Produtores de cinema dispõem agora de assessoria de imprensa gratuita


Os produtores de cinema independentes do Brasil agora podem contar com uma assessoria de imprensa para divulgação de seus trabalhos gratuitamente. Trata-se da Ólhus Filmes que criou um portal na internet especializado na divulgação das produções audiovisuais que se encontram em andamento no país.

Anualmente são produzidos novos filmes no mercado brasileiro, no entanto, muitos contam com pouco orçamento para realizar uma boa divulgação e saem rapidamente do mercado devido a pouca frequência de público e encerram sua carreira nas telas de forma prematura, uma vez que para os exibidores priorizam os filmes mais rentáveis.

O portal Ólhuz Filmes está hospedado no endereço eletrônico www. Olhuzfilmes.com.br. Lá o produtor vai encontrar formas de como criar uma página na internet para seu filme em produção, seja curta, média ou longa-metragem, quando ainda está na fase de projeto. Através de uma área de trabalho exclusiva terá a possibilidade de alterar sempre que quiser as informações, anunciando a entrada de um ator no elenco, a adesão de um patrocinador ao projeto, mudando os estágios da produção, inserindo releases e fotos, divulgando toda a história do filme até a sua fase de pré-lançamento.

Toda nova notícia inserida imediatamente entra na página principal do portal e é disparada por newsletter semanal para mais de três mil endereços eletrônicos da mídia especializada, produtores, distribuidores e exibidores cinematográficos.

A idéia é acompanhar o dia-a-dia do que acontece nos bastidores do cinema nacional, colaborar com a divulgação das produções independentes, cimentar a articulação entre os diversos segmentos do mercado e mapear a fertilidade das novas produções brasileiras.

O produtor que já possui site na internet e não deseja colocar o seu filme no portal pode se valer somente dos serviços de distribuição de notícias. Para isso, basta criar um login e senha e inserir o release sobre a sua produção.

Federal e Não se pode viver sem amor


Um dos filmes que está na página e se encontra em fase de finalização é “Federal”, dirigido por Erik de Castro, produção de Christian de Castro, fotografia de Cezar Moraes e roteiro de roteiro: Érico Beduschi, Erik de Castro e Heber Moura. O filme conta a história de um perigoso traficante se instala em Brasília, capital federal. Para pegá-lo, a polícia fará o que for preciso. Entre os dois lados, uma população assustada.

No elenco estão os atores: Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, Eduardo Dussek, Christovam Neto, Cesário Augusto e Solange Barros. 'Federal' é um filme que através do conflito polícia / traficantes mostra a realidade de um país que hoje é, não só uma importante rota para o narcotráfico internacional (maior indústria capitalista do mundo), como também um dos maiores consumidores de drogas do planeta.

Outro que está em processo de produção é “Não se pode viver sem amor”, do diretor Jorge Durán. O filme conta a história de um grupo de pessoas que se encontram no dia 23 de dezembro, em clima de Natal, em São Paulo. A produção é de El Desierto Filmes, Jorge Durán e Gabriel Duran, co-produção de Cacá Diegues e traz no elenco o ator Caio Blat.


Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Divulgação.

Artesão paraibano expõe no Rio de Janeiro


O artista popular paraibano, Maritônio Sousa Portela, inaugura nesta quinta-feira (12), na Sala do Artista Popular do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro (RJ).

A exposição reúne trabalhos de ex-voto rústico ao anjo barroco. São esculturas em madeira retratando ex-votos e anjos de inspiração barroca, que mostra a observação de um artista que aprendeu o ofício sozinho, usando apenas sua intuição e observação.

Maritônio Sousa Portela é natural do município de Livramento, interior da Paraíba, e residente em Nova Iguaçu (RJ). Aprendeu a arte com o avô e sonhava em um dia ser capaz de fazer uma peça igual as que ele produzia . Começou a esculpir aos 10 anos de idade, inspirado nas peças do avô, e desde então não parou.

