano de Gênero e Diversidade na Escola, II Seminário Paraibano de Prevenção à Violência na Escola e do I Colóquio Paraibano de Estudos de Gênero Os eventos simultâneos acontecem na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, localizado no Altiplano Cabo Branco.

As inscrições custam R$ 100,00 (profissionais), R$ 60,00 (estudantes), incluído almoço, e pode ser realizada no Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba (CE/UFPB), Campus I, em João Pessoa (PB) ou na internet, através do endereço eletrônico http://www.edutransversal.pro.br/epeg/inscricoes com depósito em conta corrente no Banco do Brasil 7.901-4, agência: 4636-1.

No credenciamento on line é necessário enviar a ficha de inscrição e o comprovante do pagamento da inscrição escaneado (Jpeg ou Pdf). No caso das inscrições com relato de experiência o comprovante deve ser enviado para o email: comtrabalho@edutransversal.pro.br. No caso das inscrições sem relato de experiência deve ser enviado para o email semtrabalho@edutransversal.pro.br.

Haverá ainda a opção pelo credenciamento presencial. A comprovação poderá ser feita presencialmente, no ato do credenciamento, na Estação Cabo Branco, com cópia ou original do comprovante de depósito.

Os eventos acontecem no mesmo período em que tem início as atividades escolares e tem o objetivo é trocar idéias e experiências voltadas para a construção de políticas públicas, de conhecimento científico e práticas pedagógicas dirigidas pelo princípio da equidade de gênero e do respeito às diversidades que nos fazem todos iguais.

O Seminário, o Colóquio e o Encontro estão sendo realizados em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Centro de Educação (CE/UFPB), Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Sexo e Gênero/NIPAM, Grupo de Pesquisa Currículo Transversal nas Interseções Escola Família e Comunidade e na Prática Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação/PPGE. Com apoio da Secretaria de Educação e Cultura, Coordenadoria de Políticas para Mulheres, Prefeitura Municipal de João Pessoa, e se destina a professores (as), educadores (as) populares, estudantes, pesquisadoras (es), militantes feministas e GLBT, público em geral.

A programação constará de conferência, mesas-redondas, rodas de diálogo, exibição de vídeos, comunicações de pesquisa e relatos de experiências. A solenidade de abertura será às 19h00, no auditório do Estação Ciência. A partir das 19h45 o Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do (MEC), André Luiz F. Lázaro abre os trabalhos com o lançamento do Curso Gênero e Diversidade na Escola. Logo após, às 20h15, haverá apresentação da Biblioteca Digital de Materiais Educativos sobre Corpo, Gênero e Sexualidade com a professora Gorete Figueiredo (UFPB). Em seguida, às 20h30, tem início a conferência Mulher, Educação, Ciência e Cultura, com a conferencista Elisabete Pereira, representante do SPM/Governo Federal.

A primeira mesa redonda do Encontro discutirá sobre Gênero, educação e violências na escola e será coordenada por Fernando Andrade (CE/UFPB) e contará com a presença da Vice-coordenadora do GT 23 – Gênero, Sexualidade e Educação da ANPED), Constantina Xavier (UFMS), Rogério Junqueira (INEP) e Valquiria Alencar (Centro da Mulher 8 de Março), no dia 4 de março, de 9h00 às 12h00, na Sala de Convenções 1

No mesmo dia, na Sala de Convenções 2, também pela manhã, haverá uma Roda de Diálogo sobre Gênero, participação política e políticas públicas com a presença de Cristina Buarque (SPPM/PE), Douraci Vieira dos Santos (CPPM/PMJP), Estelizabel B. Sousa (SEPLAN/PMJP), Glória Rabay (CCHLA/UFPB) e terá como convidadas as deputadas estaduais: Francisca Motta, Iraê Lucena, Socorro Marques e Olenka Maranhão e as vereadoras: Sandra Marrocos, Raissa Lacerda, Eliza Virgínia, Fátima Marreiro (CCHLA/UFPB).

Na sala de audiovisual, também pela manhã, haverá a exibição dos vídeos: Relações de gênero na educação infantil (UFPB Virtual, Curso de Pedagogia, Educação Infantil, 23 minutos), Daphne e Rafael: o futuro do gênero (UTV - Sociedade de Televisão das Universidades do Rio de Janeiro, 35 minutos), Escola que protege (Governo Federal, 15 minutos), Trabalho de quem (NIPAM/UFPB, Centro da Mulher 8 de Março, 18 minutos) sob a coordenação da professora Eliana Ismael (UFPE).

No dia 5 de março, 9h00 às 12h00, acontecerá a segunda mesa redonda que discutirá sobre Gênero, educação e sexualidades com a professora Claudia Ribeiro (UFLA), Rosângela Araújo (PPCS-UFPB/Doutoranda), Lígia Luís de Freitas (CPPM/PMJP) e Maria Eulina Carvalho (CE/UFPB) (Coordenadora).

A terceira mesa redonda discutirá sobre Gênero, saúde e direitos reprodutivos co ma professora Dagmar Estermann Meyer (GEERGE-UFRGS, GT 23-ANPED), Idalina Maria Freitas Lima Santiago (UEPB), Stela Queiroga (BEMFAM), Rosana de Lucena (Rede Feminista de Saúde, Gerência de Saúde da Mulher/SMS/PMJP) e Ana Elvira Steinbach Silva Raposo (CE/UFPB).

A quarta mesa do dia 5 de março tratará sobre Gênero, etnia e identidade e contará com a presença das professoras: Ivonildes Fonseca (UEPB), Solange Rocha (CCHLA/UFPB), Ana Paula Romão (Doutoranda-PPGE/CE/UFPB), Alba Cleide Calado Wanderley (Doutoranda-PPGE/CE/UFPB) e Marilia Domingos (CE/UFPB).

Neste mesmo dia, na sala de audivisual, haverá exibição dos vídeos: Coragem Mulher (UFPB, 20 minutos), Um sonho impossível? (Video Escola, 9 minutos), Minha vida de João (Instituto Promundo, 20 minutos), Medo de quê? (Instituto Promundo, 10 minutos), Pra que time ele joga? (Governo Federal, 15 minutos), Homens (Lucia Caus e Bertrand Lira, 21 minutos), sob a coordenação do professor do curso de Jornalismo Bertrand Lira (CCHLA/UFPB).

COLÓQUIO DE ESTUDOS DE GÊNERO

O Colóquio de Estudos de Gênero terá início no dia 6 de março pela manhã e será coordenado pela professora do curso de Jornalismo da UFPB, Glória Rabay (NIPAM/UFPB), em que apresentará um mapa da produção acadêmica no Estado da Paraíba a partir do I Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais 2007. Contará ainda com as presenças dos professores Charliton Machado e Maria Lúcia da Silva Nunes (PPGE/CE/UFPB).

A finalidade deste Colóquio é apresentar pesquisas em andamento sobre a temática no Estado da Paraíba; estimular parcerias/colaborações e articular uma rede de estudiosas da temática; construir um catálogo de estudos e pesquisas em gêneros realizados no Estado.

Os inscritos no colóquio terão tempo (definido em função do número de inscritos) para se apresentarem e aos seus principais trabalhos passados e presentes pertinentes à temática.

Ainda no dia 6 de março, no turno da tarde, acontecerá a segunda roda de diálogos que debaterá sobre a “Diversidade sexual na escola”. Haverá exibição do filme de curta-metragem: Amanda e Monik (André Costa Pinto, 18 minutos) e contará com a participação de André Costa Pinto (Cineasta), Amanda Costa (Secretária de Cultura de Barra de São Miguel), Sílvio Gomes (participante do filme), Monik (participante do filme), Rogério Junqueira (INEP), Fernando Andrade (CE/UFPB), Fernanda Benvenutti (ASTRAPA), Adneuse Targino (Grupo Maria Quitéria), Luciano Bezerra Vieira (Movimento do Espírito Lilás – MEL) e Alcemir Freire (Movimento do Espírito Lilás – Mel, Estudante de Pedagogia/UFPB).

Adriana Crisanto
Repórter
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Boi do Bessa completa 15 anos no tempo do Maracatu Rural


O projeto Folia de Rua chega ao seu último dia, sábado (21), com a saída dos blocos Boi do Bessa, Urso Gay e Peruas do Valentina. O primeiro bloco a se concentrar é o Boi do Bessa. Logo após às 18h00, na Praça do Coqueiral, Mangabeira VI, os foliões do bloco Urso Gay esquentam os tambores para a brincadeira. O Peruas do Valentina sairá também às 16h00, no Canteiros Bar, próximo a Fundação Bradesco.

O Maracatu do Baque Solto do Município de Pedras de Fogo (PB) é a atração do bloco Boi do Bessa que este ano completa 15 anos e se concentra às 16h00, no Golfinhos Bar, na praia do Bessa. Terá ainda a apresentação das bandas Ala Ursa de Mandacaru, um trio puxado pelo cantor Jairo Madruga e Banda e duas orquestras de frevo.

A previsão de saída do bloco é a partir das 18h00. O percurso previsto para passagem do bloco são as ruas Afonso Pena e Argemiro de Figueiredo, que ficarão interditadas no final da tarde. As camisetas ainda estão sendo vendidas ao preço de R$ 15,00 e traz a arte consagrada de Clóvis Júnior, um dos fundadores do bloco.

O bloco surgiu de uma idéia da escritora Cassandra Figueiredo e o seu companheiro, o artista plástico Clóvis Júnior com o intuito de criar um movimento cultural e a partir daí, incentivar outras formas de viabilização de criação artística, além de unir os moradores do bairro e através do bloco conscientizar as pessoas contra a depredação dos pés de cajus, um símbolos do bairro.

“Esses imensos cajueiros davam sombra aos bois das vacarias que pastavam a beira mar, o caju servia também como fonte de renda para moradores das proximidades, restando poucos preservados”, relatou Cassandra Figueiredo, que se orgulha de ter iniciado a discussão, despertando com isso a consciência ecológica.

Os quinze estandartes do bloco levam a assinatura da artista plástica Gislane Regadas, também moradora do bairro. Nestes 15 anos de existência o bloco ganhou projeção nacional quando foi convidado pela Vila Isabel para integrar a ala do folclore paraibano que teve como enredo “João Pessoa, onde brilha mais cedo”. No ano de 2005, o bloco transformou-se em uma Organização Não-Governamental (ONG) para ampliar a ação social em benefício da comunidade.

