Ciência e Tecnologia


Estação Cabo Branco realiza aulas de campo e visitas monitoradas no Museu de Ciência e Tecnologia


O Museu da Ciência e Tecnologia da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, recém inaugurado, disponibiliza de aulas de campo e visitas monitoradas para estudantes das redes municipal, estadual e privada, e para o público em geral.

Aulas de campo são atividades pedagógicas destinadas aos estudantes do sistema de ensino público e privado, e consiste em visitas mais elaboradas, conduzidas por monitores, a partir das exposições em cartaz, e dos conteúdos educacionais previamente elaborados pelo Setor de Gestão Educacional.

As atividades são divididas em quatro núcleos: exposições e oficinas pedagógicas; laboratório de astronomia; laboratório de robótica e caminho do conhecimento. Para participar das aulas de campo as instituições de ensino devem trazer ofício devidamente preenchido endereçado ao diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, solicitando a aula e especificando o número de pessoas (máximo de 60 incluindo coordenadores e professores) e o objetivo pedagógico da aula, imprimir também o Termo de Compromisso que se encontra disponibilizado no endereço eletrônico da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), no link da Estação: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/estacaocabobranco/.

O termo deverá vir assinado pelo responsável da instituição. Nele o solicitante vai encontrar todas as regras de conduta necessárias à permanência na Estação, portanto, este constitui em um importante instrumento na informação aos estudantes, professores e coordenadores sobre as regras de conduta durante a permanência na casa.

As atividades de aula de campo agendadas são realizadas de terça a sexta-feira, as 9h30, 14h00 e 19h00. Nos finais de semana e feriados não é realizado nenhum agendamento.

Conforme dito anteriormente o grupo deve ter no máximo 60 pessoas, incluindo educadores e coordenadores, uma forma de preservar a qualidade das aulas de campo ou da visita monitorada.

A chefe do Setor de Gestão Educacional, Cássia Freitas, explicou que a Estação Cabo Branco, por ser uma unidade descentralizada da Secretaria de Educação, tem a missão de difundir e popularizar a ciência, a cultura e as artes para a inclusão social e, portanto, tem a responsabilidade de coordenar tanto o processo de aula de campo com visitas monitoradas. “Propondo alternativas para confirmá-la como ação efetivamente educativa e inclusiva como outras atribuições que contemplem a ampliação e afirmação da Estação Cabo Branco como um veio perene de educação na interface da Ciência e das Artes”, acrescentou.

As Visitas Monitoradas, por sua vez, não precisam de agendamento prévio e as apresentações são de 30 minutos. A participação é gratuita e aberta ao público, e acontecem sempre sábados e domingos.

As oficinas artísticas e pedagógicas oferecem ao educador e estudantes a oportunidade de conhecer detalhadamente o conteúdo das exposições e de vivenciar uma oficina contextualizada. As oficinas obedecem a uma escala. O tempo de percurso na Torre Mirante é de uma hora.

Caso o visitante tenha interesse pelo Laboratório de Astronomia o grupo agendado para esta modalidade terá aula no espaço físico do próprio laboratório, que inclui projeções, planetário, observações com telescópios, visualizações e manuseio de objetos que dizem respeito ao tema que pode ser pautada em temática específica solicitada pelo educador ou as temáticas específicas propostas pela Estação Cabo Branco. O tempo de permanência no laboratório é de duas horas mais uma oficina artística e pedagógica.

O astrônomo da Estação Cabo Branco, Marcos Jerônimo, comentou que o laboratório vem preencher uma lacuna de 35 anos deixada com o fechamento em 1975 do Observatório Astronômico da Paraíba (OAPB), quando a observação com o telescópio foi interrompida. “Ele é muito importante no que diz respeito ao ensino da astronomia para as escolas públicas e privadas, uma vez que a astronomia faz parte dos currículos escolares, como também para o fortalecimento do conhecimento dos professores nesta área”, explicou Marcos Jerônimo.

Outro espaço que também pode ser visitado e agendado pelas escolas e instituições educativas é o Laboratório de Robótica. Nele, o grupo agendado, trabalhará temáticas educativas utilizando a Robótica como mediação, através da criação de projetos, construção de protótipos e programação computacional, de maneira disciplinar, desenvolvendo competências e habilidades educacionais, a exemplo da criatividade, o senso de responsabilidade, raciocínio lógico e matemático, percepção visual, coordenação motora, capacidade de concentração, consciência crítica e trabalho em equipe.

O responsável pelo laboratório de robótica, Fagner Barbosa Ribeiro, disse que a experiência com o laboratório tem sido enriquecedora para os educadores e estudantes, pois tem feito com que o estudante transporte algo de sua vivência para o ambiente de aprendizagem, servindo para promover a inclusão social e desenvolvimento cultural, pessoal e intelectual dos mesmos.

No Caminho do Conhecimento os alunos vivenciam de forma lúdica e contextualizada os princípios da física clássica, química e ciência em geral utilizando os doze experimentos instalados na área externa do complexo. Ele tem a função de interagir com o visitante ao mesMo tempo propiciar aulas de campo.

A gestora educacional da Estação Cabo Branco, Cássia Freitas, acrescentou que o setor fez uma reestruturação nos procedimentos e ampliação das temáticas com algumas estratégias educacionais, a exemplo da divisão dos núcleos para as aulas de campo, no sentido de atender a grande demanda das escolas agendadas. “Com isso damos a oportunidade para que todos disponham de um melhor aproveitamento nas aulas de campo, com os conteúdos permanentes e rotativos existentes na Casa, de forma ampliada”, disse.

Um dos objetivos do Caminho do Conhecimento é fazer com que tanto o visitante, quanto os estudantes possam aprender de forma prazerosa e divertida. As visitas serão supervisionadas por monitores universitários capacitados para conduzir os visitantes.

O secretario adjunto de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rubens Freire, completou que os experimentos são de baixo custo e de baixo custo de manutenção também, que são coisas importantes para se contabilizar em um projeto desta natureza. “Ele é dinâmico, pois os experimentos podem ser renováveis de três a quatro anos, comparados com outros que vemos por ai”, explicou Rubens Freire que também é presidente do Conselho Técnico e Científico da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.