ESTAÇÃO CABO BRANCO inaugura primeira etapa do MUSEU DA CIÊNCIA


No mesmo dia em que comemora dois anos de atividade a Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), órgão vinculado a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de João Pessoa (SEDEC/PMJP) inaugura o Caminho do Conhecimento, a primeira parte do Museu da Ciência.

A inauguração acontecerá neste sábado (3 de julho), às 16h30, com solenidade oficial e uma série de atividades culturais que irão comemorar o segundo ano de atividades sociais, culturais e educacionais da Estação Cabo Branco que se encontra localizada na avenida João Cirillo da Silva, Altiplano.

A primeira etapa do Caminho do Conhecimento está localizada parte externa do complexo. O Caminho possui 900 metros, com doze experimentos científicos (veja detalhes abaixo) que tem a função de interagir com o visitante e ao mesmo tempo propiciar aulas de campo sobre matemática, física, biologia, química e ciência em geral para estudante e professores das escolas públicas e particulares.

O diretor geral da Estação Cabo Branco, o professor Fernando Abath, disse que com essa etapa do museu concluída será dada continuidade a produção de mais treze outros experimentos que serão instalados no primeiro andar da Torre onde o Museu continua.

Todos os recursos para implantação desta primeira etapa do Caminho do Conhecimento são próprios, e até o final de junho deste ano estará sendo encaminhado a Secretaria Municipal de Planejamento um memorial descritivo para a implantação de mais dezoito novos experimentos, com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). “Quando da conclusão, até dezembro de 2010, desse processo teremos instalados, no primeiro andar da Torre, 31 experimentos científicos, o que irá concluir a última etapa de instalação do Museu de Ciência”, acrescentou Abath.

Um dos objetivos do Caminho do Conhecimento é fazer com que tanto o visitante, quanto os estudantes possam aprender de forma prazerosa e divertida. As visitas serão supervisionadas por monitores universitários capacitados para conduzir os visitantes.

O secretario adjunto de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rubens Freire, disse que os experimentos são de baixo custo e de baixo custo de manutenção também, que são coisas importantes para se contabilizar em um projeto desta natureza. “Ele é dinâmico, pois os experimentos podem ser renováveis de três a quatro anos, comparados com outros que vemos por ai”, explicou Rubens Freire que também é presidente do Conselho Técnico e Científico da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes.

O primeiro experimento do Caminho são os Políedros de Platão, composto por cinco peças sólidas, formado por um tetraedro, um hexaedro, um octaedro, um dodecaedro e um icosaedro, medindo todos 1,5 centímetros. As peças foram confeccionadas em fibra de vidro estruturada e resina pigmentada. “Na natureza esses objetos surgem nos cristais. Platão percebeu isso há muito tempo atrás e percebeu também que tudo que existe na natureza é constituído por água, terra, fogo, ar e movimento”, explicou Freire que ajudou na concepção e criação dos experimentos.

A depender da dinâmica da aula de campo os professores e monitores explicam e ao mesmo contemplam a natureza e o que existe ao redor. O segundo experimento do caminho é a Bicicleta da Corda Bamba construída em aço-carbono com pêndulo de 50 quilos acoplado na parte superior. A bicicleta está suspensa sob um cabo de aço de 10 metros. No local duas plataformas de embarque ou atracadores para o experimento com altura de 1,8 metros do solo e uma proteção lateral de 70 centímetros. Com essa bicicleta é possível o deslocamento do experimentador de um atracador da torre a outro sobre o cabo de aço esticado entre eles. Com isso pode-se demonstrar de forma lúdica as situações de equilíbrio mecânico e centro da massa.

Balanços Acoplados é o terceiro experimento do Caminho do Conhecimento que demonstra a ressonância e a oscilação pendular com freqüência dependente do cumprimento do balanço. O experimento possui 4 balanços acoplados de tamanhos iguais 2 a 2, com estrutura de tubo galvanizado, acentos de polipropileno denso, relevo de rampa para balanços mais curtos em fibra de vidro estruturada e resina pigmentada.

Caminhando mais pouco o visitante vai encontrar o Pêndulo da Coragem um experimento destinado à demonstração da conservação da energia mecânica. O pêndulo tem uma estrutura de aço com proteção lateral e elevação do pêndulo por meio de mecanismo acionado pelo experimento, com esfera de aço inox 304. De lado da estrutura o experimentador coloca o queixo e tem a sensação de que a esfera chegará até o seu rosto, provocando uma sensação de irá bater, sem que isso de fato aconteça.