“Não se destrói assim aquilo que Deus lhe deu”, diz o hino do bloco se referindo a preservação dos cajueiros do bairro do Bessa que foram desaparecendo do local devido ao desenvolvimento desordenado de prédios e mansões. Além de fazer alusão aos cajueiros o bloco valoriza a cultura popular através da figura do bumba meu boi. O hino é de autoria do escritor Altemir Garcia em parceira com a poetisa Cassandra Figueiredo, com arranjos de Betinho, João Barbosa e Sérgio Galo.

O artista plástico Clóvis Júnior é também o atual presidente do Projeto Folia de Rua que este ano ganhou maior adesão da população. “Apesar das dificuldades criamos a orquestra Folia de Rua, conquistamos mais espaços e de hoje em diante o Folia vai entrar no roteiro turístico da nossa Capital como mais um evento turístico para ser vendido lá fora”, acrescentou Clovis Júnior que foi convidado recentemente para ir aos Estados Unidos falar para estudantes de uma universidade americana sobre arte popular.

Quanto ao bloco Boi do Bessa ele disse que neste ano vai ser uma grande festa de debutantes e os quinze estandartes estarão nas ruas da praia do Bessa. Na dispersão, na Praça do Caju haverá uma orquestra tocando e animando os foliões.

Peruas do Valentina e Urso Gay

Outros dois blocos que saem neste sábado são Peruas do Valentina, que com um grupo de amigos que resolveram se reunir no sábado de carnaval e saíram pela avenida principal do bairro. Os homens caracterizados com roupas femininas bastante irreverentes, verdadeiras “Peruas”, inspirados na novela global “Perigosas Peruas”, em 1992.

Nos anos seguintes, o Bloco foi ampliando o número de foliões e em poucos anos, atraindo, inclusive turistas de todo Brasil. A própria mídia enfatiza anualmente, o crescimento do Bloco, observando que o Valentina Figueiredo, não é um bairro central, entretanto, atrai milhares e milhares de pessoas: Homens vestidos de Peruas, mulheres e crianças. É um verdadeiro glamour de alegria que contagiam todos. Os moradores ou moradoras da avenida principal, percurso do bloco, se organizam para a passagem dos foliões.

O “Peruas do Valentina” reúne, segundo seus organizadores, anualmente, cerca de 45 mil foliões. A concentração começar às 16h00, próximo à Fundação Bradesco e o Canteiro’s Bar, antiga Adega do Zaca, avenida principal do bairro. O bloco tem previsão para sair às 20 horas e segue pela avenida principal até a Praça Deputado Soares Madruga, onde acontece a dispersão.

Vários trios elétricos animam o desfile do Peruas do Valentina, anualmente, tendo como a banda Sabor de Mel e a Orquestra do maestro Nena (puxador oficial do bloco), entre outras atrações. Para conforto e segurança dos foliões, o bloco conta com segurança particular composta por 100 homens, além do apoio do 5º Batalhão de Polícia Militar. O bloco completou ano passado 17 anos de existência sem nunca ter registrado um único incidente de violência.

De acordo com a programação oficial enviada pela assessoria de imprensa do Folia de Rua, o bloco O Urso Gay sai às 18h00. O Urso participou da gravação do Long Play (LP) que deu origem ao movimento e tinha sob o seu comando o carnavalesco apaixonado Jorge Benício que durante décadas resistiu às mudanças dos carnavais. Com a morte de Jorge o bloco passou para o comando de Tony Fernandes do bloco Unidos do Castelo que tem trabalhado para dar continuidade ao que Jorge deixou plantado.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
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Olha o Cafuçú ai gente!


Os foliões paraibanos ainda têm muito fôlego para brincar e dançar frevo nesta sexta-feira (20) com a saída de três blocos do projeto Folia de Rua, em diferentes bairros de João Pessoa. Entre eles estão: Cafuçú, Elefante da Torre e BARatona do Brasil que saem hoje.

O bloco Elefante da Torre é um dos novos integrantes da Associação Folia de Rua que também desfila nesta sexta-feira, na prévia carnavalesca da cidade. Embora novo filiado da entidade, ele é um dos mais tradicionais do bairro da Torre, reunindo cerca de 1.000 foliões no desfile que acontece a partir da Praça São Gonçalo, seguindo pelas avenidas Beira Rio, Rui Barbosa e Nossa Senhora de Fátima, até retornar ao local de saída. A concentração começa às 17h00, na Praça São Gonçalo.

O bloco Cafuçú se concentra a partir das 20h00, na Praça Dom Adauto, centro histórico da Capital. De acordo com Buda Lira, um dos coordenadores do bloco, este ano a intenção é criar outro pólo de concentração na Praça Nossa Senhora das Neves, que fica ao lado da Basílica, pois a Praça Dom Adauto parece ter ficado pequena devido ao sucesso e carisma da população pelo bloco mais divertido do projeto Folia de Rua.

Serão este ano ao todo 12 orquestras de frevo, palco e sonorização nos três pólos localizados na área do centro histórico da cidade. “Uma forma atender aos milhares de foliões que vêm aumentando muito, nos últimos três anos”, disse Buda Lira. No palco principal da Praça Dom Adauto se apresenta a orquestra de frevo Cafuceta, que acompanha o bloco até a Praça Antenor Navarro na dispersão. A orquestra será comandada pelo Maestro Chiquito que volta a tocar no bloco após alguns anos ausente da festa. Também na praça funciona a Difusora Cafuçú tocando música brega, romântica, mandando recados e animando os foliões na concentração.

“Cabelo com brilhantina. Duas lapadas de pinga. Pente no bolso, no corpo muita ginga. Medalhão no pescoço, cheirando a mistral. Lá vai o cafuçú brincar o carnaval”, diz o hino do bloco de autoria do cantor e compositor Kennedy Costa e Paulo Vieira. A letra não poderia ser mais irreverente e retrata bem aquele cidadão típico da classe trabalhadora sofredora, que apesar das dificuldades diárias, sai a brincar seu carnaval para superar as dificuldades da vida.

O bloco Cafuçú surgiu no ano de 1987 quando um pequeno grupo de professores universitários, artistas, estudantes, ativistas culturais da Capital, resolveram, na semana que antecede o carnaval oficial, desfilar pelas ruas do Bairro Miramar em direção à praia, puxados por uma carroça de burro, animados por violões e tambores.

Nos primeiros anos de fundação, o Cafuçú desfilava na Praia do Cabo Branco e Tambaú, em João Pessoa. Em 1997, se transferiu para o Centro Histórico, contribuindo para o resgate do Carnaval de Rua da Capital, procurando incrementar o calendário de eventos culturais, nesta área urbana de fundação da cidade.

“Na minha opinião é o melhor bloco do Folia de Rua. Saiu nele deste a criação e me divirto bastante”, relatou a estudante Maria Emília Santos, que saiu pela primeira vez no bloco com os pais quando tinha 10 anos de idade. Hoje toda a família e muitos amigos saem vestidos a moda cafuçú para brincar o pré-carnaval da cidade.

Alguns integrantes que fazem parte do bloco são fundadores do Bloco Muriçocas do Miramar e, sete anos depois, com o surgimento de mais dez blocos, cria oficialmente a prévia carnavalesca Folia de Rua, com o lançamento de um LP Folia de Rua, com a gravação dos hinos desses blocos. Hoje, são mais de trezentas mil pessoas que brincam em dezenas de blocos, durante os sete dias da prévia carnavalesca de João Pessoa, sempre na semana que antecede a data oficial dos festejos monescos.

O bloco carnavalesco Cafuçú é um dos responsáveis, com mais dez blocos, pela criação do Projeto Folia de Rua e pela fundação da Associação Folia de Rua, em 1992 e 1996, respectivamente, em João Pessoa, Capital da Paraíba. Na segunda metade dos anos oitenta, do século passado, o carnaval de rua e de clubes, na Capital, enfrentava uma fase de declínio, em termos de mobilização de amplos e diversos setores sociais. Setores da classe média eram atraídos, neste período, pelo carnaval das cidades de Olinda (que começou a repercutir fortemente no País), Recife (PE), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). Enquanto isto, o chamado carnaval tradição, uma iniciativa das camadas populares, formado pelas escolas de samba, tribos indígenas, blocos de orquestras, entre outros, mantinha o seu desfile, durante o calendário oficial do carnaval.

Segunda BARatona do Brasil


Há dois anos surgiu em João Pessoa mais um bloco carnavalesco. Ele não faz parte do projeto Folia de Rua, mas reúne os foliões que gostam de um bom bar. Trata-se do BARatona Brasil, bloco comandado pelo advogado Marcos Pires, que percorre no carnaval alguns bares da cidade em busca de alegria e carnaval. Eles saem nesta sexta-feira (20), a partir das 12h30, na orla marítima da praia do Cabo Branco e prevê este ano percorrer 42 bares da Capital. Para participar da BARatona basta ter disposição e dinheiro para pagar a própria conta.

O BARatona do Brasil deverá reunir mais de 300 foliões que vão se concentrar na palhoça Deusa do Mar, nas proximidades do Jangada Clube. Ao som do melhor do frevo de todos os tempos, os participantes devem começar a percorrer os bares por volta das 14h30. Na prévia que foi realizada no dia 30 de janeiro, os foliões entraram em 12 bares. “Agora vamos atingir nossa meta de entrar em 42 bares” disse o advogado Marcos Pires, organizador do bloco.

A animação da festa ficará por conta da orquestra de frevo do Maestro Jameson, que tem 30 componentes e que vai tocar os grandes clássicos da música carnavalesca. “Depois das Muriçocas a cidade fica morta, então vamos ressuscitá-la nesta sexta a tarde como forma de esquentar para o bloco dos Cafuçus”, acrescentou Pires ressaltando que animação não falta aos participantes da BARatona do Brasil.

