Segunda edição da obra sobre a REFORMA EDUCACIONAL NO BRASIL acaba de ser reeditada



Devido ao sucesso de vendas acaba de ser lançada a segunda edição do livro “A Reforma Educacional no Brasil – Processos legislativos, projetos em conflitos e sujeitos históricos”, (Editora UFPB, 2012), de autoria do professor Jorge Fernando Hermida.

A edição, revisada e ampliada, consiste em um estudo teórico-descritivo e tem como objetivo conhecer e compreender, de forma ampla, a política educacional do Brasil, entre os anos de 1988 e 2001, considerando seu desenvolvimento do ponto da vista da história. A publicação é resultado de pesquisas da tese de doutorado defendida na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE/Unicamp) e foi editada pela Editora Universitária da UFPB.

Em “A Reforma Educacional no Brasil”, o autor levanta dados relevantes para compreender a reforma educacional brasileira. O estudo é abrangente e complexo uma vez que envolve questões relacionadas às normas jurídicas, que estão indicadas no anexo no final do livro. São pareceres, portarias aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação e Ministério da Educação (Mec). Embora apresente dados de 2001, a pesquisa é atual, uma vez que os conflitos para se obter uma reforma educacional séria e verdadeira no país passa longe do desejo dos brasileiros.

A obra ganhou nova roupagem, com capa preta e uma fotografia da época medieval que remete ao tipo de construção que fazia da educação, e o acréscimo de comentários com dois prefácios explicativos. “Nunca pensei que um livro meu tivesse que ser reeditado pela procura, ainda mais eu que sou estrangeiro”, comentou surpreso o professor Jorge Fernando Hermida.

O estudo se encerrou em 2001 devido à aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), ou Lei no 10.172, que dentre outras coisas aprova o plano nacional de educação e dá providências. “Este fato foi reconhecido tanto pelas autoridades educativas nacionais como também pelas numerosas associações de professores, estudantes e sindicatos vinculados ao campo da educação, que historicamente, localizam-se na oposição política do processo de reformas, em especial depois que Fernando Henrique Cardoso chegou ao governo”, disse Hermida, natural da República Oriental do Uruguai, que parece conhecer muito mais da realidade política educacional brasileira do que os educadores brasileiros.

O professor Ramos Barbosa é outro admirador do trabalho do professor Jorge Fernando Hermida. “O trabalho é didático, possui uma linguagem fácil, agradável, com extrema qualidade”, comentou Barbosa.

A publicação vem disposta em três capítulos em que fala, dentre outros assuntos, sobre o primeiro momento da reforma educacional no Brasil e seus antecedentes históricos, além de comentar sobre as propostas, seus mentores e os processos legislativos. Permite ainda identificar uma série de contradições que elucidaram os pressupostos e a concepção teórica do projeto do poder executivo para a educação nacional.

Um dos assuntos polêmicos do livro diz respeito ao papel do partido dos trabalhadores, na atual conjuntura, quando apoiava os sujeitos coletivos populares contra a proposta neoliberal de reforma educacional se portavam de uma maneira, e que ainda continua mantendo vigente a política educacional aprovada nos governos anteriores.

Na opinião do professor, Silvio Sánches Gamboa, da Unicamp, que escreve o prefácio da obra, o livro contém novos elementos que responde a certas interrogações e vem para questionar se atual reforma em andamento poderá ser a manutenção de uma falácia com conseqüente aprofundamento das desigualdades.

O AUTOR - Jorge Fernando Hermida Aveiro é natural de Montevideu (Uruguai), com naturalidade brasileira a cerca de 20 anos. É professor do Curso de Licenciatura em Educação Física do Centro de Ciências da Saúde e da Licenciatura em Pedagogia da Educação a Distância - Centro de Educação da UFPB. Membro do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba. Possui Mestrado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (1995) e Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2002). Pós-doutorado no Departamento de Sociologia e Comunicação da Universidade de Salamanca, Espanha (2009-2010). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física, Esporte e Lazer" do Estado da Paraíba (LEPELPB), do Departamento de Educação Física da UFPB, cadastrado no CNPq. Foi Pesquisador Visitante na Universidad de Salamanca, Espanha, nos anos 1999, 2000 e 2001. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Política educacional, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Infantil, Política Educacional, História da Educação e Educação Física.

SERVIÇO:
A REFORMA EDUCACIONAL NO BRASIL – Processos legislativos, projetos em conflito e sujeitos históricos
Autor: Jorge Fernando Hermida
Editora UFPB
2ª Ed. Revista e Ampliada

Texto de Adriana Crisanto Monteiro
Publicado e divulgado com autorização do autor.

Eliane Velozo abre nova exposição fotográfica


Será aberta nesta quinta-feira (12), às 19h, no segundo pavimento da Torre Mirante, a exposição fotográfica “Redescobrindo a Jornada de meu pai” da fotografa e multiculturalista Eliane Velozo. A artista retorna a Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes para desta vez homenagear o pai Gastão Veloso de Melo, um veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB). A mostra permanece aberta a visitação pública de terça a sexta-feira das 9 às 21h, e sábado e domingo das 10h 21h, até o dia 29 de abril.

Nesta exposição serão exposta aproximadamente 40 fotografias em que retrata a vida de seu pai e o percurso que ele fez desde o seu alistamento e embarque para a II Guerra Mundial. Gastão Veloso de Melo nasceu em Lajedo/PE, em 1922, onde viveu e trabalhou na agricultura, até o seu alistamento militar, em 1942. Embarcou para a Itália, durante a II Guerra Mundial, no 5º. Escalão de Embarque, retornando ao Brasil em outubro de 1945. Tem 88 anos de idade e reside no Recife, onde é membro da Associação dos Veteranos da FEB. É casado com Enedina Alves de Melo e tem sete filhos, cinco netos e um bisneto.