Mais adiante o visitante vai encontrar o Xadrez Gigante, com peças de xadrez grandes confeccionadas em resina e fibra de vidro estruturada e pigmentada, com bases cônicas e um tabuleiro pintado em piso cimentado. Neste experimento o professor (a) poderá fazer com os alunos a simulação de jogo de xadrez em proporções gigantes para exercitar o raciocínio lógico.

Logo após vem a Esfera de uma Tonelada que demonstra a minimização do atrito com a formação de uma lâmina d´ água entre a superfície de uma esfera e a calota côncava correspondente. A esfera possui 0,6 metros de diâmetro. Na base uma bomba injetora medindo 0,8 metros de diâmetro com carenagem periférica de aço inox.

O Sistema de Roldanas é o sétimo experimento do caminho do conhecimento. O sistema possui três tipos distintos de associações de roldanas, estruturado em tubo galvanizado com guias anelares em polipropileno denso, com limitadores de deslocamento vertical e acentos para o experimentador.

No caminho de volta o visitante vai encontrar também a Ponte Romana. Este experimento é uma verdadeira aula de arquitetura e engenharia juntas. Ele demonstra a distribuição dos blocos encaixados de modo à forma uma superfície côncava ou conexa e as situações de equilíbrio estático. Os blocos são em fibra de vidro estruturada e pigmentada, cuja justaposição dos blocos forma pentagonais e hexagonais que juntos irão compor uma superfície conexa.

A Flauta de Pan é um experimento científico da série que emite o padrão das ondas sonoras absorvidas de acordo com o cumprimento de um tubo de PVC rígido de 75 milímetros de diâmetro e cumprimento com variações de 0,4 metros a 1,4 metros.

Um pouco mais a frente vamos encontrar o Relógio do Sol, um experimento que possui ajuste azimutal para latitude e estações do ano. Foi construído em acrílico e resina de poliéster cristal incolor.

A comunicação demonstrada em forma de ciência também pode ser encontrada no Caminho do Conhecimento através do experimento, Parabólicas Comunicantes, o décimo primeiro experimento da série, que serve para demonstrar a convergência de ondas quando refletidas em uma superfície côncava em resina de poliéster, manta de fibra de vidro. Como um telefone sem fio o experimentador fica de um lado da concha balbucia palavras e o do outro uma segunda pessoa escuta e retorna a mensagem.

O Caminho do Conhecimento chega ao final com o Giroscópio destinado a demonstração da composição tridimensional dos movimentos de rotação. O experimento tem estrutura periférica em tubo cilíndrico de aço inox. A parte móvel externa quadrada possui extremidades chanfradas. O setor móvel interno em formato hexagonal, com apoio de pés com regulagem de altura fixada em tudo também de inox, com encosto almofadado para as costas com cinto de segurança regulável.

Para percorrer o Caminho do Conhecimento é necessário um agendamento prévio monitorado realizado no Setor de Gestão Educacional da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes de terça a sexta-feira, das 9h00 às 20h00, e nos sábados e domingos das 10h00 às 21h00. Maiores informações pelos telefones: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530 ou pelo email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

SERVIÇO:
MUSEU DA CIÊNCIA - CAMINHO DO CONHECIMENTO
Inauguração: Dia 3 de julho (Sábado)
Hora: 16h30
Local: Área Externa da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, s/n - Altiplano Cabo Branco – Cep: 58046-010
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Informações: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530.
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

A arte e a cidade


“A Arte e a Cidade” é o tema da mostra individual itinerante do artista plástico paraibano, escultor e designer, Erickson Britto, que será aberta no primeiro pavimento da Torre Mirante, próximo dia 02 de julho, sexta-feira, às 19h00, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada na Av. João Cirillo da Silva, S/N, Altiplano Cabo Branco. A entrada é gratuita com visitação pública de terça-feira a domingo das 10h às 21 horas.

A mostra tem a curadoria conjunta de Veras Barros e Lúcia França. A exposição reúne 30 obras inéditas do artista entre esculturas, maquetes de obras públicas, objetos e jóias em formas abstratas e geométricas com vocabulário próximo da tradição construtivista brasileira. Uma das peças de destaque é a ‘Saudação ao Sol’, composta de seis totens vermelhos que traz uma referência ao lugar onde o sol nasce primeiro, à natureza humana e sua relação com a divindade.