A exemplo do ano passado haverá um veículo Cata Bêbo para levar para casa quem se exceder na bebida. “Dessa forma estamos colaborando para o sucesso da Lei Seca e preservando o bem estar de todos os participantes da BARatona.” lembrou Marcos Pires. De acordo com ele todos os foliões serão antecipadamente etiquetados com dados básicos que permitirão a ‘remoção dos corpos’ para suas residências.

Também este ano haverá entrega do prêmio “Burrinha de Engenho” ao maior garapeiro em nível local e nacional. Garapeiro é aquela pessoa que se dá bem em qualquer situação. Nacionalmente o nome escolhido foi o do ministro da Agricultura Reinhold Stefam, pois entra governo e sai governo e ele se mantém em cargos elevados. O nome do garapeiro local só será conhecido na hora do evento.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
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Três blocos saem hoje no Folia de Rua


O pré-carnaval de João Pessoa, Folia de Rua, prossegue hoje, com o desfile dos blocos Galo do 13 de Maio que se concentra às 18h00, na Praça Assis Chateubriand. Às 19h00 sairá o bloco Canto do Tetéu, com concentração na Lanchonete Luciana. A partir das 20h00 sairá o bloco de arrasto Cordão do Frevo Rasgado, da Praça do Mag Shopping, em Manaíra.

Os organizadores do bloco Galo do 13 de Maio prevê que este ano cerca de quatro mil foliões acompanhem o desfile do bloco que passará pelas ruas Telegrafista Armando Pessoa, seguindo pelas ruas Coronel Barata, Pastor Firmino Silva, Francisco Moura, retornando para a Praça Assis Chateubriand.

Na concentração duas orquestras animam os foliões, tocando frevos de sucesso, marchinhas de Carnaval e músicas atuais. Paralelo às atividades carnavalescas o bloco promove projetos sociais junto à comunidade, na sede da Associação Recreativa Cultural 13 de Maio e atender a grupos de idosos, crianças em estado de risco social, mães carentes gestantes e outros.

O bloco, Canto do Tetéu, também prevê um número considerável de foliões este ano. No ano passado o bloco comemorou 16 anos de fundação e rendeu homenagem ao forró autêntico e nordestino. A saída, com banda e trio elétrico, está prevista para às 20h, em um percurso que passará por algumas avenidas do bairro de Jaguaribe, como a Vasco da Gama, depois retornando ao local da concentração.

O 'Canto do Tetéu' surgiu em 1992, numa iniciativa do cantor Walter Luís, presidente do bloco, e um grupo de amigos que resolveram brincar o Carnaval. Durante os oito primeiros anos, o bloco saia numa terça-feira na praia e nos outros oito anos passou a sair todas as quintas-feiras (entre o Muriçocas do Miramar e o Cafuçú), pelas ruas de Jaguaribe.

No bairro de Manaíra sairá o Cordão do Frevo Rasgado fará concentração na praça do Mag Shopping (Manaíra), com o compromisso de resgatar a cultura do carnaval em forma de músicas, passistas, bichos, ala ursas, papangús. O bloco, que comemorou 16 anos de fundação, inicia a concentrarão na rua Floriano Peixoto, em frente à 'Lanchonete Luciana' (Jaguaribe). Cordão do Frevo Rasgado foi fundado em 1996 pelo cantor e compositor Lis Albuquerque.

A idéia surgiu a partir da música do mesmo nome que foi ganhadora de um festival realizado pela Fundação Espaço Cultural (Funesc). No começo, o bloco saía nas ruas estreitas da praia de Camboinha no período de veraneio, quando a família e os amigos do cantor se reuniam para festejar o sol e o reinado de 'Momo'. Porém, com a necessidade de preencher espaços dentro da cidade de João Pessoa, o bloco ficou itinerante por três anos, saindo no Pavilhão do Chá (praça Venâncio Neiva), depois na praça Dom Adauto (do Bispo) e finalmente na praça do Mag Shopping, em Manaíra.

Hoje, já consolidado pelo público, o 'Cordão do Frevo Rasgado' vê o número de foliões aumentarem a cada ano e a agremiação virou uma referência no bairro de Manaíra, atraindo também a atenção de pessoas de outros bairros. A estimativa de público para o desfile desta quinta-feira é de 1.000 pessoas.

E amanhã, sexta-feira, 20 de fevereiro, saem os blocos Cafuçú, 20h00, da Praça Dom Adauto, no centro histórico da Capital e às 19h00 o bloco Elefante da Torre da Praça São Gonçalo.

Adriana Crisanto
Repórter
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"Respeitável público com vocês as Muriçocas do Miramar"


“Respeitável público com vocês as Muriçocas do Miramar!”. Abram alas que o bloco, que se tornou patrimônio imaterial do carnaval paraibano, vai passar pela avenida da folia nesta quarta-feira de fogo. O bloco de arrasto mais famoso da cidade de João Pessoa se concentra na Praça das Muriçocas, bairro do Miramar, onde um palco armado com várias atrações musicais prepara os foliões para saída do bloco de arrasto, considerado por muitos, como um dos maiores do mundo.

O Muriçocas do Miramar, que este ano rende homenagem ao circo, terá como atrações o pernambucano Antônio Nóbrega, os paraibanos Fúba, Diana Miranda, Gracinha Teles e Dadá Venceslau. A Muriçoca gigante, armada no Busto de Tamandaré, praia de Tambaú, este ano recebeu um nariz de palhaço, um dos símbolos do circo, que é o tema da 23ª edição do desfile.

No chão, na frente dos trios, saem as Escolas de Samba Malandros do Morro, Império do Samba e a Companhia de Teatro e Circo Lua Crescente. No palco principal se apresenta a Orquestra Metalúrgica Filipéia. No mini palco da Epitácio Pessoa se apresentam quatro pequenas orquestras e quatro grupo de circo. Este ano cerca de 12 trios elétricos oficiais e alternativos estarão animando os foliões no percurso da Via Folia Epitácio Pessoa.

O primeiro trio elétrico (Metrô) oficial do bloco vem sendo conduzido pelo puxador oficial do bloco, o cantor e compositor Flávio Eduardo (Fúba). O segundo (Balada) traz a cantora Diana Miranda, um pouco mais atrás o trio (Oxigênio) com o pernambucano Antônio Nóbrega, seguido do trio elétrico Raça conduzindo o ator e cantor Dadá Venceslau. Na sequência, trio Gladiador, com Regina Brown e a Orquestra Parahyba Pop e o trio Xaxá com a cantora Gracinha Teles.

Tem ainda os trios agregados conduzindo as bandas elétricas: Ala Ursa (Trio Treme Terra), Banda Daprazê (Trio Selva Nua), Beto e banda Movimento (Trio Arerê). Nos palcos da concentração e da praia de Tambaú haverá apresentação de artistas de circo (malabares, trapezistas, cuspidores de fogo, bailarinas, palhaços) e orquestras de frevo.


História do bloco

Muitos integrantes não imaginariam que uma festa de aniversário poderia se tornar o maior bloco pré-carnavalesco de arrasto do mundo. O aniversariante, o estudante Thiago de Lima, hoje maior de idade, filho da professora de literatura da UFCG, Maria Vitória Lima, e do empresário Antônio Gualberto atual diretor presidente do bloco.

Os convidados da festa nada mais eram que artistas da terra, professores e jornalistas. “Neste período a cidade ficava deserta e no bairro à noite ninguém conseguia dormir com uma quantidade muriçocas, devido às chuvas de verão que acomete a cidade nesta época do ano”, lembrou certa vez Vitória Lima.

A festa, alusiva ao carnaval, era temática, ou seja, com motivos de carnaval e os convidados fantasiados. O aniversariante vestiu-se de pirata e houve muita brincadeira. Foi quando todos decidiram ir para rua bater, panelas e latas para comemorar a data. Eram apenas 30 pessoas sendo conduzidas por uma carroça de burro com um pequeno som acoplado tocando frevos. Eram pessoas que saíam da capital paraibana durante o carnaval e queriam se encontrar antes dos festejos. No ano seguinte um estandarte foi confeccionado e mais gente para participar da festa. Foi quando os moradores saíram pelas ruas cantando frevos e batendo panelas. Nesta época o número de pessoas chegava a 200 pessoas.

No terceiro ano a participação popular era de aproximadamente mil foliões, e hoje é o que todo mundo conhece, criou-se um hino e surgiu a terminologia “Quarta-Feira de Fogo”, vinda música de autoria do cantor e compositor Flávio Eduardo (Fúba), uma referência ao evento que acontece todos os anos uma semana antes da quarta-feira de cinzas.

Os artistas plásticos Sérgio Lucena, Flávio Tavares, Alice Vinagre e Marlene Almeida foram alguns dos autores do estandarte do bloco que saem todos os anos no dia do desfile. Os estandartes podem ser vistos expostos na sede da agremiação, no bairro de Miramar.

Muriçocona

A “Muriçocona”, como ficou sendo chamada pela população, é uma estrutura metálica de quase vinte metros de altura, que faz parte do cenário da cidade nesta época do ano. A alegoria é confeccionada com revestimento em tecido sintético, resina e auto fortante. A empresa responsável pela montagem do boneco gigante é a mesma que produz o bloco do Galo da Madrugada, em Recife (PE).

A alegoria divide o mesmo espaço que o busto do Almirante Tamandaré, no final da Avenida Epitácio Pessoa, divisa entre as praias de Tambaú e Cabo Branco. Este ano o boneco Muriçocas surgiu com uma pinta vermelha no seu fino e alongado nariz, lembrando um nariz de palhaço, alusivo a temática deste ano.

A instalação da Muriçocona no Busto de Tamandaré é estratégica, pois é onde circula a maior parte da população neste período e onde o fluxo de turistas, devido ao verão, se intensifica.

ATRAÇÕES

Antônio Carlos Nóbrega


Assim como nos outros anos o bloco Muriçocas do Miramar dá preferência aos músicos da terra e traz apenas uma atração, que vai depender da verba disponibilizada pela captação de recursos financeiros.

Uma das atrações bastante esperadas é a do multicultural, Antônio Carlos Nóbrega, que sai no terceiro trio elétrico das Muriçocas do Miramar. Nóbrega é natural de Recife (PE) e conhecido por junto com Ariano Suassuna divulgar e consolidar o movimento Armorial, criado na década de 1970 com o objetivo de dar origem a uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste.