A primeira peça que esculpiu foi uma imagem de Nossa Senhora do Livramento, padroeira de sua cidade. Aos 13 anos, fez para a capela do sítio em que morava uma Nossa Senhora das Graças. Ele estudou apenas até o segundo ano do ensino médio, e, no curso primário, ganhava livros de arte com trabalhos de Mestre Vitalino e Aleijadinho, que influenciaram seu trabalho. Aos 15, 16 anos, nas excursões da escola, em vez de ir para as praias, visitava mosteiros e igrejas. Visitava sempre o Convento de São Francisco, no histórico da Capital em João Pessoa (PB), e ficava admirando as imagens barrocas. Sua escolha pela arte sacra foi influenciada decisivamente pela religiosidade da avó, que morreu rezando, aos 103 anos.

Pode-se dizer que a arte de Maritônio Portela é primitiva, especializada em madeira. O material sempre vem da natureza. Em poucos minutos galhos e tábuas vão sendo talhadas, ganhando formas sacras, humanas e animais com sentimentos que vem da alma.

A criatividade Maritônio não fica apenas nisto. Ele também modela obras sobre vegetais mortos, a fim de provar que a arte, da mesma forma que resgata a vida, também enfeita a morte. É de sua autoria uma árvore esculpida (Algarobeira) existente na entrada de Livramento, a cidade onde mora, no Cariri Ocidental da Paraíba, a 286 quilômetros da Capital.

O único instrumento que utiliza para esculpir seus trabalhos é uma pequena serra elétrica, usada para cortar a madeira no tamanho certo das esculturas. O restante dos detalhes é feito no cinzel, como ajuda do escope e do formão. Em alguns momentos ele utiliza um quicé, faquinhas amoladas utilizadas por sapateiros.

Apesar de já ter tentado esculpir em pedra é a madeira em que mais sua arte sobressai. A madeira imburana do Cariri é resistente. Quando recém-cortada, apresenta-se com o cerne macio, de talhe fácil. O serviço do escultor, nesta ocasião, é facilitado. Após levar alguns dias de sol, a imburana endurece o miolo. Então, é vez a de amolar bem o equipamento, para diminuir o esforço do artesão. O esforço também é redobrado para evitar talhes desnecessários. Quando ocorre um escorregão da mão, surgem duas opções: jogar a peça fora ou modificar a expressão da escultura. Geralmente, a primeira alternativa é a escolhida.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Divulgação do Minc.

Projeto "Livraria de Montaigne" de professor da UFPB representará a Paraíba no "Ano da França no Brasil"


O projeto “Livraria de Montaigne” idealizado pelo professor de literatura francesa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), José Alexandrino de Souza Filho, irá representar o Estado da Paraíba no “Ano da França no Brasil”. O projeto foi chancelado, entre os 650 inscritos, pelo comitê organizador e fará parte da programação oficial do evento previsto para acontecer entre 21 de abril a 15 de novembro de 2009 em vários Estados do país.

A Livraria de Montaigne consiste em uma reprodução da torre de seis metros de altura, três de diâmetro e oito de circunferência, contendo, em seu interior, a livraria do escritor e filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592), cujo teto está exposto à leitura e reflexão as frases originais, em grego e latim, devidamente traduzidas em português e francês (línguas oficiais do projeto). Todas elas ainda hoje podem ser observadas na "livraria" original de Montaigne que fica próximo à cidade de Bordeaux (França).

O ambiente reproduzido na exposição é um lugar de estudos, reflexão e criação único na história da literatura. Foi lá que o escritor escreveu os Ensaios, um conjunto de três livros que inaugura uma forma moderna de expressão do pensamento, o ensaio, a livre reflexão sobre qualquer assunto. Montaigne, ao que se sabe, foi um dos "inventores" do "mito do bom selvagem", ou seja, a idealização do homem natural visto como um ser naturalmente virtuoso relativamente ao europeu "civilizado". O modelo do escritor foram os índios brasileiros dos quais ele faz o elogio no ensaio chamado "Dos canibais", do qual o projeto deu destaque especial.