A obra “Saudação ao Sol” foi a grande vencedora do concurso público “obra pública Jackson Ribeiro”, promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), que será instalada na Av. Beira Rio, na confluência da avenida Rui Carneiro, local denominado Largo das Gameleiras, próximo ao Hotel Tambaú. Erickson Brito disse que tudo isso possui um aspecto subjetivo, pois será uma grande oportunidade, de devolver para João Pessoa, esse olhar inicial da volumetria, por meio dessa obra de arte pública. “É como um ciclo que se fecha em sua trajetória de vida, embora não se encerre ai, pois a busca é continua e as experiências com as formas é um exercício de possibilidades infinitas”, afirmou.

A exposição possui uma linguagem única da obra do artista Erickson Britto que celebra 30 anos de produção. Paralelamente será lançado durante a mostra o site com toda história do artista, desde as jóias, quando iniciou seu aprendizado no experimento das formas e do metal, até a produção contemporânea de objetos, esculturas e obras de grandes dimensões realizadas já este ano.

Erickson Britto é natural de João Pessoa, viveu em Recife (PE) e hoje reside em Fortaleza (CE), onde mantém ateliê. Em sua trajetória artística começou experimentando as formas através da criação de jóias. Mas, ao perceber as facilidades do ouro, fascinante por si mesmo, que invariavelmente toda obra produzida seria denominada de jóia, decide abandonar temporariamente aquele nobre mental, começando a laborar em prata, forçando-se a obter resultados, igualmente nobres, através da superação pelo design. Sua formação profissional é na área de comunicação, mas suas experiências e cursos passam também por outros seguimentos, como projetos gráficos, atividades de responsabilidade social, produção e direção de filmes institucionais, restauração de acervos de jóias, produção e curadoria de exposições. Cursos nas áreas de design, gestão da cultura, administração e preservação de reserva técnica, produção e montagem de exposições, e outros voltados para o aprofundamento da arte contemporânea. Atualmente é assessor de Comunicação do Banco do Nordeste.

Há 32 anos Erickson Britto mudou-se da Capital da Paraíba e levou consigo a observação do traçado da cidade, para a percepção da volumetria e das formas que caracterizam suas construções. As composições geométrica agrupadas, com inclinações e arquiteturas diferentes: o colonial, o barroco das igrejas, edificações dos anos 50 e entre outras. Levou consigo impresso na alma essa percepção que mais tarde trabalhou a tridimensionalidade das formas, experimentou diversos materiais como suporte, criou jóias, objetos, troféus, comendas, móveis e esculturas, viajou, conheceu ateliês na Europa e participou de Salões de Artes.

Conforme ele mesmo descreve, sua experiência de infância potencializou o destino de sua obra e ativou um mecanismo de observação da tridimensionalidade e a percepção da volumetria dos equipamentos urbanos, como, posteriormente, de outras cidades do Brasil e do mundo em que conheceu. “Quando criança, ao observar João Pessoa, a partir de uma vista aérea, ao subir no edifício mais alto da cidade tive uma sensação que me marcou: o traçado da cidade, ruas, casas, praças, edifícios, galpões, ginásios, placas sinalizadoras e fábricas formavam desenhos em blocos compactos com seus telhados de diversas águas. “Eu sempre tenho a sensação, no momento da criação, que todo projeto executado é sempre um protótipo de algo maior, para um espaço mais democrático, para o público que circula nas cidades”, disse.


O presidente da comissão julgadora do concurso Jackson Ribeiro, o escritor, artista plástico e dramaturgo W.J Solha, que também assina o catálogo de Erickon Brito afirmam que projeto Saudação ao Sol, empolgou de imediato a todos da comissão. São seis totens intensamente vermelhos, maciços e densos-evidentemente projetados para encararem o sol onde ele nasce primeiro nas Américas (João Pessoa) e que encheram olhos e a imaginação de todos, pela força de sua presença, além da clara mensagem de veneração à vida. “O coletivo sem especificação de cor, sexo, raça, representado por seis e não apenas um totem, o ambiente e o sol incorporados ao seu conceito. Impossível chegar mais perto da essência do que somos e do que precisamos: a vida e a luz. Impressionou a capacidade de dizer tanto com tão pouco. Tivemos, naquele momento, a certeza de que acabava de surgir um novo poeta da forma”, comentou Solha.

Da Jóia para a escultura - Aos poucos e como uma necessidade maior de expressão, os corpos que abrigavam jóias transformam-se em espaços públicos, e a jóia toma definitivamente a sua forma escultórica. Nascem as primeiras esculturas sob forma de pequenos troféus em prata, aço e outros materiais, que evoluem em suas formas e dimensões e invadem espaços, ambientes e cidades. “O resumo da obra desse artista pode ser conferido em ‘A Arte e a Cidade”, na Estação Cabo Branco até o próximo dia 01 de agosto.