O seu repertório ele apresenta canções tradicionais eletrificadas com seu violino e rabeca. Além de cantar e tocar Nóbrega é conhecido por apresentar uma estética circense em cena, pois ele também dança, toca bateria, percussão e violão. Nos últimos anos ele vem sendo revelado e considerado um fenômeno por conseguir unir a arte popular e erudita com bastante sofisticação. O que garantiu a ele a montagem de espetáculos memoráveis no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Um dos espetáculos de Antônio Carlos Nóbrega de destaque foi Figural (1990) e o outro Brincante (1992), em ambos ele muda de roupa, faz performance teatral, coloca máscaras e faz o público sorrir. Em 2006, Antônio montou o espetáculo “9 de Frevereiro” (escrito assim mesmo) em três volumes (Frevo, Festim e Nove de Frevereiro). Está montagem é uma alusão ao carnaval de Pernambuco e um trocadilho ao frevo. Neste espetáculo ele explora as várias facetas de se dançar o ritmo pernambucano, ou seja, com apenas um dançarino (Nóbrega) em passos estilizados de dança moderna, com vários dançarinos em passos de frevo, com e sem sombrinha e até o público todo, em ciranda de frevo.

Antônio Carlos Nóbrega, que começou tocando em orquestra no Recife, fez parte do Quinteto Armorial, o que ajudou a compor o lado erudito do qual traz para dentro de suas montagens. Nóbrega é também pesquisador da cultura popular e tem vários CD´s gravados e um DVD intitulado “Lunário Perpétuo”, em que canta o romance de Riobaldo e Diadorim, extraído da obra Grande Sertão Veredas de autoria do escritor mineiro Guimarães Rosa. Um dos últimos trabalhos dele foi a edição em DVD de “Nove de Frevereiro”, que teve a direção de Walter Carvalho.

Atualmente mantém em São Paulo a Escola e Teatro Brincante, um centro cultural que promove eventos e cursos ligados à dança, música e arte circense.

Fúba

O puxador oficial do primeiro trio elétrico oficial do bloco Muriçocas do Miramar é o pessoense Flávio Eduardo Maroja Ribeiro (Fúba). O ex-vereador, apesar de nascer em João Pessoa, foi batizado na cidade de Mari e passou boa parte da infância em Campina Grande. Morou vários anos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Ele é o autor do Hino das Muriçocas do Miramar e atual produtor do Projeto Seis e Meia, evento de música que acontece nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, através da Acorde Produções. Bastante atuante na cena cultural paraibana ele é também escritor. Publicou, em 1981, o livreto “Apenas um dia...” e a “Estrela Satélitica” além de vários folhetos de cordel.

Em 2005, lançou o livro de crônica “Nas ruas de nossas cabeças” e no passado lançou o polêmico livro “Parahyba 1930: A verdade omitida”, em que levanta a polêmica sobre a mudança do nome da cidade de João Pessoa para Parahyba.

Fúba já foi redator e diretor de criação de várias agências de publicidade, diretor de Marketing da PBTUR, presidente da Associação Folia de Rua e é um dos fundadores, entre outros, do Bloco Muriçocas do Miramar, responsável pelo ressurgimento do carnaval de rua de João Pessoa. Na música tem cinco CD´s gravados e várias músicas interpretadas por artistas nacionais.

Diana Miranda

O segundo trio elétrico sairá à cantora paraibana Diana Miranda, atualmente radicada em Genebra da Suíça, que todos os anos retorna a cidade para férias. Diana estará em cima do trio Balada e promete desfilar com um figurino especial. A cantora é mais conhecida fora do Estado do que dentro dele. Surgiu na cena européia no Festival Jazz Festival (Suíça).

Lançou quatro discos e participou de vários festivais europeus: Cannes (França) - Mainz (Alemanha) - Roma Jazz Festival (Itália) - Lancaster (Inglaterra) - ao lado de Jimmy Cliff, Phill Collins, Naná Vasconcelos, Hermeto Paschoal, Carlinhos Brown, Margaret Menezes e Daniella Mercury. Em 2006, foi escolhida para cantar o hino da Campanha do Teleton, em Genebra, na Suíça.

No Brasil, fez vários shows Sesc Pompéia (São Paulo). Em 2007, fez uma temporada no Vinicius em Ipanema (Rio de Janeiro), lançando seu CD Bossa Nova Song Book. Logo após a temporada do Rio, retornou à Europa, em uma turnê, passando pelo Festival Latino-americano em Milão (Itália) e representando o Brasil com o Show One Tour ao Brasil, promovido pela ONU, sendo sempre convidada para Shows e participações especiais.

Regina Brown


Outra atração é a paraibana Regina Brown que vem em cima do trio elétrico Gladiador e traz consigo uma orquestra de frevo (Parahyba Pop). Regininha, como é carinhosamente chamada pelos paraibanos, é a grande representante da mistura negra e índia herdada dos avós. Começou na música como solista do coral da Igreja católica São Judas Tadeu, no bairro da Torre, onde nasceu e passou boa parte da adolescência e vida adulta.

Estudou canto lírico no Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (Demús/UFPB). O canto popular trouxe na bagagem da família. Pisou no palco pela primeira vez aos 18 anos de idade como profissional e realizou apresentações em casas de shows de todo país.

Conhecida por sua voz exuberante Regina Borwn esteve a frente da banda Absurdos a cerca de sete anos, de onde saiu para seguir carreira solo. É vencedora por dois anos do prêmio melhor intérprete da Paraíba. Foi back vocal e abriu os shows de Rita Lee, Marisa Gata Mansa, Flávio Venturine, Shank, Soweto,100% e outros.

Ela dividiu shows com Elba Ramalho e Elimar Santos, e trabalhou com um grande nome da música Americana, o cantor David Byrne, da banda" Talking Heads" na Alemanha. Em 2001, fez as malas e partiu para Europa, onde se casou, teve filhos e fez muitas amizades. Retornou a Paraíba onde apresentou o show Jeito Soul Black Brasil, trazendo em sua bagagem uma sonoridade mais leve, solta, soul e black. Seu repertório de jeito de cantar ganham nova estética e sonoridade, e recebe muito mais influencias dos ritmos africanos presente no Brasil como o samba, afro-music, axé, bossa nova.

Profissionalmente Regina Brown atua mais na Alemenha que no Brasil. Se apresenta ao lado de nomes domo Celi Marrom, com shows em que unem samba, funk e bossa nova. Nesta sua apresentação nas Muriçocas do Miramar ela promete fazer uma mistura de tudo que já ouviu e aprendeu ao longo dos anos, como o samba pop, funk, maracatu, xote, reggae, black music, afoxé, baião e muito frevo.

A cantora vem acompanhada por músicos brasileiros e alemãos com duas guitarras, baixo, teclado, bateria, percussão e saxofone. No repertório músicas de sua autoria e canções feitas em parceria com compositores paraibanos.

Gracinha Teles e Dadá Venceslau

A cantora Gracinha Teles este ano sairá em cima do trio elétrico Xaxá. Gracinha é natural de Recife (PE), mas veio muito jovem para João Pessoa. Gracinha começou muito cedo, aos 10 de idade cantava em programas infantis. Montou uma banda aos 16 anos de idade para se apresentar nos teatros, bares e espaços alternativos de música da Capital paraibana, sempre cantando músicas de sua autoria.
Ela figura no cenário musical local desde a década de 1990, quando depois uma temporada em São Paulo, onde residiu por sete anos. Gracinha Teles fez parte de um dos movimentos artísticos e culturais mais conhecidos em São Paulo, a Virada Paulista, no Teatro Tuca, onde fizeram parte nomes representativos da música brasileira.

Gracinha, que é uma apaixonada pelo blues e sempre esteve presente nos eventos e festivais da cidade, a exemplo do Sesc e nos projetos Boca da Noite, Glória Vasconcelos, Folia de Rua e Festival Nacional de Arte (Fenart). Representou a Paraíba, em 2003, na cidade de Ovar, Portugal, levando o melhor da nossa boa música para as terras de além mar.

Outra super atração é o divertido Dadá Venceslau. Figura carismática e adorada por muitos Dadá Venceslau este ano vem em cima do trio elétrico Raça. Ele é natural de Patos, município localizado a cerca de 300 quilômetros da Capital João Pessoa. Formado em Educação Artística pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) trabalhou como artesão nas feiras típicas em Tambaú e no Rio de Janeiro, onde partir da década de 1980 começou a sua experiência com a arte circense, o teatro e as artes plásticas. Em 1985, voltou a Paraíba e criou a “Supimpa Produções Artísticas” e surgiu a Trupe Agitada Gang, onde arrebatou vários prêmios como ator, cenógrafo, figurinista e aderecista.

Com o personagem "O Palhaço Dadá" participa do carnaval de Rua, na confecção de estandartes e alegorias. Gravou o CD Canta Palhaço, resgatando as cantigas de roda do cancioneiro popular. Atualmente atua na Ong Folia Cidadã como Arte-Educador e é membro da Associart/PB.

Transmissão para o mundo

De acordo com a assessoria de imprensa do bloco Muriçocas do Miramar as imagens do 23º desfile do bloco Muriçocas de Miramar, no dia 18 deste mês, serão transmitidas para o mundo via Internet, capturadas via aparelhos celulares.

Várias câmeras serão posicionadas estrategicamente no percurso do bloco, desde a Rua Tito Silva, no bairro de Miramar, até a praia de Tambaú, captando cenas dos trios, camarotes e no meio da folia. Também pelo site www.muricocas.com.br os internautas poderão interagir em chat de bate-papo.

Nas últimas semanas, pessoas de todo o Brasil e de vários lugares do mundo procuraram informações sobre o bloco da internet. De acordo com o relatório do Google Analytics, o site www.muricocas.com.br já alcançou nas últimas semanas mais de mil visitas oriundas de vários países, entre eles Portugal, França, Itália, Peru, Reino Unido, Holanda, Angola,Senegal e Estados Unidos, além do Brasil, que com quase 70% dos acessos.