Foi na busca individual de entender o significado de ser um veterano de guerra que a artista resgatou fotos e registros da época e voltou com o seu pai aos lugares onde ele nasceu (Lajedo), se alistou (Caruaru), serviu (Jaboatão), patrulhou o litoral de Pernambuco (Tamandaré), fez treinamento militar e embarcou para Itália (Rio de Janeiro). Em 2011, a artista viajou para a Europa quando refez a trajetória do veterano, nos locais onde ele lutou e visitou (Itália), durante e logo após o término da Segunda Guerra Mundial.

Ainda mais provocada pelas ações nazi-fascista contra judeus, negros, ciganos, homossexuais e povos de todo o mundo, Eliane Velozo foi à Polônia e à Holanda onde se emocionou nos campos de concentração e ao ter contato com monumentos referentes às atrocidades cometidas e também às lutas de libertação.

De volta ao Brasil, Eliane Velozo homenageia todos que, de alguma forma, se envolveram na II Guerra Mundial, e enaltece a possibilidade da paz mundial, partilhando a dor, o espanto, e a recriação dos processos de fraternidade ao expor fotografias, textos, mapas, rotas e vídeos que produziu. Além disso, como parte essencial de seu processo de criação, registra emoções e reflexões em um diário de viagem disponibilizado no endereço: http://jornadademeupai.blogspot.com/.

SOBRE A ARTISTA - Eliane Velozo nasceu em Lajedo. É formada em Comunicação Visual (UFPE) e Mestra em Belas Artes (Universidade de Illinois, em Chicago-EUA). É fotógrafa e multiartista e tem experiências educacionais nas áreas de criatividade, fotografia, comunicação, arte e sinestesia. Já expôs, entre outros lugares, em várias capitais Brasileiras, em Lisboa e Porto (Portugal), Cidade Velha (Cabo Verde), e no Texas, St. Louis e Chicago (EUA). Sempre participa e coordena projetos individuais e coletivos. Reside a 14 anos em Belo Horizonte.

SERVIÇO:
EXPOSIÇÃO DO PROJETO “REDESCOBRINDO A JORNADA DE MEU PAI”
Local: Segundo pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes, altiplano.
Abertura: Quinta-feira (12)
Horário: 19h
Período: de 12 a 29 de abril.
Horário de visitação: Segunda a sexta, das 09 às 21h, e sábados e domingos, das 10 às 21h.
Fone: 3214.8303 – 3214.7280

Cultura dos Potiguara e Tabajara será debatida na Estação Cabo Branco


A arte, os costumes e as tradições de dois povos indígenas da Paraíba serão destaque neste mês de abril na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. Trata-se da I Mostra Cultura Viva: povo Potiguara e povo Tabajara do Estado da Paraíba que será aberta nesta terça-feira (10), às 9h, com o ritual Toré conduzido pelos indígenas.

A Mostra prossegue até o dia 26 de abril com várias atividades artísticas, palestras, ciclo de debates, rodas de conversa com estudantes, professores e o poder público para discutir sobre os aspectos que envolvem a arte, saúde, cultura e economia das comunidades indígenas que ocupam as duas maiores áreas litorâneas da Paraíba.

Programação – A abertura oficial nesta terça-feira (10) contará com a presença de representantes dos governos municipal e estadual, da Fundação Nacional do Índio (Funai), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e dos representantes de cada povo indígena. Logo após a abertura, haverá apresentação do Toré da Escola Estadual Pedro Poti. No período da tarde acontece a apresentação do espetáculo Brasil. Paralelo ao evento, no segundo pavimento da Torre Mirante, será aberta uma exposição com utensílios, artesanato, fotografias e vídeos dessas comunidades.

Povos - Os potiguara e tabajara constituem um grande exemplo de luta entre os povos indígenas no Nordeste brasileiro. Suas histórias de contato com a sociedade não indígena remonta ao início da colonização. Hoje, procuram manter o vigor de sua identidade étnica por meio do reaprendizado da língua Tupi-Guarani, do complexo ritual do Toré, da circulação de dádivas nas festas de São Miguel e de Nossa Senhora dos Prazeres, e na produção cultural dentro da prática do turismo étnico.

Os tabajara habitaram a zona da mata e o agreste paraibano e pernambucano, na Região Nordeste do Brasil. Extintos pela miscigenação, seu território estendia-se da Ilha de Itamaracá até o Rio Paraíba, adentrando pelo Agreste até o vale do Rio Pajeú. Atualmente se encontram aglomerados em pequenos povoadas na região do litoral sul da Paraíba, no Conde (Barra de Gramame, Jacumã e periferia), em Alhandra (Mucatu), Pitimbu (Abiaí) e em João Pessoa, nos bairros de Mandacaru, Cristo, Geisel e Jardim Veneza.

Os potiguara (“comedores de caramão”, de pety, “camarão” e guara, “comedor”) são indígenas que habitavam o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, quando os portugueses e outros povos europeus chegaram ao Brasil. Nos dias atuais estes habitam o norte do Estado, junto aos limites dos municípios de Rio Tinto, Baía da Traição e Marcação (na Terra Indígena Potiguara, Terra Indígena Jacaré de São Domingos e Terra Indígena Potiguara de Monte-Mor). Falam o potiguara, um idioma da família tupi-guarani.

SERVIÇO:
I MOSTRA DO POVO POTIGUARA E POVO TABAJARA
Abertura: Terça-feira (9)
Hora: 9h
Local: Auditório da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes.
Informações: 3214.8270 – 3214.8303