SERVIÇO:
EXPOSIÇÃO: A ARTE E A CIDADE
Artista Plástico: Erickson Brito
Abertura: dia 2 de Julho (Sexta-Feira)
Hora: 19h00
Local: Segundo pavimento da Torre Mirante – Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Altiplano Cabo Branco
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Até 6 de agosto

Projeto Arraiá da Estação


Quadrilha CANGACEIROS DO SERTÃO se apresenta no ARRAIÁ DA ESTAÇÃO neste sábado

O projeto Arraiá da Estação apresenta duas novas atrações neste sábado (19). Trata-se da apresentação da Quadrilha Cangaceiros do Sertão, a partir das 16h00, no anfiteatro da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. A entrada é aberta ao público.

Cangaceiros do Sertão surgiu no Bairro dos Estados, bairro de classe média alta da cidade de João Pessoa, com o propósito de resgatar adolescentes da periferia da situação de risco social em que se encontram. Nestes 16 anos de existência participou de vários eventos e fez muitas apresentações pelo Nordeste. O grupo recebeu vários prêmios, a exemplo de Melhor Quadrilha Junina em Natal (RN), Melhor Quadrilha, da série D, do Festival de Quadrilha Junina de Pernambucano e no Pará como Melhor Grupo Folclórico.

Atualmente é presidida pelo quadrilheiro Ginaldo José da Silva e possui 40 integrantes. Neste ano eles se apresentam no Festival de Quadrilhas promovido pela Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE) e Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) com o tema “Casamento em São João é tradição! Vamos dançar na Cangaceiros do Sertão”. Nesta apresentação de sábado na Estação eles apresentam um pouco do que vai acontecer no Festival de Quadrilhas no centro histórico da cidade.

A quadrilha Cangaceiro do Sertão vem acompanha do grupo Alegria do Forró que tocará o melhor do forró pé de serra do Nordeste. O grupo é composto por Roseno (zabumba), Naldinho (triângulo) e Francisco Cândido de Souza na sanfona. O grupo está na estrada há 10 anos sempre tocando bastante pelo sertão e em eventos juninos do nordeste.

PROJETO ARRAIÁ DA ESTAÇÃO – O projeto é uma iniciativa da Divisão de Programas e Atividades e Gestão Educacional da Estação Cabo Branco. A primeira edição aconteceu no passado e o sucesso foi tanto que circulou pela Estação Cabo Branco mais de 900 visitantes para assistir a apresentação das quadrilhas. O evento é realizado em seis dias do mês de junho.

O objetivo do projeto é articular iniciativas na área de cultura a fim de garantir a construção da cidadania plena às crianças e jovens do município bem como promover a divulgação da tradição deste grande festejo por meio da inserção da influência brasileira que pode ser percebida nos costumes.

Já passaram pelo Arraiá da Estação a quadrilha junina Sacode a Poeira e o trio Raízes Nordestinas, a quadrilha João Tota e o trio Bota pra Gerar e ainda estão programadas as apresentações das quadrilhas: Flor do Sertão e o grupo Marluce Forrozeira (dia 26), Quadrilha Chã de Cutia e o trio de forró Xamego Quente (dia 27) e para finalizar a quadrilha Tico Show e o Trio de Forró Ritmo Nordestino (dia 29).

SERVIÇO:
PROJETO ARRAIÁ DA ESTAÇÃO
Apresentação da quadrilha CANGACEIROS DO SERTÃO E O GRUPO ALEGRIA DO FORRÓ
Sábado (19)
Hora: 16h00
Local: Anfiteatro da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Arte – Av. João Cirilo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco.
Entrada: Gratuita
Informações: 3214.8303/8270
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

Artes Plásticas


A exposição AMOR e SOLIDARIEDADE é vista por mais de dois mil estudantes da Capital e mais de sete mil turistas

Dois mil setecentos e cinquenta e oito estudantes de escolas públicas e privadas da cidade de João Pessoa já visitaram a exposição individual do artista plástico Abelardo da Hora intitulada “Amor e Solidariedade”, que se encontra aberta a visitação pública nos jardins e segundo pavimento da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), localizada na Avenida João Cirillo da Silva, Altiplano Cabo Branco.

No livro de visitas da Estação Cabo Branco está registrada também a presença de 7.033 pessoas, entre turistas e visitantes em geral. A turista, Elizabeth Salviano, do Estado do Pará, disse que é a primeira vez que vem a João Pessoa e está encantada com a exposição. “Pena que muitos brasileiros não tem a oportunidade de deslumbrar tamanha beleza”, acrescentou Elizabeth que veio com a família festejar o São João Pessoa.