Escute o Hino das Muriçocas e acompanhe com a letra mais embaixo:





"MURIÇOCAS DO MIRAMAR"
Compositor: Mestre Fuba

Parahyba Sonha
Com o seu verde colorindo o azul do mar
E a cidade velha
Já se acorda
Com seu canto secular
São as Muriçocas
Abram alas que elas vão voar
Espalhando alegria
De Tambaú ao Rio Sanhauá
É um trê-lê-lê
É um Zum, zum, zum, zunindo
É um trê-lê-lê
Cuidado que elas vão te picar
Salve, salve sejam bem benvindas
As Muriçocas do Miramar
Coça, coça, coça
Que nesse frevo a gente se enrosca
Coça, coça, coça
Ninguém segura o carnaval das muriçocas
É fogo, é fogo, é fogo
É quarta-feira, é quarta-feira de fogo
É fogo, é fogo, é fogo
É o trê-lê-lê
É o zum, zum, zum de novo


Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos: Divulgação

Mais quatro blocos animam o Folia de Rua


O pré-carnaval de João Pessoa, Folia de Rua, prossegue hoje, terça-feira (17), no seu quinto dia, com o desfile dos blocos Portadores da Folia que se concentra às 15h00, na Avenida Cabo Branco. Às 20h00 sairá o bloco 25 Bichos, com concentração na Avenida Floriano Peixoto, em Jaguaribe. A partir também das 20h00 sairá o bloco de arrasto Baratas dos Bancários, próximo a Granja Santana, no bairro Conjunto dos Bancários. E na madrugada da terça para a quarta-feira a cidade de João Pessoa começa acordando os moradores com o Acorde Miramar, a partir das 22h00, com concentração nas Praças das Muriçocas.

O bloco carnavalesco da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), "Portadores da Folia", surgiu com o objetivo de integrar os portadores de deficiência na sociedade. Ele saiu pela primeira vez a cerca de 12 anos. Hoje três mil participantes se integram ao bloco com o intuito de fazer valer a inclusão social.

Como todo o ano acontece o bloco se concentra no antigo Beijo Gelado na praia do Cabo Branco e vai até ao Bar Bahamas, na divisa entre as praias de Tambaú e Manaíra. Este ano o bloco será animado pela banda Dá Prazer (antiga Locomotiva), puxado pelo trio elétrico Navy e com a participação da Orquestra Tambaú de Frevo.

A estimativa dos organizadores é de que quatro mil foliões integrem o bloco que contará ainda com a participação de pessoas com deficiência da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE's) de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Esperança, Santa Rita, Sociedade Pestalozzi da Paraíba, Associação dos Surdos, Instituto dos Cegos, Escola de Áudio-Comunicação de Campina Grande, Escola de Educação Especial, Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes da Paraíba FCD, Associação dos Portadores de Deficiência da Paraíba (APDEP), Associação dos Portadores de Deficiência Física (ASDEF), Conselho Estadual de Educação, Centro de Atividades Especiais Helena Holanda, Ministério Público, alunos das escolas regulares municipais e estaduais, usuários, familiares, e demais segmentos que fazem parte da sociedade civil. O cordão de isolamento este ano será feito pelos estudantes do UNIPE e da Faculdade de Ciências Médicas dos Cursos de Fisioterapia.

A presidente da Funad, Maria de Fátima Ribeiro Barbosa Lira, diz que depois que o Bloco Portadores da Folia começou a desfilar muitos outros estados seguiram essa iniciativa. A saída do bloco reafirma e assegura um espaço efetivo das pessoas com deficiência no exercício da sua cidadania, além de servir para solidificar a estima, concretizando a possibilidade das pessoas com deficiência mostrarem ao mundo que tem a deficiência e que são capazes de sentirem alegria, brincar, compartilhar suas emoções e amar vivenciando plenamente o sentido da sua existência.

Na zona sul da cidade de João Pessoa, o destaque fica por conta do bloco “Baratas dos Bancários”, que começou com uma brincadeira de moradores satirizando a falta de saneamento no bairro. A concentração do bloco acontece a partir das 20h próximo a Granja Santana, com saída prevista para as 22 horas. A animação fica por conta de uma orquestra de frevo.

Bichos soltos nas ruas de João Pessoa

Outro bloco que desfila há algum tempo pelas ruas da cidade de João Pessoa é o 25 Bichos. Os foliões se concentram na Avenida Floriano Peixoto, em Jaguaribe. O desfile será animado por orquestra de frevo. Os 25 Bichos foi fundado em 1946 pelo sargento do exército, Aprígio de Almeida, com um grupo de amigos abnegados foliões da época. O bloco é uma dissidência do "Bloco de Máscaras, a Bicharada", mas ficou popularmente conhecido como “Os 25 Bichos”. O hino do bloco é de autoria do poeta paraibano Manoel dos Santos.

Em janeiro de 1975, um novo grupo de foliões do bairro de Jaguaribe, reorganizou o bloco, adaptando a característica de Clube. Com a retomada do carnaval de rua de João Pessoa o bloco voltou a desfilar dentro do Projeto Folia de Rua, sob a orientação da Federação Carnavalesca de João Pessoa.

Os integrantes do bloco saem fantasiados de animais (bichos) do Jogo do Bicho, uma bolsa de aposta clandestina inventado, em 1892, pelo barão João Batista Viana Drummond, fundador e proprietário do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, em Vila Isabel, que se tornou bastante popular em várias Capitais do país. O jogo do Bicho teve forte presença cultural no "Brasil moderno": na música, no cinema, no teatro e na literatura. Câmara Cascudo, no seu Dicionário do folclore brasileiro, distinguia o jogo como sendo "invencível" e que a sua repressão apenas ampliava sua reprodução por todo o país. “Contra ele a repressão policial apenas multiplica a clandestinidade. O jogo do bicho é invencível. Está, como dizem os viciados, na massa do sangue", escreveu o folclorista.

O bloco além de “foliões bichos”, representando cada animal correspondente ao jogo do bicho, traz uma enorme roleta ornamentada com os desenhos dos animais em cima de um carro alegórico que conduz os foliões.

Acorde Miramar

E na madrugada desta terça (17) para quarta-feira (18) outro bicho vai está sendo acordado ao som de vozes e violões. Trata-se das Muriçocas do Miramar e o seu “Acorde Miramar”, anunciando que o bloco mais uma vez está no bairro, está rua fazendo lembrar que em João Pessoa também se mantém viva a tradição do carnaval.

O Acorde Miramar começa a se concentrar às 20h00, na Praça da Rua Tito Silva, mais conhecida como Praça das Muriçocas. A saída está programada para acontecer à meia noite em ponto. Este ano, de acordo com a assessoria de imprensa do bloco, na concentração haverá apresentação de artistas da trupe de palhaços Arlequim e do grupo Ciranda do Sol.

Alguns foliões saem vestidos de pijamas, meias e arrastando lençóis e travesseiros. No ano passado o bloco conseguiu reunir cerca de 20 violonistas. A serenata de violões é comandada pelo diretor artístico do Muriçocas de Miramar, o cantor e compositor Fúba, também puxador oficial da serenata. "Uma das coisas mais legais do Acorde é essa simplicidade. As pessoas vão chegando, se juntando, trazendo seus violões, sem necessidade de muita estrutura", acrescentou Fúba.

O Acorde Miramar saiu às ruas do bairro pela primeira vez 1992, sem a pretensão de se tornar um bloco carnavalesco. O que antes era apenas um grupo de pessoas que trabalhavam nos bastidores do bloco e ansiosos pela chegada da Quarta-feira de Fogo se transformou em um bloco que hoje arrasta foliões de todos os bairros da cidade ao som de uma verdadeira orquestra de violões.


Adriana Crisanto
Repórter
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Fotos: Divulgação

A folia aqui é de rua


Papangus, piabas, virgens, flamenguistas, atletas, pierrôs, colombinas, uma gang de palhaços e um monte de desmantelados poderão ser vistos hoje, sábado (14), nas ruas de João Pessoa, desfilando em blocos dentro do Projeto Folia de Rua que teve abertura oficial na noite de ontem na Praça Antenor Navarro no centro histórico da Capital.

Dentro da programação do projeto o primeiro bloco a sair será o dos Atletas, que se concentra na Via Folia (Epitácio Pessoa). O bloco é um dos poucos que segue a tradição baiana com abadas, cordão de isolamento e trio elétrico. A concentração, de acordo com os organizadores, que será às 17h00, no Posto 99, divisa entre a Avenida Tito Silva e Epitácio Pessoa. Os abadas ainda estão sendo vendidos na sede do bloco, também na Via Folia (Posto Elo), ao preço de R$ 50,00 (à vista) ou R$ 60,00 dividido em três vezes em todos os cartões de créditos. Quem comprou antecipado o abada está sendo entregue no Mag Shopping, em Manaíra.

O diretor do bloco, Webster Cavalcanti, disse que este ano a atração será a banda baiana Babado Novo, sem a cantora Claúdia Leite, com a nova formação (Igor e Greco). Na compra da vestimenta os foliões terão direito a dez latinhas de cerveja, água ou refrigerante e segurança durante percurso do bloco que sairá da Tito Silva até o Busto de Tamandaré. A previsão dos organizadores é de que saiam no bloco cerca de 3.500 foliões.

A partir das 19h00, o bloco “Tambiá Folia” se concentra na Avenida Tancredo Neves e percorre as ruas e avenidas dos bairros de Tambiá e Roger, sob o comando do vereador Marcos Vinicius.

O Tambiá Folia comemora este ano 10 anos de fundação e terá como tema: "Tambiá é 10", uma homenagem ao bairro mais antigo da cidade de João Pessoa e primeiro em qualidade de vida. O tema “Cultura Popular foi definido esse ano pela Organização do Folia de Rua. O Bloco fará uma homenagem especial a uma das maiores duplas de embaladores de coco do Brasil, os paraibanos Geraldo Jorge (Mousinho) e Tomaz Cavalcante da Silva (Cachimbim).

O lema esse ano do bloco é "Exploração Sexual Infanto Juvenil Crime: Não brinque, Denuncie". "A cada ano nós discutimos e definimos um lema. Este ano achamos importante fazer um alerta à sociedade sobre o combate a exploração infantil", disse o presidente do Bloco, Sérgio Roberto. De acordo com ele, a previsão é de que cerca de 10 mil foliões, incluindo os associados que chegam a três mil, acompanhe o Bloco que será puxado pela cantora de nível nacional, Renata Arruda e o Trio Pancadão, além da banda Bereguedê e o Trio Treme Terra.

