As Santinhas do Pau Oco


Depois de “Mulheres à Beira de um Ataque” a artista plástica Ana Christina abriu nova exposição no segundo pavimento da Torre Mirante, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizado no bairro do Altiplano Cabo Branco. A mostra individual intitulada “Santinhas do Pau Oco” permanece no local até o dia 17 de outubro e entrada é aberta ao público.

Na mostra o visitante vai encontrar 30 peças em papel maché em tamanhos que variam de 30 a 70 centímetros de altura com detalhes minuciosos que sempre caracterizou o estilo da artista. De acordo com Ana Mesquita as peças têm nomes que jogam com a comicidade da ideia de santinhas de pau oco.

Ana Christina é uma artista que evoluiu bastante nos últimos anos. Seu primeiro trabalho foi pontuado pelas fortes influências culturais do Nordeste do Brasil, a exemplo das carrancas do Rio São Francisco ao Carnaval, através das máscaras, confeccionado em papel maché e miniaturas em argila. O detalhismo na sua pintura, associado a formas e materiais convencionais, são marcas registradas que faz reconhecer sua obra em qualquer local.

Ana também é arte educadora e a pesquisadora de materiais de fácil acesso e manuseio para utilização em sala de aula. Toda essa pesquisa levou a experimentar a pintura em ovos, mantendo, desta maneira, a forma arredondada das máscaras.

O pedido de um amigo para criar uma peça em papel maché levou-a à esculturas de bichos em papel maché. Alguns amigos disseram que os ovos eclodiram e "nasceram" os bichos. Fatos da vida acabaram por criar uma nova vertente deste trabalho, as “Mãinhas”, linda figuras de mulheres mães.

A ARTISTA - Ana Christina Mesquita Melo natural de João Pessoa (PB). Frequentou o curso de Educação Artística da Universidade Federal da Paraíba, habilitação em Artes Cênicas e Artes Plásticas, de 1978 a 1992. Realizou cursos de Teatro Infantil e Arte Dramática, História da Arte, Problemas de Composição na Linguagem Visual, Desenho Artístico, Pintura, Cerâmica, Xilogravura, entre outros.

Foi professora da Faculdade de Ciências e Letras de Maceió (Al), nas áreas de Metodologia do Ensino, Fundamentos da Linguagem Visual, Formas de Expressão da Comunicação Artística e Projetos Experimentais. Foi ainda professora de Educação Artística em várias escolas e cursos, atividade que exerce ainda hoje.

O contato com a vida artística acabou por levá-la ao uso de sua habilidade manual, confeccionando máscaras para apresentação de grupos musicais e peças de teatro, balé, coordenando Oficinas, levando-a, por fim, a expor o seu trabalho.

Expôs suas Máscaras na 1ª Expo-UFPB, em 1998, na Exposição de máscaras do Departamento do Departamento de Artes e Comunicação da UFPB, em 1989 e no IV Salão de Novos Artistas Plásticos da Paraíba, em 1990. Em abril de 1996 iniciou uma série de individuais intitulada "A Arte do Povo", expondo a pintura em ovos.

Em novembro de 1998 iniciou a série de exposições, individuais e conjuntas, de esculturas de bichos em papel maché, em João Pessoa, São Paulo, Brasília e Milão. Aos bichos, juntaram-se as Mãinhas, expostas em outubro de 2005.


SERVIÇO: Exposição “As Santinhas do Pau Oco”
Até 17 de outubro de 2010.
Local: Segundo Pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Altiplano Cabo Branco.

Pilar Roca expõe "DESENHOS


Depois da mostra “Entrelinhas”, no ano passado, a artista plástica Pilar Roca expõe “Desenhos”, sua mais nova mostra individual que permanecerá aberta para visitação pública no hall da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizado no bairro do Altiplano até o dia 30 de outubro.

“Desenhos” reúnem 30 trabalhos inéditos da artista e uma de suas melhores fases. Os desenhos são construídos sobre um suporte simples e acessível, a cartolina. Pilar Roca constrói, através dos traços, linhas e formas, emergirem peças que podem ser figurativas, conter uma visão parcial de seres humanos, animais, plantas ou situações construídas e enxergadas particularmente a partir da vivência e experiência de cada um.