A mostra é uma parceria entre o Instituto Abelardo da Hora (IABH) e Estação Ciência, Cultura e Artes que trouxe para João Pessoa 130 obras do artista. Além das esculturas estão expostas desenhos, gravuras, pinturas e salvas de vários momentos dele.

A montagem envolveu uma equipe de aproximadamente 70 pessoas do Instituto Abelardo da Hora (IAH) e servidores da Logística da Estação Cabo Branco, com apoio da Secretaria de Infra Estrutura (SEINFRA). Nesta montagem foram utilizados 2 caminhões Munck´s, uma vez que alguma pessoas pesam cerca de 500 quilos.

As peças estão dispostas em dois lugares da Casa. Na área externa estão as obras maiores e mais pesadas do artista. Na parte interna, instalada no segundo pavimento da Torre Mirante, estão expostas 113 obras entre elas esculturas em concreto e bronze, painéis cerâmicos e esculturas em pequenos formatos, bustos e relevos escultórios.

A curadora da Estação Cabo Branco, a artista plástica, Lúcia França, disse que as obras maiores foram distribuídas nos jardins da Casa sem que houvesse nenhuma agressão ao meio ambiente e ao gramado. No local em que estarão instaladas as obras foram preparadas bases, estilo “cobogramas”, que são ecologicamente corretas para receber essas peças. A exposição ficará no local até o dia o dia 8 de agosto, com visitação pública de terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h00 e nos sábados e domingos das 10h00 às 21h00.

SOBRE ABERLARDO DA HORA

Abelardo da Hora nasceu no ano de 1924. É natural de São Lourenço da Mata (PE). Formado pela Escola de Belas Artes do Recife, conviveu com nomes como Vicente do Rêgo Monteiro e Hélio Feijó. Vanguardista, foi um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife e um dos precursores da arte cinética no país. Mestre de toda uma geração de artistas pernambucanos de renome, partindo de Francisco Brennand até José Cláudio, Corbiniano Lins, Guita Scharifker, Gilvan Samico, Wellington Virgolino, entre outros.

A curadora geral da Estação Cabo Branco, a artista plástica Lúcia França, disse que Abelardo da Hora é um dos poucos escultores expressionistas de vulto em plena atividade no país. Ele foi um dos fundadores do Movimento de Cultura Popular e o mentor da ideia básica anos antes de sua realização, calcando grande parte de sua vida no ensino gratuito de arte aos novos talentos e na integração de todas as artes em uma espécie de universidade aberta.

As obras de Abelardo da Hora, a maioria de estilo estão espalhadas por todo o mundo: China, França, Estados Unidos, Suíça, Rússia, e na antiga Tchecoslováquia. No Brasil integra os acervos do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu do Solar do Unhão na Bahia, MASP (Coleção Pietro Maria Bardi), MAC da USP, MAMAM do Recife e em inúmeras coleções particulares. Incontáveis são as exposições - individuais e coletivas - que integrou: todos os países da Europa, Mongólia, Argentina, Canadá e EUA (incluindo individual na Biblioteca do Congresso), entre tantos, já receberam suas obras. Diversas vezes premiado em Salões de Artes Plásticas em todo o país, desde a década de 1950 é Delegado em Pernambuco da Secção Brasileira da Internacional de Artes Plásticas ligada à UNESCO, além de ser um dos fundadores da ABDE em Pernambuco.

Vasta é a referência bibliográfica sobre Abelardo da Hora. Vão desde as maiores enciclopédias do país (a Delta Larrousse e a Barsa) até a trabalhos importantes sobre a arte Brasileira, como o livro Expressionismo no Brasil - Heranças e Afinidades da Fundação Bienal (1985), A Coleção Arte no Brasil da Editora Abril, História Geral da Arte no Brasil, com coordenação de Walter Zanini, dentre muitos catálogos e livros nacionais e internacionais.

SERVIÇO: EXPOSIÇÃO: ABELARDO DA HORA – 60 ANOS DE ARTE
Até o dia 8 de agosto
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura E Artes – Altiplano Cabo Branco
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h

O Retorno


O bom filho a casa retorna.
Portas abertas
Janelas e frestas gigantes.
Sabe que nem tudo será como antes. Mas que será bom retornar.
O bom filho a casa retorna.
E retornou.
Entornou sua vida no dormente da porta.
E a cara torta dos que lhe censuram coloca no bolso.
O bom filho que retorna é o mais moço
Come o almoço
Como se nunca tivesse saído de lá.
(Poeta desconhecido).