"Nosso bloco está fazendo esse ano mais um aniversário graças ao apoio que recebe da população do bairro, que sempre nos acompanha, e dos empresários que acreditaram nesse projeto que se consolidou e engrandeceu o Folia de Rua de João Pessoa. A cantora Renata Arruda, artista de nível nacional, aceitou nosso convite, e vem para abrilhantar ainda mais o nosso desfile", comentou o idealizador do Tambiá Folia, o vereador Marcos Vinícius.
No bairro do Cristo Redentor sairá o “Dxmantelados do Cristo”, que se concentra no Colégio José Lins do Rego e também percorrerá as ruas do bairro. No Castelo Branco sai o “Bloco do Castelo” da frente do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (Decom/UFPB), com concentração a partir das 19h00.


A Moringa e Violando a Madrugada animam o bairro dos Bancários


No bairro Conjunto dos Bancários dois blocos prometem agitar os foliões. O primeiro será “A Moringa dos Bancários”, que se concentra às 17h00, na Rua Rosa Lima dos Santos. E partir das 20h00 se concentra o bloco “Violando a Madrugada”, com orquestra de frevo comandada pelo maestro Roberto Araújo. O bloco vai dar uma volta na Praça dos Bancários e se segue para o Bar do Baiano.
O Violando a Madrugada surgiu quando o poeta Lúcio Lins e amigos artistas, moradores do bairro, resolveram se unir para fazer uma serenata de violões com uma orquestra de fundo. “A turma foi crescendo e este ano teremos um pequeno trio e apresentação de um grupo de percussão”, contou Roberto Araújo.

O Violando é um bloco carnavalesco que reúne poetas, músicos, professores e estudantes, jornalistas, escritores, artistas paraibanos e moradores do bairro Bancários e adjacências, que tem por objetivo manter a tradição carnavalesca da festa com frevo, suor e cerveja, divulgando principalmente a produção local.

Com sede no Bar do Baiano, reduto dos componentes desde 2000, quando o bloco foi formado, este se caracteriza por ter o menor percurso "do mundo" e por homenagear sempre artistas e temas que representam o cotidiano do bairro e da cidade.

“Está é a 9ª edição, estaremos novamente reunidos, a partir das 18h00 horas na Rua dos Ipês, 30, Bancários, homenageando o Maestro Severino Vilô Filho, que natural de Serra Branca, durante anos abrilhantou os saudosos carnavais de clubes e (recentes) de rua, em especial de João Pessoa”, lembrou Jemina Marques, uma das organizadoras do bloco.

Palhaços e atores na rua com o Agitada Gang

A partir das 17h00, a Trupe de Atores e Palhaços da Paraíba, mais conhecida por Agitada Gang, também sairá neste sábado (14). A concentração será na Academia Corpo e Saúde, próximo ao posto 99. De acordo com o ator e diretor de teatro, Edílson Alves, o bloco sai no Folia de Rua há oito anos e tem feito a diferença por se tratar de um bloco liderado por atores e palhaços que tem a preocupação de educar e trazer cultura para as crianças através do carnaval. Ele é formado pelos atores: Edílson Alves (Palhaço Atichim) Adilson Lucena (Palhaço Pipi), Madalena Acciloy (Palhaço Picolé), Eulina Barbosa (Palhaço buzina), Dada Venceslau (Palhaço Dad´) e Heráclito Cardoso (Palhaço Tru-tru).

A concepção do estandarte do bloco este ano foi do figurinista, aderecista e cenógrafo, Geostyne Mello, que também é professor de teatro. Como sempre acontece o grupo Agitada Gang faz uma ação social e este ano eles fizeram uma parceria educacional com os programas de educação “Ciranda Curricular” e “Mais Educação”, em que aproximadamente 300 crianças das escolas públicas municipais sairão no bloco, rumo ao Busto de Tamandaré, com o Trio Brincadeiras ao som do palhaço Dada um dos integrantes da Agitada Gang.

“As fantasias das crianças foram confeccionadas por eles mesmos em oficinas realizadas pela Agitada Gang”, disse Edílson Alves que faz questão de frisar que saída do bloco será pontualmente às 18h00 por causa das crianças. O bloco contará ainda com animadores, músicos, grupos de teatro e ainda Organizações Não Governamentais (Ong´s) convidadas. O bloco contará com a presença dos filhos dos atores, diretores e artistas.

“Piabas” saiu pela primeira vez para divulgar as Muriçocas

O bloco Piabas também sai neste sábado (14). A concentração será 20h00, no Appetito Trattoria, na praia de Tambaú. Está é a 21ª vez que o bloco sairá pelas ruas da orla marítima. O bloco surgiu com o intuito de divulgar o bloco Muriçocas do Miramar, o maior bloco de arrasto da Capital.

“Juntamos um grupo de artistas da cidade, nos vestimos de papangús e saímos pelas ruas da praia convidando as pessoas para o Muriçocas”, lembrou a presidente do bloco Ana Gondim. O bloco este ano terá um trio elétrico, uma orquestra de frevo e distribuirá camisinhas aos transeuntes.

O Piabas vai percorrer alguns bares da praia sempre com a proposta de convidar as pessoas para o carnaval de João Pessoa. O estandarte foi criado pelo ator e artista plástico Dada Venceslau. A porta estandarte será a artista plástica Ana Mesquita. O bloco apesar de ser pequeno, cerca de 70 pessoas, este ano prevê a participação de 150 pessoas. “Somos um bloco marginal e pregamos a paz”, brincou Ana Gondim.

O nome do bloco é uma alusão a música “Piaba” de Caetano Veloso. “A primeira vez que saímos era com o som do toca fita de um carro. Este ano teremos uma orquestra. Crescemos”, disse a carnavalesca Gondim.

No bairro do Cabo Branco cerca de 200 pessoas devem participar do “Folia no Terraço”, prévia carnavalesca que acontece no bar e restaurante “Terraço Brasil – Cozinha e Arte”, das 12h às 17h também neste sábado (14). A camiseta/ingresso tem desenho de Flávio Tavares e está vendida ao preço único de R$ 50,00, com direito ao bufê completo (saladas, pratos quentes e sobremesas), além da degustação da cachaça Volúpia e de caipirinha. A atração musical será a Orquestra João Pessoa de Frevo, que vai tocar clássicos do carnaval.

Complexo Juliano Moreira realiza prévia


O Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira realiza mais uma vez este ano o carnaval dos pacientes. A festa acontece a partir das 14 horas do próximo dia 18, no pátio interno da unidade de Saúde. A abertura oficial do evento será feita pela superintendente Maria Alexina Bezerra Cavalcanti. Logo em seguida, haverá a apresentação da Banda Marcial da Polícia Militar. A partir das 14h30 o frevo vai tomar conta do local com a banda Império do Samba.

Alexina Bezerra Cavalcanti explicou que este ano o carnaval do Juliano Moreira será diferenciado dos anos anteriores. Os internos não ficarão mais em um só local. Eles irão percorrer toda a área interna do complexo.

A festa vai contar ainda com um desfile de fantasia com os usuários, funcionários e estagiários. Logo após o baile carnavalesco, o a superintendência do Complexo servirá uma lanche para os internos. A superintendente do Complexo fez questão de destacar que entre as ações de ressocialização o Juliano Moreira tem trabalhado para melhorar a cada dia a auto-estima e a qualidade vida do pacientes sempre procurando desmistificar os preconceitos tão arraigados à Psiquiatria.

Referência no tratamento a pacientes com distúrbios mentais, o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira realiza um trabalho sistemático visando a reinserção social dos pacientes. São promovidas atividades voltadas à integração dos usuários como oficinas de arte, dinâmicas em grupo, dentre outras coisas.

Entre as inúmeras ações voltadas para a ressocialização dos internos, o Complexo desenvolve atividades festivas que acontecem em datas comemorativas como carnaval, Páscoa, São João, 7 de Setembro e Natal. Além dessas atividades, a Superintendência do Complexo tem incrementado várias outras ações como as festas Chiques e Famosos e Espanhola. As oficinas terapêuticas também têm se tornado numa maneira de ressocialização dos internos onde eles desenham e pintam trabalhos que são apresentados durante feiras e exposições no próprio complexo.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos:

Frevo e samba marcam a abertura do Folia de Rua

Cinco blocos abrem o projeto Folia de Rua nesta sexta-feira (13). O pré-carnaval da cidade de João Pessoa está previsto para começar às 19h00, com a saída do bloco Folia Cidadã, com concentração no Porto do Capim, no Varadouro e o lançamento oficial da Orquestra de Frevo da Cidade de João Pessoa, que acompanhará a cantora paraibana Regina Brown, às 20h30, na Praça Antenor Navarro. A partir das 22h00, no palco oficial da praça, se apresenta a cantora paraibana Renata Arruda, com o show roda de samba.

A primeira atração, a Orquestra de Frevo da Cidade de João Pessoa, é formada por três saxofones, três trompetes, dois trombones, duas percussões, além de baixo, teclado, guitarra, bateria e com dois vocalistas, os cantores Paulo Brasil (Paulão) e Poliana Resende.

No repertório estão incluídos frevos tradicionais, a exemplo de 'Roda e avisa', 'Voltei Recife', 'Chego já' e 'Bicho Maluco Beleza', todos de Alceu Valença. O público vai ouvir ainda 'Oh! Bela' e 'Trombone de prata', do maestro Capiba. O grupo apresentará ainda hinos dos principais blocos do Folia de Rua.

Neste show de abertura, a cantora Regina Brown, acompanhada pela Orquestra de Frevo da Cidade, traz um repertório especial com frevos de importantes nomes da música nordestina, a exemplo de Amelinha, Fúba, Livardo Alves, Severino Vilô e Renata Arruda, além dos sambas e hinos dos blocos Muriçocas de Miramar, Virgens de Tambaú, Anjo Azul, Picolé de Manga, Piabas e tantos outros.