Os trabalhos são inicialmente desenhados com tinta esferográfica de cor preta, em seguida escaneados, logo após recebem um tratamento no computador com softwares específicos, para no final terem a dimensão de telas, de modo a ganhar não só outro suporte expositivo, mas provocar outros tipos de leitura sobre a mesma obra.

A proposta inicial de Pilar Roca é estender suas mostras aos mais distintos ambientes, onde a arte possa interagir com a vida, seja por contornos educacionais, terapêuticos ou meramente recreativos. “Além de propor um espaço para os outros se expressarem, porque os desenhos não falam tudo. São como entradas para cada um encontrar seu próprio viés”, explicou Pilar.

O título da mostra “COMPilar”, como o próprio nome propõe sugere, reúne tanto trabalhos inéditos da artista, quanto obras significativas para Pilar Roca e que foram apresentadas em exposições anteriores, a exemplo de "Penélove bajo Sospecha" (2004) e "Entrelinhas" (2009).

A ARTISTA – Pilar Roca é natural de Cádiz, é uma cidade localizada ao sul da Espanha, virada para o Oceano Atlântico, que pertence a Comunidade Autônoma de Andaluza. Além de artista plástica é doutora em filosofia e letras pela Universidade Autônoma de Madrid e professora do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (DLEM) e da Pós-Graduação em Linguística (Proling) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Ciência e Tecnologia

ESTAÇÃO CABO BRANCO recebe quatro novos experimentos do MUSEU DA CIÊNCIA

O Museu da Ciência e Tecnologia da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes (ECARTES), órgão vinculado a Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de João Pessoa (SEDEC/PMJP), recebeu está semana quatro novos experimentos científicos.

Os novos equipamentos estão sendo montados no primeiro andar da Torre Mirante. O diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, explicou que inicialmente foram instalados 12 experimentos que estão em pleno funcionamento no caminho do conhecimento nos jardins da Estação. Em seguida foram adquiridos outros 13 experimentos, com recursos próprios da Secretaria Municipal de Educação e Cultura dos quais já chegaram quatro deles. “Até o dia 20 de dezembro de 2010, se o cronograma permitir, estaremos adquirindo outros”, ressaltou Fernando Abtah.

Os experimentos não existem prontos são encomendados aos cientistas e confeccionados individualmente. Dos 13 experimentos nove deles já estão no Museu da Ciência. “A chegada destes 4 novos experimentos e até dezembro mais nove, compõe a segunda etapa de três. Na terceira etapa 25 outros experimentos estarão sendo adquiridos”, explicou Abath.

Nesta nova etapa serão montados o “Carrossel de Coriollis”, um experimento destinado à demonstração de movimentos em referências não inerciais. Como o próprio nome sugere o equipamento tem o formato de um carrossel de parque de diversões. Nele também terá uma cesta de basquete. A pessoa subirá no carrossel e vai tentar se manter em equilíbrio e ao mesmo tempo acertar uma bola na cesta de basquete. Este experimento tem o objetivo de explicar que efeito físico, em deslocamento, está acontecendo. Um efeito em deslocamento, na mesma velocidade do giro do carrossel. O segundo experimento é o “Bernoulli”, que demonstra o princípio de Bernoulli de escoamento de fluídos. Ele tenta demonstrar a capacidade que o vento tem de sustentar um objeto no ar. O avião (as asas) sofre a influência desse princípio. “Por isso que as asas do avião não são retas. Elas têm nas pontas uma curvatura de modo que a gente pensa que o avião não cai”, explicou Fernando Abath.

A “Gaiola de Faraday”, por sua vez, consiste em experimento utilizado para demonstrar a distribuição de carga elétrica em um condutor em equilíbrio eletrostático. Na prática uma pessoa dentro da gaiola eletrizada, não sente nenhuma sensação elétrica. Ela é construída toda em alumínio e possui 22 mil de voltagem. Nela o visitante entra na gaiola e não leva choque. Um monitor de física vai explicar qual o princípio que está fazendo este isolamento ocorrer.

