Ciência e Tecnologia

ESTAÇÃO CABO BRANCO recebe quatro novos experimentos do MUSEU DA CIÊNCIA

O Museu da Ciência e Tecnologia da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), órgão vinculado a Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de João Pessoa (SEDEC/PMJP), recebeu está semana quatro novos experimentos científicos.

Os novos equipamentos estão sendo montados no primeiro andar da Torre Mirante. O diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, explicou que inicialmente foram instalados 12 experimentos que estão em pleno funcionamento no caminho do conhecimento nos jardins da Estação. Em seguida foram adquiridos outros 13 experimentos, com recursos próprios da Secretaria Municipal de Educação e Cultura dos quais já chegaram quatro deles. “Até o dia 20 de dezembro de 2010, se o cronograma permitir, estaremos adquirindo outros”, ressaltou Fernando Abtah.

Os experimentos não existem prontos são encomendados aos cientistas e confeccionados individualmente. Dos 13 experimentos nove deles já estão no Museu da Ciência. “A chegada destes 4 novos experimentos e até dezembro mais nove, compõe a segunda etapa de três. Na terceira etapa 25 outros experimentos estarão sendo adquiridos”, explicou Abath.

Nesta nova etapa serão montados o “Carrossel de Coriollis”, um experimento destinado à demonstração de movimentos em referências não inerciais. Como o próprio nome sugere o equipamento tem o formato de um carrossel de parque de diversões. Nele também terá uma cesta de basquete. A pessoa subirá no carrossel e vai tentar se manter em equilíbrio e ao mesmo tempo acertar uma bola na cesta de basquete. Este experimento tem o objetivo de explicar que efeito físico, em deslocamento, está acontecendo. Um efeito em deslocamento, na mesma velocidade do giro do carrossel. O segundo experimento é o “Bernoulli”, que demonstra o princípio de Bernoulli de escoamento de fluídos. Ele tenta demonstrar a capacidade que o vento tem de sustentar um objeto no ar. O avião (as asas) sofre a influência desse princípio. “Por isso que as asas do avião não são retas. Elas têm nas pontas uma curvatura de modo que a gente pensa que o avião não cai”, explicou Fernando Abath.

A “Gaiola de Faraday”, por sua vez, consiste em experimento utilizado para demonstrar a distribuição de carga elétrica em um condutor em equilíbrio eletrostático. Na prática uma pessoa dentro da gaiola eletrizada, não sente nenhuma sensação elétrica. Ela é construída toda em alumínio e possui 22 mil de voltagem. Nela o visitante entra na gaiola e não leva choque. Um monitor de física vai explicar qual o princípio que está fazendo este isolamento ocorrer.

O Gerador de Van-Der-Graff é o quatro experimento destinado a demonstrar o campo eletrostático. Consiste em bola de alumínio compacta em que a pessoa ao colocar as mãos sobre ela não levará choque. O efeito eletrostático, a energia acumulada neste globo, passará para os pêlos fazendo com que fiquem ouriçados. Todos os experimentos recebem o nome de seus inventores. A inauguração ainda não tem data prevista, uma vez que os técnicos estão em processo de análise e montagens dos mesmos.

“Tudo isso me dá uma grande satisfação, pois o visitante, estudante da rede pública e privada possa agendar sua aula de campo e aprender física clássica da maneira mais lúdica possível”, comentou Fernando Abath, que também é professor universitário há mais de 20 anos. “A missão de difundir e popularizar ciência, cultura e artes é cumprida no momento em que a gente tem um museu com estas características”, conclui Abath.

MUSEU DA CIÊNCIA – O Museu da Ciência começou a ser montado no ano passado (2009) com a aquisição do planetário digital inflável, em formato de uma abóboda gigante azul marinho, com capacidade para 15 pessoas por sessão. Dentro é exibido um filme sobre a conjunção estrelar. Ele permite a visualização de mais de 100 mil estrelas.

Na sequencia foram adquiridos lunetas e telescópios de observação lunar e contratado um astrônomo que fornece aos visitantes e estudantes explicações sobre a conjunção dos planetas e estrelas. Com isso foi criado o projeto “Venha ver a lua” que acontece uma vez no mês em que atrai um número cada vez maior de expectadores.

Logo após foram adquiridos 12 novos experimentos científicos (Políedros de Platão, Bicicleta da Corda Bamba, Balanços Acoplados, Pêndulo da Coragem, Xadrez Gigante, Esfera de uma Tonelada, Sistema de Roudanas, Ponte Romana) que formaram o Caminho do Conhecimento, instalado no jardim da Estação Cabo Branco. Ele possui 900 metros e tem a função de interagir com o visitante e ao mesmo tempo propiciar aulas de campo sobre matemática, física, biologia, química e ciência em geral para estudante e professores das escolas públicas e particulares. A inauguração oficial do Caminho do Conhecimento aconteceu no dia 3 de julho de 2010 e realizada pelo atual prefeito municipal Luciano Agra. Os recursos para aquisição dos experimentos são do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, disse que quando optou-se pela Estação Cabo Branco ser uma unidade educacional se fez uma a clara e importante escolha de oferecer a população local e brasileira, por extensão, um espaço de práticas transversais visando oferecer ao sistema municipal de ensino e rede particular um novo locus de diferentes saberes.

Nesse sentido é que a Estação, por meio de seus diferentes Programas Permanentes no campo educacional, científico e artístico, oferece aos escolares do sistema público e privado de ensino diferentes projetos, oficinas, exposições, seminários, workshops, planetário, laboratórios de robôtica e astronomia, sessões de cinevídeo, semanas de ciência e tecnologia.

SERVIÇO:
MUSEU DA CIÊNCIA
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, s/n - Altiplano Cabo Branco – Cep: 58046-010
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Informações: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530.
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br