A cantora, Renata Arruda, terceira atração da abertura do Folia de Rua, apresenta neste show uma sequência de sambas novos e antigos bastante conhecidos e cantados pelo público, uma mistura de alegria e descontração. "Cantar afasta a tristeza, faz bem pra alma. Tudo isso, na roda de samba, acaba sendo uma grande festa, com músicas conhecidas, cantadas pelo público, deixando a vida das poesias populares do samba falar mais alto", revelou a cantora que está em João Pessoa desde o final do ano passado de férias.

Renata Arruda disse está muito gratificada e contente em poder participar do show de abertura do Projeto Folia de Rua. “É um projeto cultural que faz parte da minha vida há muito tempo e espalha alegria com as prévias dos blocos carnavalescos, levando a folia para as ruas da cidade de maneira bastante democrática. Sempre que participo, é muito gratificante para mim como artista. Que bom que chegou a hora de mostrar o show 'Roda de Samba' para o público da minha cidade, em um local aberto", comentou.
A cantora sobe no palco da praça acompanhada dos músicos: Alisson (tam-tam), Carlos Moura (pandeiro), Carlinhos (conga), Fábio (caixa), Max (surdo), Poty Júnior (cavaco), Letinho (violão), Adriano (contrabaixo), além de Karla Lucena, Ariadne Lima e Geno Costa (vocais).

Haverá ainda apresentação no largo da Basílica de Nossa Senhora das Neves e cidade baixa, com apresentação de shows de vários artistas locais, orquestras de frevo, boi de reis, ala ursas, troças e blocos, além apresentação de orquestras de cultura popular pelas ruas e bairros da cidade.

Este ano o Projeto Folia de Rua rende homenagem ao carnavalesco Jocemar Chaves, tem como madrinha a angolana Maria João França, padrinho Júlio Rafael, superintendente do Sebrae, rainha a jornalista Ceres Leão e como rei o jornalista Gerardo Rabello.

O Folia de Rua é hoje uma das maiores prévias carnavalescas do país. Nesta 23ª edição conseguiu reunir 31 blocos filiados e 40 convidados. A previsão dos organizadores é que cerca de um milhão de pessoas trafeguem pelas ruas da cidade de João Pessoa até o dia 21 de fevereiro, quando começa o carnaval oficial. Para este ano, o projeto foi orçado em cerca de R$ 780 mil. Os valores foram aplicados na contratação de bandas, orquestras e cantores; confecção; segurança; publicidade; trio elétrico; som e carro de som; dançarinos; produção; alimentação; bordadeiras; decoração e outros investimentos.

A expectativa é que o evento movimente mais de 50 atividades diretas e indiretas. Por isso, além de ser uma animação sociocultural, de acordo com o presidente do Projeto Folia de Rua, Clóvis Júnior, é também um movimento econômico, porque causa impacto significativo na economia local. Só no ano passado, houve um incremento em torno de R$ 72 milhões, entre a participação no comércio formal e informal e no setor de serviços, em especial a participação do setor de turismo. Além das atividades contratadas diretamente, a exemplo de serigrafia e publicidade, o projeto dá suporte indireto às redes de hotéis, bares e restaurantes, sistemas de saúde, telefonia e ainda transportes.

ANJO AZUL
Segundo bloco mais antigo do Folia de Rua


O segundo bloco de destaque deste projeto Folia de Rua é o Anjo Azul, que este ano rende homenagem ao maestro Severino Vilô Filho, falecido este mês. De acordo com a programação enviada pela assessoria de imprensa do projeto, o bloco sai arrastando os foliões da Rua Gabriel Malagrida (Beco da Faculdade de Direito), às 19h00. O Anjo, que tem a frente a jornalista e ativista cultural, Ednamay Cirilo, promoveu este ano um concurso de estandartes para comemorar os 15 anos de fundação. O concurso é direcionado aos artistas plástico do Estado.

O Anjo Azul é um dos blocos mais antigos do projeto Folia de Rua e sempre procura dar ênfase a arquitetura barroca e a fantasia de colombina e pierrô, agregando seus membros e admiradores, além de divulgar a arte e os artistas locais.

A preparação de saída do Anjo começa com a lavagem da escadaria do beco da Faculdade de Direito, na Rua Gabriel Malagrida, às 10h00, culminando com uma série de apresentações artísticas. Estarão presentes personalidades do candomblé e Ong´s Culturais. Haverá distribuição mungunzá (comida de milho típica da região) para os foliões e passantes do Beco. Terá ainda a coroação do reisado do bloco mais lúdico e barroco do Folia de Rua, a Serenata dos Anjos. Este ano o rei do bloco será o cantor e compositor Dida Fialho, a rainha Anay Claro e a princesa a atriz Suzi Lopes. Terá ainda apresentação dos grupos de percussão Bate com Lata, o coral da Emlur, coral Vila Lobos, o Orquestra de Frevo do Folia de Rua, além do tradicional "banho de cheiro" nos foliões, dentre outros.

O bloco desfilará pela Praça João Pessoa, passa na frente do Supremo Tribunal de Justiça, arrasta o bloco do Pingüim, no Pavilhão do Chá. Segue pela frente do Palácio da Redenção, indo pela Rua Duque de Caxias até o Ponto de Cem Réis, onde se encontra com o Bloco da Cueca, de Raimundo Nonato Filho. De lá, segue pelo beco da sede do Cabo Branco, entrando à direita, na esquina da Biblioteca Central, rumo a Rua General Osório, no sentido da Catedral de Nossa Senhora das Neves, chegando no Largo do Colégio das Neves, onde está a sede do Bloco Confete e Serpentina, de Walter Santos.

Em seguida ao encontro das orquestras de frevo que acontecerá no local, os foliões descem a ladeira da Borborema, puxando o convidado Bloco Descendo a Ladeira, de Nay Gomes, rumo a Rua da Areia e Praça Antenor Navarro, onde acontecerá show coletivo com artistas paraibanos.

ANJO VILÔ
Bloco rende ho
menagem ao maestro Severino Vilô Filho

Este ano o Anjo Azul homenageia o maestro Severino Vilô Filho, falecido no dia 3 de fevereiro, vitimado por complicações cardiorespiratórias, gerada pela diabete, doença da qual vinha lutando a cerca de 10 anos. O maestro, Severino Vilô Filho, era natural de Serra Branca (PB), mas adotou a cidade de João Pessoa aos 24 anos, quando veio trabalhar na área comercial. Era filho do também Maestro Vilô, que o despertou para música, sendo estimulado por colegas de trabalho. Foi quando trocou o balcão pela música, no ano de 1958, período em que ingressou na banda de música da Polícia Militar, como trompetista, e logo depois a Orquestra Tabajara de Frevo do Estado.

Chateado com o caminho que seguia a música de carnaval, Severino Vilô Filho, decidiu então criar sua própria orquestra de frevo. Inicialmente a orquestra, Tupi de Frevos, que animou 41 carnavais de clube da Capital, iniciando pelo Clube Astréa e depois o Esporte Clube Cabo Branco (onde fez 21 carnavais) e cuja orquestra recebeu a denominação de "Vilô e Sua Orquestra". Ele foi parceiro de grandes orquestras de frevo, a exemplo de Severino Araújo, Maestro Cipó, Guedes Peixoto, Nelson Ferreira e Claudionor Germano (PE).

“Senti muito a morte do maestro. Vilô sempre apoiou o Anjo Azul. Quando ninguém mais queria tocar frevo no centro ele vinha nos apoiar”, contou a presidente do bloco Ednamay Cirilo. O maestro deixou uma família alegre e calorosa. Casou três vezes e teve seis filhos, os quais três, Marcos, Márcia e Marcelo Vilô enveredaram pela arte musical. O último, inclusive, com o afastamento do pai por motivos de saúde, é hoje regente da Orquestra de Vilô, um dos símbolos da resistência ao frevo paraibano, característica que elevou o Maestro Vilô a condição de "homenageado especial" da Prévia Carnavalesca Folia de Rua/2000.

Membro de uma árvore genealógica musical paraibana, o Maestro Vilô é irmão do também maestro Ninô (falecido), o saxofonista Geraldo Araújo e é tio do regente Roberto Araújo e da jornalista companheira dos Diários Associados Paraíba Fátima Sousa (Mana).

Vilô sempre foi referência para os mais antigos, mas também para os mais novos músicos, como é o caso do trompetista Ranilson Farias, que tocou nos últimos anos com o maestro na orquestra. “Foi um aprendizado e uma experiência muito grande ter tocado na orquestra de Vilô. Vou carregar isso comigo na minha bagagem”, disse Ranilson que também integra o CD “40 anos de Frevo”, gravado no estúdio de Sérgio Gallo e que será lançado ainda este mês.

Um dos poucos reconhecimentos que o maestro Severino Vilô recebeu foi o título de Cidadão Pessoense, em 2004. A homenagem foi proposta pelo então vereador da época, Fernando do Grotão, como reconhecimento ao trabalho prestado pelo maestro, filho do Cariri Paraibano, à cultura musical do Estado.

Bloco da Limpeza anima as ruas do Centro


Outro bloco que anima o Folia de Rua é o da Limpeza, Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) que desfilará nesta sexta-feira (13). A concentração do bloco será no Busto Augusto dos Anjos, na avenida Duque de Caxias, a partir das 20h.

Este é o quarto ano que o bloco participa do ‘Folia de Rua’ e será animado pela Orquestra de Frevo Spok e pelo ‘Baticumlata’, grupo de percussão da Emlur que utiliza materiais recicláveis para fazer instrumentos e vai resgatar os ritmos tradicionais do carnaval. No repertório, estarão, entre outras músicas, as canções que integram o CD do bloco, cantadas pelo Coral da Emlur. O ‘Bloco da Limpeza’ foi criado como uma forma de promover a consciência de preservação ambiental, além de integrar os servidores da autarquia fazendo com que eles tenham um dia especial de comemoração.

O superintendente da Emlur, Coriolano Coutinho, é um dos mais entusiasmado com o ‘Bloco da Limpeza’. Para ele, o resgate da tradição carnavalesca e o processo de valorização do servidor são importantes para a auto-estima e a qualidade de vida no trabalho dentro da autarquia. “O bloco é o momento em que com alegria e descontração podemos mostrar aos pessoenses o nosso trabalho na conscientização para melhorar o meio ambiente”, ressaltou o superintendente.