A exposição foi inicialmente montada dentro da Biblioteca Central, campus I, da UFPB, com o objetivo de divulgar a obra e o pensamento do escritor em articulação com a história do Brasil. “O interesse em reproduzir a biblioteca de Montaigne se deve à sua própria singularidade, pois nela o autor mandou escrever no teto diversas frases colhidas de suas vastas leituras humanistas”, explicou o professor José Alexandrino.

A idéia do projeto surgiu quando foi ministrar uma disciplina no curso de especialização em língua e literatura francesa na UFPB e resolveu aprofundar os autores do século 16. O curso era sobre dois autores, em prosa, e um deles foi Montaigne. O resultado foi uma coletânea de trabalhos escrita pelos alunos e publicada pelo Centro de Ciências, Letras e Artes (CCHLA), em janeiro de 1997, todo em francês, com ilustrações da época. Em seguida, os professores do Departamento de Letras foram convidados a fazer um mural dos escritores de sua preferência. Foi quando sugeriu o escritor Montaigne. “Como tinha conhecido a livraria dele na França decidi fazer uma réplica da livraria. Foi um ano de trabalho intenso”, disse.

O Projeto contou na época com o apoio da Embaixada da França no Brasil, Governo do Estado, Prefeitura e empresas privadas paraibanas. Em 2007, foi inaugurada a segunda versão do projeto, com acréscimo de novos elementos e painéis. Foi também lançado na ocasião o livro “Um passeio ao universo do escritor francês Michel de Montaigne” (Editora Universitária), de autoria do idealizador do projeto. Nesta última fase, o projeto contou com o apoio financeiro do CNPq.
“Fiquei muito surpreso com o chancelamento do projeto, uma vez que concorri com projetos do país inteiro”, comentou o professor José Alexandrino de Souza que precisa de apoio e recursos para levar o projeto ao evento em abril deste ano.

Ano da França no Brasil


Depois do Ano do Brasil na França, realizado em 2005, haverá agora o inverso, “Ano da França no Brasil”, que acontecerá entre 21 de abril a 15 de novembro de 2009 em várias Capitais brasileiras. A Paraíba está incluída em vários eventos, um deles receberá o nome de “Intercâmbio cultural: o país occitano e a cultura nordestina”, que acontecerá, no período de 8 a 28 junho, nas cidades de Recife e Olinda (PE), João Pessoa e Campina Grande (PB) e Brasília (DF).

O evento será promovido pela “Association CORDEA/ Groupe musical La Talvera - Cordes sur Ciel e Kitchen Produções Artísticas S/C”, o objetivo do espetáculo é fazer com que o público brasileiro descubra a cultura occitana e suas relações históricas com a cultura nordestina. Concertos de Silvério Pessoa e músicas e danças tradicionais, conferências e exposições fotográficas.

A iniciativa de realizar um evento inverso “Ano da França no Brasil” é de proporcionar à França a oportunidade de apresentar, em várias regiões brasileiras, as diferentes formas de sua cultura.

A proposta foi denominada de França.br está sendo operacionalizada, através de projetos propostos por franceses e brasileiros, que serão gerenciados e analisados pelo Comissariados da França e do Brasil. Os projetos enviados dentro programação do evento tem três eixos de ação: França Hoje, que consiste na criação artística, inovação tecnológica, pesquisa científica, debate de idéias, dinamismo econômico; França Diversa, que diz respeito a diversidade da sociedade francesa, de saberes e regional (regiões da França metropolitana e ultramar) e França Aberta, em que busca parcerias franco-brasileiras que devem inspirar os projetos, parcerias franco-brasileiras com outros países do mundo (África, Caribe, América Latina) e debates sobre os grandes temas da globalização. Maiores informações sobre o “Ano da França no Brasil”, acesse o site do França.br 2009: www.cultura.gov.br/franca_br2009.

Adriana Crisanto
Repórter
adrianacrisanto@gmail.com
adrianacrisanto.pb@diariosassociados.com.br
Fotos: Anísio Henriques (Jornal O Norte).