O Gerador de Van-Der-Graff é o quatro experimento destinado a demonstrar o campo eletrostático. Consiste em bola de alumínio compacta em que a pessoa ao colocar as mãos sobre ela não levará choque. O efeito eletrostático, a energia acumulada neste globo, passará para os pêlos fazendo com que fiquem ouriçados. Todos os experimentos recebem o nome de seus inventores. A inauguração ainda não tem data prevista, uma vez que os técnicos estão em processo de análise e montagens dos mesmos.

“Tudo isso me dá uma grande satisfação, pois o visitante, estudante da rede pública e privada possa agendar sua aula de campo e aprender física clássica da maneira mais lúdica possível”, comentou Fernando Abath, que também é professor universitário há mais de 20 anos. “A missão de difundir e popularizar ciência, cultura e artes é cumprida no momento em que a gente tem um museu com estas características”, conclui Abath.

MUSEU DA CIÊNCIA – O Museu da Ciência começou a ser montado no ano passado (2009) com a aquisição do planetário digital inflável, em formato de uma abóboda gigante azul marinho, com capacidade para 15 pessoas por sessão. Dentro é exibido um filme sobre a conjunção estrelar. Ele permite a visualização de mais de 100 mil estrelas.

Na sequencia foram adquiridos lunetas e telescópios de observação lunar e contratado um astrônomo que fornece aos visitantes e estudantes explicações sobre a conjunção dos planetas e estrelas. Com isso foi criado o projeto “Venha ver a lua” que acontece uma vez no mês em que atrai um número cada vez maior de expectadores.

Logo após foram adquiridos 12 novos experimentos científicos (Políedros de Platão, Bicicleta da Corda Bamba, Balanços Acoplados, Pêndulo da Coragem, Xadrez Gigante, Esfera de uma Tonelada, Sistema de Roudanas, Ponte Romana) que formaram o Caminho do Conhecimento, instalado no jardim da Estação Cabo Branco. Ele possui 900 metros e tem a função de interagir com o visitante e ao mesmo tempo propiciar aulas de campo sobre matemática, física, biologia, química e ciência em geral para estudante e professores das escolas públicas e particulares. A inauguração oficial do Caminho do Conhecimento aconteceu no dia 3 de julho de 2010 e realizada pelo atual prefeito municipal Luciano Agra. Os recursos para aquisição dos experimentos são do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O diretor geral da Estação Cabo Branco, professor Fernando Abath Cananéa, disse que quando optou-se pela Estação Cabo Branco ser uma unidade educacional se fez uma a clara e importante escolha de oferecer a população local e brasileira, por extensão, um espaço de práticas transversais visando oferecer ao sistema municipal de ensino e rede particular um novo locus de diferentes saberes.

Nesse sentido é que a Estação, por meio de seus diferentes Programas Permanentes no campo educacional, científico e artístico, oferece aos escolares do sistema público e privado de ensino diferentes projetos, oficinas, exposições, seminários, workshops, planetário, laboratórios de robôtica e astronomia, sessões de cinevídeo, semanas de ciência e tecnologia.

SERVIÇO:
MUSEU DA CIÊNCIA
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, s/n - Altiplano Cabo Branco – Cep: 58046-010
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Informações: (083) 3214.8270 – 3214.8303 – 8852.5530.
Email: ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br

EXPOSIÇÃO DE LIVROS INFANTIS é atração da SEMANA DA CRIANÇA na Estação Cabo Branco


Ainda na última quinta-feira (7), às 9h00, dentro da programação da Semana da Criança, foi aberta a Exposição de Livros Infantis do Sebo Cultural no segundo pavimento da Torre Mirante na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada no Altiplano.

A Exposição do Livro Infantil é uma parceria entre a Estação Cabo Branco, a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de João Pessoa e do Sebo Cultural. No local estarão expostos cerca de 700 livros, dirigido aos públicos infantil e juvenil, com preços acessíveis ao bolso do leitor que variam entre R$ 5,00 a R$ 3,00.