“Todos os anos eu vou comemorar com meus colegas, fico muito animada com o carnaval. A cada ano, o bloco vem crescendo e mais pessoas participam. Isso é muito bom”, explicou Rosineide Luiz Mariano, servidora da Emlur há 20 anos, uma das participantes do 'Bloco da Limpeza'.

O bloco utiliza materiais reciclados para confeccionar objetos decorativos, fantasias de carnaval, adereços e instrumentos musicais. Este ano, a agremiação contará com uma ala especial inspirada em motivos indianos. Para isto, a Oficina de Artes da Emlur está realizando um trabalho de customização de roupas antigas, utilizando material descartado pelas pessoas como jornal, papel, papelão, anéis de alumínio, garrafas pet, além de tinta e spray dourado para dar acabamento.

Estandarte – O estandarte do ‘Bloco da Limpeza’ foi inspirado em uma colcha de retalho que retrata a cultura como meio de reafirmar a questão da reciclagem. O artista plástico, Elioenai Gomes, disse que a idéia é mostrar a junção de várias estórias, que remete a reutilização e a própria reciclagem. “A idéia da colcha de retalho é mostrar a união do bloco e também serve como elemento que divulga todo o trabalho que a equipe da Emlur vem fazendo pela cultura e pelo meio ambiente”, explicou o criador da peça de arte. Já a camiseta traz a representação das imagens dos servidores por meio de desenho. “É uma homenagem aos funcionários da Emlur que vão se identificar com as figuras desenhadas na camiseta”, completa o artista plástico.

SpokFrevo no Folia de Rua


Outra boa atração do Folia de Rua edição 2009 é a orquestra de frevo pernambucana do maestro Spok, surgida no ano de 1996, para acompanhar shows de artistas de Recife (PE), anos depois se tornou a Orquestra de Frevo do Recife. Em janeiro de 2003, a orquestra ressurge com o nome SpokFrevo Orquestra, batizada por Wellington Lima, desde então seu agente e produtor artístico, a convite e em parceria com o músico e produtor Zé da Flauta.

A orquestra tem como proposta mostrar o frevo fora da folia, dar um tratamento diferenciado, com arranjos modernos e harmonias arrojadas. Os músicos abusam da liberdade de expressão em improvisos com uma clara influência do jazz. “O frevo é uma música única, diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade”, descreve Spok no website do grupo.

A SpokFrevo é formada por 18 jovens e talentosos músicos pernambucanos é liderada pelo virtuoso Inaldo Cavalcante de Albuquerque, mais conhecido como maestro Spok, saxofonista, arranjador e diretor musical. No comando da big band do frevo, Spok conta, desde a formação original, com a experiência e o talento do primo Gilberto Pontes, o Gibasax, como co-diretor musical.

Nesta apresentação de rua, em João Pessoa, a orquestra apresentará o último trabalho, o CD/DVD, intitulado "Passo de Anjo" ao vivo (Canecão - Rio de janeiro). A próxima apresentação da orquestra será no Baile Municipal do Recife (Classic Hall - Recife), no Galo da Madrugada, e em várias apresentações em Recife.


Pé-de-Mato destaca preservação ambiental


Também nesta sexta-feira (13) sairá às 18h30 o bloco de arrasto Pé-de-Mato, organizado pela Associação dos Servidores da Sudema (Assude), que se concentração em frente ao Tribunal de Justiça, região central de João Pessoa. O bloco se apresenta como convidado do projeto Folia de Rua e espera contar com a participação de mais de 500 pessoas.

Este é o terceiro ano, consecutivo, que o bloco se apresenta levando como proposta a alegria e o alerta sobre a preservação ambiental. Para o presidente da associação e organizador do bloco, Glauco Santana, a intenção e aproveitar a diversão do carnaval, em conjunto com os associados, familiares e amigos, na integração da responsabilidade e compromisso com as questões ambientais entre os seres humanos. “Este ano teremos algumas novidades como a distribuição de sacolas biodegradáveis, que não agridem o meio ambiente, panfletos educativos com informações sobre o tempo de decomposição de alguns materiais na natureza e o calendário ambiental de 2009, informou o presidente.

O Pé-de-Mato também faz questão de resgatar o carnaval tradição com uma orquestra de frevo que promete não deixar ninguém parado durante o percurso entre a Praça João Pessoa, passando pelas ruas Visconde de Pelotas, Conselheiro Henriques, Borborema, da Areia, terminando na Praça Antenor Navarro, no Centro Histórico.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
adrianacrisanto@gmail.com
Fotos:

Luto no frevo paraibano - Morre Maestro Severino Vilô Flho


Músicos, parentes, jornalistas e muitos amigos compareceram ao Cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa, para dar o último adeus ao instrumentista, Severino Vilô Filho (75 anos), um dos mais respeitados maestros paraibano.

Vilô, como era mais conhecido, faleceu na última terça-feira (3), às 19h00, no Hospital da Unimed, onde esteve internado desde sábado (30), com complicações cardiorespiratórias, gerada pela diabete, doença silenciosa da qual vinha lutando há mais de nove anos.
O maestro deixou a viúva Maria Lúcia Costa de Oliveira e cinco filhos de outros casamentos, entre eles, os músicos Marcelo e Márcia (Glauco) Vilô, da Orquestra Metalúrgica Filipéia e Sanhauá de Frevos, César, Carlos e Marcos Vilô.

O músico Adeildo Vieira, profundo admirador da obra do maestro Vilô, disse que ele foi o responsável por trazer dignidade para a música carnavalesca manifestada não apenas nos palcos com a qualidade das composições, mas também nos bastidores enquanto formador de novos músicos. “Formando consciência em cima da boa música. Isso é unamine entre os músicos que participaram da vida de Vilô”, completou Adeildo que está em processo de elaboração de um vídeo documentário sobre a vida e a obra do maestro Severino Vilô.

O documentário, que ainda não tem nome, está sendo gravado por Adeildo Vieira e o videasta Adilson Luis, com imagens de Niltides Batista, Patrício e Alfredo Amaral. “Estávamos torcendo muito para que pudéssemos fazer o lançamento do vídeo com ele ainda em vida, mas, infelizmente as condições de trabalho de cada um de nós que estamos envolvidos não deu tempo”, acrescentou Adeildo.

Com o agravamento da doença foi antecipado o CD “40 anos de Frevo”, produzido no final do ano passado, gravado no estúdio de Sérgio Gallo, com 14 canções. O CD, que ainda está sendo prensado em São Paulo, traz frevos e marchinhas de carnaval que levam assinatura de Vilô e outros parceiros, a exemplo de Livardo Alves (já falecido), Arthur Silva, Marcos Melodia, Assis Alcântara, Zito, além de músicas de autoria de novos cantores terra, como Fubá, Ricardo Fabião, Bombinha, Jonas Batista e Mathias, entre outros.

O presidente da Ordem dos Músicos do Brasil, seção Paraíba (OMB/PB), Benedito Onório, amigo pessoal de Vilô, lamentou o falecimento prematuro do maestro. “Ele era um dos ícones da música paraibana, na especialidade frevo em nosso Estado. Um grande maestro. Ele foi conselheiro por vários anos na Ordem dos Músicos”, acrescentou Onório.

O Maestro Severino Vilô Filho era natural de Serra Branca (PB), mas adotou a cidade de João Pessoa aos 24 anos, quando veio trabalhar na área comercial. Era filho do também Maestro Vilô, que o despertou para música, sendo estimulado por colegas de trabalho. Foi quando trocou o balcão pela música, no ano de 1958, período em que ingressou na banda de música da Polícia Militar, como trompetista, e logo depois a Orquestra Tabajara de Frevo do Estado.

Um dos músicos que o acompanhou em quase todas as orquestras foi o baterista Geraldo Marcelo. “Eu comecei a tocar com ele em 1972. Ele era um pai para todos os músicos. Um cara excepcional. Senti muito ontem, não dormi e hoje vim dar meus agradecimentos a ele por tudo que ele fez por mim”, falou emocionado Geraldo Marcelo, que hoje reside no município de Pilar (PB).

Chateado com o caminho que seguia a música de carnaval, Severino Vilô Filho, decidiu então criar sua própria orquestra de frevo. Inicialmente a orquestra, Tupi de Frevos, que animou 41 carnavais de clube da Capital, iniciando pelo Clube Astréa e depois o Esporte Clube Cabo Branco (onde fez 21 carnavais) e cuja orquestra recebeu a denominação de "Vilô e Sua Orquestra". Ele foi parceiro de grandes orquestras de frevo, a exemplo de Severino Araújo, Maestro Cipó, Guedes Peixoto, Nelson Ferreira e Claudionor Germano (PE). O maestro deixa uma família alegre e calorosa. Casou três vezes e teve seis filhos, os quais três, Marcos, Márcia e Marcelo Vilô enveredaram pela arte musical. O último, inclusive, com o afastamento do pai por motivos de saúde, é hoje regente da Orquestra de Vilô, um dos símbolos da resistência ao frevo paraibano, característica que elevou o Maestro Vilô a condição de "homenageado especial" da Prévia Carnavalesca Folia de Rua/2000.

Membro de uma árvore genealógica musical paraibana, o Maestro Vilô é irmão do também maestro Ninô (falecido), o saxofonista Geraldo Araújo e é tio do regente Roberto Araújo e da jornalista companheira dos Diários Associados Paraíba Fátima Sousa (Mana).

Vilô sempre foi referência para os mais antigos, mas também para os mais novos músicos, como é o caso do trompetista Ranilson Farias, que tocou nos últimos anos com o maestro na orquestra. “Foi um aprendizado e uma experiência muito grande ter tocado na orquestra de Vilô. Vou carregar isso comigo na minha bagagem”, disse Ranilson que também integra o CD “40 anos de Frevo”.

Um dos poucos reconhecimentos que o maestro Severino Vilô recebeu foi o título de Cidadão Pessoense, em 2004. A homenagem foi proposta pelo então vereador da época, Fernando do Grotão, como reconhecimento ao trabalho prestado pelo maestro, filho do Cariri Paraibano, à cultura musical do Estado.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
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