O diretor do Sebo Cultural, Heriberto Coelho de Almeida, disse que até o dia 12 de outubro estarão expostos livros infantis das mais conceituadas editoras nacionais, a exemplo da Ática, Melhoramentos, Moderna e outras.

No segundo andar da Torre Mirante o visitante leitor vai encontrar livros infantis de autores nacionais (Marina Colassanti, Bartolomeu Campos, Pedro bandeira, Ana Maria Machado, etc) e autores paraibanos, a exemplo de Jessier Quirino, André Ricardo, Vóvó Babi, Melissa Palmeira e outros.

Paralelo a Exposição de Livros Infantis acontecem às oficinas de artísticas e culturais de violão, flauta, origami, dança, artesanato, desenho na sala de práticas educacionais com os arte-educadores do programa Ciranda Curricular.



SERVIÇO:

ESTAÇÃO CRIANÇA – EXPOSIÇÃO DO LIVRO INFANTIL

Abertura: Quinta-feira (dia de 7 de outubro) – até 12 de outubro

Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, S/N. Altiplano Cabo Branco.Cep. 58046-010.

Semana da Criança é na Estação Cabo Branco


Começou na quinta-feira (7) a terceira edição do “Estação Criança”, que acontecerá até o dia 12 de outubro na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizado no Altiplano. A abertura oficial aconteceu às 9h00, com abertura da exposição “COMPilar”, no salão panorâmico, no segundo pavimento da Torre Mirante.

No setor de práticas educacionais acontecem às oficinas artísticas e culturais de violão, flauta, dança, origami, dança, artesanato e outras. No primeiro pavimento no Laboratório de Astronomia o astrônomo Marcos Jerônimo estará à disposição dos estudantes, crianças, pais, educadores e público em geral para todas as informações e dúvidas sobre o universo e os equipamentos utilizados para observação dos planetas.

Também no segundo pavimento, às 10h30, foi aberta a exposição Darwin Now com a palestra sobre o criador da Teoria da Evolução Charles Darwin, ministrada pelo professor do Sistema Municipal de Ensino, Abel Cavalcante de Souza Filho, docente das Escolas Municipais Cantalice Leite e Anaíde Beiriz.

A partir das 11h00 se apresentou o Grupo Kairós com o espetáculo “Como nosso mundo começou”, no auditório. No mesmo local, às 14h30 se apresentou a Orquestra Infantil da Escola Zumbi dos Palmares e em seguida, às 15h30, o grupo de teatro Agentes da Alegria, às 15h30.

Na sexta-feira (8), às 9h00, foi aberta a exposição de livros infantis do Sebo Cultural, no segundo andar do salão panorâmico da Torre Mirante da Estação. Também às 9h00 tem início a exposição mais esperada do Estação Criança, a mostra Darwin Now, no primeiro andar. No segundo andar será aberta a exposição COMPilar no salão panorâmico. Na área de música se apresenta o grupo de flautas das escolas municipais, no auditório, a Orquestra Infantil Zumbi dos Palmares, o grupo de teatro Agentes da Alegria e às 15h30 se apresenta o Sexteto da Escola Municipal Augusto dos Anjos.

O evento prosseguiu no sábado (9), com atividades de 9h00 às 21h00. Pela manhã, às 11h00, se apresentou o grupo de Choro da Sedec e as 15h00 teve início às 15h00 o espetáculo teatral “Os saltimbancos” da Companhia Paraibana de Dramas e Comédias.

No domingo (10) além das exposições, oficinas artísticas e a feira de livros haverá novas apresentações de teatro e música. E na terça (12), Dia das Crianças, o destaque vai para a apresentação do espetáculo “Uma Estória de Música”, no auditório, com o percussionista Luciano Oliveira e o contador de estórias José Carlos.

SERVIÇO:

ESTAÇÃO CRIANÇA

Abertura: Quinta-feira (dia de 7 de outubro) – até 12 de outubro

Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes – Av. João Cirillo da Silva, S/N. Altiplano Cabo Branco.Cep. 58046-010.